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sexta-feira, agosto 09, 2019

La Casa de Papel (S2/2019)

Parte três para alguns, temporada dois para outros, a verdade é que o regresso da série que apaixonou os portugueses no início do ano passado consegue manter uma consistência narrativa surpreendente, renovando dinâmicas grupais de forma inesperada - alternando flashbacks com o presente - e criando todo um novo assalto com moldes diferentes - mas não menos interessantes e criativos - daqueles que foram orquestrados à Casa da Moeda espanhola. Até Arturito e Berlin estão de volta, Palermo é um add-on fenomenal aos "Dalis" de Álex Pina e a inspectora Alicia Sierra uma vilã com traços raros, qual personagem de BD saída directamente de Gotham, com o seu chupa-chupa, barrigona de grávida e inteligência macabra. O finale suspenso promete novo regresso em força; estou finalmente convencido.

domingo, julho 28, 2019

Stranger Things (S2/2017)

A segunda temporada de "Stranger Things" revela-se surpreendentemente tão ou mais competente que a de estreia, conseguindo planear de forma ardilosa uma nova história em torno dos acontecimentos de Hawkins sem tornar-se repetitiva. Um tom nostálgico mais romântico mas também mais negro, humor e horror, melhor acting - os putos estão mais maduros e experientes e Sadie Sink (Max) foi uma excelente adição ao grupo - e os efeitos especiais mostram-se cada vez audazes, sem medo de ganhar espaço no ecrã. Um sucesso dos irmãos Duffer, que souberam aproveitar o potencial e, chamemos-lhe, "likability" das suas personagens para manter a malta presa à Netflix.

quarta-feira, julho 24, 2019

El Pionero (S1/2019)

Série documental de quatro episódios com a chancela da HBO europeia, "El Pionero" relembra a vida polémica de Jesús Gil y Gil, um homem que misturou política, negócios, futebol e celebridades para seu benefício pessoal, criando uma personagem carismática adorada por milhões de espanhóis, que sempre o defenderam com unhas e dentes mesmo depois de várias condenações relacionadas com fraudes fiscais, corrupção e uma série de esquemas manhosos que visavam unicamente dar a volta à lei - ou atropelá-la, sem vergonha nem intenção de pagar por isso. Nesse aspecto, o realizador Enric Bach consegue muito bem "construir" o seu protagonista com entrevistas a filhos e irmãos de Gil y Gil antes de apresentar o rol de ilegalidades que mostram como o ex-presidente do Atlético de Madrid era um verdadeiro mafioso, que cumpriu por mais de uma vez pena de prisão efectiva. Mas um mafioso divertido para a opinião pública, que desafiava a política tradicional, que prometia e cumpria, que transformou Marbella num destino de eleição, ignorando regras e leis de urbanismo. Um relato que parece apenas possível no passado, mas que Berlusconi, Trump e companhia provam que é cada vez mais real. Especial destaque para o papel fundamental de Paulo Futre em todo o percurso no Vicente Calderón de Gil y Gil.

terça-feira, julho 16, 2019

Prison Break (S5/2017)

Sete anos após a sua aparente morte, num finale arriscado mas ainda assim mais ou menos conseguido que quase salvou uma temporada muito pobre, eis que Michael Scofield está de volta, encarcerado numa prisão no Iémen. Mil e uma desculpas esfarrapadas para o regresso que não convencem ninguém, numa narrativa gasta, com um vilão sem brio e uma pós-produção absolutamente medonha. Voltaram as personagens que brilharam em Fox River, com bolsos cheios mas sem coração nem alma. O pior de tudo? A Fox já anunciou uma sexta temporada. Chega, já ninguém tem paciência.

quinta-feira, julho 04, 2019

Chernobyl (S1/2019)

