segunda-feira, junho 29, 2015

Captain America has arrived!

domingo, junho 28, 2015

Mr. Robot

"Mr. Robot" será provavelmente a mais promissora estreia deste verão. O episódio piloto, exibido esta semana nos EUA, abre um mundo de potencialidades futuras a este thriller cibernético sobre um hacker que tem nas suas mãos a hipótese de lançar o caos financeiro no planeta, abolindo toda a informação existente sobre créditos e empréstimos de cidadãos a bancos e grandes corporações. Personagens complexas, muitos assuntos a serem explorados, muitas relações para definir; a USA ("Suits", "White Collar" ou "Burn Notice", apenas para citar algumas) pode, finalmente, ter uma oportunidade para alcançar o reconhecimento crítico merecido que outras estações de cabo já conseguiram há algum tempo.

sábado, junho 27, 2015

I Am Chris Farley

sexta-feira, junho 26, 2015

Harvey vs Donna

Não sei se "Suits", como um conceituado crítico de televisão norte-americano defende, será a melhor série de televisão da actualidade que ninguém reconhece como sendo merecedora desse título; sei sim, sem qualquer dúvida, que nenhuma outra consegue criar tantos momentos brilhantes num cenário tão limitado como dois ou três escritórios numa firma de advocacia. Cinco temporadas depois, "Defesa à Medida" mantém o enfoque da sua genialidade na personalidade vincada das suas personagens, alterando as relações - profissionais e pessoais - entre elas como quem muda de cuecas, obrigando o espectador a adaptar-se constantemente a novas realidades dentro do sistema e dos vícios de sempre. Harvey volta qual Dr. House, oscilando entre o frágil (terapia) e o implacável (não há adversário que saiba citar "O Silêncio dos Inocentes" que se safe), deixando a parte menos positiva desta season premiere para o cabelo estranho de Mike e a interminável relação amorosa com Rachel. Vamos lá ver quanto tempo Donna ficará na Team Litt e que papel terá Jack Zoloft, parceiro referido como ameaça por Jessica mas que ainda não deu nenhum ar da sua graça.

quinta-feira, junho 25, 2015

Hardy & Hardy

quarta-feira, junho 24, 2015

Mad Max: Fury Road (2015)

Querido George,

Obrigado. Obrigado por esta orgia de acção contínua, que nunca pára para respirar, num mundo tão desconcertantemente surrealista e detalhado que parece palpável e genuíno. Obrigado por este extravagante apocalipse de energia e movimento, fantasticamente maníaco, qual western sobre rodas repleto de personagens tão instantâneas quanto expressivas. Obrigado pela ferocidade com que mostraste a toda uma geração de realizadores qual o caminho a percorrer, qual a alternativa à estupidificação narrativa e visual que reina nos grandes blockbusters de acção dos últimos anos. Obrigado por este poema de cores blasonadoras, de rimas excepcionais com o passado, de nome Max mas que, qual reviravolta inesperada, poderia muito bem intitular-se Furiosa; é ela quem comanda as prosas da sobrevivência, dá sentido e propósito à hecatombe ecológica e serve de ícone à revolta contra o massacre moral de princípios e valores humanos que corrompe - ao mesmo tempo que o engrandece - o universo por ti criado. Obrigado pela originalidade frenética de tantas cenas, pela testosterona de tantos duplos, pela overdose de grandiosidade em tudo o que filmaste, por ofereceres aos amantes da sétima arte deste planeta, finalmente, um franchise cinematográfico que merece várias sequelas, sabendo nós que, enquanto estas estiverem nas tuas mãos, não será preciso ter receio do que vai acontecer. Obrigado por insistires neste reboot espiritual mesmo após mais de uma década de obstáculos que o teimavam em arrumar na gaveta: do 11 de Setembro à Guerra no Iraque, das cheias inesperadas em locais de filmagens supostamente estéreis aos problemas logísticos em países terceiro-mundistas. Obrigado pelo Tom, pela Charlize, pelo Nicholas, pelo Hugh e pela Rosie. Obrigado por esta belíssima caminhada de redenção cinéfila.

