quarta-feira, Setembro 17, 2014

Chastain, Isaac & Chandor

terça-feira, Setembro 16, 2014

CCOP - Top de Agosto de 2014

Pela primeira vez este ano, um filme português lidera um top mensal do CCOP: o documentário de Joaquim Pinto, E Agora? Lembra-me, recebeu uma classificação média de 8,33 (recebeu duas notas máximas). A sua classificação permite-lhe ocupar a sétima posição na lista dos melhores filmes do ano para o colectivo de críticos, ex-aequo com o também documentário A Imagem Que Falta. O candidato português ao Óscar 2015 de Melhor Filme Estrangeiro é também o segundo filme de produção nacional com maior classificação de sempre no CCOP: apenas abaixo de Tabu, com 8,89. A segunda nota mais elevada do mês de Agosto em Portugal vai para Ilo Ilo, vencedor do prémio Caméra d'Or para Melhor Filme de Estreia no Festival de Cannes 2013. Realizado por Anthony Chen, o filme recebeu a nota de 7,38. Já o blockbuster da Marvel, Os Guardiões da Galáxia, foi votado com a nota média de 7,17, ocupando a terceira posição da tabela mensal.

Top de Agosto de 2014

1. E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto | 8,33
2. Ilo Ilo, de Anthony Chen | 7,38
3. Os Guardiões da Galáxia, de James Gunn | 7,17
4. O Homem Mais Procurado, de Anton Corbijn | 7,00
5. Dava Tudo Para Estar Cá, de Zach Braff | 7,00
6. O Salão de Jimmy, de Ken Loach | 6,40
7. Lucy, de Luc Besson | 5,42
8. Sin City: Mulher Fatal, de Frank Miller, Robert Rodriguez | 4,86
9. Os Mercenários 3, de Patrick Hughes | 3,40

segunda-feira, Setembro 15, 2014

The Tree of Life (2011)


Certamente uma experiência de amor ou ódio para a maioria dos espectadores, "A Árvore da Vida" conquistou surpreendentemente a Palma d'Ouro em Cannes após uma estreia com mais assobios do que aplausos. Eu coloco-me a meio caminho: se não considero justo rotular o filme de demasiado ambicioso e visualmente desordenado como muitos o fizeram, também não consigo em consciência elogiar a obra de Terrence Malick como um estudo metafísico brilhante sobre a vida humana. Se aprecio e julgo interessante a dicotomia entre duas formas distintas de ver o mundo - a do patriarca da família, um Brad Pitt sempre sobre pressão, que desgasta-se na sua natureza de raiva e frustração, e a graciosa Jessica Chastain, que enfrenta a vida com um sorriso, sabendo que a única maneira de ser verdadeiramente feliz é através do amor -, também lamento que "The Tree of Life" perca muito mais tempo a filosofar do que a explorar emocionalmente os conflitos entre os membros da família O'Brien, principalmente entre os três irmãos. Ainda assim, uma cinematografia notável e uma mão-cheia de imagens inesquecíveis justificam uma oportunidade. Mesmo que depois acabe em divórcio.

domingo, Setembro 14, 2014

sábado, Setembro 13, 2014

The Wolf of Wall Street (2013)

Cada segundo, cada frame das cerca de três horas de duração de "O Lobo de Wall Street" é a manifestação exaltante, fascinante e enérgica do acumulado de experiências da vida cinematográfica de um génio, um realizador intenso que após quase cinquenta anos de carreira continua a inovar e a surpreender. Comédia negra épica que nunca cansa nem se cansa, Martin Scorsese e Terence Winter (guionista de séries como "The Sopranos" ou "Boardwalk Empire") apresentam-nos uma lição de mestre sobre a imoralidade, num capricho sensacionalista que celebra a selvajaria financeira nos EUA, tornando-o uma espécie de "Goodfellas" de betinhos da bolsa, uma fábula sobre a fome por poder e a sede da ganância. Variação prazenteira do tipo de narrativa favorita de Marty - a ascensão e queda de um anti-herói -, Leonardo DiCaprio e companhia - e que bela companhia, a começar pela deleitosa Margot Robbie cujo olhar nos hipnotiza e terminando no primoroso Jonah Hill, sempre afinado em qualquer dos registos que lhe é pedido durante as extravagâncias de Belfort - conseguem dar glamour ao crime sem o promover, deixando ao critério do espectador toda e qualquer condenação moral que compense a forma endoidecida como os bons costumes são devastados. A melhor estreia em sala do ano e, sem exageros, o melhor Scorsese dos últimos vinte anos.

