Blockbuster diz adeus a Portugal


"A Blockbuster Portugal iniciou um processo de insolvência devido a quebras sucessivas na sua faturação, anunciou a Associação do Comércio Audiovisual de Portugal (ACAPOR), que responsabiliza a pirataria pelo declínio dos clubes de vídeo. A Blockbuster teve "decréscimos sucessivos na sua faturação que atingiram os 60 por cento e, só no último ano, uns impressionantes 20 por cento", salienta a ACAPOR em comunicado. Em causa, adianta a mesma associação, estão mais de cem postos de trabalho. (...) A ACAPOR atribui culpas à pirataria e acusa as autoridades de "não saberem cuidar dos investimentos dos particulares, deixando-os à mercê de roubos descarados e despudorados". "A pirataria online é crime e provoca vítimas reais", refere a associação do sector, salientando que "a inércia existente no combate ao 'download' ilegal é vergonhosa"." [F]

Comentário do leitor Bruno Galrito ao artigo:

"Além da pirataria, talvez o "Meo", a "Zon" e os dvds a 1,5€ nos hipermercados tenham uma palavra a dizer. O que é certo é que também os videoclubes não desenvolveram uma estratégia de criar valor acrescentado ao seu negócio, de forma a não perderem e a fidelizarem clientes. Nem só de blockbusters podem viver os videoclubes, também há o cinema de animação, o cinema europeu, etc. apesar de muitos videoclubes não darem por isso. Só para rematar, um bom exemplo é a industria dos videojogos, que apesar da pirataria, que também ai existe, não andam por ai aos "caidos"."

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:35 0 Comentários  

Premiere muda de director


José Vieira Mendes já não faz parte da direcção da portuguesa Premiere, sendo que o seu substituto ainda não foi anunciado. Espero honestamente que não seja o primeiro passo para o fim da revista mas sim o passo que faltava para uma nova linha editorial, que aposta no talento enorme daqueles que habitam na ficha técnica e não nas traduções habituais dos artigos e entrevistas que vêm lá de fora. Gostava que o jovem Francisco Toscano Silva, actual chefe de redacção e quase sempre o único português com artigos de fundo na revista, ficasse com o cargo, apesar de não o conhecer pessoalmente ou profissionalmente. Acredito que fosse apostar nos seus colegas de redacção enquanto autores e não enquanto tradutores. Assim espero, pelo bem do cinema e dos cinéfilos portugueses.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:46 0 Comentários  

24 vai mesmo para o cinema


Segundo o Hollywood Insider, o guionista de "State of Play" já está a trabalhar na adaptação das torturas do mítico Jack Bauer ao grande ecrã. O que provavelmente significará que a temporada actualmente em exibição nos Estados Unidos da América será mesmo a última da série da FOX.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:14 1 Comentários  

Squirrel!

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 09:30 1 Comentários  

Take - Segundo Aniversário


Hoje, dia 8 de Fevereiro, a Take Cinema Magazine completa dois anos de vida. Não me alongo muito sobre este acontecimento, pois na próxima edição lanço um artigo dedicado a este mesmo aniversário, onde muitos segredos sobre a organização da revista serão revelados e outros tantos assuntos tabu abordados. Agora, neste dia tão especial, importa sim comemorar com os fãs e leitores, dando-lhes hipótese de receberem um pacote de prémios único, com cartazes de filmes Take, DVDs e Merchandising. Para tal, basta ser o mais original a provar que é o maior fã da Take. Seja vídeo, montagem, fotografia, desenho, frase ou o que raio se lembrar de fazer, tudo vale para ser o mais criativo e original. Segue o regulamento.


REGULAMENTO

- Passatempo exclusivo para assinantes da newsletter Take;

- Só serão consideradas as participações que contenham todos os dados solicitados: Nome, BI, telefone ou telemóvel, morada completa;

- Os packs são compostos por:
. Pack DVDs: 13 títulos ('Séraphine', 'Tetro', 'Houdini - O Último Grande Mágico', 'Passageiros', 'O Comboio das 3 e 10', 'Uma História de Violência', 'O Ilusionista', 'Boa Noite e Boa Sorte', 'Pecados Íntimos', 'As Teias do Crime', 'Caçadores de Vampiras Lésbicas', 'O Dia da Saia', 'Taking Woodstock')
. Pack Merchandise: 5 artigos (camisola 'Transformers 2', porta chaves/lanterna G.I.Joe, Carregador de emergência para telemóvel 'G.I.Joe', bloco 'Star Trek, GI Joe, Monstros vs Aliens, Transformers 2', garrafa térmica 'Sexta-feira 13' )
. Pack Posters - 10 posters ('Avatar', 'Destruir Depois de Ler', 'Moon', 'Ensaio Sobre a Cegueira', 'Milk', 'Max Payne', 'Deixa-me Entrar', 'X-Men Origens: Wolverine', 'O Golpe de Baker Street', 'Os Limites do Controlo');

- Serão premiadas as 10 participações mais criativas, sendo os prémios distribuídos da seguinte forma:
1º e 2º classificados: 1 Pack DVDs + 1 Pack Merchandise + 1 Pack Posters;
3º, 4º e 5º classificados: 1 Pack DVDs + 1 Pack Merchandise;
6º ao 10º classificados: 1 Pack Merchandise;

- O passatempo termina dia 28 de Fevereiro.

