quinta-feira, abril 28, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E16

quarta-feira, abril 27, 2016

Special Correspondents (2016)

Uma ideia engraçada (roubada ao francês "Envoyes tres speciaux") transformada num filme sem rasgos nem chama, muito certinho e previsível, onde o humor e o estilo muito british e característico de Ricky Gervais - aqui também responsável pela realização - parece estar preso às amarras de Hollywood, restrito ao politicamente correcto e suficientemente estupidificado para o tradicional espectador que não tem paciência para uma piada que não seja óbvia. Uma oportunidade perdida para uma sátira relevante aos media/jornalismo dos nossos dias, mais uma montanha da Netflix que pare um rato insignificante - ainda tenho a última brincadeirinha do Bill Murray atravessada.

terça-feira, abril 26, 2016

segunda-feira, abril 25, 2016

I'm not bad, I'm just drawn that way

"Richard Williams, diretor de animação, comprometeu-se a quebrar as três regras de ouro neste tipo de misturadas fílmicas: moveu a câmara o máximo possível para que as animações não parecessem coladas a um fundo inanimado, usou a iluminação e os jogos de sombras para criar enormes contrastes e efeitos inovadores e pôs os personagens animados a interagir com objetos e pessoas o máximo possível. Como podem calcular, tinha tudo para dar merda - mas miraculosamente não deu." [Close-Up]

domingo, abril 24, 2016

Er ist wieder da (2015)

Que belíssima e inesperada surpresa. "Ele Está de Volta", disponibilizado recentemente na Netflix portuguesa, parte de um pressuposto tão simples quanto polémico e audacioso: e se Hitler, como que por magia, voltasse à Alemanha dos dias de hoje? Um país repleto de turcos, programas estranhos nas televisões, miúdos com camisolas do Cristiano Ronaldo e em que todos têm acesso a uma tecnologia fantástica chamada... Google. Uma nação que vê nele agora um comediante inofensivo (mas muito pertinente), sem se aperceber que se trata realmente do maléfico Fuhrer num plano brilhante para voltar ao poder usando a influência da televisão e dos mass media. Uma sátira tão deliciosa quanto impetuosa, que deambula entre um estilo Boratesco e um registo mediatizado/ficcionado do Mein Kampf, que num tom jocoso aborda uma mão cheia de problemáticas sociais e políticas que a Alemanha, em particular, e a União Europeia, em geral, enfrentam nos dias que correm. "Ele está no meio de nós", numa comédia séria como o diabo com um papelaço - muitas vezes improvisado - de Oliver Masucci, dois twists finais de categoria, homenagens artísticas a Leni Riefenstahl (a imagem que vem do céu e acaba em Berlim) ou "Der Untergang" (na sua mais famosa e replicada cena) e uma mensagem muito séria sobre o estado das sociedades e dos modelos governativos que julgamos irrepreensíveis. Duas cenas para dificilmente esquecer? Hitler a ser espancado por neo-nazis e a criação da sua conta de e-mail. O fim da picada? Quando Hitler dá cabo de um cão. Assim anda o mundo.

sábado, abril 23, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E15

sexta-feira, abril 22, 2016

E as maminhas Viklander?

quinta-feira, abril 21, 2016

Dúvidas Netflixeiras

Creio que ainda não foi necessário na Netflix nacional, mas é algo que, tal como acontece lá fora, será inevitável mais cedo ou mais tarde: o retirar de filmes/séries disponíveis na plataforma há muito tempo. A minha questão é: se tiver na nossa lista, somos avisados que o mesmo irá ficar indisponível a partir de dia X? É que já devolvi muita coisa ao Sr. Joaquim devido à Netflix e tenho medo de ficar pendurado.

quarta-feira, abril 20, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E14

terça-feira, abril 19, 2016

Walter White meets Pablo Escobar

segunda-feira, abril 18, 2016

Spoiler: ele acaba na Rússia

domingo, abril 17, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E13

sábado, abril 16, 2016

Suporta a minha teoria que Showgirls está a envelhecer bem!

"Showgirls já não é um filme de diálogo com... É um filme de imersão total em... É filme de gestos amplos, épicos: os bastidores dos shows de Las Vegas, onde se dão duelos de ambição e inveja entre coristas, são coreografados pela câmara como se ela varesse os grandes espaços, os grandes desertos. Vamos esquecer aquilo da ginecologia: o tits and ass, a crueza dos diálogos, o realismo hiperbolizado não escondem algo que se revela hoje (conseguimos ver isso mais nitidamente do que há 20 anos?), um outro e mais pungente fôlego: a fantasia, como se com Nomi - como se com a solidariedade com Nomi - Verhoeven a quisesse inscrever num essencial do maravilhoso americano de mitos e fábulas (Judy Garland a sonhar com Oz em O Feiticeiro de Oz, de Victor Fleming; Marilyn Monroe a falhar Hollywood & Vine em Bus Stop, de Joshua Logan/William Inge) e inscrever-se também ele na tradição daqueles europeus e americanos em Hollywood, que se chamaram Douglas Sirk, George Cukor ou Vincente Minnelli, que celebraram de forma apoteótica e estridente a América, logo incorporando a sua agonia, a sua destruição. Vamos libertar Nomi e Showgirls do "tão mau que é bom!". Um grande filme: Mea culpa, sim, guilty pleasure é que não." by Vasco Câmara, Abril 2016