Mini-série de cinco episódios da HBO, "Chernobyl" foca-se nas teias de todas as mentiras e incorrectas suposições que envolveram a tragédia nuclear dos anos oitenta que mudou o mundo. Cativante e estranhamente incómoda - ou não fosse esta realidade tão palpável -, é maravilhoso assistir ao spin político em torno do desastre, um retrato soberbo da mentalidade soviética da altura, que nos consegue colocar de forma espantosa tanto no papel das vítimas como dos vilões. Dona e senhora de uma cinematografia de calibre excepcional, a série de Craig Mazin é um exemplo muito prático de como a humanidade caminha sempre numa estrada encostada a um gigantesco abismo.

quarta-feira, junho 26, 2019

Black Mirror (S5/2019)

"Black Mirror" perdeu o encanto que a diferenciava. Esta temporada de três episódios recupera um pouco a imagem após o desastre completo que foi "Bandersnatch", mas a verdade é que nem a meditação sexual que rompeu géneros e realidades de "Striking Vipers", colocando em causa conceitos de fidelidade, homossexualidade, amor e amizade, nem uma versão moderna de "Dog Day Afternoon" em "Smithereens", com uma situação em torno de um refém que fica pior e pior a cada minuto, mas que acaba num desfecho sem qualquer impacto ou imprevisibilidade, nem o final aventureiro em torno de um episódio meta carreira da Miley Cyrus com vários momentos divertidos mas não mais do que uma pinhata de ideias que nunca explode para além do que já tinha sido feito e imaginado no passado da série de Charlie Brooker, conseguem apagar a ideia de que "Black Mirror" esgotou-se na fonte e já não tem mais nada de novo para contar. Vítima do seu próprio sucesso, a nova temporada não sobrevive ao seu legado cultural e precisa urgentemente de um format; ctrl-alt-del não chega.

sexta-feira, junho 14, 2019

State of the Union (S1/2019)

Comédia britânica de tom leve exibida originalmente na SundanceTV - e agora disponível na plataforma de streaming da HBO em Portugal -, "State of the Union" segue os encontros semanais de um casal à beira do divórcio, sempre dez minutos antes da sessão de terapia conjugal que visa resolver o trauma de uma infidelidade inesperada. Dez episódios de dez minutos, sempre a dois - o encantador Chris O'Dowd e a maravilhosa Rosamund Pike -, com diálogos rápidos, divertidos e inteligentes que nos dão uma visão muito realista - e cruel - do que custa manter um casamento. Química irrepreensível entre O'Dowd e Pike, numa temporada que um dia Florbela Espanca resumiu numa frase: ama-se quem se ama e não quem se quer amar. Pena que, a voltar, seja com personagens diferentes, segundo entrevista recente de Nick Hornby.

terça-feira, maio 21, 2019

The Night Of (S1/2016)

Mini-série da HBO da autoria de Steven Zaillian e Richard Price ("The Wire"), "The Night Of" é um dos mais imaculados produtos televisivos da última década. Com uma cinematografia de excelência justamente premiada nos Emmys, uma sonoplastia irreverente, um elenco com performances esmagadoras - com especial destaque para Riz Ahmed e John Turturro - e uma tensão constante que intimida e incomoda o espectador ao longo dos oito episódios, tudo em "The Night Of" encaixa de forma irrepreensível num puzzle complexo, ambíguo e cativante onde as mesmas peças encaixam em diferentes vértices de acordo com a perspectiva de quem olha para a transformação de Naz aos pés de um sistema que vitimiza culpados e inocentes.

sábado, maio 11, 2019

Game of Thrones (S8/2019)

Que tremenda desilusão. Sem brio, sem cabeça - no pun intended Missandei -, sem a profundidade ou complexidade estrutural de outros tempos, eis que David Benioff e D. B. Weiss enfiam três ou quatro arcos narrativos, cada um deles capaz de sustentar uma única temporada, em seis episódios onde tudo acontece às três pancadas, sem build-up emocional, sem respeito ao tremendo trabalho de construção identitária de personagens históricas da série, sem grandes explicações ou conspirações, sem nada do que conquistou milhões de fãs em todo o mundo ao longo da última década. A pressa para acabar tudo de uma vez por todas, aniquilando personagens fulcrais com pedregulhos e catorze minutos de ecrã numa única temporada, deixando tantas outras por saber o paradeiro, esquecendo percursos tumultuosos que para nada serviram, optando quase sempre pelo caminho mais fácil - e rápido - para tentar chocar o espectador e despachar mais um problema de modo a conseguir encerrar as cortinas, faz desta oitava e final temporada de "A Guerra dos Tronos" o maior flop televisivo que há memória.

