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sexta-feira, dezembro 28, 2018

Abzurdah (2015)

Eugenia Suárez, adolescente problemática de dezassete anos, apaixona-se por um homem mais velho num chat online; Eugenia Suárez perde a virgindade com esse malandrão; Eugenia Suárez fica obcecada pelo sacana que, afinal, tinha namorada; Eugenia Suárez decide deixar de comer para ficar "perfeita"; Eugenia Suárez tenta suicidar-se. Eugenia Suárez também faz filmes terríveis inspirados em histórias verídicas. Já percebi, chega de Eugenia Suárez, não há mulher nenhuma neste planeta que justifique tédios destes!

quinta-feira, outubro 11, 2018

Anacleto: Agente secreto (2015)

Algures um protótipo entre James Bond e Johnny English, Anacleto revela-se mais uma experiência da multidisciplinar e ousada indústria cinematográfica espanhola, sempre pronta a arriscar nestes moldes de "Mortadelo y Filemón", "Torrente" e outros tantos que misturam comédia e acção num produto nem sempre consistente mas várias vezes próspero em momentos e diálogos divertidos. Imanol Arias convence, a narrativa nem tanto e aquele que provavelmente foi orquestrado enquanto pontapé de saída de uma saga que se esperava longa acaba por cair no esquecimento e na sombra dos "Kingsman" desta vida.

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Requiem for the American Dream (2015)

Noam Chomsky sempre foi um crítico social e um activista político de excelência, com uma história repleta de acontecimentos marcantes que o associaram eternamente ao socialismo libertário, não tivesse sido ele uma das principais figuras de oposição nos media a tópicos tão sensíveis quanto a Guerra do Vietname ou a resposta bélica dos EUA aos atentados das torres gémeas. Ressalva feita - não fosse eu um admirador confesso da vida de Chomsky -, a este documentário centrado nos seus pensamentos e explicações para como os sistemas políticos e económicos actuais levaram a um total desequilíbrio financeiro e a uma concentração desadequada de dinheiro e poder, falta sentido de espectáculo. Sim, eu percebo o quanto anti-natura tal pode parecer, mas o cérebro comum - como o meu - precisa de um pouco mais do que animações básicas para conseguir acompanhar o papel e o relevo de um sem-número de conceitos sócio-económicos referidos como fundamentais nas ideias deste anarquista. E, sem esse complemento artístico, por mais certa e importante que seja a mensagem de Chomsky, tudo fica lento e difícil de acompanhar. Qual palestra universitária sobre economia quando a praia está mesmo ali ao lado.

quinta-feira, agosto 03, 2017

Into the Forest (2015)

Vem uma desconhecida ilusionista que promete um dos maiores truques que o mundo já viu - aqui a premissa de um futuro não muito distante onde não há electricidade. Com duas mãos atrás das costas, a expectativa é gigante: o que terá ela de sublime preparado para nós? Junto a ela, duas assistentes de encher o olho, Ellen Page e Evan Rachel Wood. O que pode correr mal aqui? Nada, pensamos nós. Vem então a magia. Mão direita à frente e... nada. Eis uma hora repleta de promessas de algo dramático, violento até, que corre sem ritmo ou alma, onde pouco ou nada acontece. Do nada, aparece uma pomba - violação - no palco. Mão esquerda à frente - o terceiro acto, entenda-se - e, novamente, nada. O aftermath psicológico e emocional de um acto cruel, completamente indiferente à "renovada" realidade que as rodeia. Quase nenhumas palmas da plateia e uma máquina de fumo terminam o espectáculo. Olha que porra, Patricia Rozema.

quinta-feira, maio 11, 2017

Los Parecidos (2015)

