sexta-feira, novembro 17, 2017

The 5th Wave (2016)

Boooooring. O fim da humanidade transformado em mais uma saga - ou tentativa de - cinéfila para adolescentes, em que tudo o que acontece é extremamente fácil de antecipar, tanto a nível de sobrevivência das personagens, desenvolvimento narrativo ou até no que toca às inevitáveis paixonetas disparatadas. Demasiado limpinho para tanto caos, totalmente insignificante perante tamanho cocktail de ideias e oportunidades extraterrestres. Uma pena, ainda para mais logo agora que já não é crime encher os pulmões e dizer à Chloë Grace Moretz que se estivesse no lugar dela, tinha sexo comigo na boa. Ao bom estilo Weinstein.

quinta-feira, novembro 16, 2017

Grace

quarta-feira, novembro 15, 2017

terça-feira, novembro 14, 2017

Slasher (S1/2016)

A temporada de estreia de "Slasher" parece ter sido feita por mim. Ou seja, por um tipo que não sabe filmar, editar, escrever um guião para televisão ou sequer fazer de árvore no teatro da escola. Tudo muito previsível - até o raio do assassino, a não ser que tivesse a usar botas com um palmo de salto, só poderia ser uma das personagens conhecidas dada a estatura -, tudo aos soluços na narrativa, tudo demasiado pateta e amador para ser levado com alguma emoção. Para a segunda temporada não me apanham; até porque já só faltam uns mesinhos para a estreia de terceira temporada de "Scream" e, mesmo sem ter feito nada por isso, essa parece-me agora uma muito melhor opção no género.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Because maybe I'm good

domingo, novembro 12, 2017

Don’t believe the sales - DVDs are thriving!

"According to the accountants’ ledgers, DVDs are dying. Sales of those shiny discs, along with their shinier sibling the Blu-ray, amounted to £894 million last year, which is almost a fifth lower than in 2015 and less than half of what was achieved a decade ago. And last week we finally said goodbye to the postal DVD service Lovefilm, too. The explanation for this decline is the explanation for many modern declines: digital is taking over. Nowadays, downloads and streaming services make more money than the old physical formats. But accountants don’t know everything. From a different perspective, through the bloodshot eyes of a cinephile, DVDs are thriving — and they’re doing better in Britain than in most other countries. This success is measured in quality rather than quantity. A smallish band of homegrown distributors is working to make more films available in ever more wondrous editions. Labels such as Eureka’s Masters of Cinema, Arrow Video and Second Run are now familiar to movie fans all over the world. Strangely, the decline of physical media is helping to sustain these distributors. There was a time — sometimes referred to as ‘the Golden Age of DVD’ by weirdos like me, who have collected thousands of discs — when the big studios brought their archives to home-video wholesale. Digital streaming and downloads could be just as democratic as DVD — maybe more so. But they’re not there yet. (...) This will surely change. The accountants will make sure that digital delivers and, when they do, it will be a moment of joy for cinephiles, but also of sadness. Some boutique labels will find that their small niche within the entertainment industry has become too small to support them. Some major films — perhaps including Erich von Stroheim’s Greed (1924) — will never get the DVD releases they deserve. For now, however, this old format keeps on keeping on. The most legendary label of all, the Criterion Collection, has recently expanded into Britain from its home in New York. Others, such as Powerhouse Film’s Indicator series, are starting up for themselves. More items keep on being added to the list of amazing forthcoming releases: new restorations of Buster Keaton movies, a Sacha Guitry collection, The Colour of Pomegranates (1968) in high definition. If only all deaths were so full of life." [Spectator]

sábado, novembro 11, 2017

Dark Tower meets Disney

sexta-feira, novembro 10, 2017

The Big Sick (2017)

