sábado, janeiro 21, 2006

Saw II (2005)

O psicopata “Quebra-Cabeças” (Jigsaw) mata mais uma presa e deixa n pistas que levam à sua detenção. A polícia repara no seu debilitado estado físico – ele está a morrer de cancro – e estranha o facto de este querer apenas e só falar com o detective Eric Matthews, a sós. Na conversa, o homem avisa o detective que sete pessoas estão feitas reféns numa casa recheada de armadilhas, sendo uma delas o seu filho, e que todas morrerão em menos de duas horas, graças a um fulminante gás que se espalha pelas condutas da mesma. Jigsaw promete ao detective Matthews que nada acontecerá a essas pessoas… se ele seguir as regras do jogo. Na casa, em desespero, as pessoas aventuram-se na esperança de fugir, mas só pioram a situação.

Sequela de um dos mais revolucionários filmes de terror das últimas décadas, “Saw”, “Saw 2” assustou-me, mesmo antes de entrar na sala de cinema. A razão é óbvia: sequelas praticamente instantâneas de grandes exitos comerciais, que nem sequer mantêm o mesmo realizador, normalmente acabam em grandes borradas. Mas este, felizmente, não foi o caso.

Mantendo-se fiel ao espiríto do precedente, inclusivamente usando-o e referenciando-o durante vários momentos desta nova fita, “Saw 2”, é, novamente, um filme extremamente inteligente e que volta a surpreender imenso na sua recta final. Mais violento, (ou pelo menos, com muito mais gore) mais perverso e com um novo puzzle intensamente intrigante, “Saw 2” é mais um óptimo filme, que só peca pelo facto de o seu antecessor ser praticamente ultrapassável no género.

Não sendo propriamente uma falha, mas um atributo diferente, que certamente irá agradar a muitos outros, o que mais desgostei nesta sequela foi uma perda gradual de violência psicológica em virtude de uma mais fisíca. Nada que faça mossa na estrutura, mas que o torna menos perturbador, apesar de mais excitante. E a realização e planos escolhidos por Bousman são nitidamente menos poderosos e eficazes que os de James Wan, no primeiro filme.

Assim sendo, “Saw 2”, para espanto e contentamento de muitos, ainda consegue surpreender. Talvez por ser um “três em um”: narra dois espaços diferentes, o das vitimas e o do confronto “Detective vs Jigsaw” e ainda inclui diversas alusões a um desbravamento de pistas do Saw original. Areia mais do que suficiente para o nosso camião. E, tendo em conta o seu final, nova sequela não deve tardar em aparecer. Venha, venha. Quebra-cabeças e mortes elaboradas nunca são de mais para mim!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Finais alternativos... animados.

Descobri através do Movie Blog, o site How Should it Have Ended. Todos os finais alternativos são engraçados q.b e mereçem uma visualização se já presenciaram o filme em causa. E ficam já avisados que o do Se7en é simplesmente hilariante. Até merece um link directo: Se7en: How Should it Have Ended

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Rankings CN: Humanos Animados

Quinto Lugar: Conan, o Rapaz do Futuro

Quarto Lugar: Homer Simpson

Terceiro Lugar: Popeye

Segundo Lugar: Fred Flinstone

Primeiro Lugar: Johnny Bravo

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Wolf Creek (2005)

No Festival de Cinema de Sundance, "Wolf Creek"- escrito e realizado pelo australiano Greg McLean – foi aclamado, pelo público e pela crítica, como um thriller ousado, hipnótico e visualmente original, com uma mistura intolerável de filme de terror. Não chegou para tanto, mas não restam dúvidas no aspecto da fotografia, simplesmente soberba. A forma como McLean consegue transformar a liberdade de que o deserto supostamente deveria proporcionar num puro aperto de coração para cada um de nós espectadores, num lugar fechado e sem fuga, é de bradar aos céus.

O filme conta a história de três amigos que decidem visitar o espantoso Parque Nacional de "Wolf Creek", para verem a misteriosa cratera provocada por um meteoro. Quando voltam para o carro, o mesmo não funciona, os relógios estão parados e tudo indica a presença extra-terrestre. Felizmente, ao cair da noite chega Nick, um homem local, com o seu enorme camião, oferecendo ajuda. Mas será mesmo ajudar a sua intenção? Baseado em factos reais ocorridos na Austrália entre 1989 e 1991 e nomeado a sete categorias dos Prémios do Cinema Australiano, "Wolf Creek" tem provocado ondas de choque um pouco por todo o lado. Mas repito, sem ser pelo fantástico ambiente e fotografia do filme, não percebo a razão de tanto alarido. Este é apenas mais um filme de gore, que nunca consegue assustar o suficiente o espectador, mesmo com o suplemento de estar a contar algo que se passou na realidade.

Bastante parado nos primeiros 20 a 30 minutos, o filme tarda a arrancar para algo sério e perturbador. Aliás, esta primeira parte do filme é recheada de momentos e conversas patéticas que simplesmente serviram para encher chouriços e fornecer maior duração ao filme. Até ao momento em que entra a personagem de Ben, fantasticamente estudada e assustadoramente banal. E só esta personagem vale todas as estrelinhas do filme, já que as restantes pouco interesse acarretam consigo.

É certo que não fosse este "Wolf Creek" baseado em acontecimentos veridícos e pouco seria o alarido à volta do mesmo. Mas tal não leva esta produção australiana ao ponto de merecer as "zero estrelas" atribuídas pela primeira vez (que tenha visto!) por Roger Ebert. Mas que fique claro que todas as que leva devem-se pura e simplesmente a dois factores: o arrojo visual fantástico tendo em conta o orçamento do filme, baseando-se em imagens poéticas do deserto e a Nathan Phillips, que é simplesmente magistral na interpretação do famoso psicopata australiano, que ainda hoje está em liberdade por falta de provas.

sábado, janeiro 14, 2006

Toma lá isto e dá cá isso imediatamente... EUA!


