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quarta-feira, fevereiro 11, 2026

The Edge (1997)

Bart the Bear is to Cocaine Bear what Jaws is to Baby Shark. What a beast, so well trained, with no need for infinite CGI as nowadays. Gotta miss the 90s. I wasn’t impressed with the storyline, pace and acting from both Hopkins and Baldwin, but couldn’t resist the bear. Go google him!

quinta-feira, outubro 16, 2025

Austin Powers: International Man of Mystery (1997)

Paródia de referências que nunca mais acabam ao universo Bond: assim sem pensar muito, o Mustafa que é o Gobinda, a Alotta Fagina que é a Pussy Galore, o tanque dos tubarões, o pêlo no peito à Sean Connery, o chapeleiro transformado em sapateiro, etc, etc, etc. Ficaria aqui o dia todo. Uma nova espécie de "Naked Gun", mais psicadélico, igualmente parvo, ligeiramente menos criativo. Nisso, o terceiro e último capítulo "dourado" da saga, está claramente muito mais afinado no humor, nos timings, no evitar desnecessário da repetição excessiva da mesma piada, ainda que em moldes diferentes. Ficou a faltar o Jim Carrey como Dr. Evil para levar isto para outro patamar, mas não deixou de marcar uma geração.

segunda-feira, outubro 06, 2025

U.S. Marshals (1998)

Spinoff directo do "The Fugitive", uma espécie de irmão mais novo e preguiçoso em que o Wesley Snipes faz de Harrison Ford do bairro e o Tommy Lee Jones com cara de sono imita o Tommy Lee Jones original sem cara de sono. Mesma fórmula, conspiração maior, mas falta-lhe o charme e o impacto do original, mais contido, mais intenso, mais humano. Robert Downey Jr. numa altura em que ainda estava mais preso às drogas do que à Marvel - coitado, ficou pior -, efeitos práticos de saudar - espetaram mesmo um Boeing 727 num pântano, nada destas mariquices recentes feitas a computador - e dinheiro suficiente nas bilheteiras para não ser considerado um fiasco. Por fim, oportunidade perdida para uma tradução portuguesa intitulada "Os Cabos da GNR".

sexta-feira, agosto 01, 2025

Bikini Drive-In (1995)

Rolam os créditos iniciais com uma valente pizza numa tela de drive-in no background e um Special Guest Star Michelle Bauer para abrir o apetite a qualquer um. Acabam os créditos, passamos para uma praia, onde duas jeitosas de bikini queixam-se que os maridos só querem brincar ao "futebol americano" na areia enquanto elas andam para ali sozinhas cheias de desejos e calores. Homens. "Se calhar devíamos arranjar um trabalho", diz uma delas. "Nem pensar, está na hora é de apanharmos mais sol". Pimba, bikini para fora, mamocas ao léu, e toca a esfregar protetor solar que aqueles mamilos são sensíveis. O cinema é uma arte tão simples de dominar para este Fred Olen Ray. Um cinema drive-in como herança do avô que a empurrava no baloiço e caramba, não é que as raparigas vão mesmo ter que trabalhar? Até temos direito a um grupo de vilões de terceira idade da concorrência, que pensava que ia aproveitar a morte do "velho" para ficar com o negócio e os terrenos. Quinze minutos, nada de pornada, isto está super sério. Calma, discussão com os maridos que não querem ficar com o drive-in, toca a resolver tudo numa banheira, de quatro, de frente, de costas, à espanhola e à francesa. E, de repente, os maridos já dizem que sim. Estou farto de dizer à minha mulher que esta é a melhor maneira de ter o que quer também. O problema é que aqui em casa acaba por ter tudo o que quer à mesma e eu, nada, rien, nem um arrepio na espinha. Bem, mas voltemos ao filme. Toca a chamar as antigas colegas da faculdade para ajudar a meter "a casa em ordem", que há uma dívida de vinte e cinco mil dólares para pagar ao banco em três dias. Primeiro passo, limpar tudo. Muito dobrar para apanhar lixo do chão... e cada vez que isso acontece, um belo plano com zoom do rabo de cada uma delas. Mais uma vez, Fred Olen Ray a mostrar às escolas de cinema como é fácil ser um virtuoso na realização. Um romance proibido com o filho do vilão mor, uma referência ao maravilhoso "Hollywood Chainsaw Hookers" e a Michelle Bauer como Scream Queen de honra que pensa que vai conhecer o presidente dos EUA na reabertura do Drive-In. Sexo à projecionista, fatos de alien, bikinis para todos os gostos e um xerife cristão com alergia a comunistas. Que, coitado, perde uma peça de roupa a cada chicotada e tabuada que leva, até se transformar num pónei. Maravilhoso. Por mim serve para encerrar de uma vez por todas a eterna discussão sobre qual o melhor ano cinéfilo da década de noventa.