- Os premiados serão informados via e-mail ou SMS e a lista será publicada em http://www.facebook.com/take.com.pt

- Os dados fornecidos são exclusivamente para uso da Take - cinema magazine, não sendo estes divulgados a terceiros.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 10:29 3 Comentários  

Afinal, Megan Fox vem mesmo ao Fantasporto


A "falsa" notícia que surgiu de uma confusão com o título de uma nota de imprensa foi rapidamente desmentida pela organização do Fantasporto, quando contactada por um jornalista. Mas a verdade é que Megan Fox vem mesmo a Portugal e vai ficar hospedada aqui em casa por uns dias. Se duvidam, façam deste post notícia pela internet fora e contactem-me posteriormente para um desmentido.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 00:23 1 Comentários  

She's Out of My League Trailer


Já não lanço um desafio aos leitores neste blogue há vários meses, pelo que aqui vai um: quem tenta adivinhar qual o título nacional que será dado a "She's Out of My League"? I'll go first: "Ela é Demais para Mim".

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:43 4 Comentários  

Candidata a tagline do ano



Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:36 0 Comentários  

2008 em Revista


Ano de Heróis

2008 será para sempre lembrado como o ano em que Barack Hussein Obama, batalha após batalha, ganhou a guerra por uma mudança que parecia condenada. Talvez inspirado pela ousadia deste Homem invulgar e apaixonante, ícone de esperança de um país e de um planeta, no que toca ao Cinema 2008 foi o ano de outros heróis, os dos livros aos quadradinhos e das bandas desenhadas. Creio que não será escandaloso dizer que grande parte da culpa deste rótulo deve-se ao sucesso estrondoso de um só filme: o sublime “O Cavaleiro das Trevas”, que caíu que nem uma verdadeira bomba atómica nas bilheteiras de todo o mundo. Com mais de quinhentos milhões de dólares domésticos e outros tantos internacionais, o épico de Christopher Nolan conseguiu ainda ser aplaudido de pé por grande parte dos mais exigentes críticos da indústria, bem como pelo público que via no original de Tim Burton uma obra insuperável na história da personagem de Gotham City. Como se tudo isto não bastasse, a morte prematura de Heath Ledger, um fantasmagórico Joker, elevou o hype do blockbuster a níveis de histeria e antecipação nunca antes vistos. Com razão, como viria a ser provado.

Mas não é apenas a aventura na escura Cidade de Gotham e as diabruras quase circenses de Joker que ajudaram a elevar, uma vez mais, os super-heróis para a ribalta: também “Homem de Ferro”, resultado da cooperação entre a Marvel e a Paramount triunfou na box-office, tendo sido a quinta fita mais lucrativa desse ano. Dentro da armadura, Robert Downey Jr., uma das figuras desta década, ao ressuscitar de uma vez por todas para o cinema depois de uma geração de problemas relacionados com drogas e álcool. “Tempestade Tropical”, estreado algumas semanas depois da aventura da Marvel, deu a estocada final em qualquer dúvida: com uma interpretação memorável, digna de um carimbo de culto, Downey foi nomeado a vários galardões e iniciou um ciclo vitorioso que promete continuar nos próximos anos. Por fim, mas talvez não tão consensuais como os já citados, 2008 foi também o ano de “O Incrível Hulk” de Edward Norton, de “Procurado” com Angelina Jolie ou da sequela de Guillermo del Toro, “Hellboy II: O Exército Dourado”. Sem esquecer a quarta produção mais lucrativa desse ano: “Hancock”, um super-herói preguiçoso e desleixado criado propositadamente para o cinema.

Animação Esmaga Regressos

Na animação, uma obra destacou-se - como foi hábito em quase todos os outros anos desta década - de todas as outras: “Wall.E”, da Pixar, conquistou o coração de miúdos e graúdos, arrecadando vários prémios importantes. Mesmo assim, o pequeno robot lucrou menos cento e trinta milhões de dólares do que “O Panda do Kung Fu”, terceiro na box-office mundial de 2008. “Madagáscar 2” e “Horton e o Mundo dos Quem” completam as referências do quadrante artístico mais rentável da indústria neste ano. Os regressos em forma de sequela, esses, desiludiram em toda a linha. Das mais promissoras – “Quantum of Solace” ou “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” – à mais esperada desilusão – “A Múmia: O Túmulo do Imperador Dragão”, todas acabaram por decepcionar até os mais fervorosos admiradores. Exemplo claro foi “Ficheiros Secretos: Quero Acreditar”, assobiado pelos fãs e abandonado nas salas de cinema pelo grande público logo à partida. No entanto, dentro deste escalão de adaptações televisivas para a grande tela, houve algumas surpresas que corresponderam às mais honestas expectativas de quem seguia o produto original: “Sexo e a Cidade” e “Get Smart – Olho Vivo” arrecadaram milhões e garantiram o aval público para novos capítulos.

