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sábado, junho 22, 2019
Painkiller (2011)

segunda-feira, abril 29, 2019
Banana Motherfucker (2011)

quarta-feira, setembro 13, 2017
Serbuan maut (2011)

domingo, abril 16, 2017
Quarantine 2: Terminal (2011)

terça-feira, março 21, 2017
Bottle (2011)
Belíssima curta em formato stop-motion sobre um boneco de neve e um boneco de areia que trocam objectos e mensagens através de uma garrafa que atravessa o oceano. Mais vale morrer amado do que viver sem amor, parece querer indicar Kirsten Lepore, agora tão viral com o surreal "Hi Stranger", patetice mundana quando comparada com esta animação de 2011.
segunda-feira, setembro 19, 2016
The Roommate (2011)

terça-feira, março 01, 2016
Hodejegerne (2011)

sábado, agosto 15, 2015
Corman's World: Exploits of a Hollywood Rebel (2011)

segunda-feira, setembro 15, 2014
The Tree of Life (2011)

Certamente uma experiência de amor ou ódio para a maioria dos espectadores, "A Árvore da Vida" conquistou surpreendentemente a Palma d'Ouro em Cannes após uma estreia com mais assobios do que aplausos. Eu coloco-me a meio caminho: se não considero justo rotular o filme de demasiado ambicioso e visualmente desordenado como muitos o fizeram, também não consigo em consciência elogiar a obra de Terrence Malick como um estudo metafísico brilhante sobre a vida humana. Se aprecio e julgo interessante a dicotomia entre duas formas distintas de ver o mundo - a do patriarca da família, um Brad Pitt sempre sobre pressão, que desgasta-se na sua natureza de raiva e frustração, e a graciosa Jessica Chastain, que enfrenta a vida com um sorriso, sabendo que a única maneira de ser verdadeiramente feliz é através do amor -, também lamento que "The Tree of Life" perca muito mais tempo a filosofar do que a explorar emocionalmente os conflitos entre os membros da família O'Brien, principalmente entre os três irmãos. Ainda assim, uma cinematografia notável e uma mão-cheia de imagens inesquecíveis justificam uma oportunidade. Mesmo que depois acabe em divórcio.
quinta-feira, novembro 07, 2013
Retreat (2011)
Kate (Thandie Newton) e Martin (Cillian Murphy) são um casal em dificuldades matrimoniais, que decide passar uma temporada numa pequena mas acolhedora casa de férias da família, localizada num ilhéu remoto e deserto a algumas milhas da costa do Reino Unido. Um aborto recente e a descoberta de um diário com confissões inadequadas sobre a relação faz com que o ambiente não seja o melhor entre os dois, algo que passará para segundo plano quando um militar ferido (Jamie Bell) aparece na ilha, falando de um vírus que se propaga pelo ar, que está a aniquilar toda a população humana. Em dúvida quanto à sanidade do rapaz mas com medo que tal seja verdade, barricam-se na casa, tapando todas as entradas de ar, isolando-se completamente do mundo exterior. A dúvida e o passar dos dias irá levar o casal à loucura, tornando-os reféns na sua própria casa. Alguém vai ter que ceder, mas é o "maluco" quem está armado.
Estreia absoluta do desconhecido Carl Tibbetts na realização, "Retreat" é um filme intimista dentro da catástrofe global que lhe dá razão de ser, que vive e sobrevive da credibilidade das performances de um trio de actores com provas dadas no cinema britânico e mundial. Thriller psicológico puro, "A Recuperação" não teve estreia comercial em Portugal - nem está disponível no mercado de vídeo -, mas merece um visionamento do leitor, não fosse ele um objecto curioso e ambíguo recheado de talento teatral, com um twist narrativo final muito interessante. Arranca de forma lenta, é verdade, mas deixa-nos constantemente intrigados sobre o passo seguinte, num ping-pong constante de poder entre as personagens. A fotografia e a realização não deslumbram, mas a escrita e as interpretações vendem bem o peixe - ou, melhor dizendo, a pandemia - até ao último plano.
