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segunda-feira, agosto 05, 2019

Justice League (2017)

Tudo em "Liga da Justiça" é de uma mediocridade assustadora, uma reciclagem de má qualidade de todos os elementos cliché de um género cada vez mais gasto nas suas desmedidas ambições. Uma salgalhada de super-heróis que tenta ter piada ao mesmo tempo que passa uma imagem de seriedade que não engana ninguém, nunca sabendo bem onde se focar. CGI demasiado óbvio para tanto milhão - trezentos de orçamento para ser mais específico -, vilão sem sal nem pimenta, heróis superficiais e um desenlace tão óbvio que dói. DC, Marvel e companhia, por mim chega.

quinta-feira, agosto 01, 2019

Small Crimes (2017)

Um antigo polícia (Nikolaj Coster-Waldau) sai da prisão após seis anos de encarceramento por tentativa de homicídio, num esquema de corrupção colectivo pelo qual foi o único acusado e culpado. Quando sai, sente-se um homem novo, com fé na redenção e numa segunda oportunidade na pequena vila onde vive. Mas, claro, bastam poucas horas para o passado o apanhar e ver-se envolvido numa teia de pequenos - mas necessários - delitos de modo a conseguir o tão almejado recomeço. Uma bola de neve que se transforma numa avalanche incontrolável de consequências irreparáveis, num tom muito mais dramático do que satírico - ao contrário do que a sinopse promocional dá a entender -, numa onda de inevitabilidade tão desconfortável para o espectador quanto desconfiável. Desconfiável porque tanto azar a certa altura deixa de ser credível, banalizando qualquer desfecho da narrativa.

sábado, maio 25, 2019

Geostorm (2017)

Eis o resultado de quando um filho com problemas psicológicos sérios ("Geostorm - Ameaça Global") foge de casa (canal SyFy), engana a bela e milionária filha de um magnata (Warner Bros.) que, por sua vez, decide patrocinar um casamento espalhafatoso e folclórico (120 milhões de dólares de orçamento) para celebrar a união dos dois. Tudo um autêntico mar de rosas até que, durante o copo de água (ao fim de vinte minutos de fita), o noivo tem uma crise aguda que acaba por revelar ao mundo o psicopata desequilibrado que é. Com o microfone na mão, nem o padrinho embriagado (Gerard Butler) nem o padre com ar de pedófilo (Andy Garcia) conseguem evitar que o noivo pegue no microfone e pergunte à sua recém-esposa se agora que já são casados se já lhe pode ir ao cu. Com o mundo inteiro a ouvir. Uma desgraça para os mais próximos, mas um festival de riso para os escravos do catering (os maluquinhos da ficção científica).

sexta-feira, janeiro 18, 2019

All the Money in the World (2017)

Papelões de Christopher Plummer - muito provavelmente melhor do que seria Spacey, a escolha original, repleto de maquilhagem para envelhecer trinta anos - e Michelle Williams e uma realização segura de Ridley Scott não chegam para fazer brilhar uma narrativa previsível, sem rasgos nem ritmo, num produto demasiado preocupado em justificar a mensagem e estilizar o mensageiro em vez de entusiasmar o espectador com um thriller que surpreendesse. Todo o dinheiro do mundo não chega mesmo para fazer um filme além do mediano, num espectáculo encarcerado na necessidade de manter a veracidade de uma história real. Dinheiro não é riqueza.

segunda-feira, dezembro 24, 2018

The Fate of the Furious (2017)

Parvoíce num nível tão alto e descontraído que o resultado não pode ser outro que não entretenimento de excelência para qualquer cinéfilo, perdão, espectador que consiga digerir tanta impossibilidade narrativa. Não se armem em chicos espertos, já a revirar os olhos, porque provavelmente já elogiaram de boca cheia séries com dragões e feiticeiras. O elenco do costume sabe o que faz - pudera, ou não agarrassem nestas personagens quase em piloto automático -, a improvável Charlize Theron convence enquanto vilã e fica a modesta, mas bonita homenagem a Paul Walker. Venha o próximo, no espaço ou dentro de um vulcão. Vale tudo.

quinta-feira, setembro 27, 2018

The Wall (2017)

Doug Liman já provou no passado que consegue transformar qualquer guião aparentemente banal de acção num produto competente de entretenimento. "The Wall" não é excepção, por mais limitado de personagens e movimentos que o nova-iorquino estivesse à partida. A primeira decisão correcta e fundamental para que tudo funcionasse foi dar o papel principal a Taylor-Johnson e não a Cena; a segunda, nunca dar face nem ceder a posição do inimigo/vilão, transformando um aparente filme de guerra numa obra de terror. Uma voz tão pesada quanto mordaz e misteriosa torna-se fulcral para este exercício dramático conseguir agarrar o espectador e o final, corajoso, não opta pela saída mais fácil. A ambiguidade do conflito, o caos na calma, a prova de que Liman sabe mesmo o que faz.