Existe por estas bandas alguma criatura que suporte ver Fiel ou Infiel? O título do programa diz tudo e nem vou descer ao ponto tristemente rídiculo do "show" para explicar porque é que dou isto (pago se for necessário) de mão beijada a qualquer estação televisiva estrangeira que o desejar. E olhem que dá muita, mas mesmo muita audiência...

Em troca, nós, "tugas" sérios e habituados a gajas muito finas que nunca na vida nos irão colocar os palitos (ou não, ou não) , e que não nos contentamos com umas gajas semi-prostitutas (ah esperem, elas depois lá têm a desculpa de que estavam a fazer o seu trabalho), semi-nuas, na nossa televisão só pedimos que nos mandem para cá:



Porque, com tanto esterco que as nossas televisões importam dos "States", não tiveram ainda tempo de trazer esta pérola de apanhados. Inteligentes, astutos e muito, muito assustadores para as victímas. E nada melhor que um dos episódios, para perceberem o que nós andamos por cá a perder: http://www.metacafe.com/watch/59135/scare_tactics_obsession/

E disto sim, poderiam fazer edições de famosos, celebridades ou o que bem lhes desse na tola. Por enquanto podem consultar e deliciar-se com alguns dos episódios que estão disponíveis no site oficial - http://www.scifi.com/scaretactics/exclusive/ - e rezar para que algum dia destes alguma Maria Silva cá das nossas bandas - http://media.putfile.com/stv - se passe dos carretos como o fez aqui e telefone para a TVI a pedir esta troca.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Kiss Kiss Bang Bang (2005)

E no inicío de 2006… apareceu o melhor de 2005. Com argumento e realização de Shane Black, um estreante nesta última vertente, “Kiss Kiss Bang Bang” é, antes de tudo, um filme com um humor mordaz e extremamente inteligente. É este o seu principal trunfo, que alia como “peixe na água” com o excelente dom cómico das duas principais personagens, Harry e Perry, interpretadas respectivamente pelos fabulosos Robert Downey Jr e Val Kilmer.

Harry Lockart é então, para vos situar, um ladrão incompetente mas honesto, que se passeia de arma em punho com uma mistura de charme infantil e optimismo ingénuo. O seu azar crónico aparece novamente na pior altura: exactamente, quando, com o seu parceiro, está a fazer “compras” de Natal, antes da loja abrir, e o alarme dispara. Ao fugir da polícia, Harry perde o seu parceiro, que fora baleado durante a fuga e acaba por “aterrar” num casting para um filme policial americano. A sua sorte muda por completo, quando o produtor fica satisfeito com a sua suposta interpretação como detective policial que acaba de perder o seu parceiro. E é desta forma que Harry é convidado a viajar até Los Angeles. Já na capital dos drogados, corruptos e vigaristas, Harry conhece Gay Perry, um detective privado sem escrúpulos, extremamente severo e exigente... mas que é gay, em todas as vertentes da palavra! Para pouco mais tarde reencontrar-se com a sua paixão de adolescente, Harmony (Michelle Monaghan, uh la la que boneca). Homicídio ali, suícidio acolá e a trama está lançada. E em poucas palavras, o que se passa daí em diante será divertido, hilariante q.b e suficientemente bem contado e entrelaçado para vos manter pregados ao ecrâ.

Muito ao estilo do desenrrolar de “Pulp Fiction”, Shane Black constrói um filme cheio de reviravoltas inesperadas, com diálogos incisivos e muito divertidos, ao mesmo tempo que vai brincando com o espectador e com o género, pegando numa série de clichés, para mais tarde os ridicularizar através de um narrador (Downey Jr.) absolutamente sarcástico. “Não se preocupe, eu também vi O Senhor dos Anéis, não vou colocar 17 finais aqui”, diz o mesmo. E quando parecia que o cinema de acção vindo de Hollywood já não tinha salvação, eis que aparece “Kiss Kiss Bang Bang”.

Michelle Monaghan, a actriz principal, vai dar muito que falar, é certo. Seja pela sua beleza exótica, seja pelo seu enorme talento. Mas não haja dúvidas em relação às estrelas do elenco. Robert Downey Jr e Val Kilmer, com o seu talento inato para a comédia inteligente, auto catapultam-se neste “Kiss Kiss Bang Bang” para um futuro próximo certamente muito mais próspero e concorrido. Geniais. E com tudo isto até parece que nem dei conta que Shannyn Sossamon esteve no filme. Pois bem, é verdade. Nem sequer a associei à rapariga de cabelo roxo. Adeus Sossamon, olá Monaghan.

“Kiss Kiss Bang Bang” é, então, um clássico de culto instantâneo. Mas que certamente se irá perder no meio de tanta estreia auspiciosa e promissora neste primeiro trimestre de 2006. Óscares, óscares, para que te quero eu...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Rankings CN: Animais Animados

Quinto Lugar: Speedy Gonzalez

Quarto Lugar: Jerry (e o Tom)

Terceiro Lugar: Simba

Segundo Lugar: Scooby-Doo

Primeiro Lugar: Bugs Bunny

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Agenda: Darwin's Nightmare

No próximo Domingo, 15 de Janeiro às 16h30, no Nimas será exibido “O Pesadelo de Darwin”, documentário aclamado e galardoado em todo o mundo em 2005, seguido de um imperdível debate sobre o mesmo que inclui organizações como a Amnistia Internacional, a Assistência Médica Internacional, a Liga para a Protecção da Natureza, entre outras.


Questões como a distribuição da riqueza, o domínio de países ricos sobre os bens naturais das zonas do mundo mais pobres e menos preparadas para levar a bom termo a sua exploração são as que o aclamado documentário mais significativamente levanta. Aqui pode ver toda a lista de prémios e galardões que Hubert Sauper conquistou com o mesmo. Fica o aviso!

terça-feira, janeiro 10, 2006

Rankings CN: Mulheres de Armas

Quinto Lugar: Kate Beckinsale em Underworld

Quarto Lugar: Mila Jovovich em Resident Evil

Terceiro Lugar: Angelina Jolie em Tomb Raider

Segundo Lugar: Pamela Andersson em Barb Wire

Primeiro Lugar: Uma Thurman em Kill Bill Vol.1

segunda-feira, janeiro 09, 2006

The Island (2005)

Acção, acção e mais acção… mas onde está a emoção que deveria envolver uma problemática como a deste filme? Juntar duas ou três estrelas de Hollywood e deixar com que os efeitos especiais, perseguições e explosões alucinantes tratem da questão da “clonagem” é muito, mas mesmo muito pouco. Mas enfim, que mais poderíamos pedir a Michael Bay?

