terça-feira, abril 24, 2018

Révolution VHS (2017)

Imaginem que alguém vai fazer um documentário sobre os vossos queridos pais; vocês querem gostar à força toda e atiram-se a ele na expectativa de descobrir todo um mundo secreto e fascinante de um tempo em que vocês não passavam de um projecto. E foi exactamente com essa esperança que todos nos atirámos a este documentário francês que passou esta semana na RTP2. Infelizmente para a maioria, moi meme incluído, quase tudo em "Révolution VHS" cai num registo histórico informativo, quase educacional, sem grande chama nem criatividade, sem imagens de arquivo inesperadas ou aventuras fascinantes - acaba por ser mais deslumbrante ver alguns geeks que continuam, no presente, presos ao passado do que propriamente as suas histórias no pico do reino do Betamax e do VHS. Quaisquer dez minutos aleatórios de "Chuck Norris vs. Communism" valem mais do que esta hora revisitada por Dimitri Kourtchine.

segunda-feira, abril 23, 2018

Black Mirror: The Movie

domingo, abril 22, 2018

Luther (S1/2010)

Idris Elba numa personagem complexa, repleta de trunfos e duques. Ruth Wilson intratável numa figura que está para Luther como Moriarty para Sherlock. Tudo junto, uma série que longe de ser perfeita - demasiadas incongruências comportamentais de Luther na resolução dos casos apenas para conferir aquela conveniência útil no build-up emocional de cada episódio - consegue ainda assim agarrar o espectador com uma mão-cheia de decisões corajosas - a relacionada com o destino de Zoe, obviamente, no topo -, suportadas por um elenco secundário de excelência e uma cinematografia sombria e intensa.

sábado, abril 21, 2018

We are Venom

sexta-feira, abril 20, 2018

Dona Manuela

"Manuela é a espectadora mais fiel do São Jorge. “Comecei a vir aqui e comecei a conhecer pessoas, isso foi o mais importante”. Marca presença em todos os festivais e não falha uma sessão de abertura. “Só fui pela primeira vez ver um filme aos 34 anos porque nunca tinha dinheiro. Mas é a melhor coisa que há, ver filmes, espectáculos. O cinema é vida. É uma maneira de correr o mundo, de viajar, de ver poesia”." [Observador]

quinta-feira, abril 19, 2018

Vic Armstrong @ VHS

quarta-feira, abril 18, 2018

Peter Rabbit (2018)

Vida de pai, a quanto obrigas. Material promocional sem sal nem pimenta, expectativas baixas e uma personagem animada centenária que nunca funcionou muito bem fora das prateleiras. Domingo de chuva, miúdos irrequietos em casa qual família McCallister em hora de ponta para o aeroporto, lá vai ter mesmo que ser. E ainda bem que foi. História simpática e bem-disposta para miúdos e graúdos, sem vilões nem super-heróis, visual extremamente apelativo - as cores vivas e o CGI misturado com primor com a realidade - e um charme encantador. Claro que nem tudo é perfeito: conclusão previsível, personagens secundárias mal aproveitadas e um ou dois momentos de humor que só perderam com a repetição constante. Ainda assim, tudo o resto é refinado, das piadas rápidas à química entre o multifacetado Gleeson e a adorável Byrne. Esqueçam o boicote anunciado - devido a uma brincadeira com alergias -, confiem na dobragem de Palmeirim, Monchique e companhia e levem a criançada à horta de "Peter Rabbit": sempre aprendem mais do que com qualquer banhada da Marvel.

terça-feira, abril 17, 2018

Punhetas, Júlia.

segunda-feira, abril 16, 2018

Custom Horror Movie VHS Tapes

domingo, abril 15, 2018

10.09 segundos

sábado, abril 14, 2018

Ozark (S1/2017)

Anos e anos num registo cómico muito particular e Jason Bateman nunca me tinha caído no goto. Ora bem, na sombria "Ozark", o nova-iorquino é o motor - não só no ecrã como atrás dele - de uma série repleta de personagens complexas, momentos tão deliciosos quanto violentos, diálogos extremamente bem trabalhados e um humor negro espelhado num background rural que se funde com o desespero de uma família numa missão aparentemente impossível. Como que um desportivo a diesel, "Ozark" arranca com moderação mas termina em rendimento máximo, com saloios e mafiosos em pé de guerra, Marty e o FBI num jogo do gato e do rato e, porque não, Ruth a arrasar(-se) em dilemas morais. Esqueçam lá as inúmeras comparações preguiçosas e depreciativas em relação a "Breaking Bad": no meio de todas as suas metáforas e simbolismos, "Ozark" brilha por si própria.

sexta-feira, abril 13, 2018

A importância do Sr. Joaquim

"Low-budget genre and exploitation were especially vulnerable to disappearance when new formats emerged. One of the reasons Scarecrow still carries roughly 15,000 VHS tapes is that almost none of the films they contain are available in any other format. They never made the jump to DVD in the first place, making it even more unlikely that many of them will be released on Blu-ray. It takes a lot for a boutique label to release these movies at all — to do the real work of obtaining decent source materials, cleaning them up, properly scanning them, and so on — and the profit margins are still pretty slim." [Filmmaker Magazine]

quinta-feira, abril 12, 2018

Meanwhile, in John Wick universe

quarta-feira, abril 11, 2018

Milos Forman (1932-2018)