Estreia absoluta do desconhecido Carl Tibbetts na realização, "Retreat" é um filme intimista dentro da catástrofe global que lhe dá razão de ser, que vive e sobrevive da credibilidade das performances de um trio de actores com provas dadas no cinema britânico e mundial. Thriller psicológico puro, "A Recuperação" não teve estreia comercial em Portugal - nem está disponível no mercado de vídeo -, mas merece um visionamento do leitor, não fosse ele um objecto curioso e ambíguo recheado de talento teatral, com um twist narrativo final muito interessante. Arranca de forma lenta, é verdade, mas deixa-nos constantemente intrigados sobre o passo seguinte, num ping-pong constante de poder entre as personagens. A fotografia e a realização não deslumbram, mas a escrita e as interpretações vendem bem o peixe - ou, melhor dizendo, a pandemia - até ao último plano.
sexta-feira, setembro 27, 2013
Largo Winch (2008) & Largo Winch II (2011)
Fundador e accionista maioritário do bilionário Grupo W, o misterioso Nerio Winch (Miki Manjojlovic) sempre foi conhecido como um homem solitário que, no seu iate, manteve-se afastado do mundo e dos perigos do poder sempre que pôde, depois de uma infância pobre e problemática que deixou marcas severas na sua personalidade. Quando é encontrado afogado - terá sido suicídio ou assassinato? -, a luta pelo controlo do Grupo W entra numa fona, com vários abutres a quererem uma fatia do bolo. Só que, para desconhecimento de todos, eis que no seu testamento aparece o nome de Largo Winch (Tomer Sisley), um filho adoptivo que ninguém sabia que Nerio tinha, a quem entrega todos os seus bens e acções. Com o objectivo de doar todos os fundos da empresa a instituições de solidariedade, Largo vai enfiar-se numa conspiração gigantesca cujo o único objectivo é afastá-lo do poder, custe o que custar.
Saga adaptada ao cinema pelo francês Jérôme Salle ("Anthony Zimmer"), "Largo Winch" foca-se na construção da sua personagem principal e processo de herança, enquanto que o segundo capítulo que lhe sucedeu três anos passados dá continuação ao jogo de traições e duplas traições, desta vez com um pano de fundo ligeiramente diferente - a Birmânia e a transformação do Grupo W numa instituição de solidariedade. Produções europeias ao bom nível artístico de um qualquer blockbuster norte-americano, eis duas aventuras de espionagem empresarial com narrativas sólidas e vários volte-face inesperados e bem orquestrados. As cenas de acção são puras - vários foram os segmentos de alguns segundos que demoraram semanas a treinar - e, rezam as crónicas, as histórias de ambas as fitas são saudavelmente fiéis aos dois primeiros álbuns da banda desenhada de culto nos países francófonos. Curiosamente, acaba por ser um actor alemão a dar vida a Largo, com muita personalidade e uma dedicação extrema - Sisley aprendeu sérvio para os filmes e dispensou duplos nas cenas de acção. Uma vez pensada como a saga que iria rivalizar com a franchise de James Bond, os direitos das adaptações cinematográficas de Largo Winch caíram durante décadas no esquecimento, renascendo agora com resultados convincentes. Com uma linha narrativa que oscila eficazmente entre o presente e o passado, destaque positivo ainda para a interpretação prodigiosa do já falecido Laurent Terzieff na sequela e negativo para a falta de carisma de Olivier Barthelemy enquanto Simon, fiel amigo e companheiro de aventuras de Largo. Venha daí ou não uma trilogia, o certo é que troco qualquer Bourne frenético por um Winch engenhoso.
Largo Winch (2008)

Largo Winch II (2011)
Saga adaptada ao cinema pelo francês Jérôme Salle ("Anthony Zimmer"), "Largo Winch" foca-se na construção da sua personagem principal e processo de herança, enquanto que o segundo capítulo que lhe sucedeu três anos passados dá continuação ao jogo de traições e duplas traições, desta vez com um pano de fundo ligeiramente diferente - a Birmânia e a transformação do Grupo W numa instituição de solidariedade. Produções europeias ao bom nível artístico de um qualquer blockbuster norte-americano, eis duas aventuras de espionagem empresarial com narrativas sólidas e vários volte-face inesperados e bem orquestrados. As cenas de acção são puras - vários foram os segmentos de alguns segundos que demoraram semanas a treinar - e, rezam as crónicas, as histórias de ambas as fitas são saudavelmente fiéis aos dois primeiros álbuns da banda desenhada de culto nos países francófonos. Curiosamente, acaba por ser um actor alemão a dar vida a Largo, com muita personalidade e uma dedicação extrema - Sisley aprendeu sérvio para os filmes e dispensou duplos nas cenas de acção. Uma vez pensada como a saga que iria rivalizar com a franchise de James Bond, os direitos das adaptações cinematográficas de Largo Winch caíram durante décadas no esquecimento, renascendo agora com resultados convincentes. Com uma linha narrativa que oscila eficazmente entre o presente e o passado, destaque positivo ainda para a interpretação prodigiosa do já falecido Laurent Terzieff na sequela e negativo para a falta de carisma de Olivier Barthelemy enquanto Simon, fiel amigo e companheiro de aventuras de Largo. Venha daí ou não uma trilogia, o certo é que troco qualquer Bourne frenético por um Winch engenhoso.