Bay prova, mais uma vez, que quando o assunto é arrasar visualmente, poucos o conseguem fazer como ele. Mas que, para um público mais exigente, que queira um pouco de cabeça, sentimento, opinião, romantismo argumentativo ou simplesmente coragem do realizador em fazer algo poético, o mesmo está longe de os conseguir agradar. Michael Bay simplesmente perde-se na acção e esquece que está a contar uma história e não a desenhar uma banda desenhada sem falas ou objectivos. É mestre a filmar em velocidade, mas uma completa nulidade a estudar personagens ou problemáticas.

“The Island” é assim um filme que fica a muitas milhas do que poderia ter sido nas mãos de uma parceria entre Michael Bay e Mike Nichols, por exemplo. Porque “A Ilha”, com a questão que acarta às costas, não pode ser apenas um filme de acção. Tinha que ser um filme de choque de opiniões, uma drama que inclinasse os espectadores para um ou para o outro lado, abordado com uma certa sensibilidade. Um filme que gerasse discussão pública e global. E saber que “The Island” poderia ter sido isso tudo, deixa um amargo sabor na boca. Maldita câmera aquela que nunca parava quieta, não nos deixando entrar emocionalmente na premissa do filme.

Como podem ver, nem sequer referi todas as coicidências e reviravoltas oportunas de um argumento mal construído do início ao fim. Nem o vou fazer. Quer dizer, acabei de o fazer, mas não acho que isso seja o mais importante, tendo ainda por cima em conta que este foi, infelizmente, apenas um filme de acção. Tanto potencial atirado pela retrete abaixo de Michael Bay. E eu que até venero “The Rock” e acho a sua piada a “Armageddon”. Mas atirar a questão da clonagem humana para as mãos de Bay, é, no minímo, ridículo e hollywoodesco. Porque desde os primeiros quinze minutos de filme, eu, e aposto muitos mais souberam logo ali que “A Ilha” não iria passar daquilo: Ewan e Scarlett em fuga frenética, a cair de arranha-céus e a esquivarem-se de carros em explosão. Com menos dinheiro e mais cabeça, muito mais poderia ter sido alcançado. É revoltante tornar uma problemática científica gravissíma em puro divertimento e saca dólares americano.

domingo, janeiro 08, 2006

Quando eu era pequenino... (III)

sábado, janeiro 07, 2006

Quando eu era pequenino... (II)

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Quando eu era pequenino... (I)

quinta-feira, janeiro 05, 2006

E o apresentador dos Óscares é...

Jon Stewart.

Pois é, desta é que ninguém estava à espera. Um dos mais cómicos apresentadores norte-americanos, que neste momento pode ser visto no "The Daily Show", na Sic Radical (não sei se em 2006 ainda está a passar, mas se não está, devia) foi a escolha da organização da Academia. Eu cá acho bastante interessante esta aposta de risco, apesar de, sendo a escolha feita a este nível, preferia Jay Leno ou o fabulástico Conan O'Brien.

Mesmo assim, os Óscares já ganharam mais uma razão de interesse este ano. A cerimónia de entrega dos galardões é no dia 5 de Março e esperemos, que mais uma vez, a TVI transmita em directo a gala. Mas sem aquele voice-over irritante... pleaseee!

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Lost - Primeira Temporada

Jack está dorido quando recupera os sentidos. Depois, o sol escaldante, uma floresta de bambús, muito fumo e gritos. E a terrível certeza de que o avião no qual viajava se despenhara numa ilha do Pacífico! Um desastre que deixa quarenta e oito sobreviventes presos numa ilha remota do Pacífico. Entre eles, Jack, um médico, Kate, uma prisioneira agora livre, Charlie, uma estrela rock que guarda um terrível segredo, Sayid, um iraquiano, que tem agora de lutar contra o racismo de alguns companheiros, Michael, um pai que ganhou a custódia do filho, que não conhece, por morte da mulher e Locke, um homem misterioso, que tem uma maior ligação à ilha do que qualquer um dos outros. Um grupo de amigos, familiares, inimigos e estranhos vão ter de se unir para lutar contra as adversas condições climáticas para permanecerem vivos. Mas não só! A ilha guarda inúmeros segredos e... algo de gigantesco e de horrível existe no seu interior!

Criada por J. J. Abrams ("Alias" ou "Crossing Jordan"), "Lost" é uma excelente série dramática de grande acção e aventura, que mostra o que de melhor e pior existe nas pessoas quando estão perdidas. E, não conseguindo ser tão viciante como “24”, por exemplo, alcança um nível de misteriosidade e intriga que muitas poucas, ou mesmo nenhuma, havia conseguido anteriormente. Com um excelente elenco mas desconhecido até à data, “Lost” prima acima de tudo pela quantidade fantástica de factores psicológicos que consegue juntar, ou melhor, quase inventar, em cada episódio, mantendo uma estrutura que se solidifica ao mesmo tempo que se complica e baralha com o passar dos episódios de quarenta minutos. De resto, e como não quero estragar o prazer de visionar esta grande obra televisiva a ninguém, pouco mais posso afirmar sobre “Lost”.

No final desta primeira temporada, muitas foram decerto as teorias que apareceram “aqui e ali” sobre todos aqueles mistérios aos quais Jack, Kate ou Locke sobrevivem. A minha melhor teoria e a que vos recomendo é: nem sequer pensem nisso e pura e simplesmente disfrutem de “Lost”. Se bem que desconfio, que para acontecer o que está previsto (oito a nove temporadas que terminam com um filme que levanta o véu sobre todos os segredos da série), eles vão ter que introduzir novas personagens e essas passam pelos restantes passageiros, que neste caso, teriam sobrevivido mas noutra parte da ilha, que tal como vimos nos últimos episódios, é mais do que enorme. Mas tal como vos disse, nem me preocupo com isso. Quando puser as mãos na segunda temporada, lá hei-de descobrir mais qualquer coisita. Até lá, resta estar de ouvidos tapados – neste caso, olhos tapados – e não ler nada sobre o que se passa na temporada já em exibição lá na terra do tio Sam.



