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quinta-feira, janeiro 31, 2019
domingo, outubro 28, 2018
Take 49 - 10 Anos

sábado, outubro 27, 2018
2015: O Despertar da Fúria

Em "Raiders!: The Story of the Greatest Fan Film Ever Made", três rapazes de onze anos decidem recriar "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" cena por cena, recorrendo a qualquer objecto ou cenário que tenham perto de casa; trinta e cinco anos depois (sim, leram bem, trinta e cinco!), finalmente terminam aquele que já foi considerado o "fan film" mais famoso do planeta quando Eli Roth descobriu uma cassete a circular na universidade com uma versão incompleta e apresentou-a ao mundo em alguns festivais de cinema de pequena dimensão. Mas aqui, neste documentário que mostra como toda esta homenagem surgiu, muito mais importante do que a adaptação caseira do clássico de Spielberg, é absorver o desenrolar das relações entre o trio, a forma como o filme sempre os uniu e protegeu do mundo exterior, dos divórcios dos pais, da vida complicada que todos tinham. E como, com o crescimento, as namoradas, os quinze segundos de fama, as drogas e tudo o mais, três amigos quase se odiaram de morte.
Festim para os olhos foi "Sicario", dono e senhor de uma cinematografia de excelência onde cada plano, cada sequência de acção ou introspecção, perto ou longe, de dia ou de noite, no interior de um túnel ou no meio de um deserto, é filmada e pensada ao mais ínfimo pormenor; um elenco todo ele irrepreensível, de Blunt a Brolin, onde o magnânimo Del Toro consegue, ainda assim, sobressair graças ao infinito imenso que é o seu olhar frívolo. Um possante exemplo da beleza do cinema enquanto arte visual.
Numa faceta mais independente, o que dizer de "Kung Fury"? Minha nossa senhora. Dinossauros que falam, um Hitler paneleirote com jeito para as artes marciais, o Thor, o Triceracop (sim, um polícia metade humano metade dinossauro), a Barbarianna e a Katana. Um Kung Fury cheio de estilo - mau actor que até dói - e uma banda sonora absolutamente irresistível. Uma curta-metragem tão ridícula que se torna deliciosa, um mash-up perfeito do cinema de acção, ficção científica e artes marciais dos anos oitenta, numa produção financiada pelo público através do Kickstarter que acabou a criar burburinho no Festival de Cannes e, surpresa das surpresas, a merecer uma adaptação a videojogo e uma sequela. Entretenimento rasca repleto de one-liners, aspecto muita foleiro e interferências típicas dos VHS. Tão mau que é bom ou tão bom que é mau, é amor puro - e, logo, tolo - à cinefilia. E ainda "Turbo Kid", provavelmente o filme pós-apocalíptico mais naif cool de sempre, uma ode encantadora ao cinema underground de ficção-científica dos anos oitenta.
Num equilíbrio notável entre os factos improváveis de uma suspeição pavorosa e as razões prováveis de uma paranóia com origens familiares traumáticas, chegou-nos também "The Invitation", uma obra que sabe queimar lentamente os seus trunfos, vivendo e alimentando-se da dúvida constante, enquanto deixa o semi-desconhecido elenco deambular entre comportamentos normais e momentos bizarros. Na poesia do ridículo, "Ele Está de Volta" parte de um pressuposto tão simples quanto polémico e audacioso: e se Hitler, como que por magia, voltasse à Alemanha dos dias de hoje? Um país repleto de turcos, programas estranhos nas televisões, miúdos com camisolas do Cristiano Ronaldo e em que todos têm acesso a uma tecnologia fantástica chamada... Google. Uma sátira tão deliciosa quanto impetuosa, que deambula entre um estilo Boratesco e um registo ficcionado do Mein Kampf, que num tom jocoso aborda uma mão cheia de problemáticas sociais e políticas que a Alemanha, em particular, e a União Europeia, em geral, enfrentam nos dias que correm. Duas cenas para dificilmente esquecer? Hitler a ser espancado por neo-nazis e a criação da sua conta de e-mail. O fim da picada? Quando Hitler dá cabo de um cão. Assim anda o mundo.
Não nos esquecemos, claro, do grande vencedor dos Óscares, "O Caso Spotlight", um filme de uma importância extrema por duas razões primordiais: primeiro, relembra que o jornalismo não pode nunca perder a sua faceta de utilidade e serviço público em prol do negócio, das metamorfoses das redacções, das necessidades do momento, da falta de disponibilidade financeira ou pessoal para permitir investigações pertinentes e profundas que custam tempo e, consequentemente, dinheiro. Porque o jornalismo deve, mais do que nunca, servir como força em alerta constante para descortinar e revelar qualquer ilegalidade ou legalidade imoral que possa ter sido cometida longe dos olhos da justiça - ou mesmo perto dela, caso esteja corrompida. Em segundo lugar, porque recorda - ou apresenta, aos mais distraídos - a podridão que reina na mais poderosa e mafiosa das instituições mundiais: a igreja católica. Porque não se trata de um caso em específico, mas de um fenómeno.
Para terminar, os dois grandes momentos cinéfilos de 2015: "Star Wars: The Force Awakens", meio reboot, meio reciclagem da fita que deu início a tudo, o sétimo episódio galáctico de Han Solo, Luke Skywalker, Chewbacca e companhia revitaliza uma saga cinematográfica histórica para novas gerações, conseguindo ainda assim agradar os fãs velhotes que olham agora para o futuro com esperança. J.J. Abrams e a Disney infantilizam um pouco os conceitos outrora complexos, imperfeitos (no melhor dos sentidos), ambiciosos e visionários de Lucas, tornando a chancela "Star Wars" acessível a toda a família. Uma espécie de Harry Potter no espaço, um hábil e sólido recomeço, ainda assim longe de ser a obra-prima aguardada e anunciada.
E, por fim, o filmalhão não só do ano, mas da década. "Mad Max: Fury Road", uma orgia de acção contínua, que nunca pára para respirar, num mundo tão desconcertantemente surrealista e detalhado que parece palpável e genuíno. Um extravagante apocalipse de energia e movimento, fantasticamente maníaco, qual western sobre rodas repleto de personagens tão instantâneas quanto expressivas. Um poema de cores blasonadoras, de rimas excepcionais com o passado, de nome Max mas que, qual reviravolta inesperada, poderia muito bem intitular-se Furiosa; é ela quem comanda as prosas da sobrevivência, dá sentido e propósito à hecatombe ecológica e serve de ícone à revolta contra o massacre moral de princípios e valores humanos que corrompe - ao mesmo tempo que o engrandece - o universo criado por George Miller. Que belíssima caminhada de redenção cinéfila.
Nota: Artigo publicado na Take 49
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sábado, novembro 15, 2014
Take 37 - 1994