segunda-feira, setembro 03, 2018

The Death of Stalin (2017)

O escocês Armando Iannucci tornou-se um nome de respeito dentro dos moldes da sátira política com o sucesso crítico e público que "The Thick of It" e, posteriormente, "Veep" lhe proporcionaram. As expectativas estavam portanto altíssimas para este "The Death of Stalin", uma promessa de retrato ácido sobre a luta de poder que se sucedeu à morte do estadista na década de cinquenta, suportada num elenco de excepção liderado por craques como Steve Buscemi, Michael Palin ou Jeffrey Tambor. Mas a verdade é que mesmo sendo tudo o que se esperava, esta obra que destapa ao ridículo uma situação histórica que marcou os contornos neocomunistas de uma nação acaba por nunca sair da caixinha, mantendo-se elegantemente sofisticada no seu humor ora absurdo ora inteligente, como que com medo de perder o registo biográfico factual do que se passou em 1953. E o que começa como uma sátira encerra nos seus quinze minutos finais praticamente como uma fotografia de época, num tom documental próprio de um qualquer canal de história.

quarta-feira, junho 20, 2018

Battle of the Sexes (2017)

Um duelo social tão relevante em 1973 quanto agora, num biopic desportivo confortável, coerente e com valores de produção de época irrepreensíveis, onde Emma Stone e Steve Carell encarnam na perfeição a essência das suas personagens. Ainda que previsível como esperado, a dupla Faris/Dayton (do maravilhoso "Little Miss Sunshine") consegue criar uma aura de algum charme e diversão em torno das dinâmicas desesperadas de Riggs e sentimentais de Billie Jean que tornam este "Battle of the Sexes" - sem direito a título nacional, não se percebe bem porquê - numa reconstituição desportiva que vai muito para além dos campos de ténis.

sexta-feira, maio 25, 2018

Perdidos (2017)

Remake completamente desnecessário, mal interpretado e desinspirado naquilo que traz de novo de "Open Water 2: Adrift" - sequela essa que até era ligeiramente mais interessante que o original pelo simples facto da salvação estar ali tão perto e tão inacessível ao mesmo tempo, sem necessidade do vilão marinho de dentes afiados tão útil nestas alturas -, "Perdidos" foi ainda assim um dos filmes portugueses mais vistos do ano passado, sinal claro de que o público luso que se desloca aos cinemas não quer saber de prémios nem galardões internacionais mas sim de uma simples promessa de entretenimento, por mais raso que este possa parecer. No elenco, quase todos em papéis completamente desadequados aos seus perfis, com especial destaque para Afonso Pimentel e Dalila Carmo. Fica para a próxima, Sérgio Graciano.

segunda-feira, maio 21, 2018

Singularity (2017)

Efeitos especiais que parecem feitos com telemóvel, uma narrativa previsível que dói e um John Cusack com trejeitos de actor amador num qualquer teatro de bairro - ele que foi introduzido em pós-produção vários anos após as filmagens originais (2013), num projecto então chamado "Aurora". Realizado por um miúdo suíço (Robert Kouba) de apenas vinte e um anos, "Singularity" é como que uma mistura incoerente de vários blockbusters sci-fi das últimas duas décadas que, sabe-se lá como, chegou aos cinemas, ao Netflix norte-americano e ao caderno de encargos do outrora respeitável Cusack de clássicos como "Say Anything" e "High Fidelity". Voltemos a Kouba quando tiver barba; pode ser que se aproveite qualquer coisa.

sábado, abril 28, 2018

Avicii: True Stories (2017)

Documentário realizado por um amigo próximo do sueco Tim Bergling, conhecido por milhões de admiradores como Avicii, este "True Stories" divide-se em três capítulos: o jovem génio por detrás da criação de alguns dos hits electrónicos mais revolucionários da última década; o desgaste provocado pela fama e pelos quase novecentos espectáculos em meia dúzia de anos um pouco por todo o mundo, todos eles submersos em álcool num ritual inevitável de descompressão de uma personalidade demasiado sensível para sobreviver ao negócio que foi criado ao seu redor - 250 mil euros por concerto e toda uma pressão para continuar quando já tinha decidido parar; e, por fim, numa breve nota de poucos minutos, o renascer de um jovem que procurava agora encontrar-se a si próprio depois de tantos problemas de saúde e ansiedade derivados da curta mas alucinante carreira que arrancara em 2011. Tudo, já por si, impressionante. Mas, depois do recente suicídio de Bergling, com um peso tremendamente mais avassalador. Afinal Avicii não se encontrou a si mesmo; porque nunca foi essa figura artística de palco, mas sim Tim, um músico de estúdio à procura do significado da vida e da felicidade, que várias vezes doou milhões aos mais necessitados - algo que decidiu ocultar neste documentário biográfico produzido e estreado em vida - mas que, citando Oscar Wilde, só percebeu, tarde demais, que a vida obriga-nos a pagar demasiado caro tudo aquilo que nos oferece.