O mexicano Isaac Ezban volta à carga com uma carta de amor low-sci-fi anos cinquenta/sessenta escrita e pensada algures numa dimensão de "The Twilight Zone", esquecendo-se que uma das principais armas da disruptiva série de Rod Serling era apresentar os seus conceitos alternativos numa curta duração de tempo - nunca mais de cinquenta minutos. Aqui, nesta espécie de follow-up do sucesso inesperado que foi a sua estreia metafórica e claustrofóbica com "El Incidente", Ezban arrasta toda uma história peculiar durante demasiado tempo, perdendo a atenção e a boa vontade do espectador, ainda para mais numa textura e iluminação de época que cativa a início mas cansa perto do fim. A explicação - um desfecho lógico que Ezban não dispensa, bem melhor aqui do que no passado - satisfaz, resolve inclusive algumas pontas soltas que tinham ficado da sua primeira longa, mas deixam também um amargo de boca nos mais exigentes, que com tão boa ideia em mãos ambicionavam muito melhor. Ainda assim, um nome para seguir com atenção nos próximos anos.

sexta-feira, abril 28, 2017

Boca Juniors 3D: The Movie (2015)

Se fosse uma disciplina de faculdade, o documentário semi-ficcionado de Rodrigo H. Vila teria o termo "Introdução a" na pauta. Porque não passa disso mesmo, um abrir de portas a um clube com uma história muito maior do que aquela que é, de forma romântica, apresentada a todo um auditório de desconhecidos. Os grandes títulos, os grandes jogadores, os grandes momentos. Sem ordem específica, sem grande organização, sem grande suspense - mostrar os resultados antes dos resumos dos jogos decisivos foi uma opção técnica/criativa absolutamente desastrosa. Ficam as imagens marcantes de uma "La Bombonera" imponente e mágica, a irreverência de Palermo El Loco, o perfume de Riquelme e o encanto proibido de D10S. Enche o olho, mas sabe a pouco.

sexta-feira, março 24, 2017

Circle (2015)

Qual círculo vicioso com uma premissa arrepiante - cinquenta estranhos numa sala têm que escolher, por votação, qual deles é o próximo a morrer... de dois em dois minutos - mas uma execução deplorável, das escolhas narrativas às interpretações completamente desprovidas de emoção de um elenco estereotipado ao limite, "Circle" não oferece respostas com o seu final insonso, não cria profundidade no seu mistério com o contexto extraterrestre e, pior, não se credibiliza enquanto situação limite no meio de tanto civismo das suas vítimas. Querem brincadeira do mesmo estilo? Revejam o "Cube", sempre ganham uma dimensão extra.

quarta-feira, março 01, 2017

Project Almanac (2015)

E se um grupo de miúdos do secundário descobrisse uma forma de viajar no tempo? O que fariam com a oportunidade de um infinito de possibilidades para mudarem o seu passado e, consequentemente, o seu futuro? Mas será que mudam só o seu? Claro que não. Se olharmos para "Project Almanac" do ponto de vista lógico - se tal sequer faz sentido - do conceito de time travel, ficam obviamente muitas questões e paradoxos por explicar; mas, se o desfrutarmos na perspectiva da dinâmica da amizade entre os protagonistas, eis uma espécie de "Ferris Bueller's Day Off" meet "Back to the Future" que funciona melhor do que o esperado. Esqueçam a tentativa de fazer sentido do final científico da aventura do sul-africano Dean Israelite - sim, o tal que vai adaptar os "Power Rangers" ao cinema -, e aproveitem antes o romantismo quase metanarrativo daquela cena final, qual porta escancarada para uma sequela que provavelmente nunca vai ver a luz do dia.

quinta-feira, janeiro 26, 2017

The Boy Next Door (2015)

Vamos tratar já do elefante na sala: sim, a Jennifer Lopez é um avião. Um daqueles que é capaz de bater a barreira do som, aterrar na vertical e fazer loops inversos. De roupa interior, fique claro, não propriamente numa qualquer cena de intensidade dramática em que esteja de camisola de gola alta. Dito isto, a esperança recaía em Rob Cohen, realizador de uma mão-cheia de filmes competentes, nada aborrecidos - "Dragon", o primeiro "The Fast and the Furious" ou "xXx", entre outros -, num thriller com um background mais do que batido mas que, ainda assim, podia resultar numa semi-surpresa. Ora bem, quinze/vinte minutos de tensão sexual e depois... bem, depois veio uma avalanche imparável de lugares comuns, que a espaços permitiu-me ir ao google pesquisar por actrizes pornográficas semelhantes à Jennifer Lopez. Sim, lá voltámos nós ao elefante na sala. Que avião.