Com carinho,
Carlos M. Reis.

terça-feira, junho 23, 2015

Blackhat (2015)

"Blackhat: Ameaça na Rede" é o mais insípido, sensaborão e aborrecido filme do currículo de Michael Mann enquanto realizador - e, ao proferir tal afirmação, não me estou a esquecer de capítulos duvidosos na sua filmografia com nazis e demónios à mistura no início dos anos oitenta -, um verdadeiro desperdício de talento técnico e meios ímpares em prol de uma história trivial, com um elenco competente mas pouco ou nada cativante. Ao nível do tratamento da imagem, Mann continua irrepreensível: cada plano, no ar, no mar ou em terra, de dia ou de noite, é um tratado à sétima arte; a nível narrativo, a tecnologia rouba ao classicismo dos policiais que o norte-americano nos habituou todo o seu encanto habitual. Pouco suspense, ritmo quase nulo, nenhuma ansiedade pelo que vai acontecer ao anti-herói que Mann tanto gosta. Tudo anti-convencional num produto mainstream, o que certamente ditou a euforia da nossa crítica jornaleira mas um gigantesco falhanço na bilheteira nacional e mundial - 70 M€ de budget, 17 M€ de retorno. Pólvora seca que, esperamos, não atire o homem que uma vez disse que o "segredo mais bem guardado de Don Johnson é que ele é um actor fantástico" para o abismo.

segunda-feira, junho 22, 2015

Cinema vs Televisão

Não consigo perceber a razão nem os motivos para a discussão que está na moda entre cinéfilos nas redes sociais: o Cinema foi, é e será sempre melhor que a Televisão. Uns dão como exemplo séries de qualidade duvidosa com o Matt Dillon no papel principal - este simples facto devia matar logo o assunto -, o outro lado responde com fitas do Michael Bay com CGI a mais e cérebro a menos. A malta do cinema contra-ataca que o cinema não precisa de engonhar, conta histórias com princípio, meio e fim e tem um currículo que valoriza ao envelhecer, qual reserva de vinho do Porto. E eis que aparece o pessoal da TV a afirmar que as séries permitem criar laços entre as personagens e os espectadores, que não vivem nem sobrevivem de product placement, que os grandes actores de cinema andam a fugir todos para os canais de cabo, que as produções para a pequeno ecrã contam com uma liberdade de risco e de produção que o sistema capitalista de Hollywood nunca permitiria. Tudo certo, diria eu. Mas podemos nós comparar carros com motas? Aviões com helicópteros? As vantagens de uns serão obrigatoriamente as desvantagens de outros? Porque nenhum grande filme apagará o impacto e a qualidade de séries como "Os Sopranos", "Breaking Bad", "The Wire", "Sherlock", "Mad Men" ou "Game of Thrones" como nenhuma grande série roubará o estrelato e a atenção merecida a clássicos de Kubrick, Spielberg, Hitchcock, Kurosawa, Chaplin, Welles ou tantos outros que tornariam esta nota interminável. Porque carro e mota cabem na mesma garagem; porque um avião nunca aterrará no topo de um prédio nem um helicóptero viajará a 850 km/h.

domingo, junho 21, 2015

Parem de nos pedir para desligar o cérebro!

"The 'turn your brain off' brigade often defend dumb movies on the grounds that they’re “not supposed to be smart.” Their unspoken implication is that a smart movie is also automatically a boring one, as if the only way a movie can entertain someone is by lulling them into a narcotized stupor of total idiocy. And while it’s true that no one goes to Jurassic World looking for a probing theoretical discourse on the ethics of genetic modification, there’s clearly a middle ground between a hoighty-toighty academic treatise and paper-thin, empty-headed characters and ludicrous, facepalming stupidity. It’s possible to entertain people without talking down to them. These maybe popcorn movies we’re talking about, but you can’t eat popcorn without your brain telling your mouth to chew it up and swallow it." @ Screen Rush

sábado, junho 20, 2015

Quarenta anos

sexta-feira, junho 19, 2015

MacGruber (2010)

Com uma mão cheia de ex-SNL no elenco e um Val Kilmer com excesso de peso e défice de talento, "MacGruber: Licença para Estragar" é uma terrível não-homenagem a uma figura ímpar da televisão dos anos oitenta, repleta de humor desesperado de casa-de-banho - até nos nomes fictícios dos heróis e vilões - para compensar a falta de criatividade narrativa do seu guião, de profundidade cómica das suas personagens, de qualquer ideia realmente engraçada - e não ridícula - dos seus momentos-chave. Desastre na bilheteira e flop para a crítica, MacGruber tornou-se rima com MacLoser; mas nunca de MacGyver. Pior que tudo, a ideia de uma sequela continua em cima da mesa.

quinta-feira, junho 18, 2015

He still looks the part!

quarta-feira, junho 17, 2015

Blunt, Del Toro & Brolin

terça-feira, junho 16, 2015

Estava quase a desistir...