Largo Winch (2008)

Largo Winch II (2011)
Escrito por
Carlos M. Reis
às
19:49
Etiqueta:
Críticas de Cinema,
Filmes de 2008,
Filmes de 2011
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sexta-feira, agosto 30, 2013
The Oranges (2011)
Em West Orange, subúrbios de Nova Iorque, a vida de dois casais de meia-idade, vizinhos desde sempre, arrasta-se numa monotonia agradável que nenhum despreza: das corridinhas matinais aos churrascos conjuntos, tudo serve de desculpa para juntar as duas famílias. Até ao dia em que Nina, a filha dos Ostroff, regressa a casa após anos de ausência devido aos estudos - e não só, álcool e namorados também tiveram a sua dose de culpa - e tem um caso com David, o chefe de família dos Walling. Em traços curtos, a amante de David passa a ser a filha do seu melhor amigo, nada mais do que a "eterna" namorada do seu próprio filho. Uma relação extraconjugal que vai abanar o mundo pacato das duas famílias de West Orange e colocar os seus estilos de vida em causa.
Realizado pelo britânico e televisivo ("Entourage") Julian Farino, "A Vida em Oranges" chega dois anos atrasado a Portugal, algo que é facilmente explicado pelo pouco sumo que consegue ser espremido da sua narrativa e que levou, obviamente, a que o filme fosse ignorado pela crítica e pelas bilheteiras internacionais apesar do seu elenco de luxo. Elenco esse que, principalmente pela presença do saudoso dos portugueses Dr. House no cartaz, pode muito bem ter justificado a aposta em território nacional de uma película que, caso contrário, teria sido lançada num piscar de olhos directamente para o mercado de vídeo. Comédiazinha romântico-dramática, "The Oranges" dá vida a uma fantasia de meia-idade masculina e a todas as implicações que essa coragem/estupidez acarreta. As poucas gargalhadas resultam apenas por mérito da química entre os quatro veteranos, mas é o fraquíssimo e hipócrita desfecho final que acaba por ficar na memória, tornando uma laranja já por si murcha num limão muito azedo. Destaque apenas para a confirmação do talento de Leighton Meester, que não se assusta na presença de Hugh Laurie, parecendo mesmo estar sempre em controlo das cenas partilhadas entre ambos.
Realizado pelo britânico e televisivo ("Entourage") Julian Farino, "A Vida em Oranges" chega dois anos atrasado a Portugal, algo que é facilmente explicado pelo pouco sumo que consegue ser espremido da sua narrativa e que levou, obviamente, a que o filme fosse ignorado pela crítica e pelas bilheteiras internacionais apesar do seu elenco de luxo. Elenco esse que, principalmente pela presença do saudoso dos portugueses Dr. House no cartaz, pode muito bem ter justificado a aposta em território nacional de uma película que, caso contrário, teria sido lançada num piscar de olhos directamente para o mercado de vídeo. Comédiazinha romântico-dramática, "The Oranges" dá vida a uma fantasia de meia-idade masculina e a todas as implicações que essa coragem/estupidez acarreta. As poucas gargalhadas resultam apenas por mérito da química entre os quatro veteranos, mas é o fraquíssimo e hipócrita desfecho final que acaba por ficar na memória, tornando uma laranja já por si murcha num limão muito azedo. Destaque apenas para a confirmação do talento de Leighton Meester, que não se assusta na presença de Hugh Laurie, parecendo mesmo estar sempre em controlo das cenas partilhadas entre ambos.
sexta-feira, agosto 16, 2013
Flypaper (2011)
Um banco, dois assaltos exactamente ao mesmo tempo, aparentemente obra do acaso. Além dos dois gangues completamente antagónicos - um equipado de forma profissional com todos os gadgets de última geração procura milhões, o outro uma dupla de labregos que apenas pretende dar cabo dos terminais multibanco -, encontram-se no banco o cliente Trip (Dempsey) e a funcionária Kaitlin (Judd), que entre tiros, ameaças e desconfianças entram num jogo de estratégia com os bandidos, tentando perceber o que se passa por detrás de tanta coincidência e de algumas acções que pouco ou nenhum sentido fazem. Haverá outro criminoso a manipular os assaltantes? Quem é quem entre os reféns que estão trancados no edifício? E em quem confiar? Como se não bastasse, enquanto tentam resolver o quebra-cabeças, começam a sentir-se atraídos um pelo outro. Mas será que podem sequer acreditar um no outro?
