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quinta-feira, janeiro 10, 2019

Miss Meadows (2014)

Katie Holmes é uma professora de infância transformada em justiceira assassina nas horas livres, num guião sem sal nem pimenta - apenas uma narrativa demasiado básica que gira em torno do conceito inicial que abre este parágrafo -, realizado de forma praticamente amadora por Karen Leigh Hopkins - quem? Exacto. Sem garra nem graça, sem jeito de Holmes nem maneira de nenhum dos vilões, eis uma boa ideia esbanjada na incompetência de uma actriz de segunda que um dia sonhou ser realizadora de primeira. Toodle loo my ass.

segunda-feira, outubro 15, 2018

The One I Love (2014)

Um cenário complexo, qual aberração cósmica, dá asas a um sci-fi indie em torno da complexidade aberrante, não cósmica mas por vezes cómica, do amor matrimonial. Conceito original, repleto de potencial, que se desenrola de forma tão misteriosa quanto cativante e criativa. Mark Duplass volta a brilhar naquele registo tão próprio de um "eu" qualquer, aqui suportado em plena harmonia pela agora tão em voga Elizabeth Moss. Eis o desespero quase idiossincrático do amor, da chama que se apaga, da faísca que nem sempre chega; aqui com espaço para reaparecer em versões melhoradas de cada um deles. Será que chega?

sexta-feira, junho 02, 2017

Life Itself (2014)

Documentário apaixonante para qualquer um que ame e viva - mesmo que através de palavras - para essa arte chamada cinema, "Life Itself" é um documentário biográfico sobre o conceituado e multipremiado crítico de cinema Roger Ebert, entretanto falecido em 2013. Realizado por Steve James ("Hoop Dreams"), eis um retrato pessoal de uma vida repleto de memórias emocionantes e inspiradoras como de dificuldades recentes que mostram bem a fragilidade da condição humana. Sentimental, rico em histórias tão deliciosas quanto inesperadas - do alcoolismo ao seu casamento/divórcio profissional com Gene Siskel. Obrigatório para qualquer moviegoer.

sábado, maio 06, 2017

El incidente (2014)

Estreia promissora na realização do mexicano Isaac Ezban, "El Incidente" deambula entre duas histórias paralelas - ou será que não? - onde as personagens estão presas em loops espaciais - e não temporais, como é mais usual neste sub-género metafísico da ficção científica. Uma estrada que se encerra em si própria ou umas escadas que terminam onde começam não são nada mais do que metáforas para a nossa vida, um plano estendido da nossa existência, uma alegoria para as dinâmicas que repetimos desde pequenos até à morte. As esperanças da juventude e os arrependimentos da velhice num ambiente claustrofóbico, sem saída possível, que traz à flor da pele o pior de nós mesmos. A explicação, perto do fim, parece demasiado simples para tamanho puzzle que foi montado de forma perspicaz e ambiciosa. Ainda assim, uma experiência singular.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Gone Girl (2014)

Qual clássico perdido de Hitchcock sobre o desaparecimento/assassinato de uma mulher, apimentado com uma tensão psicossexual moderna que só um génio como David Fincher poderia filmar sem a banalizar, "Gone Girl" é um filme que se divide em dois momentos completamente distintos. Sem spoilers - pois quanto menos souberem melhor -, eis um portento produto de realização, uma adaptação imaculada de um livro complexo que nos mantém agarrados ao seu mistério do primeiro ao último minuto. Uma representação tremenda de Rosamund Pike, num enredo que brinca com a nossa percepção do que se passou e do que se pode vir a passar, entre twists tão obscuros quanto brilhantes. Meticuloso, credível e sem pressas. Como qualquer bom mistério deve almejar ser.