THE PULP REDEMPTION
O desafio lançado à redacção para esta Take 37 era escolher o melhor ano da história do cinema e, de forma, retroactiva, dedicá-lo uma edição que seria escrita como se no final desse ano estivéssemos. O desafio acabou por ser demasiado audacioso (do mercado VHS à análise de grandes obras que só anos mais tarde tornaram-se reconhecidas e chegaram a Portugal) e, a meio caminho, decidimos que tal viagem no tempo, para se revelar eficaz, informada e competente, necessitaria de outras bases de investigação, de outra disponibilidade de uma equipa que não quer colocar em causa a excelência de um projecto que vive e sobrevive da sua unicidade. Ainda assim, escolhido o ano de 1994 de forma democrática - 1984 e 1995 foram os partidos da oposição mais votados -, pusemos mãos às obras no formato habitual da Take e orquestramos um verdadeiro compêndio nostálgico sobre o ano em que Simba, Forrest Gump, Léon, Red, Stanley Ipkiss e Vincent Vega, entre muitos outros, entraram para a história da sétima arte. A conclusão de que 1994 foi mesmo a melhor escolha chegou aquando da elaboração do Top 50 do ano; é que cinquenta espaços não foram suficientes para evitar que filmes que ainda hoje são recordados com saudade ficassem fora do grande artigo deste número. E, até na televisão o ano do cão marcou o início de séries que entrariam para a história, como Friends, ER ou Party of Five. Cinéfilos e saudosistas, eis o ano certo no sítio certo.
http://www.facebook.com/take.com.pt
domingo, novembro 02, 2014
Prefiro morrer de pé do que viver de joelhos

