quinta-feira, janeiro 31, 2019

Take 50 - Billy Wilder

quarta-feira, janeiro 30, 2019

Como funciona a nostalgia?

terça-feira, janeiro 29, 2019

IO (2019)

Um sci-fi futurista low-budget transformado em slow-budget intimista, com duas personagens a discutir os problemas da humanidade numa cabana e o significado de obras de arte num museu. Sobrevivência num planeta que caminha para uma morte lenta, com muita conversa de chacha e pouca criatividade e, ainda por cima, um final mais do que óbvio. E assim, tal como se esperava, eis mais um produto "vanguardista" da Netflix em que só o conceito interessa e tudo o resto não cumpre os mínimos. Mais um sacrifício que fiz para que vocês não tenham que o fazer.

segunda-feira, janeiro 28, 2019

2019 & 2020

domingo, janeiro 27, 2019

Jesse Eisenberg fast talking... i'm in.

sábado, janeiro 26, 2019

Prison Break (S4/2008)

A quarta temporada de "Prison Break" é um caso de estudo, pelas piores razões: onze episódios iniciais técnica e narrativamente ao nível do melhor que a série já tinha oferecido no ano de estreia e eis que chega um midseason finale muito manhoso que serve de pontapé de saída para uma segunda metade absolutamente horrorífica: qual telenovela mexicana sem fundos, mal interpretada - pelos mesmos que antes tinham brilhado -, terrivelmente filmada e editada, "Prison Break" arrasta-se repleta de decisões tão previsíveis quanto risíveis, reviravoltas parvas atrás de reviravoltas parvas, enfim, um desastre completo até ao salto final de quatro anos nos minutos finais daquele que se julgou ser, durante quase uma década, o capítulo final de uma série outrora especial. Aí, com emoção, percebemos que o nosso herói morreu. Mas como? E eis que veio um filme ("The Final Break") para o explicar. Mas esperem, afinal era brincadeirinha: em 2017, Michael voltou para mais nove episódios. E mais estão prometidos a anunciados. Mercado, a quanto obrigas.

sexta-feira, janeiro 25, 2019

Troma meets Portugal

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Fyre (2019)

Eis a história de como um vigarista disfarçado pelos cada vez menos exigentes media como um "jovem empreendedor visionário" enganou milhares de pessoas, de colaboradores ao público em geral, com a promessa de um festival de música ultra-exclusivo numa ilha privada nas Bahamas, repleto de luxos e modelos de Instagram, iates e cabanas de sonho, facturando e prometendo pagamentos de milhões de dólares que, surpresa das surpresas, nunca aconteceram. O resultado foi um cancelamento inevitável no próprio dia, com milhares de pessoas desorientadas no local do suposto "acontecimento extraordinário", sem música, comida ou sequer um sítio habitável para dormir. Billy McFarland acabou condenado a meia dúzia de anos na prisão - enquanto aguardava julgamento na sua penthouse ainda tentou mais uns quantos esquemas com falsos bilhetes de centenas de dólares para os mais variados eventos de topo - e, o mais provável, analisando a história recente dos EUA, é acabar a concorrer à presidência do país daqui a vinte ou trinta anos. Tecnicamente, Chris Smith (responsável pelo maravilhoso "Jim & Andy") faz tudo bem: a edição revela-se imaculada, a história é contada de forma natural e progressiva e o ritmo nunca abranda. As intenções de quem o produziu, tendo em conta que foram também eles parte do problema original, bem... essa fica à interpretação de cada um. Vítimas ou aliados, eis um problema da justiça, não da Netflix.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Precious Judi Dench

terça-feira, janeiro 22, 2019

My Next Guest Needs No Introduction with David Letterman (S1/2018)

Conversas de uma hora em palco, com dois ou três segmentos intermédios gravados no exterior, num ambiente acolhedor e num ritmo editado na perfeição para o formato proposto. Seis episódios mensais que arrancaram com a primeira entrevista de Barack Obama após ter deixado o cargo ocupado agora por um idiota que não consegue articular cinco palavras de forma estruturada, a que se seguiram George Clooney - os segmentos com os seus pais são maravilhosos -, a vencedora de um Nobel da Paz, Malala Yousafzai, Jay-Z - naquele que foi o episódio menos interessante -, a emocional Tina Fey e o, afinal de contas, tão simples, Howard Stern. David Letterman sabe o que faz - só não sabe escolher o tamanho certo de perna para as suas calças -, prefere escutar e deixar os convidados brilhar a ser ele o protagonista e isso, nos dias que correm, faz toda a diferença.

segunda-feira, janeiro 21, 2019

domingo, janeiro 20, 2019

Estará o formato físico mesmo a morrer?

Segundo informações partilhadas num fórum de coleccionadores nacional, a FNAC teve em Portugal um aumento de oito porcento na venda de DVDs e Blu-Rays de filmes e séries em 2018 comparativamente com 2017. Aqueles que anunciaram a morte lenta do formato físico em Portugal devido ao aparecimento da Netflix (final de 2015) e outras plataformas de streaming estavam, aparentemente e felizmente, enganados.

sábado, janeiro 19, 2019

The Wolf of No Street

sexta-feira, janeiro 18, 2019

All the Money in the World (2017)

Papelões de Christopher Plummer - muito provavelmente melhor do que seria Spacey, a escolha original, repleto de maquilhagem para envelhecer trinta anos - e Michelle Williams e uma realização segura de Ridley Scott não chegam para fazer brilhar uma narrativa previsível, sem rasgos nem ritmo, num produto demasiado preocupado em justificar a mensagem e estilizar o mensageiro em vez de entusiasmar o espectador com um thriller que surpreendesse. Todo o dinheiro do mundo não chega mesmo para fazer um filme além do mediano, num espectáculo encarcerado na necessidade de manter a veracidade de uma história real. Dinheiro não é riqueza.