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Predestination (2014)

A montanha (internet) pariu um rato (sci-fi muito fraquinho). Que forma pateta de explorar o conceito das viagens do tempo, atirando-lhe para o meio do eterno dilema do ovo e da galinha, numa premissa tão absurda quanto previsível - não tinham passado vinte minutos e já era óbvio quem eram as personagens mistério. Narração desinteressante, conclusão sem chama ou qualquer significado relevante - foi mesmo só tentar o twist que parecia impossível -, num guião que se crê muito mais inteligente do que aquilo que realmente é. Se as viagens no tempo existirem mesmo, aproveitem para voltar atrás no tempo e dizerem a vocês mesmos para não verem esta brincadeirinha dos irmãos Spierig ("Daybreakers").

quarta-feira, novembro 30, 2016

Allende en su laberinto (2014)

Não sei até que ponto "Allende en su laberinto" estará mesmo repleto de incongruências históricas e factuais, como muitos chilenos apontam por essa rede fora, principalmente devido à exumação dos restos mortais de Allende em 2011, a pedido da sua filha, ter revelado indicadores de suicídio, o que não compactua com a visão heróica apresentada aqui; independentemente da origem da bala que terminou a sua vida, a dramatização das últimas horas de vida do presidente chileno Salvador Allende pelo compatriota Miguel Littín - ele que nos anos setenta e oitenta foi nomeado para os óscares por mais do que uma vez na categoria de Melhor Filme Estrangeiro - não deixa de ser um testemunho importante, por mais inclinado que esteja, de uma parte da história política e social mundial muitas vezes olvidada por conveniência de um estilo de vida que, por mais estabilizado que esteja na cultura ocidental, não é nem nunca foi mais democrático do que a história de vida e de actuação socialista de Allende, eleito por sufrágio popular. Na tela, fica uma bestial interpretação do marxista por Daniel Muñoz, uma cinematografia praticamente irrepreensível no que concerne à destruição do Palacio de La Moneda e uma alfinetada merecida aos EUA.

sexta-feira, novembro 04, 2016

Left Behind (2014)

Tenho um vício grave na minha vida pessoal que prejudica várias vezes - para não dizer quase sempre - a minha cinefilia: atirar-me a tudo o que mexa que meta aviões. Como se não bastasse a terrível sinopse e o medonho cartaz, levei ainda com mais um penteado grotesco do Nicolas Cage, um filme que não sabe se há-de ser sobre o fim do mundo ou sobre uma emergência complicada em pleno voo, que mistura relacionamentos complexos pai-filha com o pânico do Apocalipse. Realizador? Vic Armstrong, o mesmo que andava desaparecido há mais de duas décadas desde o saudoso "Joshua Tree". Cena chave? Dois minutos de fita, uma simples fotografia de família na mesa de cabeceira mostra o trabalho de photoshop mais ranhoso que há memória, com blur e tudo em torno da cabeça de Cage. Percebemos logo para o que vamos.

segunda-feira, outubro 10, 2016

The Purge Trilogy (2013/2014/2016)

Uma trilogia em constante crescendo com um conceito fenomenal - uma noite por ano sem leis nem consequências para quaisquer actividades criminosas que sejam cometidas. O primeiro, mais intimista, sobrevive da ideia original e criativa, corta os pulsos no trailer (que quase tudo mostra) e termina em harakiri com as interpretações medonhas de uma dupla que tinha obrigação de muito mais: Ethan Hawke e Lena Headey, esta última incapaz de disfarçar o olhar para o vazio, fosse qual fosse a intensidade dramática da cena. No entanto, aquele som da purga aliado ao potencial da doutrina tornou irresistível voltar à saga de James DeMonaco (guionista do fenomenal "The Negotiator"); e tanto "Anarchy" como "Election Year" saem literalmente da toca, exploram inúmeras possibilidades da anarquia de controlo social instalada pelo governo e trazem ao universo do protagonismo o tantas vezes secundário Frank Grillo. Epah, e o "Bubba" do "Forest Gump", que mimo. Venha a já anunciada série televisiva, que lenha para queimar não falta.

terça-feira, maio 10, 2016

Sin City: A Dame to Kill For (2014)

