sábado, janeiro 20, 2007

Open Water 2 - Adrift (2006)

Um grupo de amigos reúne-se ao fim de cinco anos para comemorar o aniversário de um deles. A convite do próprio aniversariante, decidem ir passar o fim-de-semana num luxuoso iate, suposta propriedade deste. Mas rapidamente a viagem torna-se num pesadelo, quando estes decidem dar um mergulho em alto mar mas não baixam as escadas. O barco é impossível de escalar (não, não é, mas para termos hora e meia de filme, lá teve que ser) e para piorar a situação, um deles tem de lidar com a sua fobia de água (o pai morreu a brincar com a personagem dentro de água). E não, não é tudo. Como um mal nunca vem só, esta pobre rapariga ainda tem que confrontar-se com o pânico de ter deixado a sua filha bebé a bordo, no iate, sozinha. À medida que a exaustão e o medo os consomem, cada minuto torna-se uma luta pela sobrevivência.

“Armadilha em Alto Mar” é daquelas raras excepções em que a sequela é ligeiramente superior ao seu filme de origem. Mas esta é também daquelas escassas ocasiões em que isso não significa absolutamente nada em termos de qualidade, pois “Open Water 2 – Adrift” apesar de superior ao abominável “Open Water”, não é nada de singular ou extraordinário. Apenas mais uma tragédia marítima, que apesar de rotulada de “Baseada em Acontecimentos Reais”, é claramente reconstruída e adaptada às necessidades patentes e intuitivas do cinema convencional. É “A Rima do Velho Marinheiro”, amoldurada ao grande ecrã, em que “com tanta água em redor, não encontramos uma única gota para beber”, mas a duplicar. Porque ao contrário da primeira obra, a salvação está mesmo ali ao lado, no inalcançável iate.

No entanto, são de louvar em “Adrift” alguns poucos apontamentos que o diferenciam e o engrandecem em relação a “Em Águas Profundas”. Primeiramente, a não necessidade de recorrer ao cliché típico do cenário: a presença assustadora e intimidatória de tubarões. De seguida, a real sensação de mau-estar criada no espectador – que nunca existiu na obra de estreia – provocada pela inocência e fragilidade do bebé abandonado. Finalmente, um elenco bastante mais competente e profissional do que no filme anterior, com especial destaque para a semi-desconhecida Susan May Pratt (10 Things I Hate About You).

8 comentários:

Ricardo disse...

Mas foste ao cinema ver isto? errgh!

Knoxville disse...

É preciso ver um bocado de tudo para saber destinguir o que é bom e o que é mau caro Ricardo :) Um abraço.

Ricardo disse...

Concordo em parte. Já Platão referia a complementaridade dos opostos. Agora há filmes que uma pessoa não vai ao cinema ver lol! Videoclube nestes casos... ou meios menos... ermm Convencionais! Um Abraço!

Knoxville disse...

Por acaso este Adrift vi no Colombo, quando lá esteve no cinema e foi quase por exclusão de partes: já tinha visto tudo o resto que interessava e o trailer pareceu-me interessante. Infelizmente, nada fugiu ao normal e confirmou as minhas expectativas.

Um abraço Ricardo!

p_alucinado disse...

não cheguei a ver este Adrift, mas fiquei muito bem impressionado com o Open Water. Já agora, como curiosidade, este Adrift não é uma sequela do Open Water. A produtora apenas se aproveitou das semelhanças entre os dois filmes para colocar "Open Water 2" como título em alguns (e repito, apenas alguns) países europeus.

Knoxville disse...

Antes de mais, obrigado pelo esclarecimento acerca da sequela. Não tinha conhecimento desse facto. Se gostaste de Open Water, então não perdes nada em ver este Adrift alucinado. Eu acho-o um pouco superior.

Um abraço, obrigado pela visita e pelo comentário!

Zilma disse...

Assisti ontem em DVD, mais por falta de opção,visto que já assisti a quase tudo dos lançamentos disponíveis na locadora e em catálogo também.Não é de todo ruim, me chamou mais a atenção pelo enunciado: "baseado em fatos reais"; que sempre me atrai, pois imagino a situação real vivenciada,o que torna a "história" em questão bem mais atraente.O que prejudica é a falta de informação e possibilidade real dos "fatos", pouco prováveis em determinados momentos do filme. Poderia até ser melhor explorado talvez, mas valeu pela interpretação de alguns.Como disse, mesmo assim valeu, pois me despertou o interesse por seu desfecho, me deixando até "sem fôlego", literalmente, por tanto esforço dentro d ' água.

Knoxville disse...

:) Cumprimentos Zilma, volte mais vezes ;)

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