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Nalgas Flash Review: A Star is Born

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Nalgas Temporada 6

terça-feira, janeiro 15, 2019

Will the real slim shady please stand up

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Cam (2018)

A estreia na realização de Daniel Goldhaber leva Alice directamente do País das Maravilhas para o mundo digital dos taradões e da futilidade sensual. O clássico de Lewis Carroll enche esta produção da Netflix de referências - começando logo pelo nome da personagem -, resultando num thriller competente que nunca deslumbra mas, igualmente, raramente aborrece. Tudo somado, o processo acaba por ser muito mais interessante que a resolução e Madeline Brewer ("The Handmaid's Tale") não compromete a levar o filme às costas. Como diria o tio Pedro, Boff.

domingo, janeiro 13, 2019

Sara: o que é boa televisão?

sábado, janeiro 12, 2019

Le conseguenze dell'amore (2004)

Cinematografia distinta, edição ousada, sonoplastia perfeitamente adequada ao mistério com que Paolo Sorrentino nos tenta seduzir e, claro, não podia deixar de ser, mais uma interpretação divinal daquele que será para muitos - para mim é - o mais cativante actor europeu da actualidade. Toni Servillo arranca (mais) uma performance de bradar aos céus, com o seu agente secreto de poucas palavras e amigos que se apaixona pela empregada de bar (Olivia Magnani) do pequeno hotel onde vive na Suiça, escondido do mundo e da família. E aquele final, dramático e inesperado, uma autêntica pedrada no charco para quem esperava um raio de luz, por mais ténue que fosse. A cimentar - pun intended!

sexta-feira, janeiro 11, 2019

O nosso futuro não está na Terra

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Miss Meadows (2014)

Katie Holmes é uma professora de infância transformada em justiceira assassina nas horas livres, num guião sem sal nem pimenta - apenas uma narrativa demasiado básica que gira em torno do conceito inicial que abre este parágrafo -, realizado de forma praticamente amadora por Karen Leigh Hopkins - quem? Exacto. Sem garra nem graça, sem jeito de Holmes nem maneira de nenhum dos vilões, eis uma boa ideia esbanjada na incompetência de uma actriz de segunda que um dia sonhou ser realizadora de primeira. Toodle loo my ass.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

terça-feira, janeiro 08, 2019

Wall Street (1987)

Ganância vs ética, vencer a qualquer custo ou ser uma vítima do capitalismo. Oliver Stone realiza de forma magnânima este "Wall Street", reunindo todos os elementos necessários para deixar a narrativa brilhar a nível moral e estrutural. Michael Douglas naquela que é muito provavelmente a melhor interpretação da sua carreira - pelo menos a mais icónica -, movendo-se com uma competência e charme diabólico dentro do seu mantra de "Greed is Good", que lhe valeu, merecidamente, um Óscar em 1988. Pai e filho Sheen funcionam - a química e autenticidade da sua relação passa para o ecrã - nos momentos mais emocionais, num retrato único de um período marcante da história económica norte-americana.

segunda-feira, janeiro 07, 2019

domingo, janeiro 06, 2019

Ruth (2018)

"Ruth" tinha não só uma história como um contexto sócio-político de base extraordinário para orquestrar um filme realmente interessante, clubismos e preconceitos à parte. Mas a verdade é que tudo isso perde fulgor e impacto numa realização demasiado limpinha de António Pinhão Botelho (na sua estreia), uma edição sem brilho na criação de um fio condutor e, pior que tudo, numa mão-cheia de interpretações demasiado forçadas, quase teatrais, de praticamente todo o elenco à excepção, surpresa das surpresas, de Igor Regalla, aqui Eusébio da Silva Ferreira, o mais jovem num elenco repleto de pesos pesados. Merecia a tentativa, mas acabou por não valer o esforço.

sábado, janeiro 05, 2019

John Wick for Netflix

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Commando Ninja (2018)

Ninjas, dinossauros, cyborgs com visão de Predador, maminhas e fatos de banho à anos oitenta, intestinos à vista, sangue, humor negro, sonoplastia irresistível e mil e uma referências a clássicos como "Rambo", "Commando", "Highlander", entre tantos outros. "Commando Ninja" tinha, à partida, tudo o que era preciso para ser um favorito de culto de cinéfilos série-Z de lés-a-lés. Mas a aposta em transformar material suficiente para uma curta-metragem numa arriscada longa-metragem arrasta todo aquele entusiasmo inicial para um cansativo, quase enfadonho, esforço de um conceito que perde piada e coolness a cada minuto que se espalha no seu esforço tremendo em justificar tamanha duração. Já se fez bem pior com mais do que trinta e seis mil dólares mas, como um dia disse-me a minha mulher, mais vale pequeno e bom do que grande e desleixado.

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Bob Einstein (1942-2019)

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Black Mirror: Bandersnatch (2018)

Que desilusão. Um conceito que rebenta com toda uma narrativa, narrativa essa que em si já não conseguia gerar interesse suficiente para justificar múltiplos visionamentos nos seus mais diversos labirintos. Guião feito às três pancadas, num caso claro em que se privilegiou a forma em virtude da substância, numa meta-narrativa de escolhas pobres simplesmente aparada pela aura de "Black Mirror" que a protege. A montanha pariu um rato que, esperemos, seja estéril e não se reproduza num futuro próximo.

terça-feira, janeiro 01, 2019

Olá 2019!