sexta-feira, maio 03, 2019

How to Get Away with Murder (S4/2017)

Temporada de bom nível da série da ABC comandada pela fenomenal Viola Davis, num complot bem construído em torno da personagem de Karla Sousa - pai, mãe, filho e Wes, que mesmo depois da sua morte continua bem presente. Narrativa principal muito coesa durante os quinze episódios, casos secundários mais relevantes que o costume - como o do pai de Nate, que envolveu inclusivamente um crossover muito bem idealizado e executado com "Scandal", juntando Olivia Pope e Annalise Keating no mesmo espaço, qual deleite de poder feminino na pequena tela. Também ao contrário do que é usual, o season finale termina num tom muito mais leve e positivo, não antecipando o que a quinta temporada trará.

sábado, abril 13, 2019

Game of Thrones (S7/2017)

O principal trunfo desta penúltima temporada em relação às anteriores é a forma muito mais acelerada como tudo acontece. Culpa - positiva - de deslocações entre A e B quase instantâneas, sem percalços de viagem e, claro, de um leque muito inferior de personagens-chave em relação ao passado que conjugam agora, quase unidas, toda a narrativa. O foco no feminino cada vez mais acentuado, duas batalhas épicas filmadas e montadas sem medo dos detalhes, por mais artificiais que fossem - dragões em pleno combate -, a tão aguardada união entre Jon e Daenerys e, para encerrar em beleza, um episódio final repleto da mais demoníaca e cruel Cersei. Talvez a melhor temporada até ao momento do universo criado por George R. R. Martin mas que, ironicamente, já pouco teve a ver com ele. Expectativas altíssimas para a última - antes de todos os spinoffs que certamente aparecerão para continuar a ordenhar esta vaquinha milionária - temporada, que levará os fãs da saga ao céu... ou ao inferno.

quarta-feira, abril 03, 2019

All or Nothing: Manchester City (S1/2018)

Excelente aposta da Amazon que resulta numa série documental de altíssima qualidade sobre a temporada 2017/2018 da equipa de Pep Guardiola. Os métodos de treino e de funcionamento de um clube com uma estrutura colossal, com uma narração de elite de Ben Kingsley, acesso a um sem número de detalhes inimagináveis da vida pessoal e profissional de jogadores e staff, uma verdadeira lição de gestão e futebol para treinadores e dirigentes de todo o planeta. Quinze a zero à experiência da Netflix com a Juventus na mesma época; porque aqui não falta emoção nem desejo, palavrões ou discussões. Por mais controlado que seja o resultado final, eis um pedaço de história tratado de forma brilhante, a prova de como uma única pessoa pode mudar o mundo - pronto, uma equipa de futebol.

sábado, março 30, 2019

Great News (S1/2017)

Sitcom da NBC disponível na Netflix, "Great News" é uma excelente proposta para uma escapadinha rápida à plataforma de streaming. Bem escrita, bem interpretada e descomplexada nos temas que satiriza, eis dez episódios curtos onde a simplicidade resulta numa comédia eficaz de bastidores, liderada pelas performances irresistíveis de Andrea Martin, a mãe galinha que começa a trabalhar no mesmo estúdio da filha, e John Michael Higgins, um veterano apresentador de notícias que não lida bem com modernices. A segunda temporada, com Tina Fey ao barulho, promete ainda mais. Boas notícias.

terça-feira, março 26, 2019

Game of Thrones (S6/2016)