terça-feira, abril 24, 2018

Révolution VHS (2017)

Imaginem que alguém vai fazer um documentário sobre os vossos queridos pais; vocês querem gostar à força toda e atiram-se a ele na expectativa de descobrir todo um mundo secreto e fascinante de um tempo em que vocês não passavam de um projecto. E foi exactamente com essa esperança que todos nos atirámos a este documentário francês que passou esta semana na RTP2. Infelizmente para a maioria, moi meme incluído, quase tudo em "Révolution VHS" cai num registo histórico informativo, quase educacional, sem grande chama nem criatividade, sem imagens de arquivo inesperadas ou aventuras fascinantes - acaba por ser mais deslumbrante ver alguns geeks que continuam, no presente, presos ao passado do que propriamente as suas histórias no pico do reino do Betamax e do VHS. Quaisquer dez minutos aleatórios de "Chuck Norris vs. Communism" valem mais do que esta hora revisitada por Dimitri Kourtchine.

sábado, abril 07, 2018

Nobody Speak: Trials of the Free Press (2017)

Afinal Hulk Hogan não passa de uma personagem; e o homem por trás dela, Terry Bollea, é um bastardo que acredita que com poder, dinheiro e influência tudo se resolve. Um tributo em forma de voto de pesar à liberdade de imprensa e expressão, aqui canibalizada pela divulgação de um vídeo de cariz sexual da antiga estrela do Wrestling. Os conflitos culturais entre o jornalismo e o poder, a ética e a verdade, num testemunho com a ideia certa mas que, infelizmente, perde o foco - e até alguma razão - com o desenrolar da teia mafiosa por detrás de Bollea. Começa nele, acaba em Trump e no mundo, numa amostra de como o quarto poder está cada vez mais limitado pelo dinheiro. Obrigatório para quem está ligado aos media, de fugir para quem quer guardar Hogan no recanto doce das memórias de infância.

quinta-feira, março 08, 2018

Icarus (2017)

Bryan Fogel ia fazer um documentário ao bom estilo de Morgan Spurlock sobre os efeitos do doping na performance desportiva e como Lance Armstrong tinha conseguido enganar centenas de análises e testes anti-doping ao longo da sua carreira. Parte do processo passava por um contacto russo cedido por um conhecido prescrever-lhe um plano de dopagem e analisar a sua urina. E, do nada, caiu-lhe nas mãos - e nas filmagens - as confissões desse mesmo cientista, afinal de contas o responsável máximo pelo laboratório estatal russo que "controlava" todos os atletas, de todas as competições e modalidades; e, daí em diante, "Icarus" transformou-se num relato assustador de como a Federação Russa manipulou a verdade desportiva durante décadas sob a alçada dos seus governantes. Uma dádiva inesperada que Fogel soube trabalhar, esquecendo o plano original e focando toda a narrativa nos esforços do Dr. Grigory Rodchenkov em sobreviver através da verdade - o seu antecessor teve um conveniente ataque cardíaco - e da protecção da justiça norte-americana. Coragem que valeu um Óscar e um axioma que não resistiu à política - uma suspensão inicial dos atletas russos acabou por ser anulada dias antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro - mas mostrou e provou ao mundo uma realidade inegável.

terça-feira, março 06, 2018

The Final Year (2017)

Vamos começar pelo amargo sabor final: o muito aguardado projecto do documentarista Greg Barker está longe de ser o esperado murro no estômago em todos aqueles que sentem que o povo norte-americano cometeu um erro tremendo nas últimas eleições presidenciais, elegendo um ignorante xenófobo para um cargo que tinha sido ocupado, nos últimos oito anos, por um Homem sensato, inteligente e bondoso. Hora e meia de pouco Obama - duas ou três entrevistas rápidas nos bastidores -, focando o acompanhamento deste último ano de mandato no árduo trabalho diplomático de dois elementos do seu gabinete - John Kerry e Samantha Power - em vários assuntos sensíveis como a situação na Síria ou o reatamento histórico de relações com Cuba. Ben Rhodes, o homem com a pasta dos discursos e das comunicações oficiais, também fala muito ao longo de "The Final Year" mas pouco ou nada de inesperado revela. Em suma, a ressaca de Obama é demasiado penosa para ser curada - ou, dentro do possível, atenuada - com tão pouco. Resta a esperança que o futuro será melhor que o presente.