N.d.r: E não é triste que encomendar a primeira temporada completa da Amazon sai 50% mais barato do que comprar apenas o pack dos doze primeiros episódios em Portugal numa FNAC ou qualquer outra loja do género?

N.d.r 2: Aqui fica uma excelente critíca e introdução à série pelo Miguel Baptista. O link é http://miguel12.blog-city.com/lost1season.htm . Recomendado!

terça-feira, janeiro 03, 2006

Cinco razões para adorar Angelina Jolie...

- Pelo seu transparente envolvimento social e político,
- Pela sua encarnação de uma sexualidade livre e pós-moderna,
- Pela sua intensidade interpretativa,
- Por levar uma vida privada de costas viradas para as exigências do “Star System”,
- Por ser, definitivamente, a actriz do futuro.


Explicados assim os resultados da sondagem de Dezembro, fica a informação que a votação de Janeiro já se encontra em andamento e trata da eleição dos nossos visitantes dos melhores filmes do ano que já lá vai. Para tal, basta escolherem, quais foram, para vós, os cinco melhores filmes que estrearam durante o ano de 2005 nas salas nacionais.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Sondagem de Dezembro - Resultados

Tens as mais belas actrizes de Hollywood doidas por ti. É apontares e elas saltam-te para cima que nem doidas. Que cinco escolherias?

1 - Angelina Jolie (18 Votos)
2 - Scarlett Johansson (14)
3 - Monica Bellucci (11)
4 -Eva Longoria (10)
4 - Jessica Alba (10)
5 - Charlize Theron (8)
5 - Natalie Portman (8)
6 - Nicole Kidman (7)
7 - Gisele Bundchen (6)
7 - Eva Mendes (6)
7 - Kirsten Dunst (6)
7 - Elisha Cuthbert (6)
8 - Katie Holmes (5)
8 - Carmen Electra (5)
9 - Victoria Silvstedt (4)
9 - Jennifer Love Hewitt (4)
9 - Kate Beckinsale (4)
9 - Denise Richards (4)
10 -Lindsay Lohan (3)
11 - Kelly Brook (1)


140 votos divididos em 28 votantes. Obrigado a todos estes que participaram.

domingo, janeiro 01, 2006

The X-Files (1998)

Trinta e sete mil anos atrás um segredo foi enterrado numa caverna no Texas. Agora, o segredo foi libertado, e a sua descoberta pode significar o fim da humanidade. A praga para acabar com todas as pragas. Quando um ataque terrorista resulta na explosão de um edifício em Dallas, Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), agentes do FBI são atraídos para uma conspiração como nunca tinham encontrado antes. Auxiliados por um médico paranóico e cheio de teorias de conspirações governamentais (Martin Landau), Mulder e Scully arriscam as suas carreiras e vidas na caça a um vírus mortal que se suspeita ser de origem extraterrestre. A procura da verdade leva-os ao confronto com o misterioso Sindicato, constituído por homens poderosos capazes de tudo para manter os seus segredos, percorrendo o globo desde uma caverna no Texas, passando pelos corredores do FBI, até uma instalação secreta no Pólo Norte, onde se apresentará o maior mistério de todos.

“Ficheiros Secretos: O Filme”, seria, à primeira vista, um daqueles casos que só passava para o grande ecrã devido à sua fama e lucro financeiro garantido de início, mas ao qual iria, certamente, faltar qualidade na transposição. Mas, para boa surpresa minha, este não foi caso. Apesar de ser notório que muito melhor poderia ter sido feito - bastando apenas para tal, Chris Carter ter pegado numa outra história, de alguns dos mais dos duzentos episódios do historial desta magnífica série, que por tantos anos nos animou nas noites da TVI - “X-Files: Fight the Future” está longe de desiludir.

Mantendo-se fiel ao espírito da série, e servindo de bomba de oxigénio para a continuação da mesma de 98 até 2002, numa altura em que muitos já a davam como falecida, este filme (que em breve terá sequela, segundo afirmou um dos produtores do mesmo em Outubro passado) realizado por Rob Bowman é, assim, uma das melhores transposições da televisão para a grande tela já feita de uma série televisiva. Por muito difícil que à partida isso fosse, devido ao sucesso e exigência dos admiradores da série de culto. E a resolução da aproximação sentimental e emocional entre Scully e Mulder, tão desejada pelos fans, teve, no minímo, uma solução curiosa, que manteve a especulação para o futuro, ao mesmo tempo que a conseguiu resolver no futuro. Manias de Chris Cárter. E fiquem sabendo que as nove temporadas de Ficheiros Secretos já estão a caminho da minha DVDteca. É só dar dinheiro a espanhóis, porque cá em Portugal parece que as distribuidoras estão mais preocupadas em editar séries televisivas que nunca sequer passaram pelo território nacional, invés de grandes sucessos doutros tempos como foram os casos destes "Ficheiros Secretos", "The Pretender" entre muitas outras.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Em 2006 o CN deseja...

