terça-feira, junho 30, 2020

Movies on Vinyl - VHD

segunda-feira, junho 29, 2020

Carl Reiner (1922-2020)

domingo, junho 28, 2020

Cure (1997)

Um mistério de Kiyoshi Kurosawa com pano para mangas, mais perguntas do que respostas, uma premissa brutal que trabalhada com outras intenções poderia ter resultado num filme inesquecível mas que, ainda assim, entre duas interpretações irrepreensíveis - do detective e do manipulador, este último numa verdadeira performance solene causadora de nervos e inquietações no espectador com a sua postura tão passiva quanto psicologicamente arrasadora - e uma mão cheia de ideias, dúvidas e pormenores técnicos de primeira linha transformam este "velho" favorito de Bong Joon Ho e Scorsese numa descoberta obrigatória no género e no cartório asiático.

sábado, junho 27, 2020

Nalgas Flash Review: The Invisible Man

sexta-feira, junho 26, 2020

Jane Wick

quinta-feira, junho 25, 2020

Jurassic World: Fallen Kingdom (2018)

Demorou pouco a entrar em piloto automático este reboot da saga jurássica que apaixonou gerações na década de noventa. Vilão sem carisma, guião previsível que dói, demasiado CGI para tão pouca interacção humana, tudo com um aspecto amplamente plastificado num ambiente constantemente confinado de espaço e de luz, tornando a acção presente num espectáculo visualmente cansativo. As personagens-chave ficaram paradas no tempo e na caracterização, o conceito da Isla Nublar esquece por completo a Isla Sorna da franchise original, os dinossauros de guerra ou de estimação resultam tão mal na prática como enquanto ideia num papel e, tudo somado - ou talvez subtraído neste caso -, eis mais uma desventura que, por mais que suplique por uma sequela no final, não o merece. Mesmo que a Bryce Dallas Howard nos deixe de beiças.

quarta-feira, junho 24, 2020

Joel Schumacher (1939-2020)

terça-feira, junho 23, 2020

Nalgas Flash Review: The Invisible Man

segunda-feira, junho 22, 2020

The Black Hole (1979)

A Walt Disney Pictures - é verdade, quem imaginaria - apresenta uma odisseia no futuro (2130) que começa onde tudo o resto acaba, um gigantesco buraco negro no espaço. Quarenta anos antes da Cersei ter morrido com um pedregulho da cabeça, eis que o vilão endeusado do saudoso Maximilian Schell morreu inesperadamente com uma ecrã na gadelha que se prolonga daquela imponente barba. Se fosse hoje em dia, com os ultra finos LCDs que estariam certamente disponíveis numa nave espacial, talvez se tivesse safado. Palmeiras derrubam robôs e humanóides sem alma - sim, palmeiras no espaço, leram bem -, créditos iniciais de cinco minutos num fundo negro a arrancar hora e meia de filme à João César Monteiro e uma amizade extraordinária entre dois robôs, V.I.N.CENT e B.O.B., a v2.0 e a v1.0 da mesma lata flutuante, que deixariam na lama os droides da Guerra das Estrelas. Este "Abismo Negro" caiu compreensivelmente no esquecimento tanto no tempo como na história do cinema, responsabilidade não só do peso e da herança dos hits de George Lucas que não deixaram "espaço" para mais ninguém, mas também por culpa própria de um final que não sabe o que fazer ou dizer após a entrada no buraco negro. Ainda assim, uma experiência curiosa para o currículo.

domingo, junho 21, 2020

2020 ainda vai a meio

sábado, junho 20, 2020

Frantic (1988)

Um ponto de partida hitchcockiano, Polanski na realização e Harrison Ford em Paris. Todos os elementos combinados prometiam um thriller de excelência, mas a verdade é que nem os rasgos criativos do franco-polaco com a câmara nem a sensualidade estonteante de Emmanuelle Seigner salvam uma espiral contínua de más (e inexplicáveis) decisões narrativas, de uma tensão em constante evaporação, de uma química nula de Ford com Seigner por mais que a francesa lhe rasgasse o olhar - até a loiraça do Templo Perdido teve melhor sorte -, de um final tão teatral, disparatado e mal justificado que faz Hitchcock dar duas voltas no caixão sempre que alguém, tal como eu fiz aqui logo no arranque, refere o seu nome para falar deste "Frenético".

sexta-feira, junho 19, 2020

quinta-feira, junho 18, 2020

La cara oculta (2011)