sexta-feira, Setembro 12, 2014

Keanu Wick

quinta-feira, Setembro 11, 2014

Lucy (2014)

"Lucy" é uma paródia à pretensiosidade, um hino à estupidez, uma fita cuja intenção desmesurada de ser inteligente e filosófica torna-a mais cómica do que cósmica. Definitivamente o pior - e mais idiota - capítulo da carreira do conceituado realizador francês Luc Besson, é impressionante como um ponto de partida riquíssimo e fértil é transformado numa anedota sci-fi que faz, dentro do mesmo conceito, "Limitless" parecer uma obra-prima. Scarlett Johansson continua sem convencer este estaminé a nenhum nível - nem no ecrã nem fora dele - e Morgan Freeman não tem liberdade para sair da sua zona de conforto. Ou os meus dez por cento cerebrais são demasiado limitados para tamanha patetice, ou esta incursão no sentido da humanidade e no desbloqueio de infindáveis faculdades intelectuais prova apenas que, para alguns, a ignorância é uma verdadeira benção.

quarta-feira, Setembro 10, 2014

Closed Circuit (2013)

Thriller de conspiração governamental mediano, "Circuito Fechado" tem na paranóia constante do seu duo protagonista o grande trunfo cinéfilo de uma narrativa que, ao contrário do que é regra no género e aparenta pelo seu enigmático trailer, revela à audiência demasiado cedo todos os seus elementos mistério. O drama pessoal entre as personagens-chave - a sua relação profissional não pode ser afectada pelo passado amoroso de ambos - acaba por se revelar desinteressante para o pálido desfecho da fita de John Crowley ("Intermission" e "Boy A"), transmitindo a sensação de que tão importante mensagem sobre a corruptibilidade do poder merecia melhor tratamento. Fechado o circuito, a corrente eléctrica acaba por não ser suficiente para ligar o recomendómetro e esquecer a forma passiva e pouco tensa como esta crítica à famosa "war on terror" é tratada. Em suma, muita informação, pouca coragem; boas interpretações, reles representações; e sólido arranque, frouxo final.

terça-feira, Setembro 09, 2014

Snowpiercer (2013)

O "Expresso do Amanhã" revela-se um filme com um potencial tremendo que é traído por várias escolhas narrativas infelizes, para não dizer patéticas. Com uma direcção artística interessante e fora do comum, bem como um par de interpretações surpreendentes de Chris Evans e Tilda Swinton - "know your place, accept you place, be a shoe" -, a responsabilidade deve-se a um provável deslumbramento do sul-coreano Bonh Joon-ho ("The Host" e "Mother") nesta sua primeira experiência fora-de-portas, onde meios e recursos infindáveis deram azo a liberdades criativas que danificaram irremediavelmente a credibilidade da história e o impacto emocional das consequências relativas às personagens-chave. Ainda assim, "Snowpiercer" entretém q.b. durante duas horas, deixando o espectador na expectativa sobre o desfecho da aventura, naquele que é um retrato metafórico cruel da condição humana e da evolução das sociedades modernas, estilizado em excesso e pensado em défice.


segunda-feira, Setembro 08, 2014

Welcome to the future of your past

domingo, Setembro 07, 2014

Os Heróis da Blogosfera estão a chegar

Cortesia, como é costume, do Brain-Mixer. Novidades em breve.

sábado, Setembro 06, 2014

Mia aioniotita kai mia mera (1998)