... rever Kim Basinger em 9 and 1/2 Weeks



... ficar surpreendido com a estreia no cinema do mestre televisivo J.J. Abrams (Lost, Alias) com o seu M:I-3



... nem sequer ouvir falar de um possível trabalho de Uwe Boll



... e, finalmente, tomar conhecimento que Jessica Alba vai participar em Sin Titty e Fantastic Foursome



... ah, e se possível, poder rejubilar com mais um momento destes



Um feliz e próspero 2006 são os votos do CN. Mais uma vez, votos simples, um bocado apaneleirados mas verdadeiramente sinceros. E que nunca vos faltem gaijas! Não meninas, desta vez não me esqueci de vocês, que nunca vos faltem gaijos (de preferência giros e jeitosos como nós, malta que frequenta aqui o blogue)!

terça-feira, dezembro 27, 2005

Globos de Prata 2005 - Melhor Filme

Este foi um ano fraquinho em termos de grandes obras, quando comparado com o ano transacto. Talvez por minha culpa, - não vi metade do que vi o ano passado - talvez por culpa das datas de lançamento dos supostamente melhores filmes do ano, devido aos óscares da Academia. Como tal, ainda estou para ver King Kong, Brokeback Mountain, Capote, Walk the Line entre muitos outros. Mas dos que vi, não restam dúvidas... Sin City é mesmo o filme do ano! Que venham muitos mais.


segunda-feira, dezembro 26, 2005

Globos de Prata 2005 - Categorias Diversas

Porque normalmente os pormenores mais especifícos do cinema são esquecidos neste tipo de galardões, o CN decidiu entregar uma "resma" de Globos de Prata a uma quantidade consideravel de categorias, nunca antes vistas nos Globos de Ouro ou nos Óscares da Academia. Elas são:

Melhor Personagem: Marv (Mickey Rourke), em Sin City

Melhor Gargalhada: Cena final do casal Smith no psicólogo, em Mr. and Mrs. Smith

Melhor Luta: Marv vs Kevin, em Sin City

Melhor Susto: Cena da camera de filmar nas grutas, em The Descent

Melhor Tagline: “Hell wants him. Heaven won't take him. Earth needs him”, em Constantine

Melhor "É bem feito!!!": Morte da irritante "pop-star" Paris Hilton, em House of Wax

Melhor Quote: “I'm an English teacher, not fucking Tomb Raider.” por Alex Reid, em The Descent

Melhor Poster: Sin City

Melhor Regresso: Mickey Rourke, em Sin City & Aquela música do "I like to move it move it", em Madagascar

domingo, dezembro 25, 2005

Globos de Prata 2005 - Melhor Actriz

Até dia 30 de Dezembro, o CN vai premiar os melhores de 2005 com a entrega dos nossos "Globos de Prata". As categorias são mais do que muitas e os vencedores dependem única e exclusivamente da minha opinião. Mai nada! Ah, é verdade, não existem categorias masculinas!

Assim sendo, aqui vão os resultados da categoria "Melhor Actriz de 2005"

Quinto Lugar - Shauna MacDonald, pela sua interpretação no claustrofóbico "The Descent".

Quarto Lugar - Eva Longoria, por ter sido a única das "Desperate Housewives" que não foi nomeada para os Emmy's. É que aqui o CN não gosta nada de injustiças... e logo com a mais jeitosa delas todas!

Terceiro Lugar - Evangeline Lilly, seja pela sua beleza e misteriosidade em "Lost", seja por ser o mais perto de Kate Beckinsale que vimos este ano.

Segundo Lugar - Rachel McAdams, por ter sido a actriz que mais se afirmou no presente ano. De desconhecida a estrela galáctica, bastaram apenas quatro filmes, três dos quais de 2005. "Wedding Crashers", "Red Eye" e "The Family Stone" tornaram Rachel numa das mais concorridas actrizes dos próximos anos. E ainda por cima é a cara chapada da Jennifer Garner!

Primeiro Lugar - Angelina Jolie. Olhem para a menina no seu único filme de 2005, "Mr. and Mrs. Smith" e confessem lá que não se babaram que nem São Bernardos. Mas acima de tudo, esta estatueta de prata vai para o seu papel de solidariedade activa com os países pobres. Porque usar o seu "dom" em favor dos mais desfavorecidos é que a torna um grande ser humano. Bem, ser sadomasoquista sexual também ajudou na atribuição do galardão.

sábado, dezembro 24, 2005

Boas Festas... boas prendas e bons filmes!

Boas Festas e um feliz 2006 para todos são os votos do Cinema Notebook. Simples, piroso, curto mas absolutamente verdadeiro! E quem se portar bem, ainda recebe um exemplar destes aqui do lado no sapatinho, mas com conteúdo... bem, sonhar nunca fez mal a ninguém!

E até ao final do que resta deste aninho de glória para o meu Benfica (e para o Brad Pitt, sabe-se lá porquê?!?), fiquem atentos ao CN, que irei colocar alguns balanços, tops e curiosidades de 2005. Por enquanto, três vivas ao Pai Natal (até ele é vermelho!)

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Desperate Housewives - Season One

Porque é sempre nas "supostas" férias que fico sem tempo nenhum para fazer seja o que fôr, fica aqui um artigo excelentemente bem pensado e escrito que encontrei no Clarice Had a Little Lamb sobre a minha série de eleição deste ano que agora termina (ok, calma, ainda vou a meio da Lost).

"O fenómeno à séria vai ser quando descobrirmos que a maior parte das trintonas já nem consegue olhar para a personagem e lembrar-se da vida que leva. Vai antes vivendo a vida de acordo com o que espera que a sua personagem faça. O role playing para domésticas. Dificilmente uma Senhora Dona Almerinda desta vida se interessava em ser um híbrido humano dragão com poderes para congelar o espaço, mas se a proposta for uma senhora suburbana, contentada e higiénica nos seus afazeres, a coisa já pega. E pega porque elas são tão engraçadinhas, tão elegantes e tão infelizes. E a tristeza fica sempre melhor com rímel.

Quando já se ganhou as solteiras com o Sexo e a Cidade, importa ganhar as casadas e as mal casadas e as adulteras e as cornudas e as desgraçadas e as atarefadas e as "coça-me aí q'eu não chego". Elas são para tudo. Para romance, humor, mistério, drama. Elas são até para acção. Logo nos primeiros episódios um dos murros mais hilariantes: Ele chega a casa brinca com os três fedelhos from hell e manda-os jogar futebol para o relvado (retirado dos flinstones). Depois diz-lhe que tem saudades e leva-a para o quarto (retirado de Arlequim & Julia).