... e, de repente, "Wayward Pines" ganhou asas, deixou-se de engonhanços, revelou toda a verdade e credibilizou uma série de manhosices dos episódios iniciais. Well done Mr. Chad!

segunda-feira, junho 15, 2015

William Friedkin on modern cinema

"'Films used to be rooted in gravity. They were about real people doing real things' the acclaimed filmmaker says. 'Today cinema is all about Batman, Superman, Iron Man: stuff I have no interest in seeing'."

domingo, junho 14, 2015

Focus (2015)

Will Smith e a irresistível Margot Robbie num thriller sofisticado que, nos momentos em que deixa a audiência ser parte da vigarice, triunfa - com especial destaque para toda a cena de apostas e contra-apostas no estádio; já quando se mete, perto do fim, por reviravoltas convenientes utilizando o público como alvo da decepção, perde todo o seu encanto. Realizado pela dupla do mais do que competente "Crazy, Stupid, Love.", a "Focus" faltaram três elementos fundamentais para suportar e potenciar o carisma e a química da dupla protagonista: um vilão temível - Santoro é medíocre -, um elenco secundário que desse um pouco mais nas vistas e, por fim, uma narrativa ritmada que não tivesse optado por dividir tão claramente a história em duas partes distintas. Fica o esforço e a divertida homenagem ao "Toledo Twist", conceito utilizado com o mesmo nome num episódio de "MacGyver" durante os anos oitenta.

sábado, junho 13, 2015

Que saudades da Amazon...

sexta-feira, junho 12, 2015

Christopher Lee (1922-2015)

quinta-feira, junho 11, 2015

Jurassic World (2015)

Vinte e dois anos após a estreia do clássico megalómano de Spielberg que marcou a cultura popular de uma geração, eis que surge uma sequela directa - ignora todas as outras - com pretensões de reboot mas alma de remake. Realizado por Colin Trevorrow ("Safety Not Guaranteed" é a única obra de algum impacto no seu currículo), "Mundo Jurássico" reutiliza e amplifica a fórmula de sucesso do original, internando desta vez vinte mil pessoas numa ilha em forma de parque temático, onde uma nova espécie de dinossauro - o laboratório genético, com o único actor repetente dos dois filmes, fez das suas - anda à solta a fulminar o que lhe aparece à frente, humano ou não. Tudo o que se segue é moderadamente previsível, ainda que quase sempre divertido e espirituoso, excepção feita aos dez/quinze minutos perto do fim em que o CGI domina e reprime a tela na sua totalidade, com batalhas entre pré-históricos digitais, qual febre repentina de Michael Bay numa chancela que não o merecia. De resto, excelente casting - Pratt e Dallas Howard em perfeita sintonia, enquanto Ty Simpkins prova, uma vez mais, que não anda por aí ninguém melhor do que ele no seu escalão -, adrenalina constante e a oportunidade de reviver um blockbuster histórico. Sim, quem é que não se lembra daquele copo de água no tablier do carro?

quarta-feira, junho 10, 2015

Johnny Express


"It's 2150. There are all sorts of Aliens living throughout space. Johnny is a Space Delivery Man who travels to different planets to deliver packages. Johnny is lazy and his only desire is to sleep in his autopilot spaceship. When the spaceship arrives at the destination, all he has to do is simply deliver the box. However, it never goes as planned. Johnny encounters strange and bizarre planets and always seems to cause trouble on his delivery route. Will he be able to finish his mission without trouble?"

terça-feira, junho 09, 2015

Blockbuster Pizza Box

segunda-feira, junho 08, 2015

John Rosengrant & Phil Tippett no VHS

domingo, junho 07, 2015

White, Blue and White (2014)

Episódio de uma hora da norte-americana ESPN sobre as consequências da Guerra das Malvinas em 1982 (Reino Unido vs Argentina) na carreira e na vida de dois jogadores argentinos que jogavam no Tottenham Hotspur - os primeiros sul-americanos da história da liga inglesa -, "White, Blue and White" é muito mais do que um documentário futebolístico sobre Ossie Ardiles - eleito um dos cem melhores jogadores de sempre a jogar em Inglaterra - e Ricardo Villa - galardoado em 2001 com o título de golo do século marcado em Wembley, finalização essa que deu a FA Cup aos Spurs em 1981; "White, Blue and White" é um tratado anti-guerra inesperado, um projecto culturalmente riquíssimo com uma espécie de reviravolta final completamente imprevisível. Tecnicamente, realce para a excelente contextualização nos minutos iniciais e o inteligente cruzamento entre factos e comoções nas palavras não só da dupla campeã do mundo em 1978, mas também de muitas outras caras conhecidas britânicas (Glenn Hoddle) e alvicelestes (Valdano ou Passarella) que oferecem a sua perspectiva sobre o assunto. No fundo, uma sugestão não só para todos aqueles que gostam de futebol - Ardiles é provavelmente relembrado por muitos como o treinador que, em plenos anos noventa, colocou o Tottenham a jogar com cinco avançados, algo que não acontecia desde os anos cinquenta -, mas também para quem simplesmente procurar uma história de vida muito interessante, manchada por uma guerra sem sentido.

sábado, junho 06, 2015

Uwe Boll strikes again!