A garra e o corpanzil voluptuoso de Eva Green, Josh Brolin e Gordon-Levitt acima da média e tudo o resto em piloto automático, à sombra do sucesso e da irreverência visual e narrativa da adaptação cinematográfica da obra de Frank Miller que conquistou o público e a crítica em meados da década passada. Três histórias de heróis e vilões intercaladas e interligadas na arrojada cidade do pecado, com o belíssimo preto e branco abrilhantado por toques simples de cor intensa, num produto cuja estética cuidada ao mais singelo pormenor visual merece ser desfrutada apenas e só em alta-definição. Esgotou-se o conceito outrora inovador, morreu para a representação a agora sensaborona Jessica Alba e chegou a hora de Frank Miller deixar isto da mão e tentar colar "Ronin" a algum produtor/realizador de Hollywood.

segunda-feira, março 28, 2016

Peri da Pituba (2014)

Perivaldo Lúcio Dantas, mais conhecido dentro de campo como o "Peri da Pituba", foi um lateral direito histórico do Botafogo, duas vezes Bola de Prata do campeonato brasileiro e companheiro da selecção canarinha de estrelas como Zico e Sócrates, nos tempos áureos de Telê Santana. Depois de um contrato milionário quase em fim de carreira na Coreia do Sul que não correu bem, viajou no final da década de oitenta para Portugal para integrar a custo zero o Sporting de Marinho Peres. Mas ditou a sua sorte (ou falta dela) que a limitação da altura de um máximo de três jogadores estrangeiros por cada plantel o atirasse para uma reforma inesperada, tendo permanecido por cá por (mais) uma paixão que não funcionou. Foi gastando o que tinha, emprestando o que não devia, perdendo o que não podia para doze mulheres (e onze filhos) espalhados por todo o mundo e, quando deu por si, era um sem abrigo, um vagabundo em Lisboa, dormindo na rua em cima de caixotes de papelão, sobrevivendo dos apoios da Santa Casa da Misericórdia e das bugigangas que vendia - muitas delas encontradas no lixo - na Feira da Ladra. Uma solidão que o devorava mas que sempre escondeu dos familiares com quem tinha contactos telefónicos no Brasil; até que a Globo o descobriu e, em parceria com o Sindicato de Jogadores do Rio de Janeiro, devolveram-lhe a dignidade, o nome e a vida que lhe tinha escapado entre os dedos no último quarto de século. Um retrato simples, mas emocionante, que coloca muitos detalhes da nossa vida em perspectiva. Para descobrir, na Netflix nacional.

sexta-feira, março 18, 2016

The Equalizer (2014)

Realizado por Antoine Fuqua ("Training Day"), "The Equalizer - Sem Misericórdia" vive do gravitas do seu herói, interpretado de forma carismática e singular pelo oscarizado Denzel Washington. Sem ideias impetuosas ou reviravoltas inesperadas, o thriller de acção de Fuqua resulta bem porque não tenta ser mais do que uma estilizada história simples de acção e vingança, não inventando narrativas paralelas nem desmontando a sua estrutura nos momentos-chave de embate entre Washington e os capangas liderados por Marton Csokas. Vulgar e eficaz, a sequela já anunciada é mais do que merecida para aquele que foi o melhor "Taken" de 2014.

quinta-feira, março 03, 2016

I Am Ali (2014)

A vida desportiva de Cassius Clay - que após se dedicar ao islamismo, alterou o seu nome para Muhammad Ali, principalmente porque acreditava que o seu nome tinha origem na escravatura dos seus antepassados -, considerado por muitos como o maior lutador da história do boxe, o profeta desbocado que não protegia a cara nos ringues, vista na perspectiva de vários familiares, fãs e amigos próximos. O pugilista que voava como uma borboleta e picava como uma abelha, revisto em quase duas horas de documentário que, ainda assim, deixa a sensação de que muito mais ficou por mostrar. Numa altura de grande segregação racial, Ali foi figura de proa na revolução social e cultural que modificou os EUA nos anos sessenta e setenta, muito devido ao seu estilo sem papas na língua nem modéstia na sua auto-apreciação. Suspenso dos ringues, no pico da sua carreira, durante quatro longos anos por ter-se recusado a participar na Guerra do Vietname, criticando-a publicamente e liderando a revolta nas ruas, Ali disse um dia que "o maior título desportivo de nada vale se um homem não puder ser livre"; e isso tornou-o uma lenda não na história do desporto, mas sim da humanidade. Uma que, imperceptivelmente, é tratada como se já estivesse morta, mesmo neste documentário que lhe celebra a vida, referindo-se toda a gente a Ali no passado. E ele, por pior que esteja devido à doença de Parkinson que lhe foi diagnosticada ainda nos anos oitenta, não merece tal desprezo. Porque um único plano na actualidade, mesmo que em silêncio profundo, teria valido ouro.