Realizado por Rob Minkoff ("The Lion King" e "Stuart Little"), "Amor à Prova de Roubo" revela-se uma fita tão ingénua quanto divertida, apostando numa fórmula despretensiosa de jogo de tabuleiro estilo Cluedo, mas apimentado desta vez por condicionantes catalisadoras focadas principalmente no entretenimento do espectador e não apenas num ambiente misterioso e intelectualmente mais cativante. Claro que tentar orquestrar uma comédia no meio de tanto twist narrativo acaba por tornar "Flypaper" algo confuso, por vezes até desconexo entre cenas, mas nada que aniquile aquele sentimento agradável de que o surpreendente McDreamy encarnou nesta personagem tiques do detective Columbo e, qual génio neurótico, cativa cada um de nós a tentar descobrir antecipadamente o vilão-mor desta história. Objectivo cumprido - ainda para mais, a Ashley Judd não está a envelhecer nada mal.
Realizado por Rob Minkoff ("The Lion King" e "Stuart Little"), "Amor à Prova de Roubo" revela-se uma fita tão ingénua quanto divertida, apostando numa fórmula despretensiosa de jogo de tabuleiro estilo Cluedo, mas apimentado desta vez por condicionantes catalisadoras focadas principalmente no entretenimento do espectador e não apenas num ambiente misterioso e intelectualmente mais cativante. Claro que tentar orquestrar uma comédia no meio de tanto twist narrativo acaba por tornar "Flypaper" algo confuso, por vezes até desconexo entre cenas, mas nada que aniquile aquele sentimento agradável de que o surpreendente McDreamy encarnou nesta personagem tiques do detective Columbo e, qual génio neurótico, cativa cada um de nós a tentar descobrir antecipadamente o vilão-mor desta história. Objectivo cumprido - ainda para mais, a Ashley Judd não está a envelhecer nada mal.
sábado, junho 08, 2013
The Guard (2011)
Numa aldeia qualquer esquecida na chuvosa Irlanda, Gerry Boyle (Brendan Gleeson) é um polícia atípico de métodos duvidosos - roubar droga a mortos e experimentá-la ou apalpar a tomatada aos defuntos são apenas dois exemplos dados logo no início da fita - e de personalidade atribulada ("Sou irlandês, o racismo faz parte da minha cultura"). Do nada, a sua terriola é palco de um par de crimes relacionados com um grupo internacional de tráfego de droga e Boyle vê-se envolvido numa investigação que mete, inclusivamente, o FBI ao barulho, através do agente Wendell Everett (Don Cheadle). Entre o gringo e o saloio vai nascer uma parceria nada tradicional, onde as diferenças entre os dois abrirão caminho a uma jornada policial, no mínimo, diferente.
Thriller incomum em molde de comédia buddy-cop negra, "The Guard" marca a estreia na realização de John Michael McDonagh (guionista de "Ned Kelly" e irmão do realizador do delicioso "In Bruges"), que aqui orquestra uma obra tão divertida quanto tecnicamente inconsistente, culpa talvez da sua inexperiência a este nível. Muitas vezes com pontes entre cenas mal arquitectadas e com um ritmo aborrecidamente irregular - cinco minutos de humor negro inteligente são muitas vezes interrompidos por cinco minutos de banalidade narrativa policial em prol de uma história central que não devia passar de uma desculpa esfarrapada - mesmo que necessária - para encaixar os vários gags deliciosos de Gleeson, que entre piadas politicamente incorrectas - nem Obama escapa - e diálogos irrepreensíveis com Cheadle conquistam o espectador e espelham de forma hilariante o choque entre duas culturas completamente antagónicas. Assim, entre o anti-carisma perfeito de Gleeson e a inconsistência estrutural de "O Guarda", ficamos na dúvida, tal como a personagem de Cheadle sobre a de Gleeson perto do fim, se o filme é "really motherfucking dumb, or really motherfucking smart!". Ainda assim, boa - mesmo que tardia - surpresa da distribuição cinematográfica nacional.
