quinta-feira, junho 30, 2022

Dancing in Non-Musical Movies

quarta-feira, junho 29, 2022

Jurassic World Dominion (2022)

Expectativa: tendo em conta o final caótico de "Fallen Kingdom" e a premissa apresentada para este "Dominion", levar com um filme em que os dinossauros andam espalhados pelo planeta, a coexistir em divergência ou harmonia com a raça humana. Uma espécie de "Planeta dos Macacos", versão jurássica, com T-Rexs a saborear turistas junto à Torre Eiffel e Velociraptors a devorar criancinhas no Central Park. Realidade: praga de gafanhotos geneticamente modificados a destruir colheitas de cereais no meio do nada. Tráfego clandestino de dinossauros para justificar alguns minutos de ecrã da nova coqueluche Blue. Um vilão menos assustador e credível que o Dr. Evil do "Austin Powers". Personagens de "legado" que tentam salvar o naufrágio; não conseguem. Não há vislumbre de alma, nostalgia ou talento nestes espectáculos de CGI de Colin Trevorrow. Como alguém disse por aí, é o "The Rise of Skywalker" para os fãs do "Jurassic Park". Ninguém merece!

terça-feira, junho 28, 2022

Rebecca Hall never disappoints

segunda-feira, junho 27, 2022

This Is Not a Film (2011)

É fácil perceber a razão pela qual este "filme que não é filme" do iraniano Jafar Panahi recebeu tanto amor e paixão: trata-se, afinal de contas, de uma espécie de video-diário proibido de um realizador condenado a prisão domiciliária e a vinte anos de abstenção cinematográfica por "esticar a corda" nas suas obras. Um grito de revolta que furou fronteiras numa pen usb escondida num bolo, mesmo a tempo de chegar a Cannes e arrecadar uma Palma de Ouro. Uma ode de liberdade a toda uma classe reprimida de fazer o que mais ama, sem medos nem restrições. O herói que o Irão e o cinema enquanto arma política precisavam... e que ninguém esperava. Uma carta de amor, filmada parcialmente com um telemóvel, com Panahi a ler guiões nunca filmados, a alimentar uma iguana, a tratar do cão da vizinha - até este começar a chatear -, a entrevistar um jovem estudante que recolhia o lixo do prédio para ganhar uns meros trocos, etc. De tudo um pouco, do pouco quase tudo, porque na verdade sabemos à partida todo o contexto sócio-político que o envolve. Tiremos isso, e não sobra quase nada. E o que mais importa? O conteúdo? Ou a mensagem?

domingo, junho 26, 2022

Saoirse Ronan & Sam Rockwell

sábado, junho 25, 2022

The Late Shift (1996)

"There’s No Business Like Show Business". Memórias de um tempo em que as audiências interessavam para alguma coisa. Guerras de bastidores, promessas quebradas e contratos verbais, num exercício que teria funcionado muito melhor como documentário hoje em dia com imagens de arquivo e entrevistas com muitos dos envolvidos do que acabou por conseguir com esta recriação ficcional mais esforçada em apanhar os trejeitos dos protagonistas do que propriamente a moldar uma história e uma narrativa que tivesse qualquer outro tipo de motivação ou interesse que o factual e histórico. John Michael Higgen ainda consegue arranhar um bom Letterman, mas Roebuck e Little perdem-se nas imitações de Leno e Carson, respectivamente. Papelão de Kathy Bates como agente implacável e uma sequela duas décadas depois que poderia muito bem ter acontecido - com Joel Edgerton a jogar pela "team Coco" de Conan O'Brien, enquanto Fincher e Sorkin orquestravam uma obra-prima ao som dos sintéticos de Trent Reznor. Deixem-me sonhar.

sexta-feira, junho 24, 2022

Mamma Mia & Pappa Mio

quinta-feira, junho 23, 2022

Irrational Man (2015)

