terça-feira, maio 17, 2016

Banshee (S4/2016)


Depois de três temporadas (S1, S2, S3) extraordinárias de uma série com um estilo único e arrojado, um conceito antigo - a troca de identidades - reciclado de uma forma tão original e criativa que a tornou completamente diferente de tudo o que é feito em televisão, ano após ano, de modo praticamente industrial, os criadores da série da Cinemax anunciaram que uma quarta temporada, com oito episódios, seria a final, pensada e executada de forma estruturada para fechar o mini-universo da vila de Banshee e das suas icónicas personagens. Expectativas altíssimas - cada episódio teria o sabor, as reviravoltas e a intensidade de uma temporada inteira, afirmou um dos produtores - e nós, fanshees, ansiosos por pancadaria à séria, sexo tresloucado e mortes, muitas mortes, inesperadas. O resultado final? Talvez a temporada mais atribulada da série, uma que só é salva em grande estilo por um grandioso season finale, capaz de recordar e homenagear o passado sem fechar completamente as portas ao futuro ou, pelo menos, à nossa imaginação. "What are you going to do now?" a fala final de Sugar; "Leaving Banshee, come again soon" a placa em destaque no plano de encerramento; Hood, Carrie, Job, Brock ou até mesmo Proctor, o imortal Proctor, vivos para, quem sabe, um regresso cinemático daqui a muitos anos, um que a HBO - detentora dos direitos da série - tanto gosta ("Entourage", "Sex and the City"). O nome real de Lucas Hood continuou em segredo, a paixão platónica do nosso herói com Carrie (ou preferem Ana?) não saiu da esfera espiritual e o assassinato de Rebecca recebeu, à última hora e quando já ninguém esperava, um responsável digno dentro do círculo de vilões que nos habituámos a respeitar. Esqueçam lá o satânico caído do céu - ou do inferno - que ia estragando tudo ao fim de trinta e oito episódios. Notas finais? Eliza Dushku encaixou bem em tão pouco tempo, Starr provou ser um actor fenomenal que conseguiu quase sempre dar uma profundidade dramática com um simples olhar a cenas que com muitos outros seriam "apenas" de acção e todo um elenco regular absolutamente irrepreensível, que encerra com o politicamente correcto Brock de bazuca em tom badass. Sem regras nem contemplações, como "Banshee" nos habituou, encerro esta relação de forma saudosa e afectuosa: foi uma jornada do caralho companheiros. Até um dia.



segunda-feira, maio 16, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E20

domingo, maio 15, 2016

Os filmes estão cada vez mais longos? Não.


"Up until the 1950’s, feature films grew by 15-30 minutes. Then after the 1950s, the average movie hovered around 90 minutes. Interestingly, the trend here shows that movies have been getting a little bit shorter in the past few years. We’ll have to revisit this data in a few years to see if that trend holds." [F]

sábado, maio 14, 2016

Black Bauer

sexta-feira, maio 13, 2016

Take 43 - Erotica

quinta-feira, maio 12, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E19

quarta-feira, maio 11, 2016

Martin Lethal Riggs

terça-feira, maio 10, 2016

Sin City: A Dame to Kill For (2014)

A garra e o corpanzil voluptuoso de Eva Green, Josh Brolin e Gordon-Levitt acima da média e tudo o resto em piloto automático, à sombra do sucesso e da irreverência visual e narrativa da adaptação cinematográfica da obra de Frank Miller que conquistou o público e a crítica em meados da década passada. Três histórias de heróis e vilões intercaladas e interligadas na arrojada cidade do pecado, com o belíssimo preto e branco abrilhantado por toques simples de cor intensa, num produto cuja estética cuidada ao mais singelo pormenor visual merece ser desfrutada apenas e só em alta-definição. Esgotou-se o conceito outrora inovador, morreu para a representação a agora sensaborona Jessica Alba e chegou a hora de Frank Miller deixar isto da mão e tentar colar "Ronin" a algum produtor/realizador de Hollywood.

segunda-feira, maio 09, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E18

domingo, maio 08, 2016

10 Cloverfield Lane (2016)

Tal como aqui previ, esqueçam o título, é pura artimanha para encher salas de cinema. No máximo será, como alguém disse nas redes sociais, um sucessor espiritual que, com muito engenho criativo, seria passível de ser uma sequela se nos lembrarmos daquele objecto que cai no mar na cena final de "Cloverfield". Este, num registo completamente diferente da obra de Matt Reeves, vale pelo papelão de John Goodman, pela estreia convincente a espaços na realização do desconhecido Dan Trachtenberg e pelo ambiente claustrofóbico e enigmático que é (bem) edificado enquanto o filme se desenrola debaixo de terra. Quando de lá sai, espalha-se ao comprido em clichés, no absurdo de uma fuga improvável - para não dizer impossível -, na sentença irresistível de uma possível continuação. Mary Elizabeth Winstead? Já gostei mais dela.