Alexander (Bruno Ganz) está prestes a ser internado num hospital, com dores demasiado insuportáveis para se conseguir manter, sozinho, em casa. Este é o dia anterior ao internamento, aquele em que decide arrumar a velha casa à beira-mar onde sempre morou, revisitando velhas memórias através das cartas de Anna, mulher com a qual casou cedo e cedo partiu deste mundo. E é nessas recordações que Alexander vai perceber que o seu tempo está a chegar ao fim. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1998, “A Eternidade e um Dia” é a obra-prima máxima do conceituado realizador grego Theo Angelopoulos, uma que aborda tantos temas fulcrais da nossa existência quanto assuntos sociais e políticos sensíveis dos estados modernos. O tempo, a memória, a perda, o nascimento, a morte, o casamento, a prisão, o espírito aventureiro, tudo é recordado e analisado ao longo de um passeio à beira-mar, nas cartas da falecida esposa do protagonista narradas através da insinuante voz de Isabelle Renault, apelos poéticos tão apaixonantes quanto nostálgicos que reconstroem uma vida, a de Alexander, e possivelmente a de infinitos cinéfilos, perdidos e destroçados nas associações que fazem à sua própria existência. O tempo, tridimensional, intemporal, esvanece-se na interpretação fenomenal de Bruno Ganz, actor com uma presença magnética, que ganha força para viver no amor sagrado e secular da mulher da sua vida. A solidão de Alexander transforma-se com a nostalgia dessa paixão e a sua perspectiva existencialista altera-se. Até quando dura o amanhã? Uma eternidade e um dia, responde Alexander, perante o espelho de uma vida, ou como todos chamam, a morte. Um filme intenso, humano e belo, mesmo que triste.

sexta-feira, Setembro 05, 2014

Joan Rivers (1933–2014)


"My best birth control now is just to leave the lights on."

quinta-feira, Setembro 04, 2014

Um pontapé na banalidade!

quarta-feira, Setembro 03, 2014

Pablo, Anjo ou Demónio?

terça-feira, Setembro 02, 2014

Au nom du Christ (1993)

Vou ser honesto com o leitor: foi um sacrilégio visionar este “Au nom du Christ”, ainda para mais numa cópia ranhosa disponível no Youtube, sem qualquer legendagem, onde quase todas as falas francófonas mais complexas ficavam para além do meu entendimento. Torna-se injusto avaliar o que quer que seja nestas circunstâncias, pelo que o melhor que posso fazer para não o induzir em erro será restringir-me ao que entendi da narrativa. Se pelo caminho ficaram várias piadas geniais e uma outra perspectiva do cinema feito na Costa do Marfim, aceitem desde já o meu pedido de desculpas. Parábola em forma de sátira que explora a proliferação do pseudocristianismo nas regiões mais remotas do planeta – obviamente com foco no continente africano -, “Em Nome de Cristo” (o filme já foi exibido em território nacional em festivais de cinema africano) conta-nos a história de um criador de porcos, ignorado e desprezado por toda a sua aldeia, que ao cair num rio muda radicalmente de vida quando tem uma visão que lhe anuncia que foi escolhido por Deus para salvar o seu povo. Após almejar alguns milagres duvidosos (curar mulheres irritadas é um deles, outros envolvem roubos às escondidas), rapidamente torna-se o líder da aldeia e é seguido por um exército de crentes religiosos que acreditam estar na presença de um Messias. Pouco habituado a tamanhas liberdades, rapidamente o “primo de Cristo” – assim se anuncia – charlatão vai abusar do novo poder que tem e estragar a festa. Vencedor do prémio para melhor filme em 1993 no FESPACO (o maior festival de cinema do continente africano) e nomeado para um Leopardo de Ouro no Festival Internacional de Locarno, “Au nom du Christ” é uma proposta cinematográfica radical para quem quiser descobrir um produto de características pouco usuais que mistura tradição, humor, modernidade e poder numa mescla de interpretações tão débeis quanto hilariantes, num conjunto de imagens tão amadoras (a realização é terrível) quanto ocasionalmente harmoniosas (algumas paisagens africanas são de cortar a respiração).

