quinta-feira, janeiro 16, 2020

Evil Dead II (1987)

Talvez a primeira sequela de sempre em forma de remake, reboot e continuação que ignorou - ao mesmo tempo que homenageou nas suas cenas iniciais - os acontecimentos do primeiro capítulo, "A Morte Chega de Madrugada" revela-se um filme infinitamente superior à aventura low-budget de estreia de Sam Raimi em praticamente todas as vertentes. Melhor interpretado, igualmente criativo na realização e com um guião tremendamente melhor trabalhado e fundamentado, o resultado é um festival delicioso de gore muito mais engraçado (e assustador) que mostra bem a diferença que uma mala cheia de dinheiro pode fazer em Hollywood. Bruce Campbell arrasa com uma performance de uma entrega física e energia memorável ao mesmo tempo que efeitos especiais tão bregas quanto eficazes e palpáveis fazem o resto da magia nas mãos e na mente de Raimi. Uma espécie de desenho animado que ganha vida, sem limites nem grande nexo, apenas pura diversão.

quarta-feira, janeiro 15, 2020

Sr. Joaquim no Passos no Escuro


Quarta-feira, 22/01, 21:00
Cinema Passos Manuel @ Porto

terça-feira, janeiro 14, 2020

Nikita Lively

segunda-feira, janeiro 13, 2020

You (S2/2019)

A segunda temporada da série inspirada na obra literária de Caroline Kepnes mantém o ritmo, a identidade e o interesse narrativo em torno de um dos anti-heróis mais complexos da televisão actual. Perde, no entanto, atenção aos detalhes, aos passos chatos mas necessários em torno de cada crime - o que é feito ao corpo, às infinitas pistas provavelmente deixadas, de impressões digitais a cabelos, entre tantos outros - que, na primeira temporada, tinham de algum modo credibilizado a história. Mas, pior que tudo, Joe deixa de ser um vilão por quem estranhamente torcemos, que mata simplesmente porque alguém não gosta dele, para passar a ser uma espécie de Dexter, um justiceiro de rua que só despacha quem merece. A cativante Elizabeth Lail é substituída com classe pela singular Victoria Pedretti, que depois de brilhar em "The Haunting of Hill House" volta em grande forma ao pequeno ecrã. A terceira temporada, já confirmada pela Netflix, promete um triângulo amoroso complicado. Lá estarei.

domingo, janeiro 12, 2020

Nalgas Flash Review: Star Wars IX

sábado, janeiro 11, 2020

De Pablo a Sergio

sexta-feira, janeiro 10, 2020

The Evil Dead (1981)

Filme que catapultou o então jovem Sam Raimi para as bocas do mundo, "A Noite dos Mortos-Vivos" continua nos dias de hoje a passar a vibe de um filme idiota - o acting é terrível e as reacções iniciais das personagens a todos os fenómenos sobrenaturais que as rodeavam totalmente incoerentes e incompreensíveis - repleto de energia, entusiasmo e uma visceralidade gore deliciosamente crua, num género que vivia dias de glória com slashers atrás de slashers onde o implícito dominava sobre o visual. Com um orçamento modesto, uma, chamemos, shakycam em vez da caríssima steadycam que conquistara Hollywood uns anos antes e muita criatividade artística de Raimi, "The Evil Dead" talvez não mereça todo o hype que ainda hoje goza mas foi, sem qualquer dúvida, um dos projectos, pela sua audácia e por todas as histórias de bastidores que posteriormente foram reveladas, que mais inspirou gerações e gerações de realizadores do género.

quinta-feira, janeiro 09, 2020

quarta-feira, janeiro 08, 2020

Como a cronologia influencia a forma

terça-feira, janeiro 07, 2020

Ready or Not (2019)

Comédia negra de terror que não se leva - e bem - a sério, "Ready or Not - O Ritual" revela-se mais uma experiência do género que entrega muito menos do que aquilo que prometia - tanto no conceito como no próprio trailer. Ainda assim, hora e meia (duração perfeita de qualquer filme, dirá a maioria) que entretém de forma tão macabra quanto descontraída, numa construção irreverente de um jogo de infância que é transformado numa caça mortífera a uma pobre e inocente noiva. Realizado a quatro mãos por uma dupla de newcomers que ninguém fazia ideia quem eram - e assim vão continuar -, ficará sempre a dúvida do que teria sido este "ritual" nas mãos mais experientes de um Edgar Wright, Wes Craven, De Palma ou outro qualquer velho matreiro da lide. Destaque para a australiana Samara Weaving, que não se intimida perante Henry Czerny ou Andie MacDowell. Filme perfeito para mostrarem às vossas mulheres a sorte que tiveram com as sogras que lhes calharam.

segunda-feira, janeiro 06, 2020

Nas Nalgas do Mandarim - S06E16

domingo, janeiro 05, 2020

Alguém chame o Blade sff

sábado, janeiro 04, 2020

Angel Has Fallen (2019)