Cem Anos de Oliveira

Na edição de 2008 dos prémios mais conceituados da indústria cinematográfica a nível planetário, os irmãos Coen foram os grandes vencedores, arrecadando com “Este País Não É Para Velhos” as mais importantes estatuetas da Academia Norte-Americana. Cerimónia histórica esta – a octogésima - que ficou marcada positivamente pela apresentação memorável de Jon Stewart, bem como pela internacionalização dos galardoados: nenhum dos quatro vencedores nas categorias de representação era norte-americano. No entanto, discursos de vitória insonsos como nunca se havia visto deixaram saudades da ousadia e da emoção de outras conquistas. Por falar em insonso, que dizer do regresso da dupla Robert De Niro e Al Pacino, em “A Dupla Face da Lei”? Dois monstros que parecem afundar-se com a idade, ao contrário do nosso muito querido Manuel de Oliveira, o mais internacional de todos os cineastas portugueses, que comemorou cem anos de idade e continua, século após século, a brindar o cinema português e europeu com uma energia revigorante.

Despedidas Inesperadas

Provavelmente nenhum outro ano desta década que agora terminou deixou os estúdios de todo o mundo sem algumas das suas mais brilhantes estrelas. Em Janeiro, a morte inesperada do jovem Heath Ledger, com apenas vinte e oito anos de idade, resultado de uma mistura abusiva de soporíferos com vários outros medicamentos. Em Fevereiro, Roy Scheider, actor em voga na década de setenta, guardado para sempre na memória dos cinéfilos pelo seu papel em “Jaws”, que ajudou a catapultar Spielberg para a elite de Hollywood. Em Março seria a vez de Anthony Minghella, realizador britânico galardoado pelo seu trabalho em “The English Patient”, que não resistiu a algumas complicações que surgiram após uma simples operação à garganta. Já em Abril, foi a vez de Charlton Heston, herói de épicos como “Ben-Hur” – pelo qual ganhou o Óscar de Melhor Actor -, “El Cid”, “Planet of the Apes” e “The Ten Commandments”, onde interpretou o papel de Moisés. Amado pelo seu talento diante as câmaras, odiado muitas vezes pela forma apaixonada pela qual defendia o uso de armas nos Estados Unidos da América, Heston era um dos actores da indústria com mais fortes crenças republicanas e conservadoras. O oscarizado Sydney Pollack em Maio, o mestre dos efeitos especiais Stan Winston e o polémico humorista George Carlin em Junho e o divertido Bernie Mac em Agosto agravaram o registo de um ano de despedidas, que não descansou enquanto não levou consigo os olhos azuis mais bonitos e venerados da história do cinema: os de Paul Newman. Mais do que um actor com cinco décadas de uma carreira brilhante em Hollywood, onde marcou mais do que uma geração com o seu talento, Newman será para sempre relembrado como um dos mais notáveis filantropos norte-americanos, tendo doado durante a sua vida mais de 250 milhões de dólares a instituições de caridade. Homem como poucos, marido afável e fiel, protagonista de um dos casamentos mais longos da história de Hollywood com Joanne Woodward, Newman jamais será esquecido por todos aqueles que salvou da droga e da miséria, pelos cinéfilos que apaixonou com as suas interpretações enquanto “saco de pancada” e por todas as teenagers que morreram de amores pelos seus lindos olhos azuis, ainda para mais sobrevivendo a épocas conturbadas onde os ídolos e ícones de beleza das multidões acabavam sempre por trilhar o mesmo caminho: o da auto-destruição.