Sem Avaliação

segunda-feira, Setembro 01, 2014

Good Kill, Great Poster

domingo, Agosto 31, 2014

A estreia de Jon Stewart na realização

sábado, Agosto 30, 2014

Shichinin no samurai (1954)

Shichinin no samurai” é um épico de três horas e meia de aventura e drama, intemporal, que confirmou o cineasta Akira Kurosawa, em 1954, como um nome maior da Sétima Arte em todo o mundo. Escrito, editado e realizado por Kurosawa, a narrativa de “Seven Samurai” remete-nos para uma aldeia nipónica no final do século XVI, onde um grupo de lavradores contrata sete samurais para combater bandidos que recorrentemente assaltavam as plantações para roubar as colheitas de uma temporada, bem como para violar e matar muitas das mulheres da aldeia. Considerado um dos filmes mais influentes da história do cinema, uma das poucas películas asiáticas que durante décadas teve reconhecimento inequívoco além-fronteiras, “Os Sete Samurais” retracta através dos sete heróis uma classe nobre repleta de valores e ideais que, devido ao passar dos tempos, entra em desuso e arrisca a extinção. Hino à consolidação da amizade masculina, tema comum em qualquer cultura, mas com especial relevância na infância de Kurosawa, “Seven Samurai” perde o seu peculiar pragmatismo ao longo dos minutos, ganhando uma consciência colectiva em que o individualismo dá lugar à força do grupo e, alegoricamente, um novo Japão é visionado nas acções de sete homens de técnicas tradicionais que mostram que uma nação pode desenvolver-se respeitando o seu passado e, acima de tudo, aprendendo com os seus erros. Com uma pós-produção fenomenal – as imagens fluem ao longo de duzentos e quarenta minutos -, o reconhecimento internacional de Kurosawa surge numa fita em que o seu trabalho artístico, técnico e visual é acompanhado de perto por um elenco brilhante e personalizado, onde o samurai Takashi Shimura e a jovem Keiko Tsushima merecem especial destaque, não esquecendo também, obviamente, o samurai maníaco Toshiro Mifune, que previamente já havia trabalhado com Kurosawa em Rashomon. História simples, detalhes fora-de-série e uma caracterização riquíssima integrados num visual duro, realístico e poético, que consegue dizer tudo por si mesmo, fazem deste capítulo de reconhecimento internacional do realizador nipónico uma proposta obrigatória para qualquer cinéfilo que se preze.

sexta-feira, Agosto 29, 2014

quinta-feira, Agosto 28, 2014

CCOP - Top de Julho de 2014

O polaco Ida lidera a tabela do CCOP que compila os filmes estreados comercialmente durante o mês de Julho. O filme de Pawel Pawlikowski foi considerado o melhor filme do mês, com nota média de 8,63 em 10 e dando entrada directa na segunda posição do top dos melhores filmes de 2014. Já o regresso de James Gray ao cinema garantiu-lhe a segunda posição do mês. A Emigrante foi o filme mais popular do mês (foi visto por 74% dos membros do CCOP), com uma nota média de 7,64. Foi ainda o filme mais controverso (com 6 pontos de diferença entre as notas máxima e mínima) e o único a receber a nota máxima. A estreia de Snowpiercer - Expresso do Amanhã ocupa a terceira posição do pódio: o filme do sul-coreano Joon-ho Bong foi classificado com 7,62. Referência ainda para a reposição das cópias digitais restauradas de mais três filmes de Yasujirô Ozu, pela Leopardo Filmes (inelegíveis para fins de top mensal). Flor do Equinócio foi classificado com 9,25; enquanto que O Fim do Outono ficou-se pelo 9 e Bom Dia pelos 8,75. Em Setembro de 2013, outros dois filmes do cineasta japonês foram classificados pelos membros do CCOP: Viagem a Tóquio recebeu a pontuação de 9 e O Gosto do Sakê atingiu os 8,25.

Top de Julho de 2014

1. Ida, de Pawel Pawlikowski | 8,63
2. A Emigrante, de James Gray | 7,64
3. Snowpiercer - Expresso do Amanhã, de Joon-ho Bong | 7,62
4. Omar, de Hany Abu-Assad | 7,40
5. Night Moves, de Kelly Reichardt | 6,89
6. Planeta dos Macacos: A Revolta, de Matt Reeves | 6,54
7. O Teorema Zero, de Terry Gilliam | 6,22
8. Agentes Universitários, de Phil Lord e Christopher Miller | 6,00
9. Ciúme, de Philippe Garrel | 6,00
10. Hércules, de Brett Ratner | 4,50

quarta-feira, Agosto 27, 2014

MOTELx 2014

terça-feira, Agosto 26, 2014

Ice Bucket Challenge Winner

segunda-feira, Agosto 25, 2014

Los colores de la montaña (2010)