sábado, maio 07, 2016

Tubarões Nazis Voadores

sexta-feira, maio 06, 2016

Raminhos vs Marco Polo

quinta-feira, maio 05, 2016

Sexta-feira 13 @ VHS

quarta-feira, maio 04, 2016

Unique

terça-feira, maio 03, 2016

One of the greatest!

segunda-feira, maio 02, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E17

domingo, maio 01, 2016

Enjoy the trip

sábado, abril 30, 2016

The Invitation (2015)

Num equilíbrio notável entre os factos improváveis de uma suspeição pavorosa e as razões prováveis de uma paranóia com origens familiares traumáticas, "The Invitation" sabe queimar lentamente os seus trunfos, vivendo e alimentando-se da dúvida constante, enquanto deixa o semi-desconhecido elenco deambular entre comportamentos normais e momentos bizarros. Nestes ambientes de suspense, suportados por um cenário fechado sem grandes distracções, a regra é simples para mim: quanto mais credível, real e plausível for o mistério, melhor o resultado final. E depois de o ter feito praticamente na perfeição durante hora e meia, eis que a realizadora Karyn Kusama ("Aeon Flux" e "Jennifer's Body") decidiu estragar tudo nos últimos trinta segundos, tentando oferecer uma dimensão extra completamente disparatada a um fenómeno que só seria crível num micro-habitat. Manias de grandeza...


sexta-feira, abril 29, 2016

The maid has a secret

quinta-feira, abril 28, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S02E16

quarta-feira, abril 27, 2016

Special Correspondents (2016)

Uma ideia engraçada (roubada ao francês "Envoyes tres speciaux") transformada num filme sem rasgos nem chama, muito certinho e previsível, onde o humor e o estilo muito british e característico de Ricky Gervais - aqui também responsável pela realização - parece estar preso às amarras de Hollywood, restrito ao politicamente correcto e suficientemente estupidificado para o tradicional espectador que não tem paciência para uma piada que não seja óbvia. Uma oportunidade perdida para uma sátira relevante aos media/jornalismo dos nossos dias, mais uma montanha da Netflix que pare um rato insignificante - ainda tenho a última brincadeirinha do Bill Murray atravessada.

terça-feira, abril 26, 2016

segunda-feira, abril 25, 2016

I'm not bad, I'm just drawn that way

"Richard Williams, diretor de animação, comprometeu-se a quebrar as três regras de ouro neste tipo de misturadas fílmicas: moveu a câmara o máximo possível para que as animações não parecessem coladas a um fundo inanimado, usou a iluminação e os jogos de sombras para criar enormes contrastes e efeitos inovadores e pôs os personagens animados a interagir com objetos e pessoas o máximo possível. Como podem calcular, tinha tudo para dar merda - mas miraculosamente não deu." [Close-Up]

domingo, abril 24, 2016

Er ist wieder da (2015)

Que belíssima e inesperada surpresa. "Ele Está de Volta", disponibilizado recentemente na Netflix portuguesa, parte de um pressuposto tão simples quanto polémico e audacioso: e se Hitler, como que por magia, voltasse à Alemanha dos dias de hoje? Um país repleto de turcos, programas estranhos nas televisões, miúdos com camisolas do Cristiano Ronaldo e em que todos têm acesso a uma tecnologia fantástica chamada... Google. Uma nação que vê nele agora um comediante inofensivo (mas muito pertinente), sem se aperceber que se trata realmente do maléfico Fuhrer num plano brilhante para voltar ao poder usando a influência da televisão e dos mass media. Uma sátira tão deliciosa quanto impetuosa, que deambula entre um estilo Boratesco e um registo mediatizado/ficcionado do Mein Kampf, que num tom jocoso aborda uma mão cheia de problemáticas sociais e políticas que a Alemanha, em particular, e a União Europeia, em geral, enfrentam nos dias que correm. "Ele está no meio de nós", numa comédia séria como o diabo com um papelaço - muitas vezes improvisado - de Oliver Masucci, dois twists finais de categoria, homenagens artísticas a Leni Riefenstahl (a imagem que vem do céu e acaba em Berlim) ou "Der Untergang" (na sua mais famosa e replicada cena) e uma mensagem muito séria sobre o estado das sociedades e dos modelos governativos que julgamos irrepreensíveis. Duas cenas para dificilmente esquecer? Hitler a ser espancado por neo-nazis e a criação da sua conta de e-mail. O fim da picada? Quando Hitler dá cabo de um cão. Assim anda o mundo.