O vilão "surpresa" é oferecido ao fim de cinco minutos; as reviravoltas narrativas, inclusive a final, tão previsíveis que doem; o presidente Morgan Freeman, infelizmente, não passa de um boneco sem margem para brilhar e a idade já começa a pesar a Gerard Butler - não vamos sequer falar do Nick Nolte. "Assalto ao Poder", o terceiro capítulo de uma saga que pelos vistos pode chegar aos seis filmes, esgotou-se de ideias e criatividade, sobrevivendo às custas de uma mão cheia de cenas de acção bem filmadas, com uma identidade própria e característica que enche salas ao mesmo tempo que esvazia cérebros e cartuchos. Sem as estrelas do cartaz e os quarenta milhões de orçamento, seria um série-B de acção, lançado directamente para vídeo. Assim, enquanto render quatro vezes o que custa, não há ruga nem artrose que vá parar Butler de proteger presidentes de tipos com muito mau feitio.

sexta-feira, janeiro 03, 2020

Afinal o Cinema não está a morrer

2019 foi o melhor ano de sempre - desde que há registo deste tipo de dados - das salas de cinema em Portugal. 83 milhões de euros de receita bruta de bilheteira (mais 5% do que em 2018), que correspondem a cerca de 15,5 milhões de espectadores (também um aumento de 5% relativamente a 2018). A nível global, o mesmo: 42,5 biliões de dólares superam aquele que também já tinha sido valor recorde em 2018 (41,7 biliões). Só os EUA contrariaram esta tendência positiva, com um decréscimo de 8,9% de receita bruta. O streaming afinal de contas não matou o Cinema. Moneywise, i mean.

quinta-feira, janeiro 02, 2020

Nalgas Flash Review: The Lighthouse

quarta-feira, janeiro 01, 2020

Gisaengchung (2019)

Comédia negra, drama, thriller e uns salpicos até de momentos de puro terror - aquela imagem do "fantasma" que traumatizou o miúdo quase fez o mesmo comigo. Um cocktail de géneros e emoções numa fábula maravilhosa em torno do choque de classes e de hierarquias sociais, com uma cinematografia ímpar de um realizador virtuoso no auge da sua carreira e uma narrativa tão imersiva quanto - e este quanto é fundamental para o seu impacto - credível. Sátira social em que quase tudo o que acontece nos apanha desprevenidos, num constante ping-pong entre estilos e expectativas, numa epopeia de acontecimentos tão estranhos quanto deliciosos. Um daqueles raros filmes em que sentimos aquela necessidade, qual mecenas ou pastor evangélico, de avisar o mundo da sua existência. Num mundo onde somos obrigados a ter dinheiro e poder para viver - e não apenas sobreviver -, é uma chatice que não existam planos infalíveis. Porque a vida, tal como aprendemos aqui, não pode ser planeada. Remake americanizado quase certo, para mal dos nossos pecados.

terça-feira, dezembro 31, 2019

2019

segunda-feira, dezembro 30, 2019

Locke & Key

domingo, dezembro 29, 2019

15 Anos, 15 Blogues

Este blogue completou quinze anos no passado mês de Outubro. Quinze anos com tantas histórias para contar que nem me atrevo a abrir essa caixa de Pandora. A blogosfera já não é o que era - as mais diversas redes sociais arrumaram-na a um canto - mas continuo com publicações diárias por prazer próprio, qual hobby que não cansa. Como o título do blogue indica, este é o meu diário, um que quero consultar daqui a trinta ou quarenta anos e, quem sabe, passar aos meus filhos. Para comemorar estes primeiros quinze, decidi relembrar e homenagear quinze blogues de cinema/televisão que influenciaram de algum modo a minha escrita e o meu trajecto enquanto blogger. Não foi fácil reduzir a quinze - a lista inicial tinha vinte e quatro sem sequer ter recorrido a nenhuma pesquisa, apenas de memória -, mas obriguei-me a fazê-lo. Podem não ser (ou ter sido) os melhores, mas são/foram os meus favoritos.

CinemaXunga | TVDependente | Pasmos Filtrados | Créditos Finais | Royale with Cheese | Brain-Mixer | A Janela Encantada | Keyzer Soze's Place | CinePT | Gonn1000 | Close-Up | Por um Punhado de Euros | O Zombie comeu o meu blogue | Split Screen | Yada Yada Yada

sábado, dezembro 28, 2019

Watchmen (S1/2019)