domingo, janeiro 01, 2017

Den unge Zlatan (2015)

"Becoming Zlatan" funciona infinitamente melhor como documentário do que "Ronaldo" por uma simples razão: não se molda em forma de propaganda pessoal - e muito haveria para glorificar num jogador com centenas de golos marcados em algumas das maiores equipas do planeta (Malmo, Ajax, Juventus, Inter, Barcelona, Milão, PSG ou Manchester United) - mas sim no nascimento de um personagem ímpar, uma vedeta solitária com muitos mais defeitos que virtudes, que errou dentro e fora de campo inúmeras vezes durante a sua brilhante carreira. Das cotoveladas que levaram a longas suspensões aos desentendimentos com colegas de equipa nos balneários - o internacional egípcio Mido quase lhe acertou com um par de tesouras uma vez, levando esse conflito à sua saída de Amesterdão -, o documentário da dupla de irmãos suecos Magnus e Fredrik Gertten foca-se nos primeiros anos da carreira de Ibrahimović e na sua complicada personalidade, o que acaba por ser muito mais interessante do que reviver títulos (treze campeonatos em quatro ligas de topo), golos, troféus pessoais ou casas e carros de luxo na garagem (hã, alguém falou no Cristiano?). Hora e meia a voar, sem uma única participação de Zlatan sem ser através de imagens de arquivo - o que ajuda a tornar tudo muito mais imparcial -, numa vida que daria para, no mínimo, uma mini-série. Das boas. Porque, goste-se ou odeie-se, Ibra não faz audições (Wenger queria-o num período à experiência antes de arriscar a sua compra ao Malmo, essa foi a resposta que o sueco deu quando abordado sobre o assunto) e isso torna-o único.

domingo, dezembro 25, 2016

Raiders!: The Story of the Greatest Fan Film Ever Made (2015)

Três rapazes de onze anos decidem recriar "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" cena por cena, recorrendo a qualquer objecto ou cenário que tenham perto de casa; trinta e cinco anos depois (sim, leram bem, trinta e cinco!), finalmente terminam aquele que já foi considerado o "fan film" mais famoso do planeta quando Eli Roth descobriu uma cassete a circular na universidade com uma versão incompleta e apresentou-a ao mundo em alguns festivais de cinema de pequena dimensão. Mas aqui, neste documentário que mostra como toda esta homenagem surgiu, muito mais importante do que a adaptação caseira do clássico de Spielberg, é absorver o desenrolar das relações entre o trio, a forma como o filme sempre os uniu e protegeu do mundo exterior, dos divórcios dos pais, da vida complicada que todos tinham. E como, com o crescimento, as namoradas, os quinze segundos de fama, as drogas e tudo o mais, três amigos quase se odiaram de morte. Obrigatório para qualquer fã da saga do arqueólogo mais famoso da sétima arte.

terça-feira, novembro 15, 2016

Most Likely to Die (2015)

Rip off terrível da saga "Scream", tanto na estrutura-sequência dos assassinatos como na descoberta do vilão (ou vilões... bem, já perceberam), uma mão cheia de não-actores - caramba, até o Perez Hilton, uma espécie de Cláudio Ramos norte-americano, tem um papel principal e uma tal de Heather Morris, pelos vistos ex-estrela da série "Glee", consegue passar o filme todo a olhar para o vazio - e um guião pateta, sem ponta de criatividade ou imprevisibilidade. É isto, "Most Likely do Die", and to forget, au fait, danke. Vale tudo, em qualquer língua, para vos afastar deste bicho que anda pelo Netflix.

quarta-feira, outubro 26, 2016

Perdiendo el norte (2015)

