terça-feira, dezembro 06, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S03E20

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Scream: The TV Series (S1/2015)

- "Querida, hoje és tu que escolhes o que vamos ver no Netflix. A única condição é ser algo que eu nunca vi", disse eu, de forma romântica. Sete longos minutos depois:
- "Então é esta série da máscara, estou para ver isto há semanas", respondeu ela, gerando o pânico na minha face.
- "Mas, mas, não preferes um filme? Já temos tantas séries a meio...", tentei esquivar-me eu depois de um erro tão amador.
- "Não. Disseste que era eu que escolhia. É esta", vincou ela com uma ligeira - mas convincente - alteração de tom de voz.
- "Mas eu acho que isso é da MTV, deve ser uma banhada terrível", insisti eu, num último suspiro.
- "Já estás todo borrado, és demais!", atirou ela, questionando a minha virilidade, sabendo que com essa estratégia eu não teria fuga possível.
- "(gargalhada) Achas mesmo? Não mete espíritos, é tranquilo. Vamos lá então, só espero que não metam outra vez dois assassinos".

Três dias depois...

- "Não percebi nada. Como é que é possível ser spoiler spoiler se aconteceu aquilo a meio da temporada?", diz a minha revoltada mulher.
- "Epah, do catano, gostei imenso deste mini twist final após o twist da revelação. Bela temporada, não estava nada à espera", afirmei eu, já a pensar como é que ia justificar aos meus colegas das Nalgas ter gostado de uma série da MTV.
- "Parvoíce. Não contes comigo para a segunda temporada", disse ela, irritada.
- "Ok, eu vejo sozinho. Vais tu trocar a fralda ao miúdo?", aproveitei eu, enquanto abria uma nova janela sem registo no Chrome para pesquisar pela Willa Fitzgerald.

domingo, dezembro 04, 2016

Nalgas Flash Review: John From

sábado, dezembro 03, 2016

Nalgas Flash Review: Cartas de Guerra

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Um ano de Nalgas

Um ano depois, cento e tal prostíbulos desbravados - entre episódios, extras e flash reviews - e as Nalgas do Mandarim estão mais firmes e calejadas do que nunca, resultado de tanta palmada bem dada naqueles nacos de carne Carpenterianos. Tanta coisa podia ser escrita sobre um hobbie que se tornou parte fundamental da minha vida: com o Pedro e o Miguel partilho gargalhadas, segredos e conversas impossíveis em qualquer outra esfera do meu dia-a-dia. Todos os dias, quase sem excepção, seja a gravar no Skype ou a teclar no chat do Facebook. Não me imagino sem as Nalgas, mesmo que o dia possa chegar em que absolutamente ninguém nos oiça; porque hoje faço-o pelo meu bem-estar, não para os ouvintes. Tantos foram os momentos épicos, inesperados e hilariantes que surgiram de um podcast que começou a ser feito com uma horinha ou duas de preparação e hoje é gravado quase sempre sem nenhum de nós saber sequer o tema de um dos outros ou mesmo de um convidado. Porque rapidamente demos conta que é a imprevisibilidade que nos torna diferentes, originais e virtuosos. Porque de outra maneira nunca a Andreia nos teria entalado num pesadelo, a Rita participado num desentendimento conjugal em directo ou o Daniel, o Pedro e o Miguel admitido que preferiam fazer um felá... broche (sim, porque nas Nalgas não há censura) ao Depardieu e ninguém saber do que terem a (falsa) fama de o terem feito. Ou, fosgasse, a malta admitir que preferia ter um sabre de luz verdadeiro a salvar dez crianças da fome em África. Os números de visualizações e downloads no iTunes continuam, inexplicavelmente, fenomenais, o que nos mantém constantemente na liderança da categoria de Cinema/TV e, de quando em vez, no Top 50 global. Mas, por mais fantástico que seja saber que alguém nos ouve, as Nalgas já não estão dependentes disso. Porque, as Nalgas são hoje, para nós, o melhor escape às obrigações e responsabilidades do dia-a-dia. Haja disponibilidade do Pedro "Jangada de Xoxota" de Alarcão Lombarda para continuar a tratar de toda a parte chata disto - a edição, a gravação, o som etc. etc. - e do Miguel "que é de biologia" para nos trazer animais falantes, sereias e outros temas imensamente cativantes e as Nalgas continuarão cá por muito tempo. Ou pelo menos o tempo suficiente até os nossos filhos saberem o que andamos a fazer. Porque as mulheres, essas, como em qualquer casamento duradouro, já não querem saber de nós. Graças a Deus.