O Mundo vê a Take Nascer

No ano em que Barack Obama foi eleito o primeiro presidente norte-americano de origem africana, batendo os republicanos com 338 votos eleitorais contra os 161 de McCain, em que Cristiano Ronaldo ganhou a Bola de Ouro da revista France Football, em que Manuel de Oliveira festejou cem anos de idade, em que Nelson Évora conquistou uma medalha de ouro olímpica para Portugal, em que foi proclamada a República no Nepal, pondo fim a 240 anos da única monarquia hindu no mundo, em que o Urso Polar passou a ser considerado um animal em vias de extinção, em que um tremor de terra com uma magnitude de 7.9 tirou a vida a 68 mil pessoas na China, em que o ciclone Nargis devastou a Birmânia, matando mais de 130 mil pessoas, em que cerca de 100 mil professores de todo o país manifestaram-se em Lisboa contra a política da educação do governo português, em que Fidel Castro demitiu-se do cargo de Presidente de Cuba, após 49 anos no poder, e em que a greve dos guionistas de Hollywood finalmente acabou, após quatro meses de reivindicações que custaram mais de dois biliões de dólares à indústria cinematográfica norte-americana, nada disto estaria aqui relembrado nestas linhas se no dia 8 de Fevereiro de 2008 uma nova revista de cinema em Portugal não tivesse nascido. Sobre a batuta de um maestro todo-o-terreno, uma equipa jovem e dinâmica traz desde aí todos os meses uma revista de cinema em estado puro, em bom português, ao acesso de todos, sem elitismos ou influências externas e totalmente original nos seus conteúdos. Tudo sem um único centavo envolvido nos dois lados da barricada. Que ano verá a Take extinguir-se? Não sabemos, mas aconteça o que acontecer, a Take Cinema Magazine ficará para sempre na História. De 2008 e, esperemos, desta nova década.

NDR: Artigo publicado na edição 21 da Take Cinema Magazine.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 12:15 0 Comentários  

Desejos para os Óscares

Que Tarantino e os seus bastardos levem tudo para casa. O resto são peanuts.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:26 1 Comentários  

Christopher Reeve Superman Statue


"Though the price has not been announced, the rumor is that it will be in the $2000 price range. Open for pre-orders in February/March. Limited in production to 1,000 units worldwide. The statue is "constructed of polyurethane composite with realistic silicon skin and individually punched with real human hair." [F]

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 14:47 0 Comentários  

Epic Misney

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 14:39 0 Comentários  

V Globos de Prata CN - Actor e Actriz Secundários


"O oficial nazi Hans Landa, "caçador de judeus", é, simplesmente, a melhor personagem que Tarantino já criou - e, sim, estou a contar com o mercenário religioso de Samuel L. Jackson em "Pulp Fiction". O texto que o argumento lhe dá é grandioso, mas Waltz dá uma dimensão estrondosa a Landa, numa interpretação hipnótica e fervilhante de detalhes: cada pausa, cada mudança no olhar, cada gesto, cada palavra - raios, cada músculo, por pequeno que seja, que Christoph Waltz põe ao serviço desta criatura tão afável e educada quanto abjecta e mortífera, faz do Coronel Landa uma figura para a História do Cinema e, se houver justiça neste mundo, fará de Waltz uma das maiores e mais requisitadas estrelas do cinema mundial. Ele merece, e de que maneira." [Nuno Markl]

Trivialidade: Christoph Waltz sucede a Robert Downey Jr., vencedor da passada edição dos Globos de Prata CN nesta categoria.


"Kate Winslet tem aqui [Revoutionary Road] uma das suas melhores interpretações de sempre (...) Winslet demonstra um tremendo à-vontade e desculpem-me os anti-tabagistas, mas as cenas em que a protagonista fuma um cigarro são de extrema sensualidade. O dramatismo que consegue imprimir a April Wheeler confirma Kate Winslet como uma das mais versáteis actrizes da actualidade." [Tiago Ramos]

Trivialidade: Kate Winslet sucede a Amy Ryan, vencedor da passada edição dos Globos de Prata CN nesta categoria.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 11:10 2 Comentários  

Lost: The Final Season

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 10:52 0 Comentários  

2012 (2009)

Segundo o calendário da civilização Maia, a vida no planeta Terra acaba no dia 21 de Dezembro do ano de 2012 – isto, claro, se associarmos o fim do calendário ao fim do planeta. Mito? Esperamos todos que sim, obviamente, mas para o alemão Roland Emmerich esta é apenas mais uma oportunidade de ouro para fazer o que sabe como poucos outros: filmes sobre catástrofes ao nível planetário. Não haja dúvidas: Emmerich, quer goste-se ou não do seu estilo, é o pai dos assim chamados “Disaster Movies” – sendo que o já falecido Irwin Allen será o avô. Obras como “Independence Day”, “The Day After Tomorrow”, “Godzilla” ou o mais recente “10,000 BC” provam que o talento e a capacidade do realizador alemão para mostrar o impossível não tem limites.

Daí que não seja de estranhar que na guerra dos estúdios pela compra dos direitos do filme, a Sony – detentora da Columbia – não tenha hesitado em oferecer a Emmerich um orçamento de 200 milhões de dólares. E que mensagem é transmitida ao realizador alemão com esta disponibilidade financeira? Quanto mais houver para gastar, menor a necessidade de focar o espectador numa narrativa dramática consistente e, porque não, coerente. Interessa sim agradar ao olho e ao sentido de espectáculo de modo a que a promoção do filme não passe uma ideia errada ao grande público, devorador de toda e qualquer catástrofe no grande ecrã. De miúdos a graúdos, de ocidentais a orientais, são poucos os que resistem a um blockbuster que destrói a Casa Branca em poucos segundos ou que mostra no seu trailer cidades inteiras a serem engolidas pelo mar. E neste sentido, “2012” triunfou categoricamente, como se pode confirmar pelos resultados de bilheteira a nível nacional e internacional.

