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quinta-feira, novembro 08, 2018
Citizen Kane (1941)

terça-feira, março 27, 2018
Dial M for Murder (1954)

sábado, julho 29, 2017
Strangers on a Train (1951)

sábado, agosto 30, 2014
Shichinin no samurai (1954)
“Shichinin no samurai” é um épico de três horas e meia de aventura e drama, intemporal, que confirmou o cineasta Akira Kurosawa, em 1954, como um nome maior da Sétima Arte em todo o mundo. Escrito, editado e realizado por Kurosawa, a narrativa de “Seven Samurai” remete-nos para uma aldeia nipónica no final do século XVI, onde um grupo de lavradores contrata sete samurais para combater bandidos que recorrentemente assaltavam as plantações para roubar as colheitas de uma temporada, bem como para violar e matar muitas das mulheres da aldeia. Considerado um dos filmes mais influentes da história do cinema, uma das poucas películas asiáticas que durante décadas teve reconhecimento inequívoco além-fronteiras, “Os Sete Samurais” retracta através dos sete heróis uma classe nobre repleta de valores e ideais que, devido ao passar dos tempos, entra em desuso e arrisca a extinção. Hino à consolidação da amizade masculina, tema comum em qualquer cultura, mas com especial relevância na infância de Kurosawa, “Seven Samurai” perde o seu peculiar pragmatismo ao longo dos minutos, ganhando uma consciência colectiva em que o individualismo dá lugar à força do grupo e, alegoricamente, um novo Japão é visionado nas acções de sete homens de técnicas tradicionais que mostram que uma nação pode desenvolver-se respeitando o seu passado e, acima de tudo, aprendendo com os seus erros. Com uma pós-produção fenomenal – as imagens fluem ao longo de duzentos e quarenta minutos -, o reconhecimento internacional de Kurosawa surge numa fita em que o seu trabalho artístico, técnico e visual é acompanhado de perto por um elenco brilhante e personalizado, onde o samurai Takashi Shimura e a jovem Keiko Tsushima merecem especial destaque, não esquecendo também, obviamente, o samurai maníaco Toshiro Mifune, que previamente já havia trabalhado com Kurosawa em Rashomon. História simples, detalhes fora-de-série e uma caracterização riquíssima integrados num visual duro, realístico e poético, que consegue dizer tudo por si mesmo, fazem deste capítulo de reconhecimento internacional do realizador nipónico uma proposta obrigatória para qualquer cinéfilo que se preze.
sábado, maio 17, 2014
The Asphalt Jungle (1950)
"Quando a Cidade Dorme" narra a história de um assalto milionário a uma joelharia que corre para o torto devido à ganância de alguns dos seus intervenientes. O roubo em si, orquestrado pelo conceituado Dr. Erwin Riedenschneider (Sam Jaffe), recentemente libertado da prisão, até revelou-se um sucesso; o problema foi tudo o que se seguiu, entre esquemas, traições e armadilhas para ver quem ficava com a maior fatia do bolo. Clássico do cinema noir realizado pelo lendário John Huston ("The Maltese Falcon" ou "The Treasure of the Sierra Madre", apenas para citar alguns), tantas vezes imitado ("The Badlanders", "Cairo" e "Cold Breeze" são adaptações do mesmo livro) mas nunca igualado, "The Asphalt Jungle" marcou a primeira aparição de Marilyn Monroe numa grande produção de Hollywood - numa personagem sem grande interesse, diga-se a verdade -, naquela que foi uma lição de moral de Huston sobre os caminhos inusitados e viciosos do crime, com ladrões sem glamour nem grande profundidade identitária, onde a desgraça ou a morte são o único final possível para cada um dos imperfeitos infractores. Histórica e esteticamente importante na forma como influenciou o género, "The Asphalt Jungle" foi nomeado sem glória para quatro óscares e é ainda hoje relembrado como o filme que catapultou o gigante Sterling Hayden, então herói de guerra no alto dos seus quase dois metros de altura, para uma carreira memorável. O filme de Huston deu ainda origem a uma série televisiva na ABC em 1961, sem grande sucesso, tendo sido cancelada ao fim de treze episódios.
sábado, junho 25, 2005
House of Wax (1953)

Tal como disse, o vilão era mesmo horroroso e arrepiante. A sua cara deformada por um incêndio que envolveu muita cera resultou num dos mais assustadores vilões da história do cinema. Os efeitos especiais devem ter sido completamente inovadores nos anos 50. Para assustar ainda mais, era sabido que o próprio realizador na vida real tinha apenas um olho. Apesar de tudo isto, "House of Wax" não é um filme assustador. Encaixa-se mais no género de filme de terror/mistério e como digo, com a devida distanciação histórica, deve ter sido muito bom. Mas sem esse paralelismo passado/presente, "House of Wax" continua a ser agradável. A sua retórica de vingança por parte do vilão que outrora viu todo o seu trabalho ser queimado por dinheiro, faz-nos não saber por quem torcer. É o herói-vilão, ou melhor, o vilão-herói. O final acaba por querer satisfazer o público e eu não gostei desse aspecto. Simplesmente não se encaixa na base ideológica do filme e argumento. Mas como o filme teve na sua "premiere" o próprio presidente dos Estados Unidos, lá se percebe que André de Toth, o "zarolho", não quisesse ficar mal visto.
Pelo que li no IMDB, este filme visto a 3-D é uma experiência única. Notam-se lá cenas claramente feitas para um visionamento a três dimensões, como as da bola de ping pong e a da guilhotina. Pode ser que um dia consiga pôr as mãos nessa versão. Mas se for amante do género, ou simplesmente quiser ver a primeira participação num filme de Charles Bronson como surdo-mudo, este filme está recomendado. Caso contrário ponha mas é as mãos num filme qualquer de Bud Spencer e Terrance Hill, tal como eu vou fazer mais logo!

segunda-feira, maio 16, 2005
Rio Bravo (1959)

De um lado está um exército de "mauzões", que tudo vão tentar fazer para libertar o irmão de um assassino da cadeia. Do outro lado está o sheriff John T. Chance e os seus dois ajudantes: um alcoólico e um coxo. Façam as vossas apostas. John Wayne é John T. Chance em "Rio Bravo", um western clássico e inesquecível, que reúne boa disposição e um conflito emocionalmente forte. A ele juntam-se Dean Martin e Walter Brennan (que actor!), dois notáveis e iningualáveis representantes do sonho americano. Rio Bravo é "um dos mais graciosos westerns de todos os tempos, juntando uma história empolgante, um punhado de fulgurantes personagens e uma dose incrível de bom humor, tudo isto com o glorioso e poeirento velho Oeste como fundo. John Wayne cria mais uma mítica e iconográfica personagem com o sheriff John T. Chance, um homem que já viu muitos Invernos e com um inquebrável sentido de justiça e dever. Apesar das hipóteses quase nulas de sair vencedor deste impasse, Chance confia com a sua vida nos poucos homens que estão ao lado dele." Um filme imortal, cheio de moral, que nos mostra que mesmo na pior das situações, podemos estar unidos, bem-dispostos e com fé na vida.

domingo, outubro 24, 2004
Casablanca (1942)


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