Ela diz-lhe: "vais ter que usar preservativo", ele responde: "Não. Arriscamos!" e logo ali Zás - retirado sabe-se se lá donde, ou de um episódio do sr. Chuck Norris (que vai dar ao mesmo) - um murro nos queixos de fazer dobrar para rir. É que esta parte também conta. E muito. Esta pequena independência é um "agarra a dona-de-casa". É assim que se perpétua o mito da super mulher, com estas séries onde elas conseguem cuidar de si, dos filhos, da casa, dos trabalhos e até se defendem quando já se torna abuso. Esta é a parte mais importante porque anda tudo à procura de um exemplo a seguir e elas dão esse exemplo com as suas vidinhas mais-ou-menos misturadas com as tramas da morte misteriosa da Mary (retirado de Ficheiros Secretos ou mr. Lynch).

Ainda é capaz de ser cedo demais para dizer se o fenómeno nos toca como tocou a Laura Bush, porque bem vistas as coisas um T1 na Venda Nova ou uma vivenda ajardinada nos subúrbios de classe dos E.U.A. ainda têm algumas diferenças. De qualquer forma podemos já escolher (e até nos vendem t-shirts) qual das donas de casa queremos ser.


Primeiro temos a Mary Alice, que é quem nos conta todas as histórias a partir do seu cantinho no além. Excluída a suicida (Mão Morta ponham os olhos nesta frase refrão) ficamos com a Susan (Teri Hatcher), que é divorciada e mãe solteira, que tem uma vontade indomável de encontrar alguém, nem que seja para depois fazer dele pano e poder esfregá-lo na cara do ex-marido, mas sempre com muita doçura.

Temos ainda, e sem querer ofender, a mulher esfregona, Lynette (Felicity Huffman), a mãe dos três estarolas que largou uma carreira de sucesso para poder comprar fraldas e gomas à grande. Há também a arrepiante Bree (Maria Cross). Esta é do género barata porque se ambas sobrevivem a ataques nucleares, esta tem a vantagem de só precisar de um espanador e um bocadinho de blush para se recompor. Ainda temos uma ex-modelo, Gabrielle, que tem "todas as coisas que sempre quis" e percebe que "nunca quis as coisas certas".

Esta é a melhor prova de que a produção da série é bem cuidada, é exactamente este o tipo de frase que eu sempre espero ouvir da boca de um qualquer modelo nacional. Encaixa-se. Depois, para fechar o pacote, a Edie (Nicollette Sheridan) a tipa que, volta não volta, arca com as culpas, nem que seja pela cor do cabelo.

Obviamente esta soap aditiva é da autoria da senhora... Marc Cherry. Ok. A senhora autora é um homem. Mas ninguém disse que só um dos géneros era capaz de deslindar os desafios coquetes das stay at home women. O facto de ser um homem a escrever o guião até vem sublinhar a eventualidade verídica dos episódios. Afinal de contas alguém as deixou desesperadas. Ele deve saber quem."

Por Diana Martins Moreira, em Clarice had a Little Lamb.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Olha quem é ele...

Já sabem da última? Adivinhem lá quem é que está de volta...

http://www.cinemaxunga.net/

Seja (novamente) bem-vindo mestre Pedro!

domingo, dezembro 18, 2005

Recordar é Viver: Cinema e Violência

Por Francisco Mendes, no dia 30 de Julho de 2005, no seu blogue, Pasmos Filtrados.

"Uma bela fracção de individualidades considera que existe uma relação entre cinema e violência. Muitos defendem que certas películas (“Pulp Fiction”, “Raging Bull”, “Clockwork Orange” e mais recentemente “OldBoy”) incentivam a prática de vários tipos de vandalismo.Nos anos 70, um caso chamou a atenção. Depois de verem o filme de Kubrick intitulado "Clockwork Orange", um grupo de rapazes saiu de carro e tentando imitar os personagens do filme, deram uma violenta pancada na nuca de uma pessoa que passava na rua, matando-a. Na Inglaterra proibiram o filme, e as críticas não se fizeram esperar.

Eu pertenço a esse grupo de pessoas que abomina a censura. A questão da violência é extremamente complexa e sensível, mas apontar o cinema como gerador de violência é tão ridículo para mim como quando rotulavam o rock de música associada ao diabo.

A educação começa em casa. Os papás demasiado alienados pelas suas actividades olvidam a responsabilidade educacional que têm para com os filhos. A percepção e distinção entre bem e mal deve ter os primeiros passos nos nossos lares. Os pais têm a incumbência primordial de gerar bons alicerces e escudos nos seus petizes para estes enfrentarem de forma sadia o mundo e seus devaneios.Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem desequilíbrios mentais. Torna-se óbvio que certas pessoas ensandecidas, fervilhando violência no seu interior, poderão obter inspiração maligna em qualquer lugar, seja no cinema, em casa, na escola, em concertos e até em jogos de futebol. O que acho gravíssimo é desejarem limitar a liberdade criativa de um autor, imputando-o pelas acções de outrem. Cada cabeça, sua sentença. Todo o ser humano é responsável pelas suas acções.

Com certeza existem múltiplos e diversos filmes portadores de uma violência vulgar e medíocre, no entanto também existem obras-primas com uma carga visual e emocional bastante fortes. Acho bizarro acusar filmes (sejam eles “Old Boy”, “Pulp Fiction” ou “Clockwork Orange”) de invólucros de violência banal sem nunca os terem sequer visionado, ou evidenciarem preguiça na análise da respectiva peça de Arte. Das duas uma: ou não estamos a alcançar o “Quadro Geral” ou então é tudo uma questão de educação e cultura cinematográfica. Um dos filmes mais violentos de sempre, “A Paixão de Cristo”, foi criticado pela sua “violência banal e gratuita”. Foi visionado por um texano (Dan Leach, 21 anos) que após a projecção do filme procurou as autoridades para confessar o assassinato de uma mulher (Ashley Wilson) de 19 anos que estava grávida dele (e esta, hein?). Leach contou que matou Wilson porque ela estava grávida de um filho seu e ele recusava prolongar a relação que tinham. Ashley Wilson foi encontrada morta no apartamento, ao lado de um bilhete falando da sua depressão, mas Leach disse que preparou a cena para dar a impressão de suicídio. Pela ordem de pensamento de certas pessoas, o culpado deste assassinato seria porventura... Tarantino não?! É óbvio que não. É evidente que existem pessoas desequilibradas com sentimentos negativos efervescentes, com deploráveis fundações emocionais.

