sábado, março 31, 2018

E agora, o que faço?

"Now, the first batch of CDs produced are starting to fall victim to what is known as "disc rot". Disk rot is what occurs when a CD or DVD suffers oxidisation on the reflective layer, a condition previously only seen in disks using faulty dyes or adhesives. But now we are starting to see the deterioration occur in your average well-made disks within 20 years, as reported by cdm. It's not like we can put a definitive timeline on how long CDs last though - the United States of America's Library of Congress conducted a large-scale study in 2009 that showed some disks will be readable into the 28th Century. The average lifespan of a CD came in at 776 years, but some come in at under 25 years - and those are the ones that are starting to fail, or "rot" now. So how do you preserve the data? Put them in the fridge. The Library of Congress study concluded that 5 degrees C and 30 per cent relative humidity is the best condition to keep your CDs operational for at least 500 years." [Gizmodo]

sexta-feira, março 30, 2018

In Sollima I Trust

quinta-feira, março 29, 2018

Trump: An American Dream (S1/2017)

Quem ele realmente é, como se tornou presidente, entrevistas com amigos e inimigos que o conhecem há mais de cinquenta anos, numa série documental britânica de quatro episódios de uma hora, agora disponível na Netflix nacional. Eis a história de como um homem sem escrúpulos, com um tremendo desejo de provar valor ao pai, enganou banqueiros, investidores, esposas e parceiros para construir um império com empréstimos atrás de empréstimos, declarações de falência quando chegava a altura de pagar dívidas e, através de um reality show, conseguiu criar uma imagem de sucesso que acabou por o tornar num ícone cultural capaz de ser eleito presidente dos Estados Unidos da América. Porque ninguém decora o que é dito, mas sim a forma como tal é dito. De entre as muitas histórias, deliciosa aquela em que um jornalista coloca factos inventados nas suas perguntas sobre o "negócio dos casinos" e Trump usa esses mesmos supostos factos nas suas respostas, como se tivesse profundo conhecimento do que falava. O que, já todos percebemos, acontece agora diariamente na Casa Branca. A arte do negócio é, afinal de contas, a arte de enganar.

quarta-feira, março 28, 2018

Jackass: The Park

terça-feira, março 27, 2018

Dial M for Murder (1954)

Considerado por muitos - até pelo próprio na célebre entrevista com Truffaut - como um Hitchcock menor, "Chamada para a Morte" é um dos meus favoritos do mestre britânico do suspense. Baseado e montado em torno de uma peça de teatro, a sua cinematografia brilhante e um elenco de excelência liderado pelo galês Ray Milland orquestram uma narrativa de um primor e ritmo ímpar, onde os diálogos - e os planos - fluem de forma desafogada e harmoniosa mesmo estando toda a acção constrangida maioritariamente a uma só sala - daí também a sensação de claustrofobia que catalisa os motivos obscuros de um casal em paz podre e todas as inesperadas pequenas reviravoltas que um plano (quase) perfeito acaba por compelir. Poderia facilmente ter sido uma peça filmada nas mãos de tantos, mas com Hitch tornou-se uma experiência cinemática inesquecível. Uma despachada em pouco mais de um mês, apenas para terminar contrato com a Warner Bros e ficar finalmente livre para a Paramount. Parece fácil.

segunda-feira, março 26, 2018

X-Kids

domingo, março 25, 2018

A Fúria de uma Dura

sábado, março 24, 2018

Joshua Tree (1993)

"A Fúria de um Duro" envelheceu muito mal: as recordações que tinham sobrevivido durante duas décadas de um espectáculo de acção condimentado com Ferraris, um badass irrepreensível e uma jeitosa irresistível desvanecem-se rápido após uma nova visita à estante; afinal de contas, não há espectáculo nenhum, a realização/edição é tenebrosa - A passa constantemente para C como se B não existisse, sem noção de espaços ou mesmo de raccord material, não admirando que a carreira na cadeira maior do stuntsman britânico Vic Armstrong tenha ficado suspensa até nova banhada recente com Nicolas Cage -, Dolph Lundgren não convence enquanto anti-herói numa personagem completamente oca de emoções e ideias - nem um beijo técnico de jeito meu animal -, o vilão maior (George Segal) é um polícia pateta sem motivos justificados e mesmo as cenas de condução no limite são de uma banalidade atroz. Falta falar da jeitosa. Aqui a memória não me traiu: aquela combinação de ganga com top branco da desaparecida Kristian Alfonso atiram-na directamente para um virtual hall of fame de miúdas com quem eu curti na minha adolescência. Enquanto dormia, claro.