domingo, março 04, 2018

The Shape of Water (2017)

Uma fábula vista e revista inúmeras vezes nas mais variadas formas, um filme sem a chama de tantos outros de Guillermo del Toro, uma narrativa repleta de opostos, de deja-vus, de cenas tão desnecessárias e descontextualizadas quanto obviamente orquestradas a pensar nos galardões - sendo a dança a preto e branco, qual musical repleto de sonhos, a mais escandalosa. Tudo a funcionar sobre fórmulas tão gastas quanto seguras, sub-temas tratados com uma superficialidade bacoca, da homofobia ao assédio sexual, sem que nada pareça realmente importante. Sim Shannon, Jenkins e Hawkins - por esta ordem - brilham; mas fazem-no num aquário sem grande encanto, o vencedor mais insonso da Academia desde "O Discurso do Rei".

sexta-feira, março 02, 2018

The Post (2017)

Sem chama, sem risco, sem inúmeras cenas-chave - a do tribunal, por exemplo -, sem surpresas, sem nada que o tornasse memorável. "The Post" é um vazio desinteressante realizado de olhos fechados por Spielberg, com demasiada preocupação na caracterização temporal do espaço e das personagens, deixando tudo o resto num piloto automático enfadonho que o deixa a milhas de clássicos deste sub-género jornalístico como "All the President's Men" ou até o recente "Spotlight". Verdade seja dita, a sub-história do "The New York Times" - que colocou primeiro as mãos no polémico estudo e acabou por ser proibido pela justiça de escrever sobre o assunto - teria certamente muito mais alma e conflito que esta onde, afinal, tudo corre às mil maravilhas. Óscares, a quanto obrigas.

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

The Ritual (2017)

"Do you really wanna go hiking? In fucking Sweden?". "The Ritual", recentemente chegado à Netflix - e, insolitamente, uns dias antes ao Sr. Joaquim - é uma maravilha enquanto se move nos terrenos de pânico de uma espécie de Blair Witch com adultos, tremendamente bem filmado, interpretado e envolto numa atmosfera tão certeira quanto desconcertante. A culpa enquanto catalisadora do medo e de uma corrosão não só individual como grupal das personagens, num cenário deslumbrante que facilita o encantamento de uma cinematografia insigne. Pena - e será certamente uma opinião meramente pessoal que não será partilhada pela maioria - a necessidade de, no último acto, dar corpo à bruxaria através da exploração de uma mitologia nórdica, criando um final anti-climático, quase relaxante, para uma narrativa que nos tinha, até então, assombrado. Destaque final para Rafe Spall, extraordinário actor britânico com um promissor futuro pela frente.

domingo, fevereiro 11, 2018

Molly's Game (2017)

Querida Jessica, basta um olhar para te amar. O teu cabelo ruivo, qual chama impiedosa que incinera todo o teu corpo num fogo denso, deixa-me sempre, qual haraquiri moderno, com vontade de saltar sobre a fogueira. Sem medo de me queimar, apenas aquecer nesses teus olhos que envergonhariam o verde mais esplendoroso do Jardim do Éden. Esse sorriso que fascina, esse atrevimento que alucina, esse talento que crepita, baixinho, até estremecer para lá das cinzas. As sardas. Meu Deus, as sardas. Que ardem com graça, fazendo-nos desejar o próprio inferno. Jessica, querida Jessica, nestas coisas sempre fui uma marioneta; mas, por ti, transformei-me em poeta. "Jogo de Alta-Roda"? Se a Jessica chegava, imaginem juntar o Aaron Sorkin à equação. Por falar nisso, já vos disse que tenho uma panca pela Chastain?

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Mom and Dad (2017)

Ninguém nega que Brian Taylor, realizador do frenético "Crank", consegue imprimir um estilo peculiar em tudo o que mexe. O arranque fragmentado de "Mom and Dad" entre créditos e trivialidades do quotidiano familiar prova isso mesmo numa fase em que o espectador ainda nem colocou o telemóvel em silêncio. Segue-se um primeiro acto bem construído, misterioso q.b., sempre na dúvida entre a sanidade e a completa loucura de uma premissa anunciada, ou não tivesse sido revelada antecipadamente em todos os materiais promocionais. Ossos do ofício. Por falar em ossos, tudo o resto depois do levantar do véu é um slasher tradicional, provavelmente para alguns qual compêndio terapêutico, de como despachar desta para melhor crianças, mimadas ou não. Os próprios filhos, para ser mais específico. Irreverente por vezes, escusado noutras - a cena do parto é tão previsível quanto desnecessária -, ficam para a posteridade os rasgos de Selma Blair e Nicolas Cage, outrora figuras de relevo numa indústria que tanto os denegriu no passado recente.