Depois há ainda uma trivial história de amor, onde John Cusack é o homem banal que se transforma em herói para salvar os filhos e a mulher que ama. De carros a atravessarem prédios em queda a aviões a levantarem voo em condições impossíveis, nada importa quando o modo “salve-se quem puder” está activado. E em “2012”, o acelerador está encostado ao fundo praticamente desde o primeiro minuto. A nível interpretativo, destaque evidente para os secundários Woody Harrelson e Chiwetel Ejiofor e ainda para Amanda Peet, que personagem vazia após personagem vazia continua a dar provas que tem tudo o que precisa para triunfar com um grande realizador e uma personagem forte – como foi o caso na série televisiva “Studio 60 on the Sunset Strip”. O futuro, no entanto, parece continuar suspenso para a talentosa actriz. Em suma, “2012” é um cocktail pirotécnico que leva a capacidade de uma sala de cinema ao seu limite, mas não a inteligência e os sentimentos do espectador. Ou seja, nada mais do que se estava à espera.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 00:15 2 Comentários  

Poesia sobre rodas

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 03:33 0 Comentários  

2006 em Revista


Pesadelos

2006. Cinematograficamente, alguns chamaram-lhe o “ano dos pesadelos”. A morte (“Voo 93” ou “World Trade Center”), a guerra (“As Bandeiras dos Nossos Pais” e “Cartas de Iwo Jima”, ambos realizados por Clint Eastwood) e outros temas escuros e sombrios marcaram muitos dos filmes de principal relevo no panorama internacional, tanto ao nível da bilheteira como dos galardões. Fora do grande ecrã, a escuridão imperou também: milhares de soldados americanos e europeus perderam a vida na Guerra do Iraque e dezenas de milhares de cidadãos iraquianos também não sobreviveram para ver Saddam Hussein ser condenado a uma morte por enforcamento, imagens que não deixaram de chocar os quatro cantos do mundo, apesar de se tratar de um ditador com a corda ao pescoço. E porque provavelmente este será o mais negro parágrafo da história desta revista, aproveito desde já para enclausurar nele e não noutro uma referência aos tristes falecimentos de dois grandes ícones ligados ao cinema e à televisão: Robert Altman, o realizador de obras intemporais como “M*A*S*H”, “Nashville” ou “The Player” e Peter Boyle, um actor versátil como poucos, que conquistou o seu lugar ao sol enquanto monstro de Frankenstein e o coração de milhões enquanto pai de Ray Romano na série “Everybody Loves Raymond”. Aaron Spelling, Shelley Winters, James Brown, Joseph Barbera e Jack Palance foram algumas outras estrelas ligadas à indústria do entretenimento que nos abandonaram em 2006.

Gargalhadas

Mas deixemo-nos de tristezas, até porque estas não pagam dívidas e o sétimo ano da primeira década deste terceiro milénio proporcionou-nos também gargalhadas inesquecíveis. À cabeça está, sem margem para dúvidas, o chocante “Borat: Aprender Cultura da América Para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão”, um falso e provocatório documentário que nos deixa a pensar como é que é possível que o ser humano, por mais informado e educado que seja, possa por vezes ser tão simplório e ignorante. Moralmente incorrecto e irresponsável tanto religiosa como etnicamente, o cazaque Borat Sagdiyev ou, melhor dizendo, o britânico Sacha Baron Cohen entendeu melhor que ninguém que a própria realidade é o melhor suporte para qualquer comédia. A um nível completamente diferente, o independente “Little Miss Sunshine” conquistou plateias e nomeações com as divertidas aventuras de uma família disfuncional que procura o sonho americano. Com um elenco fantástico e interpretações geniais de actores como Alan Arkin ou Steve Carrell, “Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos” é, além de uma comédia divertida, uma lição sobre a importância, a função e o valor da família. Os Hoover vivem à beira da implosão como família, mas acabam por encontrar em si mesmos o apoio para lidar com a incerteza da vida. Por fim, impossível não falar de “Scoop”, uma deliciosa comédia ligeira de Woody Allen, um cineasta sumptuoso cujo humor tem tanto de culto como de desesperado. Em “Scoop”, a despreocupada ansiedade sobre a vida e a morte espelhada em cada diálogo mostra-nos um Allen pecaminosamente inteligente. E como diz o nova-iorquino a certa altura no seu filme, “se todos tivessem o meu sentido de humor, o mundo não estava assim”. Alguém tem dúvidas?

