
Está feito. Depois de uma gravidez de alto risco, o quinto
TCN nasceu e saiu do hospital cheio de saúde. O cansaço é tremendo, o orgulho e satisfação por opiniões como
esta,
esta,
esta ou
esta, entre muitas outras, muito maior. Falharam vários aspectos, quase todos culpa exclusivamente minha: da parte técnica e audiovisual, ao inevitável (e considerável) atraso no arranque, à falta de informação sobre os comes e bebes, o que estava incluído e o que não estava, etc. etc. Mas, no fim, e a justificar todo este esforço de um equipa fantástica, ninguém reclama nem refila, sabendo que tudo foi feito com a melhor das intenções.
E vamos começar por aí, pela equipa que tornou este
reboot dos
TCN possível. Ao
Manuel e ao
Edgar por partilharem todas as dores de cabeça comigo e serem fundamentais em aspectos para os quais não tenho o mínimo talento, do guião aos grafismos, da montagem dos equipamentos a muitas outras questões técnicas. Ao
Miguel, André e Ricardo pelos magníficos vídeos que, uma vez mais, deram brilho e profissionalizaram um evento tosco e amador. Aos patrocinadores - poucos, mas bons - que ajudam a credibilizar esta cerimónia tanto para o interior como para o exterior. Por isso,
Alambique Filmes (DVDs e Cartazes),
Big Picture Films (Cadernos e BSOs),
Cinéfilos.TV (Reportagem Fotográfica),
Cinema City (Bilhetes Duplos),
Lewis PR (Divulgação) e
Canais TVCINE & SÉRIES, o nosso (blogosfera) obrigado. Esperamos contar convosco em oportunidades futuras. À equipa do
Deliart Caffé pelo trabalho e disponibilidade constante para ajudar durante o último Sábado e aos responsáveis do
Centro Ciência Viva do Lousal pelo empréstimo do projector e da tela, que evitaram assim que uma televisão dos chineses fosse palco de tantos e bons momentos visuais. À malta dos podcasts (
TVDependente e
VHS), à
Catarina pela antestreia exclusiva, ao mítico
Pedro pelos melhores quatro minutos da história dos
TCN. Aos presentes pelas palmas, pelas gargalhadas, pelo fair-play, pelo respeito. A todos, o meu muito obrigado.
E o futuro? Continuaremos vivos, espero, como
TCN ou com outro nome qualquer. Com uma cerimónia organizada pelo Cinema Notebook, ou não. Com refeição paga ou presença gratuita. Com mais ou menos categorias. Com troféus ou diplomas. Mas a nível de nomeações e votações, teremos que repensar o esquema, uma vez mais. Se ao fim de cinco anos de existência, a mediatização que estes prémios trazem à blogosfera continua a ser muito reduzida, não mudaremos nunca o nosso objectivo: divulgar, premiar e promover a blogosfera nacional de cinema e televisão, dos pequenos espaços aos médios, dos médios aos colossais híbridos com dezenas de colaboradores. Quando os pequenos começam a ficar para trás, escondidos e perdidos no meio dos tubarões, com o talento e o mérito do seu trabalho escondido atrás da popularidade e do raio de alcance exponencialmente maior de quem tem mais leitores e amigos, algo tem que ser feito para os proteger. E, também, para que o valor intelectual e merecimento do trabalho que é feito pelos ditos "tubarões" não seja confundido ou desvalorizado com questões relacionadas com estima pública. Ficamos a aguardar as vossas sugestões, na caixa de comentários ou na caixa de e-mail, para resolver este "problema". Apenas votação da Academia? Outro formato de votação mista? Que fazer?
Dê por onde der, é fundamental recuperar todos aqueles que perderam o encanto com os
TCN nas últimas edições, manter aqueles que (ainda) não desistiram deles, encorajar alguns que sempre foram alérgicos a esta comemoração e, por fim, agradecer a todos os que os promovem como poucos, seja escrevendo rescaldos como este, divulgando os vencedores e nomeados ou percebendo que, mais importante do que quem ganha, é estar presente e valorizar aquele que é, por excelência, o encontro anual da nossa blogosfera. Porque juntos seremos mais fortes, com claquetes nas estantes ou não. Não ter cinco dos treze vencedores na gala fez já soar os alarmes. E o ano em que as candidaturas pararem de aumentar, os melhores blogues deixarem de concorrer e os mais trabalhadores bloggers não se derem sequer ao trabalho de lutar pela sobrevivência deste projecto, é o ano em que ele deixará de existir. Sem volta a dar.