segunda-feira, julho 28, 2025

Twelve Monkeys (1995)

Make no mistake: this is a sci-fi gem that deserves to be spoken of alongside the genre’s greats. Though the screenplay didn’t originate from Terry Gilliam, his fingerprints are all over it, as the plot dives headfirst into time travel, diseases and global collapse, making it all chaotic and dirty, yet, weirdly grounded. Brad Pitt steals the show in one of his most unhinged and unpredictable performances: a dangerous lunatic that somehow manages to be both hilarious and disturbing. Oh, and loved the ambiguity at the end.

sábado, julho 12, 2025

Time Under Fire (1997)

Um tipo da "resistência" que diz ser do futuro, um submarino comandado pelo Jeff Fahey que viajou no tempo quando atravessava o famoso Triângulo das Bermudas e o Bryan Cranston, de fato e gravata, congressita, senador, o que seja, com sonhos de presidência. O Jeff Fahey visita uma rapariga após seis anos de ausência inexplicada, eu - e aposto que os cerca de cento e cinquenta restantes atrasados mentais que também viram isto de acordo com o Letterboxd - pensei que era a filha, até pela conversa... e de repente, pim pam pum, cena de sexo, maminhas e mamilos em grande plano durante uns trinta segundos. Podem meter o certo no checklist das cenas obrigatórias dos anos noventa, filmes feitos para TV. Mais uma viagem no tempo com o submarino, desta vez para 2077, onde uma espécie de filho do Dr. Claw do Inspector Gadget com o Imperador Palpatine é o manda-chuva de um planeta a morrer após uma guerra nuclear iniciada, nada mais nada menos do que... pelo presidente Cranston. Que é, também, este vilão em decomposição. Clones, ciborgues, efeitos especiais super ranhosos, camisas apertadas até ao último botão, temos direito a tudo. Até a uma reviravolta final que mostra que o futuro afinal já estava bem presente! Como não amar lixo deste!

segunda-feira, junho 16, 2025

Lost in Space (1998)

Eu nem sei por onde começar. Talvez pelo trivia mais inesperado de sempre: apresento-vos o filme que tirou o "Titanic" do topo do box-office semanal norte-americano ao fim de quinze semanas de reinado. Ganhou alcunha e tudo: Iceberg! Um filme em que o Matt LeBlanc em modo Doutor Drake Ramoray dos Friends nas caretas - com a agravante terrível de aqui não ser propositadamente a gozar - tem mais peso e preponderância na história que uns secundários de meia tijela como... William Hurt e Gary Oldman. O mundo virado ao avesso nas prioridades, efeitos especiais tenebrosos - não há desculpa absolutamente nenhuma, basta relembrar o "Cameron" que destronou - e um bilhete dourado para o esquecimento e para a desgraça do realizador do tão gostosão do "Predador 2". Bastaram uns dias concorridos após a estreia para a crítica generalizada arrasá-lo de forma demolidora, bem a tempo de o tornar um flop nas bilheteiras e matar à nascença uma trilogia pré-anunciada e "contratada". Nem os mais de três mil e quinhentos nomes nos créditos finais chegaram para salvar esta brincadeira de se perder no espaço.

quinta-feira, maio 01, 2025

Just Cause (1995)

Não é todos os dias que se descobrem filmes perdidos no tempo com nove nomeados a óscares no elenco. Muito competente thriller de investigação que só peca por antecipar demasiado cedo a grande reviravolta narrativa que, na verdade, merecia um final muito mais subtil, cínico, ambíguo até. Papelão de Ed Harris como psicopata - o melhor Ed Harris é sempre este animal bravo por domesticar -, Laurence Fishburne no ponto certo para ser odiado, e a Scarlett Johansson filha do Sean Connery - na verdade, parecia mais a neta. "If that's a confession, then my ass is a banjo!", a metáfora mais aleatória de sempre a sair da boca deste Bond agora Sherlock Holmes de Harvard.

quarta-feira, abril 23, 2025

Courage Under Fire (1996)

Two great things about this Edward Zwick "idealist" movie: showed off Meg Ryan true colors as an extremely overrated actress; and made Matt Damon showcase his method acting - lost almost twenty kilos for this role -, launching him to stardom. Can't look at Bronson Pinchot and not think of Serge: what a cruel french sentence to his career. PTSD Denzel was a must, as expected.

segunda-feira, abril 21, 2025

Absolute Power (1997)