Um Allen menor é como mau sexo: continua a ser melhor do que não fazer sexo. Joaquin Phoenix de pança e sem grande vontade de brilhar como professor de filosofia com os problemas existenciais da praxe, química com Emma Stone ao nível de uma paixão entre azeite e água e um combo de romance, comédia e mistério que falha rotundamente na primeira vertente, resulta a espaços na segunda e triunfa, como tem sido cada vez mais recorrente na filmografia recente de Allen, na última. Um "Match Point" num campeonato de veteranos, sem as mesmas pernas para correr como dantes, mas com muita mãozinha ainda.

quarta-feira, junho 22, 2022

Twist: Conan owns the house!

terça-feira, junho 21, 2022

Lightyear (2022)

No "infinito e mais além" da Pixar estava afinal de contas o que nunca se pensou: uma história sem grande alma nem coração. Se este era o filme que tinha apaixonado o Andy, pobre miúdo. Nem o Buzz parece o mesmo que nos conquistou nos longínquos anos noventa - não só nas suas linhas demasiado polidas como, principalmente, na sua personalidade -, neste "Interstellar" demasiadamente complexo a nível científico para miúdos e pouco apelativo numa esfera emocional para os mais graúdos. Fica um sidekick à maneira (Sox), um segundo acto que no meio de tanta acção animada sem conteúdo deu para passar pelas brasas e uma total falta de nostalgia dentro de um universo que nos devia deixar aconchegados. Um spinoff que é a triste imagem do cinema moderno de massas à qual, aparentemente, nem a Pixar escapa - super-heróis e merchandising, dinheiro, dinheiro, dinheiro! Inquietantemente banal, à excepção de quando arrisca na mensagem "LGBT friendly", tão rara neste meio... e para este público.

segunda-feira, junho 20, 2022

Nathalie, nem preciso de convite!

domingo, junho 19, 2022

Taste of Cherry (1997)

Há algo no cinema humanista de Kiarostami que torna os seus filmes irresistíveis. Não se percebe bem o quê, não se explica, mas sente-se. Sente-se a inquietação das suas personagens, a força e o potencial das ideias e dos temas que aborda. E, no entanto, este "O Sabor da Cereja", filme com que arrecadou a Palma de Ouro em Cannes em 1997, soube-me a muito pouco. Senti o cinema do iraniano mas também a sensação constante de todo um mundo de motivações e razões que ficaram por explorar no meio da abordagem serena e emocionalmente fria de uma narrativa que gira em torno de um homem que procura alguém para tapar o buraco onde se planeia suicidar. Não é que a abordagem quase niilista da parte do Sr. Badii me tenha incomodado muito e que não entenda o seu encanto; simplesmente senti que se perdeu uma oportunidade de levar a história para um patamar muito mais complexo que faria justiça não só à personagem-chave como ao espectador. Já a cena final, em que Kiarostami quebra completamente a quarta parede recorrendo a imagens de bastidores das gravações, que patetice; fora de contexto, arrasa com o poderio da cena que lhe precede e quebra o contrato de credibilidade e empenho celebrado entre o espectador e o cineasta. "É só um filme" é algo que não queremos levar como lembrete no final de uma jornada destas.

sábado, junho 18, 2022

Smile, there are some jump scares!

sexta-feira, junho 17, 2022

A Ilha dos Gigantes (2022)

O paraíso aqui tão perto. Ciência a ser feita, a ser descoberta, com imagens de absoluta beleza tanto nos céus como debaixo de água. Edição primorosa de Pepe Brix - tudo flui com uma naturalidade irrepreensível, das barbatanas do maior peixe do mundo nas águas cada vez mais quentes dos Açores aos laboratórios tecnológicos no norte de Portugal onde são conceptualizados os mecanismos que permitirão aos investigadores retirar toda a informação que precisam para perceber a estranha simbiose entre tubarões baleia e atuns -, num documentário tão nosso, tão precioso e preciso em torno das nossas valências nas mais diversas vertentes - humanas, turísticas e científicas - que merecia outro apoio estatal e visibilidade internacional que, provavelmente, nunca terá. Dito isto, podia ter-se estendido para uma duração mais standard, complementando toda a interessantíssima parte científica com algum background pessoal e quotidiano dos pescadores de atum ou mesmo do lado "terra" da ilha de Santa Maria. Faltou São Lourenço, faltou a Praia Formosa, faltou o Barreiro da Faneca, faltaram os marienses. E grande Nuno Sá, eu vou fingir que acredito que tiveste medo de ser comido pela grande e achatada boca do tubarão-baleia. Mas sei bem que temes mais um peixe porco a picar-te a careca do que o "pintado" a sugar-te!