by Vasco Câmara, Janeiro 1996

sexta-feira, abril 15, 2016

Business is War

quinta-feira, abril 14, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E12

quarta-feira, abril 13, 2016

Eisenberg is the new Woody

terça-feira, abril 12, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E11

segunda-feira, abril 11, 2016

Chuck Norris vs. Communism (2015)

Roménia, 1985. O regime comunista de Nicolae Ceaușescu dura há duas décadas. O povo romeno vive isolado culturalmente, privado da sua liberdade de expressão, controlado em todos os seus movimentos pela polícia secreta. A televisão nacional só passa propaganda comunista e socialista e a venda de leitores VHS está proibida. É neste contexto que vão nascer duas lendas clandestinas do povo romeno: Irina Nistor, a voz mais conhecida da Roménia, tendo dobrado sozinha todas as personagens de cerca de três mil filmes norte-americanos, e Teodor Zamfir, o homem que clandestinamente trouxe milhares de cassetes e leitores VHS para Bucareste, que contratou Irina e deu-lhe, na sua própria casa, todas as condições para executar as dobragens. Ela era a voz da liberdade e da esperança; ele, o responsável por todo um movimento underground que lhe transformou num dos homens mais ricos - chegou a ganhar, por dia, o equivalente ao preço médio de uma casa - e influentes da Roménia, depois de ter manipulado e subornado com cassetes gratuitas praticamente quase todas as forças de estado, da polícia secreta ao próprio filho de Ceausescu, que queriam desfrutar sigilosamente do cinema ocidental e que temiam que Zamfir os denunciasse caso fosse apanhado. Um belíssimo documentário, magnificamente estruturado do início ao fim, com direito a twist e tudo em relação a um dos trabalhadores de Zamfir e, obviamente, com um dos melhores títulos de sempre. Não só porque tem um sainete desgraçado, mas porque encaixa na perfeição com o desenrolar da obra da jovem Ilinca Calugareanu, que mostra como este mercado ilegal de cassetes e as consequentes noitadas clandestinas de cinema em casa dos amigos foram a primeira janela de um povo para um mundo até então desconhecido, repleto de carros modernos, casas majestosas e lojas cheias de comida. Didáctico a nível político e histórico, delicioso na forma como demonstra o poder do cinema.

domingo, abril 10, 2016

Man (& not men) at Work

sábado, abril 09, 2016

Broadchurch (S2/2015)

Cada plano, cada zoom de "Broadchurch" é dono e senhor de uma beleza rara, de uma competência técnica e artística singular. Melhor do que isso, a narrativa desta segunda temporada mantém-se tão ou mais interessante que o intrigante assassinato que deu corpo e fama - com direito a adaptação norte-americana quase instantânea - à série, dividindo as atenções entre o julgamento desse mesmo caso e a resolução de um mistério antigo que várias vezes tinha sido aflorado durante o ano de estreia. Sem querer estragar pitada das voltas e reviravoltas que Chris Chibnall tão bem preparou, sobra o gáudio de saborear a vitória de uma comunidade unida sobre um sistema legal falido. Recomendado sem qualquer hesitação, mas reticente para o que vão "inventar" agora para a terceira temporada, quase de certeza centrado na dupla de advogadas e não em Hardy e Miller como até agora nos habituámos.

sexta-feira, abril 08, 2016

Muita, muita pinta.

quinta-feira, abril 07, 2016

quarta-feira, abril 06, 2016

The Walking Dead (S6/2015)

Já cansa. "The Walking Dead" tornou-se oficialmente aquela série que passa o tempo todo a encher chouriços que não dão em nada, para depois chocar e intrigar em três ou quatro cenas finais. O pior de tudo? Um gajo não consegue largar isto, mesmo que adormeça a meio de vários episódios ao longo do ano. Os walkers já deram o que tinham a dar - por mim podiam já arranjar uma tanga qualquer para eliminá-los a todos do planeta e deixar a série fluir noutras direcções -, pelo que resta focar e explorar as dimensões e os confrontos humanos. Quem levou com a Lucille? O que vai dar este Negan? Onde andam os triliões de carros que bloqueavam as estradas nas temporadas iniciais? Quando vamos sair das porras das terrinhas e voltar para as grandes cidades? O tempo dirá. E, por mais que um gajo arqueie a sobrancelha, vai continuar com estes zarolhos o tempo que for preciso até o Rick ser eleito Presidente dos EUA. Ou ser assassinado pelo filho, tanto dá.

terça-feira, abril 05, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E10