A mais completa e equilibrada temporada até ao momento da série de culto da HBO. Os elogios de outras temporadas mantêm-se, a estrutura narrativa ganha muito mais consistência ao longo dos dez episódios e não apenas no arranque e despedida como era costume e, finalmente, começamos a ser presenteados com desforras e vitórias do bem sobre o mal - se tais conceitos têm sequer lugar aqui. Os Starks derrotam os Bolton - que brilhante a Batalha dos Bastardos -, Cersei pega fogo a tudo e todos - literalmente - e Daenerys continua a sua caminhada - ou deveremos dizer voo - para se tornar na Rainha do trono de Ferro. Jon Snow torna-se o Rei do Norte, mas são as mulheres quem ganham poder e preponderância fundamental no desenrolar das várias tramas. Venha o Inverno.

terça-feira, março 12, 2019

The Disappearance of Madeleine McCann (S1/2019)

Realizada pelo conceituado documentarista Chris Smith ("American Movie" ou o maravilhoso "Jim & Andy") para a Netflix, "O Desaparecimento de Madeleine McCann" revela um trabalho interessante, complexo e informativo sobre todo o mistério em torno do rapto (?!?) que abalou o país em 2007. Das imagens de arquivo - muitas delas desconhecidas do grande público -, às entrevistas, das teorias aos factos, eis um produto de investigação tecnicamente bem conseguido. Dito isto, a sua (im)parcialidade será colocada à prova pelas conclusões de cada espectador, alguns provavelmente mais confusos agora do que antes: como é que alguém cuja única missão era ver os miúdos... não vê os miúdos nem estranha luzes e barulhos? Como é que uma mãe vê que uma filha desapareceu, pensa imediatamente que a mesma foi raptada, e não pega nos bebés gémeos antes de partir e os deixar, novamente, sozinhos? Como é que os gémeos continuam a dormir após a circo que se montou naquele quarto? Porque é que o grupo de amigos decidiu nunca falar sobre o que aconteceu? Havia algo para esconder? E os cães? Chega dizer que não são uma fonte credível? Seja como for, e seja qual for a conclusão de cada um - que nada interessa para a investigação -, fica o sofrimento dos McCann. Com ou sem culpa no cartório.

sexta-feira, março 08, 2019

The 100 (S5/2018)

Depois de quatro temporadas com a capacidade para se reinventar internamente - inteligência artificial, sub-mundo em Mount Weather, uma luta pelo poder entre clãs e, claro, a chegada e adaptação em modo sobrevivência ao planeta na temporada inicial -, a série de Jason Rothenberg viu-se encurralada numa esfera onde não houve outra hipótese que não reciclar tudo o que já tinha sido feito, desta feita com novas localizações, heróis e vilões. Um salto temporal de seis anos, mal arranhado e enfiado a papo seco, Octavia como anti-heroína - ou nova vilã? -, Clarke a tomar decisões idiotas atrás de decisões idiotas e Abby num arco de drogadita que não atou nem desatou. A luta entre o bem e o mal, com diferentes percepções, onde nada é branco ou preto, tudo é conflituoso. Um jardim, duas serpentes, Eden nunca teve hipótese. Um episódio para mais tarde recordar - o segundo, intitulado "Red Queen", em que a malta é Wonkru ou inimiga dos Wonkru - e um finale competente e ousado que deixa portas abertas a todo um novo "universo". Literalmente.