O código Hays de censura, que limitava a apresentação de sexo e violência nas telas de cinema, foi removido em 1968. A violência já foi pensada por teóricos e cineastas como uma experiência fundamental da Sétima Arte, uma experiência intimamente ligada à própria estrutura do fluxo audiovisual. As imagens violentas produzem um certo sobressalto no espectador. Esse sobressalto de sensações é criado pela associação de imagens mais líricas e poéticas com imagens absolutamente violentas e inesperadas, a poesia extraída dessa associação inesperada.Um choque sensorial, um soco visual capaz de levar a um entendimento. A violência necessária para sairmos da inércia do hábito, dos pensamentos habituais. Entregues à nossa "bela alma" e à rotina, pensamos muito pouco. O filósofo francês Henri Bergson chega a comparar o "homem do hábito" à vaca no pasto, ruminando satisfeito, grau zero de pensamento.

“Clockwork Orange” ou “The Shining”, ambos de Stanley Kubrick, são filmes que demonstram cabalmente como o cinema vai muito além da mera experiência audiovisual. O seu profundo significado e sátira não serão assimilados pelo comum moviegoer. Ou seja, como a maioria da audiência sairá da sala com pensamentos superficiais, matutando na violência e olvidando a perspicaz mensagem, deveríamos limitar o génio artístico, porque alguns não o captam? Qual é o objectivo dessa censura? Evidenciar um ócio analítico e transformar o cinema numa substância para obtusos. Será este o mesmo género de indivíduos papalvos e herméticos, que aplaude o oco filme pipoca de Verão? Vamos matar a concepção de arte, porque a maioria pautada por uma ignóbil ignorância, prefere nutrir o estômago em detrimento do cérebro?Foi também graças a isto que o cinema de ficção científica passou a ser sinónimo de retardado. Pretendem adelgaçar o poder de reflexão da Sétima Arte, até este sumir.Que me desculpem os herméticos que sofrem de ócio e ausência de faculdade analítica, mas permaneçam ruminando no pasto e mantenham-se longe de uma sala de Cinema. Reconheçam a vossa inaptidão, o vosso alcance é limitado... ou nulo. "

http://pasmosfiltrados.blogspot.com/2005/07/cinema-e-violncia.html

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Mas que raios... (IV)

E não é que, na nossa sondagem mensal de Dezembro, esta coisa



está empatada na frente com a Deusa



Mas estará tudo doido? Toca a desempatar quem ainda não votou...



para estes lados s.f.f!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Guess Who (2005)

Numa família de origem africana, Theresa prepara-se para apresentar o seu noivo aos pais, aproveitando a comemoração das bodas de prata destes. Até aqui, tudo parece normal. Mas se eu vos disser que o pai desta é Percy Jones (Bernie Mac), um daqueles futuros sogros horrorosos e protectores e que detesta tudo o que seja branco, já temos uma boa razão para ver o filme. E o grande trunfo desta fita, é mesmo, e sem qualquer dúvida, Bernie Mac.

Longe de ser um filme minimamente aceitável para constar na dvdteca de qualquer cinéfilo que se preze, "Adivinha Quem?" é, ainda assim, uma óptima recomendação para quem aprecia o trabalho de Bernie Mac, como eu. E chega! Apesar de alguns bons momentos de entretenimento (o melhor exemplo será mesmo a cena do jantar, em que, Kutcher, completamente rodeado por toda a família de origem africana da namorada, conta anedotas sobre negros), todas as restantes peripécias e supostas tentativas de gargalhada estão mais do que batidas nos filmes deste género, de sogro versus namorado da filhota. Valeu, mesmo assim, o romance nunca ter ficado muito lamechas e todo o argumento ter rodado à volta de Mac e Kutcher.

Mas se não forem apreciadores de Bernie Mac e da sua série, que actualmente passa na Sic Comédia, não se preocupem em procurar e arranjar este "Guess Who". Atirem-se antes a uma batatada qualquer, mesmo que pela décima quinta vez, de Peter Sellers ou dos Monty Python. É que para aturar aquela fronha de Ashton Kutcher, é preciso ter muita, mas mesmo muita paciência.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Por onde anda... Danny Lloyd

Ok, pelo nome não chegaram lá de certeza. Mas a foto foi, certamente, mais do que suficiente para uma boa parte do vocês. Danny Lloyd foi Danny Torrance, o puto com aquela representação soberba e arrepiante em "The Shining", de Stanley Kubrick.

Só muito recentemente visionei este histórico filme de Kubrick. E a minha primeira reacção após o seu final, foi, nada mais, nada menos, do que vir imediatamente à internet ver o que era feito deste pequeno prodígio. Digo-o aqui sem qualquer problema ou dúvida, que Danny Lloyd foi o melhor actor de idade infantil de sempre. E só por este papel. Não há cá Dakotas Fanning's (que admiro bastante) nem Macaulays Culkin's.

Mas, ao contrário destes últimos exemplos, Lloyd nunca mais foi visto em lado nenhum (à excessão de uma aparição televisiva no ano seguinte a este "The Shining"). Pelo que li da minha pesquisa no Google, muitas foram as tentativas de contacto das mais diversas produtoras, realizadores ou até mesmo revistas, mas nunca conseguiram nada. Aliás, diversos são os rumores sobre o que aconteceu a "Danny Torrance" (redrum! redrum!) - uns indicam que ficou maluco após o visionamento do filme, pois pensava que tinha entrado num filme dramático e não de terror, outros que ele anda por aí algures a dar aulas de Ciências - mas, nem a própria mãe, recentemente num contacto telefónico feito por um jornalista que o tentava descobrir, desvendou fosse o que fosse. Disse apenas que o mesmo está vivo mas não quer ser descoberto.