sexta-feira, março 23, 2018

Harley Quinn: The Movie

quinta-feira, março 22, 2018

Take 48 - Feminismos

quarta-feira, março 21, 2018

Tomb Raider (2018)

Crítica de cinema para totós por um totó. Alicia Vikander é gira que dói? Sim. Tem o carisma que tinha Angelina Jolie quando inaugurou na grande tela a icónica personagem de videojogos? Não. Isso prejudica-a? Pouco ou nada. Este reboot cinematográfico de "Tomb Raider" traz algo de novo ao universo multi-plataforma de Lara Croft? Não, mais do mesmo. E isso é mau? Não obrigatoriamente, ainda para mais se compararmos aos mil e um blockbusters anuais da Marvel e companhia repletos de super-heróis, efeitos especiais e estética artificial que invadem as salas semana sim semana não. E, para mim, qualquer jogo transformado em ameaça de "Salteadores da Arca Perdida" vale mais pelo esforço - por mais previsível que tudo seja e o casting para Lord Richard seja uma flecha ao lado - do que filmes que mais parecem videojogos confinados a um ecrã verde. E já vos disse que a Alicia Vikander é gira que dói? I'm not a freaking superhero.

terça-feira, março 20, 2018

Cobra Kai

segunda-feira, março 19, 2018

Why You Should Keep Buying Blu-ray and DVD

"I’m not against digital media, and I think it’s certainly a fine way to have access to your films without taking them with you (being able to download the digital copy of The Force Awakens onto my iPad from Vudu is a neat thing). But when you become solely reliant on digital sources, you have fewer options than you think, and you’re certainly not getting the best version of the movie available. All of this is troubling because streaming is dominating the landscape, and while studios are giving some support to 4K, I believe that direction is where we were in the early 90s with LaserDisc—a format for cinephiles, but not worth it to everyone else. But if you’re reading this website, I assume you love movies, and so I encourage you not to give up on your collections. If you want to have control of the movies you love and have them available whenever you want, 4K, Blu-ray, and DVDs are still the way to go. Even if studios are giving up on physical media, that doesn’t mean you have to as well. I know I’m not." [Collider]

domingo, março 18, 2018

What's my name?

sábado, março 17, 2018

Créditos (esperemos nunca) Finais

"São referências, referências, o ano do título escravo dele próprio. A música, o cinema, tem de ser o contexto e não o texto. Não repetir que estamos a ouvir The Smiths, nós sabemos que estamos a ouvir The Smiths.". Tantos anos depois e o Miguel continua a ser o dono da batuta.

sexta-feira, março 16, 2018

Capitão Falcão à la rescousse

quinta-feira, março 15, 2018

The Cloverfield Paradox (2018)

Do nada, um filme. Sem aviso, mas com muito background, ou o título não lhe enfiasse directamente num universo excêntrico construído por J.J. Abrams e companhia. E é exactamente pela boca que morre o peixe: enquanto filme isolado de sci-fi, "The Cloverfield Paradox" teria sido aplaudido q.b. e quase todas as suas falhas perdoadas. Com sorte, o grande público ainda fazia um choradinho por uma sequela. Mas, colado aos seus predecessores espirituais - porque, na prática, pouco os liga -, a brincadeira de Julius Onah (quem?) resulta numa desilusão tremenda; porque não confere a coerência há muito aguardada aos eventos do capítulo de estreia e sempre que os enfia na narrativa, o faz de forma forçada. Ainda assim, várias ideias e dinâmicas entre personagens com tino e talento, num sci-fi muito mais competente do que parece.

quarta-feira, março 14, 2018

Call Me By Your Twins

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terça-feira, março 13, 2018

Ricky Gervais: Humanity (2018)