"Perdendo o Norte" arranca como uma comédia moderna sobre dois jovens espanhóis ultra qualificados - duas licenciaturas, um mestrado, vários estágios e bolsas sem perspectivas futuras - mas, como tantos outros milhões no seu país... desempregados, passando rapidamente para um formato mais romântico e cultural sobre um grupo heterogéneo de espanhóis que procura uma vida melhor em Berlim. Uma espécie de "A Gaiola Dourada" à castelhana, com uma mão cheia de personagens deliciosas - do turco espanholizado estéril dono de um restaurante de Kebabs ao ganzado ultra-protector da irmã jeitosa, sem esquecer (este verbo não é inocente aqui) o velho rezingão que sofre de Alzheimer - e uma storyline simples mas extremamente eficaz e recompensadora. Eu papava uma sequela com estes cromos. E José Sacristán, que monstro vivo.

sexta-feira, setembro 09, 2016

Bølgen (2015)

O grande problema de "The Wave", filme norueguês que marcou presença na edição deste ano do MOTELx, é arrastar-se durante quarenta e cinco minutos - ou seja, mais de metade da sua duração - na construção de uma dúvida (?!?) sobre a possível ocorrência de um evento catastrófico que, enfim, todos sabemos que irá acontecer - seja pelo trailer, pelo cartaz, pelo título ou simplesmente pelo facto que não haveria filme sem o mesmo. Quando finalmente chega o desastre, já estamos cansados de tanto enrolanço, todo ele enfiado nos mil e um elementos tradicionais do género, da família dividida ao pai redentor. Bons valores de produção, contextualização geológica/histórica apropriada e um elenco seguro liderado pelo look-a-like nórdico do Daryl dos zombies não salvam uma história que tinha começado melhor se tivesse levado logo com uns respingos.

domingo, julho 31, 2016

The Fear of 13 (2015)

Nick Yarris esteve vinte e três anos no corredor da morte, condenado à pena máxima por um homicídio que não cometeu - depois de ter sido inocentado de outros delitos menores que havia cometido. Ao fim de vinte anos de apelos parados no tempo, Yarris decidiu usar o seu último e único direito enquanto dead man walking: solicitou aos tribunais da Pensilvânia que anulassem todos os apelos interpostos pelos seus advogados, executando a pena de morte a que tinha sido sentenciado num prazo máximo de sessenta dias, tal como estava previsto por lei. Esta é a entrevista transformada em documentário/mistério policial que Yarris aceitou dar sobre esta sua decisão e uma vida de histórias atrás das grades. Porque não há preto nem branco, mas sim uma camada infinita de cinzentos num outrora rapaz vilão, agora homem arrependido. Na Netflix, pois claro.

sábado, julho 23, 2016

Sicario (2015)

Uma cinematografia de excelência onde cada plano, cada sequência de acção ou introspecção, perto ou longe, de dia ou de noite, no interior de um túnel ou no meio de um deserto, é filmada e pensada ao mais ínfimo pormenor; um elenco todo ele irrepreensível, de Blunt a Brolin, onde o magnânimo Del Toro consegue, ainda assim, sobressair graças ao infinito imenso que é o seu olhar frívolo. "Sicario", do canadiano Denis Villeneuve, responsável pelo asfixiante "Prisoners", é um possante exemplo da beleza do cinema enquanto arte visual, perdendo-se, talvez até propositadamente, quando pega na caneta e decide fabricar uma narrativa que, no fundo, acaba por ter muito mais impacto, qual soco no estômago, em duas ou três cenas chave, do que coesão e relevância no seu todo para ser relembrada ou revisitada no futuro. Amazing to look at, underwhelming to really think about it.

terça-feira, julho 19, 2016

My Friend Rockefeller (2015)