So, Gene Hackman surpasses Trump as the creepiest president ever in the White House. Clint Eastwood back to the "bad guys" - well, sort of -, as he hadn't play a criminal since 1979's "Escape from Alcatraz". Laura Linney amazing... as always. And please, stop trying to make Ed Harris look like a romantic and charming fellow.

domingo, março 30, 2025

Soldier (1998)

A misericórdia é fraqueza. E a fraqueza é morte. Cenas porreiras para aprender com cinco anos. Paul W.S. Anderson onde se sente em casa - estes universos sci-fi sujos e distópicos -, Snake Plissken sem emoções de metralhadora à Rambo com água pela cintura, o Jason Isaacs de bigodinho e o Gary Busey de sorriso parvo numa dinâmica de luta pelo pelouro lá das forças armadas que não convence, uma lágrima em câmera lenta na face de Russell e um plano a focar os mamilos da Connie Nielsen, naquele que provavelmente terá sido o momento mais bonito da carreira do realizador britânico se excluirmos os close-ups à Milla Jovovich na saga Resident Evil. A chamada Batalha das Luas Dinamarquesas, que infelizmente não temos o prazer de ver o Todd conquistar. Melhor filme de Natal em lixeiras que já vi.

sábado, março 22, 2025

Cruel Intentions (1999)

Gossip Girl antes de existir Gossip Girl, com acting absolutamente medonho de Ryan Phillippe, completamente entalado numa personagem demasiado complexa que não consegue em momento algum encarnar com o talento necessário. Sarah Michelle Gellar sempre com aquele parzinho apertadinho e empinado bem tenta ajudar... mas também não consegue. A Selma Blair perdida numa personagem patética que parece andar na escola primária e a Reese Witherspoon, bem, é como diz o ditado: em terra de cegos quem tem olho é rei. Rainha, neste caso. Salvou-se a banda sonora, tudo o resto morreu atropelado, se é que me percebem.

terça-feira, março 18, 2025

The Long Kiss Goodnight (1996)

Guião milionário do Shane Black - o primeiro vendido acima dos quatro milhões de dólares e ainda hoje o segundo mais caro de sempre, apenas batido pelo script de "Déjà-Vu" (2005) -, realização descaradamente descomplexada e exagerada do grande Renny Harlin, a personagem favorita do Samuel L. Jackson na sua carreira inteira - "That's a duck, not a dick!" - e a Geena Davis, então mulher do Harlin, a partir a loiça toda, morena, loira, com um "suck my dick" e tudo à mistura. Ah caramba, saudades dos anos noventa. "Who are you, William Shatner? Calm down!"

sexta-feira, março 14, 2025

Ground Control (1998)

É uma bonita carta de amor aos controladores de tráfego aéreo, com um elenco repleto de caras conhecidas - especialmente do panorama televisivo. Mas, enquanto filme, enquanto drama, enquanto thriller, falha rotundamente. Percebe-se que existiu aqui algum aconselhamento técnico por parte de quem sabe da poda para tudo ficar, profissionalmente falando, mais ou menos credível durante boa parte dos primeiros dois actos, mas nada nos salva daquele final completamente pateta em que vale tudo - por momentos pensei que haveria beijo na boca entre o comandante e o Kiefer Sutherland. Fica uma frase para memória futura - "os pilotos são como cães; fazem o que lhes pedem desde que não notem medo na voz dos donos" - e mais um sigla aeronáutica decifrada: FAA - F*cked again and again.

segunda-feira, março 10, 2025

Galaxies Are Colliding (1998)

Adam é um homem tão obcecado com o estado do universo que perdeu todo o interesse no sexo e no casamento. "Um tipo com uma condição tão fora do comum que nem os alemães tinham um nome para ela", diz a personagem do Kelsey Grammer, uma espécie de Frasier da Temu de encomenda rápida para dar algum peso e credibilidade ao elenco. Um filme que passou completamente fora do radar no mundo inteiro, à excepção dos videoclubes portugueses onde uma capa completamente enganadora levou muitos depravados como eu a vê-lo. A melhor personagem de sempre - um tipo que fugiu de um manicómio que só sabe dialogar com alguém personificando celebridades e personagens icónicas do cinema - e todo um guião que servia para encher um daqueles livros amarelos de bolso sobre filosofia e niilismo, versão Sr. Joaquim, com piadas religiosas e conotações sexuais. E Margo, uma ninfomaníaca europeia, a tal que abrilhanta a capa de VHS lusitana, que tão bem ilustra a verdadeira essência da vida. Pelo menos para nós, os taradões.

domingo, março 02, 2025

The Ice Storm (1997)