Primeiro espectáculo ao vivo de Ricky Gervais nos últimos sete anos, "Humanity" estreou hoje a nível global na Netflix. Piadas de bastidores dos Globos de Ouro e outras que considerou - mesmo ele, imagine-se - demasiado ousadas para serem usadas no evento, um segmento delicioso sobre Bruce/Caitlyn Jenner e os seus dotes ao volante e várias interacções no Twitter com anónimos que reagem mal aos seus mais diversos comentários sobre assuntos tão diversos como religião, crueldade animal ou doenças oncológicas, transformam este especial de pouco mais de uma hora num exemplo perfeito do feitio, talento e humor divisivo de um dos cérebros responsáveis por "The Office". E aquela história sobre o funeral da mãe, bem perto do final, é a prova de que o humor pode muito bem ser uma faísca necessária na mais escura das caves.

segunda-feira, março 12, 2018

Annihilation (2018)

Um bom cocktail de mistério, ficção científica e melancolia estragado por um terceiro acto - e uma cena tão inesperada quanto desnecessária nos últimos segundos - em que valeu tudo, sem regras, para conquistar os maluquinhos snobs do sci-fi. Atenção: muito há para admirar em "Annihilation": o conceito, o look, várias ideias filosóficas e a competência irrepreensível de Natalie Portman. Depois vem o problema do costume de Alex Garland: não confia no espectador para fazer uma simples soma e, pior, tenta multiplicar o resultado por um elemento metafísico/alienígena que aparece às três pancadas e desaparece, pouco depois, de forma forçada e supérflua. Fica a boa intenção e a ambição desmedida desta sequela espiritual de "Stalker", mas até o arrojo tem que ter um tronco entre os pés e a cabeça.

domingo, março 11, 2018

Use your white voice!

sábado, março 10, 2018

The Investigator: A British Crime Story (S1/2016)

Nesta mini-série de quatro episódios disponível na Netflix, Mark Williams-Thomas é um detective conceituado no Reino Unido que, a pedido de uma mulher que pretende descobrir o que aconteceu à sua mãe há trinta anos atrás - quando foi vista pela última vez -, junta uma equipa de investigação para analisar várias situações peculiares que acabaram por levar à prisão perpétua do pai por homicídio, mesmo nunca tendo este confessado ou sido encontrado o corpo - ou vestígios deste. A premissa tem potencial para uma reviravolta épica, mas a verdade é que "The Investigator" acaba como começa, sem provas nem certezas, com indícios mas sem acusações, numa onda de propaganda pessoal do detective em torno de uma série de repetições e confissões incertas que não levaram a lado nenhum. Ou seja, nem sempre a realidade é mais interessante que a ficção.

sexta-feira, março 09, 2018

The Room by Não penses mais nisso

quinta-feira, março 08, 2018

Icarus (2017)

Bryan Fogel ia fazer um documentário ao bom estilo de Morgan Spurlock sobre os efeitos do doping na performance desportiva e como Lance Armstrong tinha conseguido enganar centenas de análises e testes anti-doping ao longo da sua carreira. Parte do processo passava por um contacto russo cedido por um conhecido prescrever-lhe um plano de dopagem e analisar a sua urina. E, do nada, caiu-lhe nas mãos - e nas filmagens - as confissões desse mesmo cientista, afinal de contas o responsável máximo pelo laboratório estatal russo que "controlava" todos os atletas, de todas as competições e modalidades; e, daí em diante, "Icarus" transformou-se num relato assustador de como a Federação Russa manipulou a verdade desportiva durante décadas sob a alçada dos seus governantes. Uma dádiva inesperada que Fogel soube trabalhar, esquecendo o plano original e focando toda a narrativa nos esforços do Dr. Grigory Rodchenkov em sobreviver através da verdade - o seu antecessor teve um conveniente ataque cardíaco - e da protecção da justiça norte-americana. Coragem que valeu um Óscar e um axioma que não resistiu à política - uma suspensão inicial dos atletas russos acabou por ser anulada dias antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro - mas mostrou e provou ao mundo uma realidade inegável.