terça-feira, fevereiro 02, 2016

Whitey: United States of America v. James J. Bulger (2014)

James "Whitey" Bulger, mafioso irlandês que durante anos esteve no topo da lista dos mais procurados pelo FBI, lado a lado com Osama Bin Laden, e que foi recentemente retratado em "Black Mass" por Johnny Depp, num documentário que acompanha os bastidores do seu julgamento em 2013. Com entrevistas a testemunhas-chave, criminosos que trabalharam de muito perto com Whitey, familiares de várias vítimas, o advogado de defesa de Bulger e, indirectamente, o próprio infame, "Whitey: United States of America v. James J. Bulger" arranca de forma fulgurante com cinco minutos que colocam o espectador completamente a par do background histórico de tudo o que vai assistir de seguida. O ritmo depois abranda, mas o objectivo do documentarista Joe Berlinger é óbvio: mostrar que o FBI foi cúmplice em quase todos os crimes cometidos por Bulger, aproveitando a sua influência para extinguir a histórica máfia italiana da cidade de Boston. Um bom complemento para quem gostou de "Black Mass".

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Mitt (2014)

O retrato de um vencido. "Mitt" acompanha o candidato presidencial republicano Mitt Romney nas suas duas campanhas para se tornar no homem mais poderoso do planeta: em 2008, quando perdeu para McCain a luta partidária para ser o representante dos "elefantes" contra Obama, e quatro anos depois, quando conseguiu ser eleito como candidato republicano mas perdeu nas urnas para o Presidente em funções. Enquanto documentário político, "Mitt" é frívolo e oco, vazio de ideias e pontos de vista pessoais sobre a sociedade e a economia norte-americana que não um ou outro soundbite sem qualquer profundidade; enquanto retrato familiar de um mórmon rico atrás de um sonho, não resulta muito melhor, ou não estivesse claramente a família inteira, dos filhos à mulher, desesperada por chegar à Casa Branca apenas pelo estatuto que tal lhes proporcionaria. E quando mesmo num produto trabalhado para funcionar como propaganda individual a imagem que passa é tremida, algo correu definitivamente mal entre o promissor arranque (a derrota final) e o simbólico desfecho (o casal Romney no dia após a derrota, finalmente em casa, num silêncio profundo como se não soubessem o que fazer em seguida).

sábado, janeiro 16, 2016

Love Me (2014)

Homens, mamíferos primatas bípedes, com capacidade de fala mas que, conforme a beleza, o estatuto sócio-económico e a vida que levam, muitas vezes raciocinam com a cabeça errada. "Love Me" é um documentário que acompanha uma mão-cheia destes exemplares, dos EUA à Austrália, na sua caminhada dispendiosa - dezenas de milhares de dólares em mensagens e respectivas traduções - em sites de "encomendas" de noivas ucranianas. A procura pelo amor perfeito - um que não entenda patavina do que eles dizem mas tenha um corpinho jeitoso como o diabo para apalpar a qualquer hora - que termina de forma diferente para quase todos: uns são alvos de extorsão pura e dura, outros casam-se e nunca mais colocam os olhos em cima delas (e, ainda por cima, lamenta o idiota, sem ter molhado uma única vez o pão na sopa) mas, para alguns sortudos, a procura desesperada por uma vida melhor de um conjunto de mulheres sem presente nem futuro numa qualquer região rural ucraniana, acaba por resultar numa vida de união, filhos e muitas palmadinhas marotas que um badocha redneck com tshirts da NRA nunca pensou ser possível. Os mitos e as verdades de uma indústria peculiar, onde os trailers são sempre superiores aos filmes.