Eu cá, apesar de um pouco desgostoso com o final do fantástico "The Shining" (pois é, tive de dar a mão à palmatória, eu que nunca tinha gostado de nenhum dos que tinha visto de Kubrick), resta-me apenas ver e rever novamente a interpretação deste fantástico "miúdo". Que hoje, é professor. Ou não...

N.d.r: Para os mais curiosos, http://www.geocities.com/shiningboy01/index.htm

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Fuckometer

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Mas que raios... (III)

... não é que os anúncios publicitários que precedem os filmes vão aumentar a sua duração em 30% até 2008, de forma a combater o défice monetário causado pela queda das audiências cinematográficas de todo o mundo?

Ou seja, dez a quinze minutos de publicidade antes do começo de cada filme. Do mal ao menos. Pior seria um aumento dessa ordem no preço (já de si elevado) dos bilhetes. Que também não deve estar muito longe...

Notícia completa: http://www.usatoday.com/money/media/2005-12-06-cinema-ads_x.htm

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Blogue da Semana (V)

Depois de algum tempo de ausência, julgo que é mais do que justo premiar o regresso de um dos mais alternativos blogues de cinema, no panorama nacional. É verdade. Tudo o que envolva gore , violência ou simplesmente os mais diversos géneros de cinema alternativo passa pelo Zombie. A visitar regularmente, porque informação é conhecimento! E fica só a faltar o regresso do mítico Cinema Xunga...

http://www.ozombie.com/

domingo, dezembro 04, 2005

Office Space (1999)

Sendo um dos filmes de 1999 mais valorizados pela critíca e espectadores - 7.7 no IMDb.com, o que é raro numa comédia - foi com grandes espectativas que parti para esta produção de baixo orçamento intitulada "Office Space", de Mike Judge. Com caras mais conhecidas que os seus nomes - Ron Livingston, Stephan Root ou Gary Cole - e ainda com a presença da bela Jennifer Aniston (mas sim, eu também trocava-te pela Jolie... quer dizer, arranjava maneira de ficar com as duas), "O Insustentável Peso do Trabalho" (mais um caso de uma brilhante tradução lusitana) não passou, infelizmente, de um conjunto de situações e piadas bastante bem conseguidas, todas elas relacionadas com o ódio ao emprego, mas nunca encaixadas num princípio, meio e fim.

Sem um objectivo argumentativo, "Office Space" é sim uma boa compilação de sketches cómicos - muitos deles quase a fazer lembrar os mais recentes "Gato Fedorento" - que ganha bastante consistência devido às suas personagens bastante esteriotipadas e bem interpretadas. A narrativa conta a história de um conjunto de personagens que odeiam a monotomia quotidiana do seu trabalho, tudo o que o envolve e consequente vida que levam. Até que um dia, Peter Gibbons (Livingston), um desses trabalhadores, decide ir a uma sessão de relaxamento através de hipnose, e, devido à morte instantânea do Professor Bambo a meio da sessão, fica assim, "sem stress" e muito "cool" para o resto dos seus dias. E, como é óbvio, é desse momento em diante que todas as situações mais caricatas irão acontecer na empresa. Num argumento que não tenta ser imprevisível, mas sim cómico, faltou um elo de ligação entre a comédia e um outro qualquer estilo, de forma a que houvesse um final, fosse ele qual fosse.

Ou seja, "Office Space" é um filme de avaliação complicada. Se é verdade que poucos foram os filmes que fizeram-me rir sozinho como este, também é a mais pura das verdades que poucos foram os que tão indiferente conseguiram deixar-me. Como tal, e não esquecendo a espantosamente simples Jennifer Aniston, fica pela nota média. E atenção à árdua interpretação de Stephan Root... simplesmente fantástico.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Ice Age (2002)

Numa época de glaciares, um grupo heterogéneo q.b, vê-se com a árdua tarefa de devolver um bebé ao seu pai, enfrentado todos os perigos da idade do gelo. Manny – o mamute rezingão, Sid – a preguiça atrapalhada e Diego – o tigre dentes-de-sabre misterioso e manhoso, formam esse peculiar bando. Os três partem em uma inusitada busca para localizar seus predadores, com o intuito de devolver o bebé perdido que salvaram às margens de um rio.

Neste fabuloso espectáculo de animação de imagens geradas por computador, o argumento não é novo nem surpreende ou espanta ninguém. O factor surpresa e bastante positivo, foi, sem qualquer dúvida, o trunfo do humor bem estruturado, imaginativo e hilariante que foi "colado" a cada uma das personagens e acções. E se não existe esse equilibrio entre comédia e drama (a balança pende claramente para o factor cómico), o mesmo é alcançado com a sólida caracterização de todas as personagens e originalidade dos momentos de boa disposição. Tanto para os mais novos, como para os mais graúdos.

Das várias surpresas hilariantes, a melhor delas é, sem dúvida, a personagem do esquilo. Mudo, pequeno e de movimentos absolutamente histéricos, o bichinho não tem uma função específica no filme, de forma que ele aparece e desaparece com a mesma facilidade. No entanto, quando aparece todas as atenções voltam-se imediatamente para a sua ínfima figura. A sua única missão parece ser enterrar uma noz no gelo, mas esse simples acto sempre desencadeia consequências desastrosas – avalanches, congelamentos e desabamentos são apenas algumas delas.

Em suma, "A Idade do Gelo" é um filme que cumpre com o seu objectivo principal: entreter as massas familiares por inteiro. Falta-lhe novidade no argumento, mas nada de grave para os mais novos. Que venha o segundo, já em 2006. E que traga o esquilo!

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Sondagem de Novembro - Resultados

Seinfeld (8) - 31%
Conan O'Brien (6) - 23%
Jay Leno (5) - 19%
Cheers (3) -12%

M.A.S.H (2) - 8%
Bernie Mac (1) - 4%
Get Smart (1) - 4%
Dream On (0) - 0%

Green Wing - 0%
Benson (0) - 0%

E entretanto, já está aberta a curiosa nova sondagem de Dezembro! É a votar, é a votar!