sábado, julho 23, 2016

Sicario (2015)

Uma cinematografia de excelência onde cada plano, cada sequência de acção ou introspecção, perto ou longe, de dia ou de noite, no interior de um túnel ou no meio de um deserto, é filmada e pensada ao mais ínfimo pormenor; um elenco todo ele irrepreensível, de Blunt a Brolin, onde o magnânimo Del Toro consegue, ainda assim, sobressair graças ao infinito imenso que é o seu olhar frívolo. "Sicario", do canadiano Denis Villeneuve, responsável pelo asfixiante "Prisoners", é um possante exemplo da beleza do cinema enquanto arte visual, perdendo-se, talvez até propositadamente, quando pega na caneta e decide fabricar uma narrativa que, no fundo, acaba por ter muito mais impacto, qual soco no estômago, em duas ou três cenas chave, do que coesão e relevância no seu todo para ser relembrada ou revisitada no futuro. Amazing to look at, underwhelming to really think about it.

sexta-feira, julho 22, 2016

Shy is back. For good.

quinta-feira, julho 21, 2016

Nalgas Flash Review: Ronaldo

quarta-feira, julho 20, 2016

Meh.

terça-feira, julho 19, 2016

My Friend Rockefeller (2015)

A história de Christian Gerhartsreiter, um emigrante alemão nos EUA que manipulou através de várias falsas identidades todos os que o rodearam durante décadas, naquele que foi denominado pelo FBI como o mais longo embuste do século XXI. Dos seus vários pseudónimos, o mais famoso acabou por ser "Clark Rockefeller", um suposto descendente daquela que é considerada a família mais influente da história contemporânea norte-americana - o que, como devem imaginar, por si só abria inúmeras portas nos mais poderosos círculos elitistas empresariais. Uma vida de luxo fomentada pela mentira e pelas aparências, num documentário que se mantém interessante enquanto somos apresentados aos mais variados esquemas com que Gerhartsreiter enganou homens e mulheres de Los Angeles a Nova Iorque, mas que se torna enfadonho quando passa para o formato de entrevista com o agora detido Gatsby da Baviera. Tudo porque Gerhartsreiter afinal não tem o glamour, a inteligência ou a personalidade que o espectador formou mentalmente durante a primeira meia hora do documentário, revelando-se sim um psicopata sem noção da realidade, que se perde nas suas mais variadas identidades, tendo inclusive assassinado alguns peões pelo caminho que o poderiam ter desmascarado. E, quando assim é, não tem piada torcer pelo anti-herói.

segunda-feira, julho 18, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S03E02

domingo, julho 17, 2016

Remember Warren Beatty?

sábado, julho 16, 2016

Eu papava isto

sexta-feira, julho 15, 2016

Dr. Strangelovian nightmare

quinta-feira, julho 14, 2016

Sommeren '92 (2015)

Todos os adeptos do desporto rei conhecem o feito por alto: a Dinamarca em plena geração dourada falha a qualificação para o Europeu de 1992, na Suécia, mas por afastamento da Jugoslávia da competição por motivos políticos - era uma nação em guerra prestes a desaparecer -, é convidada a participar seis dias antes do torneio arrancar. O polémico seleccionador Richard Moller Nielsen - viu várias estrelas do seu país desistirem da selecção, entre elas Michael Laudrup, por não aceitarem as suas rígidas instruções tácticas -, de saída após falhar o apuramento, acaba por ficar para fazer mais "três joguinhos", diziam os responsáveis federativos, sem qualquer esperança numa boa prestação. O resto é história, com Peter Schmeichel e companhia a levantarem o caneco mais inesperado de sempre. Enquanto filme de futebol "Sommeren '92" não traz nada de novo ao género, bem como à cinematografia jogada do mesmo, mas não deixa de revelar várias curiosidades deliciosas sobre o relacionamento daquele grupo de homens, pais e jogadores que fizeram história. Já Moller Nielsen, aqui interpretado pelo Kai Proctor de "Banshee", lá acabou laureado como melhor treinador mundial de 1992... mas não foi suficientemente bom para ser considerado o melhor treinador dinamarquês desse ano.

quarta-feira, julho 13, 2016

Netflix... offline?

Depois de ter afirmado em 2014 que "nunca teria offline viewing disponível", parece que os responsáveis da Netflix mudaram de ideias e vão acrescentar essa opção à plataforma até ao final de 2016. O que é uma grande notícia, desde que não venha acompanhada de um aumento de preço.

terça-feira, julho 12, 2016

Meet the Donors

segunda-feira, julho 11, 2016

Superhero Bookshelves

domingo, julho 10, 2016

sábado, julho 09, 2016

Game of Thrones (S1/2011)