Interessante thriller colombiano que arranca a lume brando mas que, cena após cena, pequeno twist atrás de pequeno twist, ganha consistência, valor e, ah malandros, nudez. Uma espécie de Jessica Alba colombiana que levanta bainhas de calças com facilidade, um momento que nos atira inconsciente e inteligentemente para uma esfera sobrenatural, cinematografia mais do que competente e, porra, voltemos à Jessi... perdão Martina Garcia, não é suposto uma tábua assim tirar tanto jipe da lama. Façam o que fizerem, fiquem bem longe do trailer antes de voarem rumo a Bogotá e deixem que as intersecções das narrativas façam o seu trabalho sem spoilers. O finale acaba por ser algo previsível e desapontante, mas a experiência que nos levou até lá compensa ainda assim a descoberta.

quarta-feira, junho 17, 2020

Marriage Mind Games

terça-feira, junho 16, 2020

Countdown (2019)

Mesmo que o resultado não seja tão sólido como o de qualquer "Final Destination" ou mesmo do mais recente "Happy Death Day", há qualquer coisa neste conceito de fuga a uma morte predestinada que tem um encanto único no cinema. Justin Dec - que realizou em 2013 a tão incisiva quanto satírica curta-metragem "Boats" - estreia-se aqui nas longas e talvez tenha sido essa inexperiência no formato que tenha condicionado algumas das decisões narrativas tomadas que, numa tentativa de conferir algumas camadas - e personagens - adicionais ao filme, acaba por diluir e enfraquecer o verdadeiro inimigo. E aqueles dois minutos finais, a suplicar por uma sequela, desnecessários como o demónio que por lá andava. Mas se algum de vocês resistir à cara laroca da Elizabeth Lail - Hollywood, por favor, não a deixes cair num saco roto - ou tiver coragem para fazer o download da aplicação no final do filme, então o problema é definitivamente vosso.

segunda-feira, junho 15, 2020

Nalgas Flash Review: The Hunt

domingo, junho 14, 2020

A Quiet Place (2018)

Um paradigma de talento e eficácia em todas as vertentes. Das interpretações brilhantes de toda a família Abbott - com especial e merecido destaque para uma Emily Blunt sempre em sofrimento, que nos deixa num estado de ansiedade constante -, à edição maravilhosa que torna o som num elemento chave num filme que vive do silêncio, sem desprimorar a realização destemida - e, na verdade, surpreendente - de Krasinski, sem medo, por exemplo, de mostrar o inimigo ao detalhe em vez de se salvaguardar nos usuais glimpses de CGI. Quase tudo em "Um Lugar Silencioso" funciona numa harmonia rara num género em constante reinvenção na última década, um filme que tem tanto de terror como de drama familiar, com química e dinâmicas familiares de excelência que parecem reais e, logo, com impacto no espectador. Uma tensão aflitiva que não nos deixa durante um segundo durante quase uma hora, um ritmo frenético, um medo real e palpável, uma história que consegue superar a sua premissa apocalíptica. Venha a sequela.

sábado, junho 13, 2020

sexta-feira, junho 12, 2020

Holiday (2018)

Lixo. Na belíssima Riviera Turca, mas lixo. Percebe-se a ideia conceptual que dá vida ao filme, mas tudo falha rotundamente aqui: a narrativa com um longo princípio que desleixa o meio e o fim, a edição atabalhoada, o olhar misógino que não oferece qualquer desenvolvimento emocional ou sequer racional à sua personagem-chave, portadora e vítima da mensagem que a realizadora quer passar, a cena de violação porque sim, sem dimensões ou camadas extras que justifiquem a repulsa do espectador, comida, comida e mais comida à mesa, para encher hora e meia. E não adianta qualquer comparação à cena suja e angustiante de "Irreversible": aqui interessou o factor visual, estilizado, quase como se de uma filmagem para o pornhub se tratasse. Eis um bom exemplo de como se pode mostrar tudo sem mostrar nada, falar tanto dizendo tão pouco.

quinta-feira, junho 11, 2020

The Transformation of Clint Eastwood

quarta-feira, junho 10, 2020

The Layover (2017)

Expressões magníficas como "You buy socks and I suck coc**". A Kate Upton a arrotar que nem uma labrega. A Alexandra Daddario com as roupas a pingar diarreia sabe-se lá de quem. Um tipo com um pénis torto que papa cada uma delas às escondidas da outra; no dia a seguir casa-se e, tudo bem, não há problema, já namora com a mulher - que até é uma chata de primeira - desde a faculdade e merecia uma alegria na vida. Ai foi spoiler? Não me lixem, ninguém se importa com isso aqui. Apenas queremos saber porque é que o William H. Macy juntou as quatro melhores melancias de Hollywood e não conseguiu sequer fazer a porra de uma sobremesa. Daquelas que, por pior que nos fizesse à saúde, ao menos servia para encher a alma (e a vista) de um sentimento de culpa irresistível. Obrigadinho por nada Frank Gallagher.