Thriller incomum em molde de comédia buddy-cop negra, "The Guard" marca a estreia na realização de John Michael McDonagh (guionista de "Ned Kelly" e irmão do realizador do delicioso "In Bruges"), que aqui orquestra uma obra tão divertida quanto tecnicamente inconsistente, culpa talvez da sua inexperiência a este nível. Muitas vezes com pontes entre cenas mal arquitectadas e com um ritmo aborrecidamente irregular - cinco minutos de humor negro inteligente são muitas vezes interrompidos por cinco minutos de banalidade narrativa policial em prol de uma história central que não devia passar de uma desculpa esfarrapada - mesmo que necessária - para encaixar os vários gags deliciosos de Gleeson, que entre piadas politicamente incorrectas - nem Obama escapa - e diálogos irrepreensíveis com Cheadle conquistam o espectador e espelham de forma hilariante o choque entre duas culturas completamente antagónicas. Assim, entre o anti-carisma perfeito de Gleeson e a inconsistência estrutural de "O Guarda", ficamos na dúvida, tal como a personagem de Cheadle sobre a de Gleeson perto do fim, se o filme é "really motherfucking dumb, or really motherfucking smart!". Ainda assim, boa - mesmo que tardia - surpresa da distribuição cinematográfica nacional.
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Limitless (2011)
Eddie Morra é um nova-iorquino que vive e sobrevive do que escreve. Profissão nobre a de escritor, não tivesse ele sem conseguir desenvolver uma única ideia há vários meses, entrando assim numa crise pessoal e profissional que não tem fim à vista. Até que, por acaso do destino, é confrontado a experimental um novo medicamento ainda fora do mercado que, de forma revolucionária e nunca antes vista, aumenta exponencialmente a capacidade intelectual de uma pessoa, transformando-a num autêntico super-homem cognitivo. E, depois de descobrir a versão perfeita de si próprio, Eddie não vai querer voltar ao seu antigo eu; para tal há que satisfazer o vicio... com todas as consequências que isso possa acarretar.
Realizado por Neil Burger ("The Illusionist"), "Sem Limites" é um conto de fadas moderno inspirado no lema "tem cuidado com o que desejas", infelizmente transformado em thriller banal a partir de uma premissa com muito mais potencial do que aquele que foi efectivamente aproveitado. Ainda assim, uma cinematografia apurada e fora do normal, com tons tecno-psicadélicos e um par de interpretações interessantes por parte de Cooper e Cornish sustentam uma narrativa com ritmo inconstante e desfecho previsível. De Niro, esse, parece restringido nos dias que correm a papéis secundários sem grande método ou profundidade, longe da glória de outros tempos. A ver, uma vez, sem grandes expectativas.
Realizado por Neil Burger ("The Illusionist"), "Sem Limites" é um conto de fadas moderno inspirado no lema "tem cuidado com o que desejas", infelizmente transformado em thriller banal a partir de uma premissa com muito mais potencial do que aquele que foi efectivamente aproveitado. Ainda assim, uma cinematografia apurada e fora do normal, com tons tecno-psicadélicos e um par de interpretações interessantes por parte de Cooper e Cornish sustentam uma narrativa com ritmo inconstante e desfecho previsível. De Niro, esse, parece restringido nos dias que correm a papéis secundários sem grande método ou profundidade, longe da glória de outros tempos. A ver, uma vez, sem grandes expectativas.
sábado, janeiro 26, 2013
The Artist (2011)
Hollywood, anos trinta. George Valentin (Jean Dujardin) é uma das figuras principais do cinema mudo norte-americano. Amado e respeitado por cinéfilos, produtores e realizadores, ao conhecer e relacionar-se com Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma jovem e desconhecida actriz em início de carreira, dá-lhe algum protagonismo, algo que a vai catapultar para a fama em pouco tempo. No entanto, com o aparecimento do som na indústria cinematográfica, inicia-se uma revolução artística que irá aniquilar o cinema mudo e, por consequência, a carreira de Valentim. E, quase como do dia para a noite, passa do estrelato à miséria, enquanto que Peppy transforma-se numa diva da grande tela. Será ele agora suficientemente forte e humilde para aceitar essa inversão de papéis?
Escrito e realizado pelo francês Michel Hazanavicius (meu grande amigo, ou não), "O Artista" foi o grande vencedor da última edição dos Óscares, arrecadando as estatuetas para Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor, bem como conquistando a admiração do público que julgava impossível que um filme mudo e a preto e branco conseguisse triunfar nos dias que correm. A honestidade e simplicidade de uma linha narrativa clássica são os grandes trunfos da fita, cuja cuidada e estudada cinematografia resulta numa bonita carta de amor a uma era marcante da história do cinema. Homenagem repleta de glamour, "The Artist" consegue, sem palavras, dizer tudo sobre o amor, a amizade, a fama e o poder do cinema. E, quando assim é, será preciso dizer mais alguma coisa?