Elenco dos diabos - dos que já tinham provas dadas aos que viriam a confirmar-se nos anos seguintes como grandes estrelas em Hollywood - numa espécie de fábula sobre o aborrecimento. O aborrecimento da classe média, das famílias presas em rotinas, em estranhas odisseias de exploração sexual, dos mais jovens aos mais cansados. Tudo abordado com tanta subtileza e cuidado que... a fábula sobre o aborrecimento transforma-se num aborrecimento tremendo. Quando arrisca sair da zona de conforto, perde-se no frio, num propósito que não é claro e que não dá em nada, seja em torno de um acto de cleptomania ou de uma morte que surge do nada, por nada. Araújo, enganaste-me bem.

quarta-feira, janeiro 29, 2025

Virtuosity (1995)

Ninguém consegue convencer-me do contrário: o Sid 6.7 do Russell Crowe é um dos melhores vilões dos anos noventa e foi este filme que catapultou a sua carreira em Hollywood. Estreia da Kaley Cuoco, William Forsythe num registo muito semelhante ao que representaria um ano mais tarde em "The Rock" e Denzel Washington no registo irrepreensível do costume. Boas ideias, efeitos especiais datados mas completamente aceitáveis para a época, num pré-Matrix perdido no tempo e numa era onde a realidade virtual e os andróides cresciam como cogumelos no cinema de acção norte-americano.

sexta-feira, dezembro 20, 2024

The Shooter (1995)

Para muitos o Ted Kotcheff é o realizador do primeiro Rambo; pois bem, para mim é o do "Weekend at Bernie's". Quase a chegar ao século de vida, ainda anda por aí o homem nas redes sociais, injustamente esquecido por Hollywood, à espera de um obituário para receber elogios a torto e a direito. Dolph Lundgren como US Marshall, em Praga, para desvendar o assassinato de um político cubano em solo americano (embaixada). O recentemente falecido John Ashton a fazer o que fazia melhor: aquele buddy backup meio tosco que desenrasca tudo o que é preciso para o herói brilhar. Paixoneta que acaba inesperadamente mal, amizade que acaba inesperadamente mal, um par de reviravoltas inesperadamente bem conseguidas. O calmeirão sueco é uma desgraça nestes papéis mais sérios, mas tudo se perdoa ao Ivan Drago.

sexta-feira, novembro 08, 2024

Volcano (1997)

É tudo uma questão de perspectiva: ter um vulcão prestes a explodir debaixo de uma cidade de milhões pode parecer grave à primeira vista, mas assim que uma filha diz a um pai que quer meter um piercing no nariz, todos os restantes problemas passam para segundo plano. Don Cheadle a trabalhar para o Tommy Lee Jones versão treinador do Paços de Ferreira, Anne Heche giraça e soltinha - ela que partiu cedo demais devido a um acidente automóvel -, tampas de esgoto a saltar, bolas de fogo a voar. Efeitos especiais entre o fraquinho - lava - e o tenebroso - tudo o resto -, sem grande desculpa para tal: já tinha sido feito melhor no passado, com muito menos orçamento e meios. Comparemos, por exemplo, o corpo que se "afoga" em altas temperaturas no polegar de T2 e nesta brincadeira de bombeiro de Pentium 166. Tommy Lee Jones à Trump - Build the Wall -, Keith David à Bob o Construtor: vamos mandar abaixo uns edifícios para parar com esta "son of a bitch da lava". Acabaria por ter razão. Filme boff, diria o meu amigo Pedro, que encerra ainda assim com uma bonita mensagem anti-racismo: com as caras e os corpos cobertos de cinzas, somos todos iguais.

terça-feira, novembro 05, 2024

Dante’s Peak (1997)

Pierce Brosman, versão vulcanólogo sexyzão, que faz flexões todos os dias ao acordar. Linda Hamilton presidente de Câmara da segunda melhor cidade para viver nos EUA com menos de vinte mil habitantes, dona de um café que está sempre vazio e pronto para receber o vulcanólogo mais apetecível do país. Um miúdo - que se não existisse a internet eu teria apostado que era o Joseph Gordon-Levitt - a conduzir que nem um profissional - desde que não lhe peçam para acelerar o limpa para-brisas -, um vulcão que ainda nem começou a cantar e já destruiu a cidade toda e um lago transformado em ácido que permite à avó atoleimada transformar-se na avó heroína. E como fazem falta mais filmes destes que deixam os avós vestir a capa de super-herói. Segue-se o irmão gémeo do mesmo ano com o Tommy Lee Jones, para cumprir uma quarta-feira de cinzas a valer.