Regressos

Em 2006, duas personagens míticas da história do cinema voltaram a brilhar no escuro das salas de cinema de todo o planeta. Primeiro foi Bond, James Bond, que apareceu perante os fanáticos da saga como nunca nenhum deles o tinha imaginado. Em “Casino Royale”, uma fita do já experimentado na personagem Martin Campbell, o mais famoso espião inglês é aparentemente insensível, extremamente cínico, glacial, intenso, lacónico e robusto, bastante robusto. Além de tudo isto, é louro. Craig, Daniel Craig, foi talvez a mais controversa escolha de casting desta década, mas a verdade é que não houve um único crítico da sua escolha que não ficasse rendido à sua interpretação. Uma reeinvenção histórica que humanizou a desgastada personagem e conferiu à saga uma lufada de ar fresco. Com este Bond, nunca mais haverá amor sem dor. Depois, e naquela que provavelmente terá sido a sua última aparição cinematográfica, eis que voltou aos ringues “Rocky Balboa”, na sua melhor forma desde que o filme original foi laureado com vários Óscares, entre eles o de Melhor Filme. Neste sexto capítulo, Stallone esbanja uma vida perante os nossos olhos. Repleto de coração e sensibilidade, “Rocky Balboa” não é um filme de boxe, mas sim um impulso auto-retratista, de um repentismo entusiasmante, instigado pela solidão, e que vem, de certa forma, pedir “desculpa” por todas as sequelas que, apesar de cativantes, arruinaram por demasiadas vezes o próprio espiríto e lema do lutador: “You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't how hard you hit; it's about how hard you can get hit, and keep moving forward”.

300 Piratas num Avião

Seria impensável orquestrar um ano em revista sem mencionar a obra de maior sucesso a nível comercial desse mesmo ano. Em 2006, essa sorte calhou ao filme intermédio da trilogia de Jack Sparrow, esse pirata insolente que deu um novo ânimo à sua classe, quase sempre tão mal tratada num ecrã de cinema. “Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto” destronou por mais de duzentos milhões de dólares o segundo mais visto do ano nos Estados Unidos da América (“À Noite, no Museu”) e deu azo a muitas paixonetas adolescentes por um homem cujo talento valeu-lhe três nomeações para Melhor Actor nesta década, mas ainda nenhuma estatueta dourada. Falamos, claro, de Johnny Depp. Já a nível global, o inevitável “The Da Vinci Code”, de Ron Howard, foi aquele que mais gente levou a uma sala de cinema. Infelizmente, o resultado da adaptação cinematográfica foi unânime: comprem o livro. Não tão rentável mas também um verdadeiro deleite a vários níveis, foi em 2006 que “300” espartanos comandados por Leónidas assaltaram o mundo de forma avassaladora, num combate neo-épico abarrotado de violência, estilo e atitude em alta resolução. E porque a internet e as tecnologias associadas marcam também elas esta década, é importante não esquecer o verdadeiro vírus cinematográfico que cresceu do nada e transformou-se num monstro através da difusão de vídeos, cartazes, imagens e websites criados por fãs de um conceito: o de um avião repleto de cobras em pleno voo. E assim, como num sopro de magia, aparecia “Snakes on a Plane”, definitivamente o melhor pior filme do ano, líder de pesquisas cinematográficas no Google durante vários meses.

Scorsese, Nolan e Jackman

2006 poderá não ter sido o ano da melhor colheita da década, mas certamente esteve longe de ser uma das piores. Entre as estreias do ano mais aplaudidas tanto pela crítica como pelo público esteve “The Departed”, remake de Martin Scorsese do filme homónimo asiático lançado alguns anos antes. Com um forte elenco – Jack Nicholson, Matt Damon e Leonardo DiCaprio, apenas para citar alguns -, “Entre Inimigos” conquistou na cerimónia realizada no Kodak Theatre no ano seguinte o prémio mais desejado na indústria. Nessa mesma cerimónia, um dos outros nomeados foi “A Rainha”, do britânico Stephen Frears, que acima de tudo destacou-se por uma fantástica interpretação da monarca mãe de Inglaterra de Helen Mirren, muito justamente premiada por esse mesmo desempenho. Mais discretos, “Os Filhos do Homem” e “O Terceiro Passo” conquistaram as audiências com narrativas originais e inteligentes e realizações soberbas. A primeira do mexicano Alfonso Cuarón, que provoca um debate sobre o futuro da humanidade suportado numa mescla de ingredientes como a morte, a ciência, o racismo e o amor. A segunda de um dos realizadores mais marcantes desta década, o “jovem” Christopher Nolan, que oferece um guião dividido, tal como um truque de magia, em três passos. No início, somos presenteados com algo que se parece vulgar mas não o é. De seguida, ludibriados com uma actuação fantástica que torna extraordinário o banal. Por fim, e tal como obedece o mágico terceiro passo, o clímax, em que o efeito da ilusão é produzido e o espectador finalmente bate palmas. Entretenimento portentoso, “O Terceiro Passo” esteve quase a ser o melhor filme de Hugh Jackman em 2006. Não fosse...