quinta-feira, dezembro 01, 2016

quarta-feira, novembro 30, 2016

Allende en su laberinto (2014)

Não sei até que ponto "Allende en su laberinto" estará mesmo repleto de incongruências históricas e factuais, como muitos chilenos apontam por essa rede fora, principalmente devido à exumação dos restos mortais de Allende em 2011, a pedido da sua filha, ter revelado indicadores de suicídio, o que não compactua com a visão heróica apresentada aqui; independentemente da origem da bala que terminou a sua vida, a dramatização das últimas horas de vida do presidente chileno Salvador Allende pelo compatriota Miguel Littín - ele que nos anos setenta e oitenta foi nomeado para os óscares por mais do que uma vez na categoria de Melhor Filme Estrangeiro - não deixa de ser um testemunho importante, por mais inclinado que esteja, de uma parte da história política e social mundial muitas vezes olvidada por conveniência de um estilo de vida que, por mais estabilizado que esteja na cultura ocidental, não é nem nunca foi mais democrático do que a história de vida e de actuação socialista de Allende, eleito por sufrágio popular. Na tela, fica uma bestial interpretação do marxista por Daniel Muñoz, uma cinematografia praticamente irrepreensível no que concerne à destruição do Palacio de La Moneda e uma alfinetada merecida aos EUA.

terça-feira, novembro 29, 2016

As Nalgas no Caminhos Film Festival

segunda-feira, novembro 28, 2016

Is There a Future for Physical Media Formats?

"For decades the joy of home video relied upon physical media: Betamax, VHS, Laserdiscs, DVDs, Blu-rays. One after another, new formats improved not just our experience of “movies”, but also our relationship with them. (...) Those advantages changed the way we (who were lucky enough to be able to afford the format) related ourselves to the films. (...) But physical media is far from dead. Really. What is happening is just an advancement in the sophistication of our relationship with films. To some of us, physical media plays a role that VoD will never replace. With the untouchable, invisible, uncharacteristic, generic, inconsequential, fast, and cheap face of VoD, there is a celebratory dimension to physical media that makes more sense now than it ever did. Physical media is love, homage, Art, dedication, fandom, respectfulness, acknowledgement, and haptic. It has soul, a face, a body, a touch. Holding it on the hand gives one pleasure. Looking at it on the shelf or displayed inside a glass cabinet makes us feel we belong. It puts us in state of admiration, adoration, awe. It brings back memories, feelings, sounds and flavors. It captures our eyes, our desires… us. (...)" [Bad Behavior]

domingo, novembro 27, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S03E19

sábado, novembro 26, 2016

The Booth at the End (S1/2011)

Num conceito peculiar, em que toda a acção - de assassinatos a ataques bombistas, de assaltos a raptos de crianças - é contada através das conversas entre um homem mistério e os seus "clientes", "The Booth at the End" é uma webserie de 2011 adquirida recentemente pela Netflix que resulta num modelo muito interessante de episódios curtos de vinte minutos. São muitos os acordos com o diabo em troca de uma vantagem pessoal: a cura de um filho moribundo é possível se o pai matar uma criança; o desaparecimento do Alzheimer do marido algo fácil se a esposa colocar uma bomba que mate várias pessoas; uma freira pode falar com Deus se... engravidar; etc. etc. Como torna "The Man" possível o impossível? Ninguém sabe nem percebe. Mas prova-o várias vezes Xander Berkeley, papel secundário em quase todas as séries deste milénio, aqui numa personagem tão enigmática quanto cativante. O final? Um pedido para trazer alguém dos mortos. A resposta? É possível. E, com essa resposta, vamos lá atacar a segunda temporada.