Para informação e divulgação, anuncio que a Take Cinema Magazine, por decisão do seu director, decidiu ao final da noite do dia 31 de Outubro passado renunciar a qualquer participação e envolvimento nos TCN Blog Awards 2014 e futuras actividades, pedindo inclusive para deixar de fazer parte do naming (T) dos prémios já nesta edição, mesmo que nada fosse pedido em troca de agora em diante. A decisão da Take surge semana e meia após ter apresentado a minha demissão do cargo de editor da revista, depois um desentendimento a nível do planeamento da Take 38, que impossibilitava que mantivesse o título e a responsabilidade de editar a publicação. Que fique bem claro que serei sempre escravo dos meus princípios, ideais e valores e nunca de uma paixão. De forma talvez ingénua, acreditei que esta minha saída de um projecto para o qual sempre dei tudo e tudo deixei, não afectasse minimamente a colaboração entre a revista e o Cinema Notebook na organização destes prémios. Estava claramente enganado. Anuncio então que devido a esta mudança a nível organizacional, os prémios passam a intitular-se agora... TCN Blog Awards. The Cinema Notebook Blog Awards. Para 2015 e adiante, os prémios terão provavelmente novo organizador e patrocinador associado, o que resultará num novo naming dos galardões.
Em relação à minha saída da revista, e tendo em conta que não sei se a última edição em que exerci o cargo de editor e deixei encerrada para paginação conjuntamente com a minha fantástica redacção de uma dezena de colaboradores - a Take 37, dedicada a um ano em específico, aquele que em votação considerámos ser o melhor da história do cinema - será ou não publicada como previsto durante o mês de Novembro, resta-me afirmar que a mesma simboliza tanto um fim como um início. Chegou a hora de arriscar e levar avante uma ideia antiga até agora arrumada na gaveta por incompatibilidade com a Take. Pouco ou nada adiantarei antes de Fevereiro/Março de 2015, podendo apenas dizer-vos que a blogosfera nacional de cinema e televisão continuará a ser o meu banco de sangue intelectual, local donde continuarei a recrutar verdadeiros talentos para tornar mais um sonho real. Ficam quase sete anos de Take para trás, seis deles como editor, com a clara sensação de que, a nível pessoal e tendo em conta as limitações da minha posição subordinada e dependente, nada ficou por dizer ou fazer. Agora, e porque continuará naquela redacção uma equipa fenomenal que nunca pediu nada em troca por tantas horas perdidas, resta continuar a acompanhar a Take como leitor. Os TCN, esses continuarão, com mais ou menos prémios, com mais ou menos convidados, com mais ou menos projecção mediática. Porque aqui sim, sou escravo de mim próprio.
domingo, agosto 17, 2014
Take 36 - MGM

ARTE PELA ARTE
"Ars Gratia Artis" é o slogan oficial dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer, uma frase que acompanha desde sempre os noventa anos de rugidos do famoso logo que dá início ao espectáculo cinematográfico - ou televisivo, como é o caso de Tom & Jerry e tantos outros - de cada uma das produções do estúdio. Longe da sua época dourada - os anos vinte, trinta e quarenta do século passado -, a MGM conta ainda assim no seu portefólio com mais de cento e setenta e cinco filmes premiados pela Academia norte-americana nas mais variadas categorias, catorze deles com o galardão de Melhor Filme. É por isso normal que, no ano em que o lendário estúdio comemora o seu nonagésimo aniversário, a Take associe-se à festa e, entre lançamentos exclusivos no mercado de vídeo, edições de coleccionador e uma mão-cheia de actividades que estão a ser preparadas pela MGM para relembrar alguns dos maiores clássicos do cinema em todo o mundo, também nós façamos a nossa parte e homenageemos uma instituição que tanto contribuiu para a arte que nós mais amamos: a sétima. A MGM olha para o futuro mas não esquece o seu passado: da glória à falência, do renascimento corporativo às diversas restruturações financeiras e parcerias estratégicas, o estúdio fundando em 1924 já passou por quase tudo. A verdade não muda: todos nós associamos aquele rugido a um ou outro filme que nunca esqueceremos. E porque os noventa são certos mas para os cem tanto nós como a MGM pode já cá não estar, importa não deixar esta oportunidade passar. Obrigado MGM, as páginas que se seguem são a nossa dádiva de agradecimento.
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quinta-feira, junho 26, 2014
A revista Paraíso barrada nas portas do Inferno