O Último Capítulo

Poucas foram as palavras que consegui encontrar ao longo dos últimos anos para descrever “O Último Capítulo”, majestosa obra de amor e ficção científica de Darren Aronofsky. “Um filme tão luminescente como a própria vida”, disse alguém. “Capaz de nos levar às lágrimas”, comentou um colega de redacção aqui na Take. “Toca o impossível e proporciona uma autêntica odisseia dos sentidos, o despertar de novas sensações”, afirmou exacerbadamente um conceituado blogger. O mesmo que defendeu que “Transcendente” era “uma palavra demasiado frívola para descrever um filme que não tem precedentes”. E como que num pasmo filtrado, resumiu-se tudo a uma simples e pequena palavra: “imortal”. E assim, nas palavras dos outros, fica feita a homenagem a um dos raros monumentos nesta vida que, tantos anos depois, ainda nos deixa sem palavras para a descrever. Se ainda não o viu, do que é que está à espera?

NDR: Artigo publicado na edição 21 da Take Cinema Magazine.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 00:14 1 Comentários  

A new way to look at it...

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 19:16 2 Comentários  

Take 21 - Janeiro 2010 / Dezembro 2009


A Vida Não É um Sonho

Os seguidores mais fiéis da nossa revista certamente deram pela falta desta no ultimo mês da década passada. Antes de qualquer justificação pela ausência, ficam as nossas mais sinceras desculpas pelo hiato, mas – e agora sim, a justificação - num mês de festividades familiares e de uma ousada tentativa de fazer um especial sobre os últimos dez anos de cinema – e que apresentamos agora nesta edição -, preferimos jogar pelo seguro e garantir que nada faltava a uma Take que, desde que começou a ser planeada há muitos meses atrás, entendíamos ter tudo para ser memorável. Assim, e numa votação entre todos os colaboradores da revista que certamente não conseguirá agradar a gregos e a troianos, elegemos os dez melhores filmes da primeira década deste milénio, bem como alguns momentos e personalidades que a marcaram. E para não misturar alhos com bugalhos, deixamos as listas anuais habituais para o próximo número, também ele histórico, pois assinalará os primeiros dois anos de existência deste projecto que tantas esperanças, alegrias e desilusões já causaram aos seus intervenientes. Mas essas ficam para o próximo editorial.

Como já deve ter percebido pela nossa capa, o díptico Kill Bill de Quentin Tarantino foi eleito a obra da década para a equipa da Take. Uma equipa que, independentemente das suas preferências cinéfilas, continua a escrever unicamente por paixão ao cinema e dedicação incansável a uma causa que insiste em perseguir o seu caminho. A entrar em 2010, agradeço-lhes as centenas de milhares de caracteres que, edição após edição, encheram estas páginas durante 2009. Aos nossos também fantásticos leitores, peço-lhes que continuem a incentivar esta publicação de todas as formas possíveis e imaginárias: do simples feedback, à critica construtiva, tudo o que seja inesperado é bem-vindo e motiva-nos. Porque o futuro da Take já deixou de estar nas nossas mãos há muito tempo: são vocês que podem influenciar quem de direito. Façam petições, criem causas no Facebook, tatuem o nosso logo no vosso corpo e entrem sem roupa num campo de futebol. Tudo vale para nos motivar e para levar a Take a um melhor porto. Seja ele em papel ou online.

http://take.com.pt/

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:49 1 Comentários  

V Globos de Prata CN - Cartaz


Trivialidade: Blue Gold sucede a Funny Games, vencedor da passada edição dos Globos de Prata CN nesta categoria.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:43 0 Comentários  

Para quando mais Conan?

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:31 0 Comentários  

I have come here to chew bubblegum and kick ass... and I'm all out of bubblegum

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 23:12 0 Comentários  

Desafio: Andre Agassi


"Não sei como, ele falha o vólei fácil. A bola bate na rede e assim, depois de 22 anos e 22 milhões de movimentos com a raqueta, sou o campeão de Wimbledon de 1992. Caio de joelhos. (…) Quando me levanto, Ivanisevic está ao meu lado. Abraça-me e diz de forma calorosa: "Parabéns". (…) Sorri, dirige-se para a sua cadeira e tapa a cabeça com uma toalha. Percebo as suas emoções melhor do que as minhas." [Artigo Público]