Escrito e realizado pelo francês Michel Hazanavicius (meu grande amigo, ou não), "O Artista" foi o grande vencedor da última edição dos Óscares, arrecadando as estatuetas para Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor, bem como conquistando a admiração do público que julgava impossível que um filme mudo e a preto e branco conseguisse triunfar nos dias que correm. A honestidade e simplicidade de uma linha narrativa clássica são os grandes trunfos da fita, cuja cuidada e estudada cinematografia resulta numa bonita carta de amor a uma era marcante da história do cinema. Homenagem repleta de glamour, "The Artist" consegue, sem palavras, dizer tudo sobre o amor, a amizade, a fama e o poder do cinema. E, quando assim é, será preciso dizer mais alguma coisa?
quinta-feira, janeiro 03, 2013
Tower Heist (2011)
Josh Kovacs (Ben Stiller) é o responsável pelo funcionamento e segurança de um dos mais bem habitados prédios da cosmopolita Nova Iorque. Na penthouse do edifíio, vive nada mais nada menos que Artur Shaw (Alan Alda), magnata de Wall Street com quem Kovacs tem uma relação de amizade de vários anos, satisfazendo-lhe todos os seus caprichos e confiando-lhe, inclusivamente, os fundos das reformas de toda a sua equipa à sua gestão financeira. Tudo perfeito até ao dia em que Shaw é acusado de roubar milhões de dólares aos seus clientes - entre eles, Kovacs e os seus subordinados - e é colocado em prisão domiciliária. Agora resta fazer justiça pelas próprias mãos e recuperar as reformas perdidas.
Realizado pelo competente Brett Ratner - a trilogia "Rush Hour" continua a ser o expoente máximo do seu currículo enquanto realizador -, "Tower Heist" é uma comédia de acção banal e insonsa, que desperdiça o potencial humorístico das suas variadas estrelas num guião escrito em cima do joelho, sem pés nem cabeça durante grande parte da segunda metade do filme. Stiller volta a demonstrar que não consegue equilibrar o seu lado cómico com um lado mais sério, parecendo estar sempre em luta com a sua personagem quando tal é pedido; já Murphy é reduzido a meia dúzia de cenas pouco inspiradas e apenas Pena, talvez o único assumidamente fora de água no género, consegue arrancar uma ou outra gargalhada com o seu ar confuso. Não é que "Alta Golpada" seja péssimo; simplesmente joga sempre pelo seguro, nunca arriscando, nunca exigindo muito do espectador. E isso, seja hoje, ontem ou amanhá, será sempre uma valente desilusão para quem gosta de rir com inteligência e não apenas do absurdo.
Realizado pelo competente Brett Ratner - a trilogia "Rush Hour" continua a ser o expoente máximo do seu currículo enquanto realizador -, "Tower Heist" é uma comédia de acção banal e insonsa, que desperdiça o potencial humorístico das suas variadas estrelas num guião escrito em cima do joelho, sem pés nem cabeça durante grande parte da segunda metade do filme. Stiller volta a demonstrar que não consegue equilibrar o seu lado cómico com um lado mais sério, parecendo estar sempre em luta com a sua personagem quando tal é pedido; já Murphy é reduzido a meia dúzia de cenas pouco inspiradas e apenas Pena, talvez o único assumidamente fora de água no género, consegue arrancar uma ou outra gargalhada com o seu ar confuso. Não é que "Alta Golpada" seja péssimo; simplesmente joga sempre pelo seguro, nunca arriscando, nunca exigindo muito do espectador. E isso, seja hoje, ontem ou amanhá, será sempre uma valente desilusão para quem gosta de rir com inteligência e não apenas do absurdo.
quinta-feira, dezembro 06, 2012
The Iron Lady (2011)
Margaret Thatcher é hoje uma sombra da mulher forte, decidida e lúcida que durante mais de uma década criou amores e ódios no Reino Unido, com as suas políticas ultraconservadoras mas quase sempre determinantes para o sucesso económico e social britânico, dentro e fora de portas. O seu falecido marido continua a fazer parte do seu dia-a-dia, com alucinações que preocupam todos aqueles que a rodeiam menos a própria "Dama de Ferro", que as usa como motivação para continuar a viver e, através de conversas imaginárias, recordar os momentos mais marcantes da sua vida pessoal e política.