quinta-feira, junho 16, 2022

Mel Gibson & Johnny Drama

quarta-feira, junho 15, 2022

The Night House (2020)

Atmosfera sombria competente, cinematografia audaz - principalmente no que diz respeito às ilusões ópticas do "outro lado" -, Rebecca Hall impecável como sempre, seja qual for o registo, e um uso extremamente interessante do som para dinamizar os "jump scares" em sentido inverso, ou seja, a ausência inesperada dos mesmos após elaborada construção audiovisual e vice-versa - quase nenhuma sonoplastia a antecipar um cagaço. Mistério interessante o suficiente para nos deixar curiosos até ao final, com o ritmo certo para permitir cozinhar o enigma extrassensorial sem, no entanto, aborrecer o espectador. Vai longe este David Bruckner, desde que não estrague o remake (longo suspiro) do "Hellraiser".

terça-feira, junho 14, 2022

Marilyn Armas

segunda-feira, junho 13, 2022

The Tomorrow War (2021)

Vamos tirar já isto do caminho: melhor e mais ousado "alien design" deste século. Assim, de caras, sem medo de se mostrar de todos os ângulos, de dar tempo de ecrã a estes bichos intergalácticos que andavam escondidos debaixo de gelo como o Carpenter tanto gostava. J.K. Simmons todo musculado quase nos setenta, o Brasil na final do Campeonato do Mundo de 2022 e referências ao "Bill and Ted's Excellent Adventure" no meio da sua lógica meio confusa de viagens no tempo. Uma espécie de "Edge of Tomorrow" menos inteligente e esforçado na narrativa, igualmente bonito, mas com muito mais coração. Porque não há amor como o de pai. Tantos milhões - aparentemente duzentos que acabaram sem vacina anti-covid a saltar dos cinemas para a Amazon Prime - de orçamento e o grande naipe de trunfo estava afinal tão longe dos ecrãs verdes e dos computadores: a família. Yvonne Strahovski com o seu olhar de cachorrinho perdido, Pratt assim-assim, longe de convencer nos momentos mais emocionais e uma extraterrestre fêmea, tal como na saga "Alien", a dar cabo de tudo e todos. No meio da metáfora ecológica e política escancarada relacionada com o aquecimento global, não sei onde encaixar esta vertente feminista - ou será machista?!? - de que o poder - ou será culpa?!? - é todo das mulheres!

domingo, junho 12, 2022

sábado, junho 11, 2022

Interceptor (2022)

Uma espécie de requela nuclear não-oficial do último "Die Hard" com uma heroína com sotaque espanglês meio aldrabado à Dolph Lundgren, jogo de braços do Van Damme, jeitinho para a câmara do Chuck Norris, dotes comunicacionais do Liam Neeson e timing para engenhos electrónicos do MacGyver. A Elsa Pataky é a mulher de acção que o meu ego cinéfilo desejava e não sabia. Corpinho danone, carinha laroca, menina do papá e tendência para usar pistolas como navalhas. Pacote completo, ainda provou quem é que veste as calças em casa: obrigou o marido - nada mais nada menos que o Chris Hemsworth - a fazer de vendedor pateta de televisões sempre que era preciso uma cena para intervalar a acção lá no meio do Oceano Pacífico. Melhor filme com cartaz de "Uncharted" do ano. Mauzinho, mas como mandam os votos de casamento, é para amar a Pataky na saúde e na doença.

sexta-feira, junho 10, 2022

Philip Baker Hall (1931-2022)

quinta-feira, junho 09, 2022

The Color of Money (1986)