Mas existe alguma coisa pior do que um gajo começar a ver uma série e, ao fim de alguns minutos, lembrar-se de uma mão cheia de spoilers que foram colocados nas redes sociais ao longo dos últimos anos, arruinando por completo quase todas as reviravoltas de uma temporada que... nunca viu? Ainda mais, uma que aposto, terá sido deliciosa para quem a descobriu, digamos, virgem como a Daenerys. De um podcast - e um belo podcast certamente, não é isso que está em causa - chamado "A Cabeça do Ned", ao Rui Patrício enfiado no meio de cenas-chave, sem esquecer as inúmeras fotografias do idiota do Joffrey com a coroa na cabeça, pouco aconteceu que fosse realmente surpreendente para quem foi bombardeado nos últimos anos pela malta que não aguenta com a tomatada de Westeros dentro das calças. De resto, excelentes valores de produção, um elenco irrepreensível, uma banda-sonora à altura e uma coragem narrativa rara, onde ninguém está livre de uma boa traulitada. Ah, e maminhas, muitas.

sexta-feira, julho 08, 2016

Esperança?

quinta-feira, julho 07, 2016

Dexter (S8/2013)

Muito complicado. Uma temporada assim-assim para o fraquinha catapultada para um episódio final com tantas decisões/ideias corajosas envoltas num papel de embrulho absolutamente medonho. Pior do que o pacote, é que depois da prenda principal ter sido entregue - o suposto suicídio do anti-herói personalizado numa figura de estilo interessante, a do barco que enfrenta a tempestade impossível - aos fãs com uma mão, rapidamente é tirada com a outra. E fica assim, sem eira nem beira, tudo preso num universo paralelo que nenhum sentido faz, sem Debra, sem família, sem amigos, sem qualquer ponta de compaixão. Um final estranho e insólito - até para uma personagem tão fria como Dexter - que esbarra à grande e à francesa num muro quando as únicas alternativas eram virar à direita (final feliz) ou à esquerda (a sua morte). Ficam as memórias de uma série que ainda hoje detém recordes de audiências na Showtime, marcou uma geração e brilhou bem alto na segunda e quarta temporada, sempre comandada na perfeição por um actor monstruoso.

quarta-feira, julho 06, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S0301

terça-feira, julho 05, 2016

Decisão cinco estrelas?

É desta. Um bocado à boleia do que aconteceu com o servidor da SAPO onde tinha as imagens guardadas, mas também por opção pessoal - principalmente por me parecer cada vez mais difícil e redutor atribuir um valor a algo cuja apreciação pode ser tão subjectiva de género para género -, decidi acabar com o sistema de classificação que fez parte deste blogue nos últimos doze anos. Ficam as palavras e tudo o que pode ser retirado destas, para o bem, ou para o mal. Ou para o assim-assim, quase sempre.

segunda-feira, julho 04, 2016

Com fé. Se não, olhem, que se f...

domingo, julho 03, 2016

Kung Fury (2015)

Minha nossa senhora. Dinossauros que falam, um Hitler paneleirote com jeito para as artes marciais, o Thor, o Triceracop (sim, um polícia metade humano metade dinossauro), a Barbarianna e a Katana. Um Kung Fury cheio de estilo - mau actor que até dói - e uma banda sonora absolutamente irresistível. Uma curta-metragem tão ridícula que se torna deliciosa, um mash-up perfeito do cinema de acção, ficção científica e artes marciais dos anos oitenta, numa produção financiada pelo público através do Kickstarter que acabou a criar burburinho no Festival de Cannes e, surpresa das surpresas, a merecer uma adaptação a videojogo e uma sequela - ainda por estrear. Entretenimento rasca repleto de one-liners, aspecto muita foleiro e interferências típicas dos VHS. Tão mau que é bom ou tão bom que é mau, é amor puro - e, logo, tolo - à cinefilia. E trinta minutos que passam a voar.

sábado, julho 02, 2016

NNdM: Extra S2 DVD - Vida de Geek

sexta-feira, julho 01, 2016

Camilo de Oliveira (1924-2016)

"Camilo, filho de artistas de palco, nasceu literalmente no Teatro, mais propriamente nos camarins do Grupo Caras Direitas, na Figueira da Foz. Habituado à vida de saltimbanco e às influências da família, cedo sentiu o chamamento do palco, estreando-se com apenas 9 anos. Seguiu-se uma longa carreira de quase sete décadas, que abraçou as mais variadas artes do espetáculo. O Teatro, particularmente o Teatro de Revista, foi a sua primeira paixão, tendo participado em mais de 80 encenações, acumulando frequentemente as funções da ator, encenador e produtor. Em televisão, teve dois momentos de êxito bem distintos. O primeiro foi na RTP em 1981 com a série "Sábadabadu", ao lado da inigualável Ivone Silva, cujo a química entre ambos no ecrã, fazia chorar a rir as pedras da calçada. O segundo momento, foi em meados dos anos '90, na SIC, com a personagem de Camilo Chumbinho em "Camilo & Filho Lda.", ao lado do também já saudoso Nuno Melo. O virar de século, não foi benevolente com ele e o público começou a acusar o cansaço da fórmula usada nas sucessivas séries "Camilo ...". Foi um homem apaixonante e apaixonado, sobretudo pelas mulheres, frequentemente tema e ponto de interesse nas suas séries televisivas. Um verdadeiro Galã de sorriso matreiro." [VHS]

quinta-feira, junho 30, 2016

Can we trust Brody this time?