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

You (S1/2018)

Uma espécie de Dexter Morgan em ascensão numa realidade presa entre os universos de "Pretty Little Liars" e "Gossip Girl" - as referências são propositadas ou não estivessem por aqui o malandro do Penn Badgley e a jeitosa da Shay Mitchel. Ritmo, suspense, humor, boa-disposição, incerteza constante nas acções do anti-herói - que roça, muitas vezes, o mais puro vilão sem justificações aceitáveis para os crimes que comete - e uma actriz fenomenal (a deslumbrante Elizabeth Lail) que consegue levar às costas todos os momentos mais intensos desta primeira temporada, entre o caos da sua personalidade e a tentação irresistível do seu olhar. Final ousado e inesperado, onde o mal triunfa sobre o bem, abrindo portas a uma nova temporada que dificilmente baterá a de estreia; porque ficaram bem claras as regras do jogo e o espectador já sabe com o que contar.

sábado, fevereiro 16, 2019

The Haunting of Hill House (S1/2018)

Realização fenomenal de Mike Flanagan, cinematografia exuberante de Michael Fimognari - eles que já tinham trabalhado juntos na muito interessante jornada psicológica de "Gerald's Game" - e um elenco de excepção, sem figura de proa a liderar nem pescador no convés a atrapalhar. Um drama familiar claramente exposto a um contexto de terror psicológico - e não só -, onde cada elemento vive e sobrevive da maneira que consegue aos traumas de uma infância temível. Perfeita articulação entre o presente e o passado em cada episódio, subvertendo de forma admirável os clichés do género "casa assombrada" e tornando toda a narrativa num estudo aprofundado sobre o medo e tudo aquilo que nos caracteriza enquanto seres humanos, no singular e no colectivo. Por mais frustrante que possa por vezes ser, Flanagan não oferece respostas fáceis e rápidas a cada um dos actos/comportamentos das personagens; e isso é o que torna "The Haunting of Hill House" numa das mais competentes séries do último ano. Aquele maravilhoso sexto episódio, como que filmado num único take (apenas ilusão, na verdade), um exemplo óbvio da qualidade e irreverência de Flanagan.

sábado, fevereiro 09, 2019

Jean-Claude Van Johnson (S1/2016)

Comédia de acção de seis episódios de meia hora produzidos pela Amazon para a sua plataforma de streaming, "Jean-Claude Van Johnson" tem uma mão-cheia de ideias deliciosas centradas em torno da carreira de Jean-Claude Van Damme. O problema é que a nostalgia, as referências cinemáticas e o humor corrosivo que polvilha a série de Dave Callaham (um dos guionistas de "The Expendables") não é acompanhada por uma narrativa minimamente credível - a busca por um dispositivo que provoca mudanças climatéricas instantâneas - e, pior que tudo, sem qualquer linha consistente orientadora entre episódios. Ainda assim, JCVD a fazer de JCVD, aqui agente secreto na vida real para uma agência que, claro, está repleta de vilões. O conflito entre a vida de actor em declínio e de espião atabalhoado, com uma sidekick irresistível (a belíssima Kat Foster) e um conceito revivalista que merecia muito melhor tratamento. Assim, ficou-se pelo cancelamento óbvio, sem espaço para desenvolver a promessa dos segundos finais: uma segunda temporada focada em viagens no tempo. E tão bem que Van Damme as conhece.

sábado, janeiro 26, 2019

Prison Break (S4/2008)

A quarta temporada de "Prison Break" é um caso de estudo, pelas piores razões: onze episódios iniciais técnica e narrativamente ao nível do melhor que a série já tinha oferecido no ano de estreia e eis que chega um midseason finale muito manhoso que serve de pontapé de saída para uma segunda metade absolutamente horrorífica: qual telenovela mexicana sem fundos, mal interpretada - pelos mesmos que antes tinham brilhado -, terrivelmente filmada e editada, "Prison Break" arrasta-se repleta de decisões tão previsíveis quanto risíveis, reviravoltas parvas atrás de reviravoltas parvas, enfim, um desastre completo até ao salto final de quatro anos nos minutos finais daquele que se julgou ser, durante quase uma década, o capítulo final de uma série outrora especial. Aí, com emoção, percebemos que o nosso herói morreu. Mas como? E eis que veio um filme ("The Final Break") para o explicar. Mas esperem, afinal era brincadeirinha: em 2017, Michael voltou para mais nove episódios. E mais estão prometidos a anunciados. Mercado, a quanto obrigas.