Retrato triste e eficaz sobre o envelhecimento, "The Iron Lady" é, no entanto, uma obra biográfica que não faz jus à carreira política de uma das mulheres mais influentes e poderosas da história recente, reduzindo momentos capitais da sua vida profissional a breves cenas em que imagens de arquivo misturam-se com frames ficcionais e, por outro lado, histórias familiares pouco ou nada interessantes prolongam-se infinitamente entre conversas banais, memórias retorcidas e mensagens sensacionalistas. Realizado por Phyllida Lloyd ("Mamma Mia!"), o grande destaque vai, naturalmente, para mais uma interpretação arrepiante de Meryl Streep, que encarna a personagem e todos os seus maneirismos na perfeição, valendo-lhe merecidamente mais um Óscar na sua carreira. Mas se Streep é fenomenal, o filme não o é, desvalorizando incompreensivelmente o contexto das grandes batalhas que Thatcher lutou, obrigando o espectador quase sempre a focar-se na inevitabilidade do passar dos anos na perca das nossas faculdades - e a sentir-se mal com isso - invés de o atrair para a personalidade única de uma líder governamental que marcou gerações. Com um estilo narrativo desadequado, "A Dama de Ferro" futiliza-se a cada minuto que passa. No fim, mais do que admiração por Thatcher, temos pena dela; e eu não acredito que isso a deixasse contente.
Retrato triste e eficaz sobre o envelhecimento, "The Iron Lady" é, no entanto, uma obra biográfica que não faz jus à carreira política de uma das mulheres mais influentes e poderosas da história recente, reduzindo momentos capitais da sua vida profissional a breves cenas em que imagens de arquivo misturam-se com frames ficcionais e, por outro lado, histórias familiares pouco ou nada interessantes prolongam-se infinitamente entre conversas banais, memórias retorcidas e mensagens sensacionalistas. Realizado por Phyllida Lloyd ("Mamma Mia!"), o grande destaque vai, naturalmente, para mais uma interpretação arrepiante de Meryl Streep, que encarna a personagem e todos os seus maneirismos na perfeição, valendo-lhe merecidamente mais um Óscar na sua carreira. Mas se Streep é fenomenal, o filme não o é, desvalorizando incompreensivelmente o contexto das grandes batalhas que Thatcher lutou, obrigando o espectador quase sempre a focar-se na inevitabilidade do passar dos anos na perca das nossas faculdades - e a sentir-se mal com isso - invés de o atrair para a personalidade única de uma líder governamental que marcou gerações. Com um estilo narrativo desadequado, "A Dama de Ferro" futiliza-se a cada minuto que passa. No fim, mais do que admiração por Thatcher, temos pena dela; e eu não acredito que isso a deixasse contente.
terça-feira, novembro 06, 2012
The Hangover: Part II (2011)
Stu, Phil, Doug e Alan estão de volta a mais uma ressaca descomunal, que voltará a colocar em cheque todo um casamento. Depois de Doug, desta vez trata-se da boda de Stu, o dentista norte-americano que em Las Vegas uns anos antes perdeu dentes e casou com uma prostituta, e que agora, na extravagante Tailândia, prepara o matrimónio com uma belíssima rapariga local, proveniente de uma influente e poderosa família tailandesa. O plano, desta vez, incluía um pequeno-almoço para despedida de solteiro, livre de álcool, e uma simpática fogueira nocturna na praia, com apenas uma ou outra cerveja. Mas a verdade é que, sem saber bem como ou porquê, vão acordar, uma vez mais, com uma valente ressaca, sem o irmão da noiva e com muitas mazelas por explicar. E, pior do que tudo… na sombria Banguecoque.
Regresso de Todd Phillips ao blockbuster que fez sensação entre o público e a crítica em 2009, “A Ressaca - Parte II” é uma réplica quase insultuosa para com o espectador do capítulo de Las Vegas, sendo que a cidade do pecado é substituída pela suja e misteriosa capital tailandesa, o tigre no quarto de hotel por um macaco de muitos talentos, o dente por uma tatuagem à Mike Tyson e o noivo desaparecido pelo irmão da noiva. A fórmula é, então, repetida sem pudor nesta sequela, o que retira qualquer imprevisibilidade à narrativa e alguma credibilidade às reais intenções do seu realizador, que desconfiamos apenas querer assegurar mais um êxito de bilheteira, sem correr quaisquer riscos e conquistando assim, quem sabe, a hipótese de se atirar a uma trilogia de milhões. Surpreendentemente, ou não, a verdade é que “The Hangover: Part II” consegue ainda assim algumas gargalhadas honestas – mesmo que previsíveis -, muito por culpa de um elenco talentoso e da falta de concorrência actual do seu género cinematográfico, que nos faz aproveitar qualquer comédia meramente competente como se de um caso raro se tratasse. Falta-lhe frescura e originalidade, sim, mas quem gostou do primeiro, dificilmente não se divertirá com este segundo. Para os outros, há Giamatti e pouco mais.