terça-feira, junho 09, 2020

Kevin Bacon stopped aging 10 years ago

segunda-feira, junho 08, 2020

The Last Dance (S1/2020)

Tecnicamente irrepreensível, este documentário de dez episódios em torno da carreira gloriosa de Michael Jordan e da dinastia vitoriosa dos Chicago Bulls na NBA faz quase tudo bem com o imenso material nunca antes visto que tem. Saltos temporais constantes não só dentro da série como dentro de cada episódio que servem para apimentar - e até justificar - grande parte dos enredos esquecidos e/ou desconhecidos pela maioria dos espectadores, entrevistas com dezenas de intervenientes e um resumo brilhante e eficaz dos jogos e momentos desportivos chave de cada temporada. Uma montanha-russa de emoções e recordações, de ritmo imparável, num trabalho que apenas fica manchado por várias reacções contraditórias pós-série de alguns dos retratados, desmentindo várias afirmações de Jordan ao longo da série. Vale o que vale e, mesmo que o 23 tenha naturalmente "dourado a pílula" para o seu lado, a experiência, a estrutura, cada minuto desta última dança enche-nos de uma nostalgia rara e saborosa. Que saudades dos anos noventa.

domingo, junho 07, 2020

I miss George Carlin

sábado, junho 06, 2020

Rosemary's Baby (1968)

Um realismo concreto com uma subtil distorção psicológica - real ou não, é a dúvida que se transforma no segredo desta experiência mística. Desempenhos psicologicamente detalhados, da irritantemente bisbilhoteira Minnie de Ruth Gordon à desconcertante pré-mamã de convicções católicas de Mia Farrow. Muito mais do que um filme de terror, "A Semente do Diabo" - nunca a tradução de um título foi estupidamente tão reveladora como neste caso - é um mistério com contornos de paranóia e sobrenatural, que coloca o público em constante ansiedade através do seu ritmo e cadência, pela forma como os mistérios de uma primeira gravidez se entrelaçam com as suspeições paranormais de uma mulher. Há quase um humor involuntário na moral de um homem que vende a alma ao diabo, e como nunca o diabo aqui esteve nos detalhes, do comentado ano um numa festa de passagem de ano à reacção estranha de Cassavetes quando sente os primeiros pontapés do filho na barriga de Rosemary. E, no final das contas, mãe é mãe, não é?

sexta-feira, junho 05, 2020

Andy Furiosa

quinta-feira, junho 04, 2020

Incendies (2010)

Um verdadeiro soco no estômago, uma história cruel que bate lenta, lentamente, como que o sono a chamar por nós. Será de propósito? Será falta de jeito? De propósito foi certamente - ausência de banda sonora, planos longos e bem abertos de paisagens destruídas pelo tempo, de todo um outro universo a que o oeste não está habituado - mas jeito não falta aqui. Duas linhas temporais em que Villeneuve mistura a história de vida de uma mãe recentemente falecida com a busca pela verdade dos dois filhos, onde constantes actos desumanos deixam em nós uma inquietação tão desconfortável quanto, perdoem o paradoxo, humana. Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor? E uma infinita tristeza, uma funda turbação, entra em nós, fica cá presa. Caiem balas no Líbano - e caiem no nosso coração. Que sorte a de Augusto Gil nunca ter conhecido esta "mulher que canta".

quarta-feira, junho 03, 2020

When it rains, it pours!

terça-feira, junho 02, 2020

7500 (2019)

Agradável surpresa num subgénero tantas vezes mal tratado. Não há pormenor técnico aeronáutico que escape ao alemão Patrick Vollrath, naquela que é uma das emergências mais sensíveis e imprevisíveis que invade pesadelos tanto de pilotos como de controladores de tráfego aéreo. Melhor que esse respeito e atenção à componente teórica/profissional de um sequestro em pleno voo, é a forma crua - e até cruel - como o drama é desenvolvido, de um realismo raro, sem fogo-de-artifício, sem artimanhas de super-heróis, sem twists ou ganchos cinemáticos fáceis para ganhar o espectador ao mesmo tempo que banalizam um acto de terrorismo em prol do espectáculo. Não há aqui tiques hollywoodescos, apenas um actor superlativo que, fechado num cockpit, num ambiente claustrofóbico, tão perto mas ao mesmo tempo tão longe do inferno, enche a pantalha como poucos.

segunda-feira, junho 01, 2020