As expectativas eram altíssimas e, claro, derivado disso, a exigência também. A névoa de uma desilusão tremenda pairava no ar. Mas não: Damon Lindelof e companhia orquestraram mesmo uma das séries da década, um história magnífica, repleta de mensagens subliminares e substância, construída em moldes de genialidade aparentemente desordenada e desconexa, numa distopia repleta de heróis e polícias mascarados onde Robert Redford, ele mesmo, é presidente dos EUA. Nove episódios em crescendo, onde tudo se liga aos poucos, qual círculo perfeito que, afinal de contas, estava desenhado em várias páginas. A simetria é extraordinária: tudo começa numa sala de cinema e tudo lá acaba; fora da sala, o pânico e o caos, com um século de distância. Ao lado do "herói", a mãe primeiro, depois a neta. Há cem anos, a sua família ia ser destruída; agora, uma vida depois, finalmente fez-se justiça. Mas será que isso chega? O que mudou em cem anos? A resposta é dolorosa: muito pouco. Há que passar a tocha do heroísmo entre gerações, sem máscaras e sem mentiras. Porque as feridas precisam de apanhar ar para sarar. Quero muito uma segunda temporada - ainda não confirmada pela HBO -, mas tenho pavor que estrague tudo o que foi tão maravilhosamente montado nesta primeira temporada. Brilhante. Obrigatório.

sexta-feira, dezembro 27, 2019

The Dragon, The Lion and The Guy

quinta-feira, dezembro 26, 2019

Don't F**k with Cats: Hunting an Internet Killer (S1/2019)

Mini-série documental da Netflix com três episódios de aproximadamente uma hora, o mais interessante em "Don't F**k with Cats: Hunting an Internet Killer" é acompanhar o processo de criação de um serial killer desde a sua génese (gatos bebés) até ao seu apogeu (seres humanos), descobrindo como o cinema o influenciou e moldou. Sem querer arruinar a experiência a quem ainda não a viu, fica demonstrado - como se ainda fosse preciso - que a internet pode ser um local tão sombrio quanto decisivo e importante na busca e na caça de um psicopata. Pena que, chegados ao fim e depois de uma tentativa ridícula de responsabilizar o espectador, fiquem tantas pontas soltas por explicar, sendo a mais crítica aquele segundo par de mãos num dos vídeos. E ainda dizem que os canadianos são uns gajos porreiros!

quarta-feira, dezembro 25, 2019

Hitchcock vibes

terça-feira, dezembro 24, 2019

Once Upon a Time... in Hollywood (2019)

Uma história verídica misturada na perfeição com um universo paralelo de fantasia, qual ritual de masturbação artística de um realizador repleto de talento, que homenageia as suas influências como ninguém. Dos pormenores aos pormaiores, tudo em "Era Uma Vez em... Hollywood" corre a um ritmo irresistível, numa imprudência intrépida e imprevisível, suportada por um elenco de luxo - com destaque ainda assim para DiCaprio - e constantemente confrontada por um estilo tão característico e vibrante que só poderia mesmo vir de um génio como Tarantino. Deleite visual e narrativo, um poema à época dourada de Hollywood, onde tudo podia ser tão doce quanto amargo. O Cinema - assim, com letra grande - de Tarantino é uma homenagem perseverante à arte como meio de escape da realidade e esta poderá ter sido a sua mais bonita carta de amor, uma declaração romântica a uma Hollywood que nunca mais terá o encanto que outrora teve. Venha em formato físico a versão de quatro horas que Tarantino recentemente anunciou; cada segundo conta quando estamos perante os grandes.

segunda-feira, dezembro 23, 2019

Sr. Joaquim @ Lisboa

domingo, dezembro 22, 2019

Danny Aiello (1933-2019)

sábado, dezembro 21, 2019

I feel the need. The need for speed.

sexta-feira, dezembro 20, 2019

Altitude (2017)

O Dolph Lundgren, a Denise Richards e a porra de um sequestro num avião. Não havia maneira de deixar passar este "Altitude" ao lado, por mais decadentes que fossem as expectativas. E nada como um filme que cumpre com as nossas expectativas: botox que nunca mais acaba na cara da ex-Bond Girl aqui agente do FBI, um par de falas para o já sexagenário Drago, que limita-se a fazer cara de mau no cockpit e uma sequência de acontecimentos sem qualquer ponta de lógica, parecendo quase sempre que ficou algo por filmar que justificasse uma mão-cheia de "reviravoltas" na cabine. Filme em piloto automático, sem sistema de navegação nem vento no cabelo num salto de para-quedas. E ainda me pedem para torcer contra o Dolph.

quinta-feira, dezembro 19, 2019

Uma viagem visual pelo Cinema Português

quarta-feira, dezembro 18, 2019

In the Shadow of the Moon (2019)

O filme de Jim Mickle ("Cold in July") brinca de forma competente às viagens no tempo, ainda que a certo ponto fique aquela sensação de que todo o complô sofre da ambição desmedida de um conceito que precisava de horas de televisão para solidificar aparentes incongruências. Dito isto, Boyd Holbrook dá o peito às balas numa narrativa que corre de trás para a frente e de frente para trás ao mesmo tempo, num puzzle complexo mas quase sempre lógico. A pergunta "se tivesses a oportunidade de matar Hitler quando era um bebé inocente" é respondida de forma crua pelo guionista nesta produção da Netflix: sim, queimava-lhe num fogão, arrancava-lhe a cabeça e ainda procurava os pais para os esfolar vivos. Not bad.