A história de Christian Gerhartsreiter, um emigrante alemão nos EUA que manipulou através de várias falsas identidades todos os que o rodearam durante décadas, naquele que foi denominado pelo FBI como o mais longo embuste do século XXI. Dos seus vários pseudónimos, o mais famoso acabou por ser "Clark Rockefeller", um suposto descendente daquela que é considerada a família mais influente da história contemporânea norte-americana - o que, como devem imaginar, por si só abria inúmeras portas nos mais poderosos círculos elitistas empresariais. Uma vida de luxo fomentada pela mentira e pelas aparências, num documentário que se mantém interessante enquanto somos apresentados aos mais variados esquemas com que Gerhartsreiter enganou homens e mulheres de Los Angeles a Nova Iorque, mas que se torna enfadonho quando passa para o formato de entrevista com o agora detido Gatsby da Baviera. Tudo porque Gerhartsreiter afinal não tem o glamour, a inteligência ou a personalidade que o espectador formou mentalmente durante a primeira meia hora do documentário, revelando-se sim um psicopata sem noção da realidade, que se perde nas suas mais variadas identidades, tendo inclusive assassinado alguns peões pelo caminho que o poderiam ter desmascarado. E, quando assim é, não tem piada torcer pelo anti-herói.

quinta-feira, julho 14, 2016

Sommeren '92 (2015)

Todos os adeptos do desporto rei conhecem o feito por alto: a Dinamarca em plena geração dourada falha a qualificação para o Europeu de 1992, na Suécia, mas por afastamento da Jugoslávia da competição por motivos políticos - era uma nação em guerra prestes a desaparecer -, é convidada a participar seis dias antes do torneio arrancar. O polémico seleccionador Richard Moller Nielsen - viu várias estrelas do seu país desistirem da selecção, entre elas Michael Laudrup, por não aceitarem as suas rígidas instruções tácticas -, de saída após falhar o apuramento, acaba por ficar para fazer mais "três joguinhos", diziam os responsáveis federativos, sem qualquer esperança numa boa prestação. O resto é história, com Peter Schmeichel e companhia a levantarem o caneco mais inesperado de sempre. Enquanto filme de futebol "Sommeren '92" não traz nada de novo ao género, bem como à cinematografia jogada do mesmo, mas não deixa de revelar várias curiosidades deliciosas sobre o relacionamento daquele grupo de homens, pais e jogadores que fizeram história. Já Moller Nielsen, aqui interpretado pelo Kai Proctor de "Banshee", lá acabou laureado como melhor treinador mundial de 1992... mas não foi suficientemente bom para ser considerado o melhor treinador dinamarquês desse ano.

domingo, julho 03, 2016

Kung Fury (2015)

Minha nossa senhora. Dinossauros que falam, um Hitler paneleirote com jeito para as artes marciais, o Thor, o Triceracop (sim, um polícia metade humano metade dinossauro), a Barbarianna e a Katana. Um Kung Fury cheio de estilo - mau actor que até dói - e uma banda sonora absolutamente irresistível. Uma curta-metragem tão ridícula que se torna deliciosa, um mash-up perfeito do cinema de acção, ficção científica e artes marciais dos anos oitenta, numa produção financiada pelo público através do Kickstarter que acabou a criar burburinho no Festival de Cannes e, surpresa das surpresas, a merecer uma adaptação a videojogo e uma sequela - ainda por estrear. Entretenimento rasca repleto de one-liners, aspecto muita foleiro e interferências típicas dos VHS. Tão mau que é bom ou tão bom que é mau, é amor puro - e, logo, tolo - à cinefilia. E trinta minutos que passam a voar.

segunda-feira, junho 27, 2016

(Dis)Honesty: The Truth About Lies (2015)

Todos mentimos. Homens ou mulheres, crianças ou adultos, políticos ou professores, o ser humano tem uma tendência natural para ser desonesto, consciente ou inconscientemente, através de subterfugios psicológicos, sociais ou mesmo económicos. Inspirado no trabalho do comportamentalista israelita Dan Ariely e em vários exemplos práticos de pequenas - e grandes - mentiras que acabaram por resultar em esquemas fraudulentos e penas de prisão, descobrimos de forma acessível e divertida as razões pelas quais mentimos e como o nosso cérebro processa essa informação incorrecta consoante o ambiente em que estamos inseridos. A verdade de mentira é fascinante, ainda para mais quando mete ao barulho a falsa campanha de marketing de guerrilha que os responsáveis de "I Hope They Serve Beer in Hell" montaram para colocar o filme nas bocas dos norte-americanos.