quarta-feira, março 07, 2018

Obama & Netflix

"Former President Barack Obama is in advanced negotiations with Netflix to produce a series of high-profile shows that will provide him a global platform after his departure from the White House, according to people familiar with the discussions. Under terms of a proposed deal, which is not yet final, Netflix would pay Mr. Obama and his wife, Michelle, for exclusive content that would be available only on the streaming service, which has nearly 118 million subscribers around the world. The number of episodes and the formats for the shows have not been decided." [NYTimes]

terça-feira, março 06, 2018

The Final Year (2017)

Vamos começar pelo amargo sabor final: o muito aguardado projecto do documentarista Greg Barker está longe de ser o esperado murro no estômago em todos aqueles que sentem que o povo norte-americano cometeu um erro tremendo nas últimas eleições presidenciais, elegendo um ignorante xenófobo para um cargo que tinha sido ocupado, nos últimos oito anos, por um Homem sensato, inteligente e bondoso. Hora e meia de pouco Obama - duas ou três entrevistas rápidas nos bastidores -, focando o acompanhamento deste último ano de mandato no árduo trabalho diplomático de dois elementos do seu gabinete - John Kerry e Samantha Power - em vários assuntos sensíveis como a situação na Síria ou o reatamento histórico de relações com Cuba. Ben Rhodes, o homem com a pasta dos discursos e das comunicações oficiais, também fala muito ao longo de "The Final Year" mas pouco ou nada de inesperado revela. Em suma, a ressaca de Obama é demasiado penosa para ser curada - ou, dentro do possível, atenuada - com tão pouco. Resta a esperança que o futuro será melhor que o presente.

segunda-feira, março 05, 2018

Já foram os Óscares?

domingo, março 04, 2018

The Shape of Water (2017)

Uma fábula vista e revista inúmeras vezes nas mais variadas formas, um filme sem a chama de tantos outros de Guillermo del Toro, uma narrativa repleta de opostos, de deja-vus, de cenas tão desnecessárias e descontextualizadas quanto obviamente orquestradas a pensar nos galardões - sendo a dança a preto e branco, qual musical repleto de sonhos, a mais escandalosa. Tudo a funcionar sobre fórmulas tão gastas quanto seguras, sub-temas tratados com uma superficialidade bacoca, da homofobia ao assédio sexual, sem que nada pareça realmente importante. Sim Shannon, Jenkins e Hawkins - por esta ordem - brilham; mas fazem-no num aquário sem grande encanto, o vencedor mais insonso da Academia desde "O Discurso do Rei".

sábado, março 03, 2018

Professor X sleeping with Magneto's wife

sexta-feira, março 02, 2018

The Post (2017)

Sem chama, sem risco, sem inúmeras cenas-chave - a do tribunal, por exemplo -, sem surpresas, sem nada que o tornasse memorável. "The Post" é um vazio desinteressante realizado de olhos fechados por Spielberg, com demasiada preocupação na caracterização temporal do espaço e das personagens, deixando tudo o resto num piloto automático enfadonho que o deixa a milhas de clássicos deste sub-género jornalístico como "All the President's Men" ou até o recente "Spotlight". Verdade seja dita, a sub-história do "The New York Times" - que colocou primeiro as mãos no polémico estudo e acabou por ser proibido pela justiça de escrever sobre o assunto - teria certamente muito mais alma e conflito que esta onde, afinal, tudo corre às mil maravilhas. Óscares, a quanto obrigas.

quinta-feira, março 01, 2018

Locke (2013)

Um actor formidável, um carro e um telemóvel em alta voz. Que lição de como a simplicidade, por mais trabalho que dê, chega para fazer um belíssimo filme, repleto de coração e ritmo - por mais contida que estivesse a narrativa a nível físico. Tom Hardy num papelão de dificuldade extrema, pois toda a eficácia em torno do impacto de "Locke" recaía na sua face, na sua voz, nos seus olhos. Cinema minimalista, filmado em oito noites com um orçamento de tostões e três câmaras no total. Como que uma peça de teatro diluída de forma brilhante na grande tela.