Sequela que não é bem sequela, Newman que não é bem o Newman a que nos habituamos - tenta não ser engraçado nas cenas mais divertidas foi o melhor conselho que diz ter recebido de Scorsese naquela que foi a única colaboração entre os dois e a única vez que repetiu uma personagem - e um Scorsese tão modesto e simples nas suas pretensões que ninguém diria que era um Scorsese. Mas no meio da sua simplicidade, tanto charme, tanto carisma, do promissor e do experiente, do sangue na guelra e do sábio que sabia que mais do que dar as respostas, importava fazer as perguntas certas. Dificilmente o nosso ego cinéfilo fica mais aconchegado do que a assistir um jogo de snooker entre Cruise e Turturro, ao som de Phil Collins, enquanto os olhos de Newman se apaixonam pelo novo hotshot e não pela Gina Montana mesmo ali ao lado. Aquele pai que nunca tivemos, aquele filme que fecha um ciclo, que dá todo um novo mundo de lições e de significados a uma vida que tinha ficado suspensa no passado.

quarta-feira, junho 08, 2022

Eat the Rich

terça-feira, junho 07, 2022

Harrelson standing in for Statham

segunda-feira, junho 06, 2022

Sex, Lies, and Videotape (1989)

Estreia de Soderbergh na realização e logo com uma Palma de Ouro em Cannes, o mais novo de sempre a consegui-lo. Um filme estranho e estranhamente erótico - sem ter no entanto uma única cena de sexo -, um estudo complexo em torno de personagens também elas complexas sobre dinâmicas relacionais, intimidade, amor e desejo. Começa quase como um Woody Allen no psicólogo, transformando-se aos poucos numa espécie de drama que encontra os seus próprios e surreais caminhos nas interacções entre Spader, MacDowell, San Giacomo e Gallagher. Mas sejamos honestos: alguma vez na vida tantas - e tão diferentes - mulheres iriam abrir o jogo sobre as suas vidas sexuais a um completo desconhecido meio atarantado sem um lugar onde cair morto, assim do nada, e, ainda para mais, permitindo que tudo fosse gravado numa cassete? Enfim, sobram uma mão-cheia de grandes interpretações num mundo pouco real, até porque para tal cenário ser minimamente credível, pelo menos metade daquelas cassetes tinha acabado com gravações de jogos de futebol e filmes do Chuck Norris por cima.

domingo, junho 05, 2022

Dope

sábado, junho 04, 2022

Predatorlypto

sexta-feira, junho 03, 2022

George Carlin’s American Dream (2022)

"O que é que o George Carlin teria a dizer sobre isto?", pergunto-me eu tantas vezes. Que saudades do seu sentido de humor negro único, todo aquele pessimismo e cinismo em torno de quase tudo o que envolvesse o ser humano. Rir na tristeza e no desespero, olhar para Carlin não apenas como cómico mas como um filósofo moderno ou até mesmo profeta de tanta desgraça que teima em repetir-se. Neste documentário de três horas da HBO dividido em dois episódios, seguimos a vida e a carreira de Carlin, a sua metamorfose não só enquanto humorista mas também enquanto homem, marido e pai. Dos problemas financeiros às discussões em casa, sem esquecer o álcool, as ganzas, a cocaína e o famoso espectáculo de stand-up em que foi preso por dizer as "sete palavras proibidas" em palco ("shit", "piss", "fuck", "cunt", "cocksucker", "motherfucker" e "tits"). Palavras que usou não tanto para chocar, mas para nos educar, como o tempo veio a provar. Um génio que tinha apenas merecido mais tempo de ecrã do seu irmão nesta homenagem - tanto de George que ainda estava neste Patrick, que entretanto faleceu também - e menos de Stephen Colbert, demasiado crente e religioso para aproveitar a essência existencialista de Carlin, o verdadeiro "não papa grupos" fossem eles de que género fossem. Judd Apatow, se calhar não era má ideia dedicares-te aos documentários.

quinta-feira, junho 02, 2022

Dario Argento Presents

quarta-feira, junho 01, 2022

Doctor Fate