"Morreu Milos Forman, tinha 86 anos. Um autor muitas vezes subestimado por manter um perfil abaixo do radar. Contudo, apesar da curta filmografia, deixou-nos o testemunho de obras tão memoráveis como "Voando Sobre Um Ninho de Cucos", "Amadeus", "Homem na Lua", "Larry Flynt", "Hair", "Valmont" e "Os Fantasmas de Goya". Teve um percurso de juventude muito semelhante ao de Roman Polanski, moldado pela perda e sofrimento. Nasceu na República Checa e ficou órfão muito cedo durante a ocupação Nazi. Estudou argumentismo na Academia de Cinema de Praga e iniciou a sua carreira na área documental em 1960. Quatro anos mais tarde estreia a sua primeira ficção, o muito aclamado pela crítica "O Ás de Espadas". Seguiu-se o polémico qb "Os Amores de Uma Loira" que explora a sexualidade e a temática da emancipação feminina. Já com nome afirmado realiza a comédia satírica "O Baile dos Bombeiros". Em 1968, devido à ocupação soviética durante a Primavera de Praga, emigra para os EUA onde dá inicio à segunda fase da sua carreira. Começa com o pé direito assinando "Os Amores de Uma Adolescente" em 1971, uma comédia sobre as dores de crescimento de uma adolescente. O que se seguiu depois faz parte da História no Cinema moderno, compondo narrativas envoltas em polémica e cepticismo mas sempre com personagens fortes. Esta intensidade e dedicação valeu-lhe dois Óscares por "Amadeus" e ""Voando Sobre Um Ninho de Cucos", e uma nomeação por "Larry Flynt"." [VHS Podcast]

terça-feira, abril 10, 2018

segunda-feira, abril 09, 2018

La Casa de Papel (S1/2017)

Vamos lá abordar o elefante na sala: a série televisiva espanhola que anda nas bocas do mundo não é tão fenomenal como a maioria dos para-quedistas da Netflix apregoam - "a melhor de sempre" foi uma expressão que passou mais do que uma vez no meu feed de Facebook por malta que eu duvidava que ligasse sequer a televisão de casa para algo mais que futebol e Casa dos Segredos - nem é a xaropada telenovelesca que os snobs intelectuais que já viram tudo e mais alguma coisa (e que provavelmente defendem as cores socialmente correctas do Belenenses ou da Académica) rapidamente rotularam. Viram? Critiquei os selos óbvios e extremistas fazendo exactamente o mesmo. E é lá no meio, onde se defende que está a virtude, que vivem personagens interessantes, pouco caricaturais e suficientemente desenvolvidas para nos preocuparmos com o destino delas, num trama com ideias fortes, reviravoltas constantes e um ritmo de excelência. Existem demasiadas coincidências e conveniências narrativas? Verdade. Mas antes isso que mais uma heist story sem chama nem garra e, pior, final aberto. Porque não é qualquer professor que chega a catedrático nem negociadora de reféns que alinha na cantiga do bandido.

domingo, abril 08, 2018

Joshua Tree @ VHS

sábado, abril 07, 2018

Nobody Speak: Trials of the Free Press (2017)

Afinal Hulk Hogan não passa de uma personagem; e o homem por trás dela, Terry Bollea, é um bastardo que acredita que com poder, dinheiro e influência tudo se resolve. Um tributo em forma de voto de pesar à liberdade de imprensa e expressão, aqui canibalizada pela divulgação de um vídeo de cariz sexual da antiga estrela do Wrestling. Os conflitos culturais entre o jornalismo e o poder, a ética e a verdade, num testemunho com a ideia certa mas que, infelizmente, perde o foco - e até alguma razão - com o desenrolar da teia mafiosa por detrás de Bollea. Começa nele, acaba em Trump e no mundo, numa amostra de como o quarto poder está cada vez mais limitado pelo dinheiro. Obrigatório para quem está ligado aos media, de fugir para quem quer guardar Hogan no recanto doce das memórias de infância.

sexta-feira, abril 06, 2018

quinta-feira, abril 05, 2018

The Wraith (1986)

Comecemos pelo gritante erro de tradução do título para português: "A Ira" (do inglês Wrath) e não aparição misteriosa, sobrenatural (Wraith) como era suposto. Ups, paciência, agora já é tarde para voltar atrás - pensou o responsável - e, no final de contas, é um tipo que volta dos mortos e vinga-se daqueles que o mataram, por isso "A Ira" também serve. Depois Charlie Sheen, em arranque de carreira, peito ao léu, meia dúzia de cenas despachadas enquanto preparava-se para o "Platoon" e tudo o resto ao encargo de um duplo, ora de costas, ora de capacete. Uma barra de metal que desaparece no final de cada morte, sabe-se lá porquê. Uma ou outra cena com aquela pinta indescritível - e apenas aceitável - dos anos oitenta. Sherilyn Fenn, de bikini vermelho, fato de banho azul, top do snack-bar ou mesmo maminhas ao léu, uma fonte de energia ainda assim insuficiente para dar alguma expressividade ao canastrão Nick Cassavetes. E, por fim, uma banda-sonora daquelas que já não se fazem, com a exclusiva "Where's the Fire" a dar a cara pelas restantes.

quarta-feira, abril 04, 2018

So we meet again

terça-feira, abril 03, 2018

Isao Takahata (1935-2018)

segunda-feira, abril 02, 2018

Com que então era uma trilogia

domingo, abril 01, 2018

Money Monster (2016)

Tudo parece terrivelmente artificial, falso e forçado em mais uma tentativa frustrada de Jodie Foster na cadeira da realização. Dos cenários demasiado clean às danças patéticas de Clooney, nada tem coesão numa narrativa com uma mensagem importante moldada numa narrativa demasiado simplória para ser levada a sério. A falta de química entre Clooney, O'Connell e Roberts é notória - não tivesse Julia Roberts filmado quase todas as suas cenas em separado, perante um ecrã verde, por motivos de agenda - e, cliché atrás de cliché, tudo se desenrola até ao precipício do esquecimento, num final previsível sem chama nem drama. Já chega, Jodie.