Abro o Citador. Um gesto tão simples quanto esta doce história de amor inspirada na vida do comediante paquistanês Kumail Nanjiani. E, com o mesmo ritmo calmo e tranquilo com que "Amor de Improviso" flui, deixo de agora em diante frases soltas por lá encontradas numa tentativa inocente de enobrecer alguns dos seus méritos. Porque a simplicidade é a consequência natural da elevação dos sentimentos, e amar é sofrer. Para evitares sofrer, não deves amar. Mas, dessa forma vais sofrer por não amar. Então, amar é sofrer, não amar é sofrer, sofrer é sofrer. Ser feliz é amar, ser feliz, então, é sofrer, mas sofrer torna-nos infelizes, então, para ser infeliz temos que amar, ou amar para sofrer, ou sofrer de demasiada felicidade - espero que estejas a perceber. Diz-me o Citador, esse espécime útil encontrado num lugar malvado - a internet - onde as pessoas detestam o "Forest Gump", que foi Woody Allen o autor desta divagação sobre o amor. Não haja dúvidas: se fosse paquistanês, este poderia também ser um dos seus filmes. Restam-me duas menções obrigatórias: Ray Romano e Holly Hunter. Como nos bons velhos tempos. O filme? Esse fica, não se sabe bem porquê nem como. Como o amor, aliás. E esta foi minha, porque o Citador, esse, já ficou para trás.

quinta-feira, novembro 09, 2017

Letterman & Depp

quarta-feira, novembro 08, 2017

Irritações de coleccionador

Capas e contracapas de DVDs nacionais onde só se encontra, nas letrinhas pequeninas, o ano de produção física do disco e não, também, o ano de estreia original do filme. Custava assim tanto fazer como se faz lá fora?

terça-feira, novembro 07, 2017

Shiuuu!

segunda-feira, novembro 06, 2017

The 100 (S4/2017)

A quarta temporada da série pós-apocalíptica da CW arranca mal - ao nível do atabalhoamento conceptual do ano anterior -, embala num ritmo frenético no último terço, qual drama portentoso de acção repleto de questões morais complexas, para finalmente terminar num misto de boas ideias, maus timings e péssimas decisões narrativas. Vamos por partes: um novo arco no espaço de algumas personagens e tudo o que leva ao processo de metamorfose de Octavia em "chefe maior" é fenomenalmente bem executado e pensado; mas quando esperávamos que tudo tivesse sido feito para dar material para uma nova temporada, eis que um salto temporal de seis anos mata dois arcos tão opostos - o caos tão diverso num bunker vs a solidão de meia dúzia no espaço - com tanto para explorar pela primeira vez. Em vez disso, eis que os cabecilhas por detrás de "The 100" carregam no botão de reset e lá vamos nós explorar os mesmíssimos temas pela enésima vez. Ao menos que a coisa volte ao nível da segunda temporada, sff.

domingo, novembro 05, 2017

Based on a true st... yeah right.

sábado, novembro 04, 2017

A blogosfera já era?

Impressão minha ou durante os últimos dois anos dezenas de blogues de cinema deixaram de ser actualizados numa base regular e constante? Corro a lista de blogues da barra lateral e encontro meia-dúzia activos - uma entrada de quando em vez não vale, bem como só estreias da semana, trailers ou copypaste de e-mails. Um blogue, para o ser, tem que ter personalidade própria, uma opinião vincada nas palavras que o enchem. Por isso, obrigado Miguel, José, Pedro, Hugo, Aníbal, João e malta do TVD por manterem a chama viva e o meu feed reader acalorado. Esqueci-me de algum? Posso andar desactualizado. É favor usarem a caixa de comentários - se ainda souberem como.

sexta-feira, novembro 03, 2017

quinta-feira, novembro 02, 2017

Jigsaw (2017)

John Kramer teima em morrer. Ou não, afinal não. Esperem, estou todo baralhado. Ok, é esse o objectivo, got it. A dupla alemã de irmãos gémeos que nos trouxe "Daybreakers" e "Predestination" aproveita a fama do franchise de terror mais lucrativo do novo milénio para encher os bolsos e oferecer um novo capítulo - o oitavo se não falhei as contas - tão desnecessário como inevitável. Ainda assim, uma ou outra manha que resulta no meio de muita previsibilidade e pouquinho gore, tudo para encerrar no já tão esperado twist final, imagem de marca da saga que, verdade seja dita, acaba por arrancar o filme da miséria e colocá-lo apenas na mediocridade. O que é um perigo, pois deixa muitas portas abertas para uma nona experiência, desta vez com o Jigsaw Kramer em espírito ou fantasma falante.