Obrigado Pedro Jorge da Cunha por tão simpáticas palavras sobre uma edição que, modéstia à parte, não teve a cobertura que merecia nos media nacionais, amadores e profissionais. Em altura de Mundial de Futebol, esta obra única sobre a relação problemática (ou nem tanto) entre futebol e cinema merecia chegar a mais "hooligans cinéfilos" do que àqueles que chegou, os fenomenais suspeitos do costume que nos seguem nas redes sociais. E exactamente o mesmo se aplica à excelente rubrica do Pedro, Play, espaço semanal de opinião no Maisfutebol, onde o futebol é espelhado no cinema, na música e na literatura de forma preciosa.
terça-feira, junho 10, 2014
Take 35 - Futebol

BOLA AO POSTE
As duas grandes paixões do nosso tempo combinam pouco e mal. Pronto, está dito. Um começo certamente decepcionante para uma edição que deveria tentar convencer o leitor do contrário. Que futebol e cinema, cinema e futebol, dois fenómenos contemporâneos com capacidade para nos fazer sonhar e apaixonar, sorrir e chorar, criar autênticos ídolos de multidões e heróis de gerações, nasceram para co-existir. Mas calma, nem tudo está perdido. Escondidos no fundo dos túneis de acesso ao relvado, alguns remates certeiros provam que a vitória, por mais improvável que seja perante desportos técnica e artisticamente dominados como o boxe ou as corridas de automóveis é possível. Nesta edição, tentámos falar de todos: dos penaltis que acabam com a bola fora do estádio, dos que batem no poste e saem pela linha de fundo e, até, de um ou outro golo de meio-campo, completamente inesperado.
Das mulheres em campo aos Busby Babes, de Eusébio a Pelé, de Maradona a Zidane, de Garrincha a Tostão, de Cantona a Cruyff, dos hooligans aos árbitros, esta Take dedicada à relação entre o cinema e o futebol, com enfoque óbvio no Mundial que este ano se realiza no Brasil, descobriu e analisou exemplares cinematográficos para todos os gostos e clubismos. E para quem julga que apreciar e vibrar com algo tão "banal" quanto o futebol é um sinal social de falta de cultura, esta edição é um autêntico cabrito que resultará num belíssimo golo de trivela.
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sexta-feira, janeiro 17, 2014
Take 34 - Stanley Kubrick

Stanley Kubrick (1928-1999) foi um génio. Um génio que levou a arte de realizar um filme mais longe do que qualquer outro cineasta, um perfeccionista técnico e criativo cujo trabalho inspirou e continua a fascinar gerações de cinéfilos. No ano em que se celebra o décimo quinto aniversário do seu desaparecimento, a nossa equipa dedica-lhe uma edição muito especial, analisando apaixonadamente a sua filmografia completa e oferecendo aos leitores curiosidades, histórias e até conspirações associadas a muitas das suas obras.
Kubrick realizou apenas uma dúzia de longas-metragens em toda a sua vida, dedicando a todas elas tempo mais do que suficiente - e takes tantas vezes repetidos, que muitos foram os actores que odiaram trabalhar com ele - para revolucionar a indústria com detalhes técnicos e estéticos nunca antes vistos no seu tempo. Sendo um dos primeiros realizadores da história de Hollywood a conseguir total domínio e independência dos estúdios nas suas produções - mesmo que para isso tenha tido de se mudar de malas e bagagens para Londres, onde acabaria por viver grande parte da sua vida -, Stanley Kubrick tornou-se um ícone intemporal da Sétima Arte, verdadeiro todo-o-terreno com aclamadas obras-de-arte em inúmeros géneros, do terror à sátira, da guerra à ficção científica. Senhoras e senhores, o mestre.
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