terça-feira, janeiro 05, 2016

1971 (2014)

No dia 8 de Março de 1971, um grupo de oito activistas roubou todos os documentos que estavam numa filial do FBI na pequena vila de Media, na Pensilvânia. Nos dias seguintes, divulgaram os mesmos por jornalistas e congressistas de todo o país, tornando do conhecimento público uma série de actividades ilícitas da agência federal norte-americana. Consequência imediata? A primeira investigação da história do Congresso sobre uma entidade governamental. Melhor ainda? Esses activistas nunca foram apanhados. Agora, quatro décadas depois, esta é a sua história sobre o planeamento, a execução e o impacto dos seus actos na sociedade norte-americana de então e de agora, sob o trabalho de recriação irrepreensível da estreante Johanna Hamilton. Da descoberta do programa COINTELPRO, que visava infiltrar agentes entre activistas anti-Vietname, nas Panteras Negras, no círculo de amigos de Martin Luther King Jr, bem como entre tantos outros grupos de cidadãos problemáticos, à espionagem com fins políticos orquestrada pelos homens de J. Edgar Hoover, os documentos de Media colocaram os EUA em polvorosa. Quais os riscos que valem a pena tomar para expor o abuso do poder? And who watches the watchmen?

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Force Majeure (2014)

Uma avalanche e um homem que, num acto irreflectido de sobrevivência, deixa mulher e filhos para trás. Eis o ponto de partida do sueco Ruben Östlund para mostrar como um acto de cobardia de um até então pai e marido perfeito pode afectar toda a infraestrutura relacional familiar. Objecto cinematográfico tão estranho quanto hipnotizante, repleto de planos longos compostos por silêncios incómodos - onde tão pouco é dito mas tanto é transmitido -, uma mão cheia de personagens que aparecem abruptamente em cena como se fossem velhos conhecidos do espectador, uma cinematografia arriscada e um conjunto de interpretações autênticas, "Force Majeure" é um filme de difícil digestão. Se por um lado parece em vários momentos não saber o que fazer, por outro deixa-nos incomodados com cenas tão stressantes quanto aflitivas (os minutos finais a bordo do autocarro são de cortar a respiração). Para ver, sem a mulher por perto.

domingo, dezembro 13, 2015

Neighbors (2014)

"Má Vizinhança" é provavelmente uma das comédias norte-americanas de estúdio mais saudáveis dos últimos anos. É rápida (hora e meia), divertida (impossível não rir com a cena dos airbags), despretensiosa (não sente a necessidade de enganar o espectador com paneleirices narrativas românticas ou dramáticas) e, acima de tudo, descomplexada e socialmente incorrecta (não se preocupou em perder clientela com a classificação R, ou seja, maiores de 17). Como que um "Animal House" Apatowizzado, "Neighbors" está repleto de referências cinéfilas - de Al Pacino a De Niro, de Pulp Fiction a Thelma e Louise - e terá continuação no próximo mês de Maio, com a inevitável sequela movida pela box-office. Desta vez, infelizmente, sem Halston Sage. Não sabem quem é? Google her!

sexta-feira, dezembro 11, 2015

The Maze Runner (2014)

"Maze Runner - Correr ou Morrer" sofre da inexperiência do seu realizador, naquela que foi a sua estreia em Hollywood: uma premissa sólida e promissora, suportada por uma obra literária complexa q.b., é transformada numa fita oca, fútil, onde o potencial ambiente claustrofóbico é substituído pelo conforto da fórmula adolescente sem grandes riscos. Tanto o elenco como o CGI não comprometem enquanto elementos isolados, mas rapidamente são envolvidos numa teia de mediocridade que torna quase toda a acção risível. No fim, uma explicação atabalhoada abre portas à inevitável sequela, ou não tivessem trinta e quatro milhões de dólares dado origem a trezentos e cinquenta nas bilheteiras.