Filme colombiano de 2010 realizado por Carlos Arbelaez e galardoado no conceituado festival internacional de cinema de San Sebastián, "Los Colores de la Montaña" é um drama bem-disposto, comovente e, de certo modo, politicamente neutro, sobre uma região remota dos Andes – La Pradera -, perdida e despedaçada nas constantes batalhas entre terroristas de guerrilha, barões de droga e tropas governamentais. Tudo visto pelos olhos de um rapaz de nove anos, obcecado por futebol, que vê na bola que recebeu no seu aniversário um escape para situações que a sua mente, apesar de perceber, tem dificuldade em processar – seja um agricultor transformado em pedaços depois de pisar uma mina ou conhecidos da família assassinados pelas tropas do governo, apenas por serem suspeitos de ajudar os rebeldes. Com influências nítidas do cinema iraniano, “Los Colores de la Montaña” mantém-se calmo no meio do caos social que retracta, abordando o desespero tranquilo de um povo de modo a torná-lo acessível e interessante a todas as faixas etárias que possam presenciar o filme. Arbelaez consegue transformar uma cena em que três crianças tentam recuperar uma bola que está num campo de minas, num momento tão divertido quanto perigoso, o que ilustra bem a forma optimista como abordou o assunto. Os desenhos das crianças na escola são a prova final da inocência latente em cada uma delas. Destaque final para o trabalho fotográfico notável de Oscar Jimenez nas verdejantes paisagens colombianas e para um grupo brilhante de jovens actores, tão naturais quanto afectuosos.

domingo, Agosto 24, 2014

Leo - A Mascote

Leo é, muito provavelmente, o leão mais popular de sempre. Bem, verdade seja dita, Leo era muito mais do que um leão. Leo era uma estrela de cinema, um relações-públicas sem igual, o mestre-de-cerimónias mais famoso da década de vinte e trinta do século passado. Nessa altura, Leo era presença garantida nas antestreias mais conceituadas da MGM, andou de avião, barco e comboio um pouco por todos os Estados Unidos e foi visto, em algumas ocasiões, qual Deus omnipresente, em mais do que um sítio ao mesmo tempo.

Como é que tal foi possível? Leo não era um leão, mas vários. Ainda hoje, noventa anos depois, o leão que dá face à MGM e serve-lhe de mascote chama-se Leo. Foi ele, este mesmo chamado Leo no seu passaporte animal, o último felino filmado para a famosa apresentação cinematográfica que abre as produções da MGM, no longínquo ano de 1957. Os outros chamavam-se Slats, Jackie, Tanner e George, mas, para a história, ficaram todos como Leo. Hoje, todos estão mortos e enterrados. Menos um, não se sabe bem qual, que está apenas morto, já que a sua pele serve de tapete ao terceiro piso do Museu McPherson, no Estado do Kansas.

Foi-se o pêlo, ficou o rugido, outra imagem de marca da MGM. Presente em todos os filmes produzidos pelo estúdio Metro Goldwyn Meyer desde 1927, também eles variaram de leão para leão ao longo dos tempos. O que se ouve ainda hoje é o de Leo, o felino de nove vidas chamado mesmo Leo de nascimento e não apenas no palco, o último, que viveu durante vinte e três anos e morreu de velhice após ter sobrevivido a dois descarrilamentos de comboio, umas cheias no Mississippi, um tremor de terra na Califórnia, um incêndio nos estúdios e, admirem-se, um acidente de avião. Foi esta sua vida memorável e estóica que fez com que Samuel Goldwyn tenha dado, em forma de homenagem, o nome definitivo de Leo à mascote da companhia, atirando para o mesmo saco todos os outros que o antecederam, hoje Leos à força no historial da MGM.

sábado, Agosto 23, 2014

sexta-feira, Agosto 22, 2014

Vamos ser Sherlockados novamente!

"We have a plan to top it — and actually I do think our plan is devastating," he teased. "We practically reduced our cast to tears by telling them the plan. Honestly, Mark [Gatiss] and myself are so excited with what we've got coming up, probably more excited than we've ever been about Sherlock. Honestly I think we can [top the last season]." (...)