Andre Agassi foi um ídolo para milhões. Eu fui um dos jovens tenistas que o admirou como nenhum outro. Na final do Masters de Lisboa, contra Guga, o norte-americano perdeu - com um fairplay enorme, diga-se de passagem - e deixou-me desolado na bancada. Agora afastado do ténis, lançou a sua autobiografia e fez cair, tal como diz o Público, o mito de um grande desportista: das drogas ao seu ódio pelo ténis, Agassi não deixou nada de fora. A sua coragem, desta vez fora do campo, voltou a conquistar-me. E fez-me pensar nisto: para quando um filme sobre Agassi? E que actor para o interpretar? Assim de repente, Colin Farrell não me parece nada mal.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 18:58 2 Comentários  

I'm Andrew Shepard and I am the President

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 23:56 3 Comentários  

Barney sobre Rourke


"Sitting directly in front of this guy: Worried that he might try to fight me. What should I do?!?". Tweet de Neil Patrick Harris durante a edição da noite passada dos Globos de Ouro. Aquela que premiou "Pocahontas no Espaço" sobre os bastardos de Tarantino. Aquela que deu o prémio de melhor guião a Jason Reitman por um insonso "Nas Nuvens" em vez da mente brilhante e diálogos surreais de Quentin. Enfim, safou-se Waltz, Hall e a apresentação de Gervais. E eu que até costumo gostar tanto dos Globos.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 00:01 7 Comentários  

Vão ser aos sabres no Pavilhão Atlântico


"A Guerra das Estrelas" está de volta e mostra-se a 22 e 23 de Março no Pavilhão Atlântico, num espectáculo que promete muita pirotecnia, laser e luzes de ofuscar os fãs da saga. "Star Wars in Concert", promovido em Lisboa pela produtora Mandrake, renova o conceito da marca que não se esgota no cinema e que conquistou milhões de pessoas no Mundo inteiro. Enquanto no maior ecrã digital de sempre – com a altura de três andares – se projectam excertos dos seis filmes de George Lucas, uma orquestra, a Royal Philharmonic Concert Orchestra, interpreta as bandas sonoras da série, compostas por John Williams. Em palco, estará ainda Anthony Daniels, o actor de 63 anos que envergou a armadura robótica de C-3PO nos filmes e que fará a narração do espectáculo. [F]

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 09:24 0 Comentários  

As sequelas prosseguem, as sessões fotográficas não

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 00:29 0 Comentários  

V Globos de Prata CN - Filme do Ano para os Leitores


"Sacanas Sem Lei", de Quentin Tarantino, leva a estatueta que o ano passado foi conquistada por "O Cavaleiro das Trevas", de Christopher Nolan. Com um total de 624 votos - contra os 414 do ano passado -, esta votação dos leitores do blogue terá, como é costume desde que existe, um vencedor diferente do Globo de Prata para Melhor Filme deste que vos escreve. Mas será que este foi apenas o primeiro Globo do dia para os bastardos e para Tarantino? Espero que não. E fica o boletim de voto para mais logo.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 13:13 1 Comentários  

V Globos de Prata CN - Banda Sonora


Watchmen

"E é neste percurso circular e articulado de elementos mágicos, que chegamos à banda-sonora do filme, digna de um genuíno heroísmo, por não ter medo de ir buscar clássicos de outras eras, completamente descontextualizados com o espírito de acção e aventura de “Watchmen” e reciclá-los de forma assustadoramente eficaz. De “Hallelujah” interpretado por Leonard Cohen, o “Unforgettable” de Nat King Cole, o “The Sounds of Silence” de Simon & Garfunkel ou o “All Along the Watchtower” de Jimi Hendrix, todos os temas batem certo com as cenas a que são copulados, numa harmonia quase sufocante de tão inacreditável que é." [Análise CN]

Trivialidade: Watchmen sucede a Juno, vencedor da passada edição dos Globos de Prata CN nesta categoria.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 13:05 1 Comentários  

Iron Mac

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 00:49 3 Comentários  

Richard Dean Anderson fora de "MacGyver"


Depois desta entrada do Nuno, decidi meter a Take ao barulho e usar algumas das nossas bases de dados para tirar a pratos limpos a grande dúvida que nos inquietava a todos: avançaria na mesma a adaptação cinematográfica de MacGyver caso Richard Dean Anderson não estivesse disponível? Uma dezena de e-mails depois para todos os nomes que sabia estarem já envolvidos no projecto, dos guionistas já confirmados à produtora que detém os direitos do filme, eis que hoje recebo na caixa de e-mail as palavras que não queria: "Richard Dean Anderson não está envolvido, de forma alguma, no filme do MacGyver".

Ora bem, isto é o mesmo que um Indiana Jones sem o Harrison Ford ou um Rocky sem o Stallone. Só falta agora o realizador esquecer-se de colocar o novo Mac de sneakers com meias brancas à mostra. Há notícias que nos estragam o resto da semana. Esta é uma delas.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 17:11 5 Comentários  

Inception será "A Origem"

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 16:17 2 Comentários