Regresso de Todd Phillips ao blockbuster que fez sensação entre o público e a crítica em 2009, “A Ressaca - Parte II” é uma réplica quase insultuosa para com o espectador do capítulo de Las Vegas, sendo que a cidade do pecado é substituída pela suja e misteriosa capital tailandesa, o tigre no quarto de hotel por um macaco de muitos talentos, o dente por uma tatuagem à Mike Tyson e o noivo desaparecido pelo irmão da noiva. A fórmula é, então, repetida sem pudor nesta sequela, o que retira qualquer imprevisibilidade à narrativa e alguma credibilidade às reais intenções do seu realizador, que desconfiamos apenas querer assegurar mais um êxito de bilheteira, sem correr quaisquer riscos e conquistando assim, quem sabe, a hipótese de se atirar a uma trilogia de milhões. Surpreendentemente, ou não, a verdade é que “The Hangover: Part II” consegue ainda assim algumas gargalhadas honestas – mesmo que previsíveis -, muito por culpa de um elenco talentoso e da falta de concorrência actual do seu género cinematográfico, que nos faz aproveitar qualquer comédia meramente competente como se de um caso raro se tratasse. Falta-lhe frescura e originalidade, sim, mas quem gostou do primeiro, dificilmente não se divertirá com este segundo. Para os outros, há Giamatti e pouco mais.
segunda-feira, outubro 08, 2012
The Ides of March (2011)
Consultor de comunicação e imagem do governador Mike Morris (George Clooney), Stephen Meyers (Ryan Gosling) é o responsável nas sombras por toda a campanha do governador às presidenciais norte-americanas que se aproximam. Confiante que trabalha para o melhor candidato e fiel defensor das ideias deste, Stephen vai no entanto ver-se rapidamente envolvido e encurralado num jogo sujo de manipulações, chantagens e verdades duras de roer que colocarão em cheque não só a sua maneira de pensar e trabalhar, como a sua fé e fidelidade a Mike Morris.
Baseado em factos verídicos relacionados com a campanha do democrata Howard Dean às presidenciais norte-americanas em 2004, "The Ides of March" é um sólido thriller político realizado e protagonizado por Clooney, que explora o lado negro e obscuro das campanhas políticas, onde poder e corrupção misturam-se facilmente com sexo e favores legislativos a troco de contribuições monetárias ou lugares preciosos no governo. Com uma cinematografia excepcional, diálogos intensos, uma temporização admirável de cada cena e um leque de interpretações de excelência - começando no carismático Gosling e acabando na talentosa Evan Rachel Wood -, certamente em muito potenciadas pelo estilo e direcção de Clooney, "Nos Idos de Março", mesmo não sendo uma obra-prima no género ou, sequer, tão delicioso quanto "Good Night, and Good Luck", é eficazmente inteligente e suficientemente intrigante para nos deixar colados ao ecrã à espera de um desfecho frio e cínico, onde moral e poder medem forças... e aniquilam-se mutuamente.
Baseado em factos verídicos relacionados com a campanha do democrata Howard Dean às presidenciais norte-americanas em 2004, "The Ides of March" é um sólido thriller político realizado e protagonizado por Clooney, que explora o lado negro e obscuro das campanhas políticas, onde poder e corrupção misturam-se facilmente com sexo e favores legislativos a troco de contribuições monetárias ou lugares preciosos no governo. Com uma cinematografia excepcional, diálogos intensos, uma temporização admirável de cada cena e um leque de interpretações de excelência - começando no carismático Gosling e acabando na talentosa Evan Rachel Wood -, certamente em muito potenciadas pelo estilo e direcção de Clooney, "Nos Idos de Março", mesmo não sendo uma obra-prima no género ou, sequer, tão delicioso quanto "Good Night, and Good Luck", é eficazmente inteligente e suficientemente intrigante para nos deixar colados ao ecrã à espera de um desfecho frio e cínico, onde moral e poder medem forças... e aniquilam-se mutuamente.
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