quarta-feira, novembro 01, 2017

Soderbergh Experience

"Soderbergh's latest project—an interactive smartphone app called Mosaic—required covering most of the walls in a Chelsea loft with color-coded cards and notes. The app contains a 7-plus-hour miniseries about a mysterious death, but because viewers have some agency over what order they watch it in and which characters' stories they follow, each scene—and the point at which it should be introduced—had to be meticulously planned so that no detail was revealed too late or too soon. The script for it is more than 500 pages long and was written after most of the story was laid out using all of those notecards. Soderbergh and his team have been working on it for years. Turns out it takes a lot of work to overhaul TV as we know it." [Wired]

terça-feira, outubro 31, 2017

Dark Octavia

segunda-feira, outubro 30, 2017

Posters Caseiros Vol.3

domingo, outubro 29, 2017

Narcos (S1/2015)

Conhecedor q.b. de muitas das histórias em torno de Pablo Escobar, foi com um misto de curiosidade e desconfiança que enfrentei este sucesso de massas da Netflix. Infelizmente, tudo somado, a desconfiança acabou por vencer a curiosidade. Ninguém nega o talento de Padilha como maestro, a forma harmoniosa como monta as imagens de arquivo com a ficção ou até a exploração de vários ângulos pouco conhecidos - principalmente por parte de quem o tentava capturar - na abordagem a uma vida profícua em excessos ora de vilão ora de anti-herói. Mas a verdade é que "Narcos" também parece arrancar já na décima nona temporada de uma personalidade que foi criada ao longo de muitas aventuras e desventuras completamente ignoradas aqui - do roubo de cemitérios, ao pequeno criminoso e sequestrador, às suas inúmeras viagens de avião para transporte de drogas, ao seu papel de mecenas do povo, construindo incontáveis centros de saúde e campos de futebol pelas aldeias onde acabaram por surgir alguns dos mais conhecidos jogadores colombianos, à lavagem de dinheiro através de um clube onde foi dono e presidente (matar um árbitro ou outro revelou-se um passatempo que lhe valeu uma vitória na Copa Libertadores, a primeira da história das equipas colombianas), às jogatanas com a selecção colombiana na sua "catedral", etc. etc. etc. (e muitos, mesmo muitos mais etc. que foram ignorados ou esquecidos). E, por isto tudo, esta primeira temporada soube a muito pouco, quase uma espécie de Escobar resumido naqueles livros amarelos para quem não tem paciência para estudar para os exames. Para o que vem daí em diante, pouco sobra até à sua morte. Ainda assim, no meio daquele sotaque duvidoso mas olhar convincente de Wagner Moura, não há como deixar as coisas por aqui. Mesmo que o melhor a fazer fosse rever "The Two Escobars".

sábado, outubro 28, 2017

The Game para totós

sexta-feira, outubro 27, 2017

Tales from the making of "Mortal Kombat"

"For those of us with a soft spot for arcade games, punching, and special effects that don’t age well, New Line’s Mortal Kombat film from 1995 is a holy grail of sorts. It proved that movies based on video game franchises could actually be successful (sorry, Super Mario Bros.) and surprised everyone by staying the #1 movie in America for 3 straight weeks when it was released. Over 20 years later, Mortal Kombat has settled into it’s legacy as a movie can almost always be found randomly playing on some channel or another." [Pajiba]

quinta-feira, outubro 26, 2017

Hefner knew it all

quarta-feira, outubro 25, 2017

Cinemas NOS @ Mar Shopping Loulé


Não, não fui alvo de nenhuma acção de charme por parte da NOS para ir experimentar as suas novas salas de cinema no Algarve, localizadas no recentemente inaugurado Mar Shopping, em Loulé. Promovido como o primeiro complexo da Península Ibérica equipado totalmente com projectores laser 4K e ostentando os maiores ecrãs da região (240m2), o futuro chegou ao sul do país. Não, não falo dos Love Seats (cadeiras que permitem levantar os braços para que possa aconchegar a sua cara metade), mas sim, obviamente, da projecção laser, que não só permite uma melhor qualidade de imagem como uma longevidade dez vezes maior - segundo a garantia dos fabricantes - que os projectores tradicionais, bem como a vantagem de funcionar na perfeição imediatamente após ser ligado - sem precisar de "aquecer as cores". Juntemos a isso melhores consumos e melhores contrastes - nas imagens mais escuras, como a do intervalo em anexo, não se nota onde termina a imagem projectada e começa a tela - e sejam bem-vindos àquelas que poderiam muito bem ser as melhores salas do país. Não tivessem intervalos até em filmes de hora e meia de duração, pipocas a voar, telemóveis a apitar e malta no marmelanço, agora incentivados por cadeiras sem braços.