sexta-feira, novembro 25, 2016

De Gritos

quinta-feira, novembro 24, 2016

Good thing I watched this trailer high

quarta-feira, novembro 23, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S03E18

terça-feira, novembro 22, 2016

Lilyhammer (S1/2012)

Comédia de costumes norueguesa sobre um mafioso nova-iorquino - Steven Van Zandt, o Silvio Dante dos "Sopranos" - que, após ser testemunha-chave num caso contra o seu chefe, é colocado pela protecção de testemunhas do FBI na pacata cidade de Lillehammer, na Noruega, com uma nova identidade, "Lilyhammer" é uma proposta muito interessante disponível na Netflix de um produto que consegue aparvalhar sem ser necessariamente parvo, bem como criar alguns enredos sérios sem entrar numa vertente dramática acentuada. Dez episódios, todos eles com momentos hilariantes provenientes da adaptação de um gansgter numa sociedade onde ninguém quebra as regras.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Spiderman, Darth Vader & Ra's Al Ghul

domingo, novembro 20, 2016

Nalgas Flash Review: Jack Reacher 2

sábado, novembro 19, 2016

Marmota gira

sexta-feira, novembro 18, 2016

Jack Reacher: Never Go Back (2016)

Saiu Christopher McQuarrie, entrou Edward Zwick; perdeu-se um herói personalizado, ficou o boneco de acção comum. Desapareceu o glamour pseudo-eterno de Cruise, ficou pela primeira vez a sensação de um homem a entrar na terceira idade, cansado de tanta acção. Saiu a misteriosa Rosamund Pike, entrou a mecanizada Robin, perdão, Cobie Smulders. Depois de uma estreia que prometia uma saga diferente, veio agora a sequela que, esperemos, mate o animal antes que ele entre em sofrimento. Abandonou-se o vilanesco Werner Herzog, com a sua presença magistral, contentou-se Zwick com o esgotado T-Bag, perdão, Robert Knepper. Vamos esquecer isto Tom?

quinta-feira, novembro 17, 2016

Nas Nalgas do Mandarim - S03E17

quarta-feira, novembro 16, 2016

Russian Alien Apocalyptic Sci-Fi

terça-feira, novembro 15, 2016

Most Likely to Die (2015)

Rip off terrível da saga "Scream", tanto na estrutura-sequência dos assassinatos como na descoberta do vilão (ou vilões... bem, já perceberam), uma mão cheia de não-actores - caramba, até o Perez Hilton, uma espécie de Cláudio Ramos norte-americano, tem um papel principal e uma tal de Heather Morris, pelos vistos ex-estrela da série "Glee", consegue passar o filme todo a olhar para o vazio - e um guião pateta, sem ponta de criatividade ou imprevisibilidade. É isto, "Most Likely do Die", and to forget, au fait, danke. Vale tudo, em qualquer língua, para vos afastar deste bicho que anda pelo Netflix.

segunda-feira, novembro 14, 2016

Nalgas Flash Review: Trumpland

domingo, novembro 13, 2016

Game of Thrones (S2/2012)

Alternando entre o bom e o mediano - nunca o óptimo mas também longe do terrível -, episódio a episódio - o penúltimo, por exemplo, com a batalha de Blackwater, bate aos pontos o season finale, lento e previsível -, a segunda temporada de "Game of Thrones" continua a desenvolver o vasto e polivalente universo de um sem número de personagens fortes e cativantes. Não há uma linha recta que defina o que é certo ou errado, o que é feito em prol do grupo ou do individual, da fidelidade ou da traição, com os heróis a transformarem-se rapidamente em vilões e, claro, o oposto também. Guerra e amor - com pós de magia negra - em dez horas de muita qualidade televisiva sem pinga de piedade ou compaixão.