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quinta-feira, dezembro 20, 2018
Guarding Tess (1994)

sábado, dezembro 08, 2018
The Paper (1994)

sábado, março 24, 2018
Joshua Tree (1993)

quarta-feira, agosto 16, 2017
Last Action Hero (1993)

segunda-feira, junho 20, 2016
Timecop (1994)


sexta-feira, fevereiro 26, 2016
Super Mario Bros. (1993)

quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Under Siege (1992)

quarta-feira, dezembro 16, 2015
Hard Target (1993)

sábado, outubro 31, 2015
The Chase (1994) + VHS Review
Um arranque a matar, ao som dos The Offspring, logo com um sequestro. Uma mão cheia de subplots hilariantes, qual sátira magistral aos mass media, com as gravações de um programa chamado "The Fuzz" (imitação do multipremiado "Cops"), polícias a serem entrevistados enquanto participam na perseguição, o helicóptero das autoridades indisponível por estar emprestado a um estúdio de cinema e a competição constante entre dezenas de canais de televisão para ver quem rouba o espectador para si. Vale de tudo um pouco, como o repórter que ao tudo supor - "com aquela pontaria, é ex-Marine de certeza" - molda para o público uma imagem totalmente errada do que realmente se passa. Como se não bastasse, temos ainda uma Kristy Swanson linda de morrer e um Charlie Sheen antes das drogas, das prostitutas e do álcool o terem despachado durante muito tempo. Uma mão-cheia de pormenores deliciosos: o ícone punk dos Black Flag, face do "fuck the police" Henry Rollins como... polícia; Anthony Kiedis e Flea dos "Red Hot Chilli Peppers" como saloios que querem ser heróis a todo o custo; e, por fim, o famoso Ron Jeremy - sim, esse mesmo da pornografia - como cameraman. Uma banda-sonora de excelência com os já referidos The Offspring, NOFX, Rancid ou Bad Religion. Tudo isto, e muito mais, relembrado com a malta do VHS num podcast dedicado a um dos meus guilty pleasures de eleição.
Escrito por
Carlos M. Reis
às
13:53
Etiqueta:
Críticas de Cinema,
Filmes de 1990/94,
Podcasts
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segunda-feira, dezembro 29, 2014
The Specialist (1994)

sábado, dezembro 13, 2014
True Lies (1994)

Cocktail personalizado de acção, pirotecnia e boa disposição do sempre megalómano James Cameron, "A Verdade da Mentira" é entretenimento de primeira categoria, filmado de forma exímia e estruturado a nível de narrativa em perfeita harmonia com o estilo dos seus principais intérpretes. Se à partida muitos julgavam impossível qualquer espécie de química entre duas estrelas de campos tão opostos - a bela e o monstro -, rapidamente percebemos que acaba por ser essa mesma índole que conquista o espectador. Como que um James Bond casado e com filhos que salta constantemente entre cenas de humor e cenas de acção, coadjuvado na perfeição por uma dupla hilariante (Bill Paxton e Tom Arnold), Schwarzenegger voltava a mostrar - porque já não havia nada a provar - o seu talento para a comédia de acção. Para a história, uma sombra no fundo do quarto e um striptease tão sensual quanto irónico.
domingo, dezembro 07, 2014
Interview with the Vampire (1994)

Mas comecemos pela polémica que se instalou entres fãs, fanáticos e a própria escritora quando Tom Cruise foi escolhido para o papel de Lestat na adaptação cinematográfica de Neil Jordan. Demasiado baixo, afirmaram alguns; muito comercial, criticaram outros; e, preparem-se, expoente máximo de heterossexualidade e do machismo em Hollywood, numa personagem que se queria incerta sobre a sua sexualidade. Ora bem, o que acabou por acontecer foi que Cruise convenceu gregos e troianos com a sua interpretação cativante de uma criatura diabólica e emocionalmente conturbada, entregando-se de corpo e alma à inquietação carnal da sua personagem, fazendo inclusivamente com que o conceituado crítico de cinema da revista Time, Richard Corliss, fosse violentamente atacado pela opinião pública quando, de forma algo homofóbica, considerou o filme uma "fábula para gays". O desempenho de Cruise foi tão unânime, que a própria Anne Rice publicou um texto de duas páginas em vários jornais de referência, pedindo desculpas ao actor pelas duras palavras que lhe destinou em várias entrevistas, aquando da escolha do Top Gun para o papel principal.
Adaptação sombria, luxuosa, gótica e aparentemente fiel aos princípios literários de Rice, Neil Jordan, para o bem e para o mal, levou "Entrevista com o Vampiro" para um caminho cinematográfico muito personalizado, dentro do estilo autoral em que se sentia confortável e que tão bem lhe tinha servido no passado, conseguindo não ser pressionado pelo estúdio a aligeirar o conteúdo erótico perverso da escrita de Rice, nem o constante sentimento melancólico que a eternidade e a impossibilidade de uma morte tranquila provocava em personagens cujos vestígios humanos estavam em guerra aberta com a natureza vampiresca do seu sangue. E, no meio de tudo isto, conseguiu ainda dar algumas pinceladas de humor negro, quase sempre evidenciadas em cenas cuja família disfuncional - Cruise, Pitt e Dunst - entrava em conflito: "Never kill in the house!", gritou por mais de uma vez Cruise para Dunst.
Sim, Kirsten Dunst, aqui apenas com onze anos, uma vampira adulta eternamente prisioneira num corpo de criança. Uma performance portentosa que a lançou em Hollywood e que lhe valeu, inclusive, uma nomeação para Melhor Actriz Secundária nos Globos de Ouro desse ano. Já Brad Pitt, com muito tempo em cena mas poucas oportunidades para brilhar, Christian Slater, Antonio Banderas e a presença habitual na filmografia de Jordan, Stephen Rea, cumprem sem percalços nem grandes rasgos o que lhe é pedido.
Lançado em Novembro de 1994 e com um orçamento de sessenta milhões de dólares, "Interview with the Vampire" arrecadou duas nomeações técnicas aos Óscares e mais de duzentos milhões de dólares em todo o mundo, tendo-se perdido a saga inicialmente planeada nas supostas recusas de Cruise e Pitt em reencarnar as suas personagens. Para a história ficou um filme visualmente intenso, elegantemente pervertido, em que nos é pedido que nos identifiquemos com os vilões e não com as vítimas - e, por isso, nunca é verdadeiramente um filme de terror. Amor, arrependimento e culpa ao som de uma "Sympathy for the Devil" tocada pelos Guns N' Roses.
quarta-feira, dezembro 03, 2014
The Mask (1994)

segunda-feira, dezembro 01, 2014
Jui kuen II (1994)

sábado, novembro 29, 2014
Hoop Dreams (1994)

domingo, novembro 23, 2014
Crumb (1994)

E quando podemos dizer isto de alguém que se masturbava nos próprios desenhos e cuja inspiração surrealista e psicadélica das suas mais brilhantes criações ocorreu durante longas viagens no LSD, torna-se óbvio que esta é uma história de vida que merece ser descoberta. Considerado o melhor documentário da história pelo conceituado crítico do San Francisco Examiner Jeffery Anderson e vencedor indiscutível em Sundance, "Crumb" é um retrato intimista de um artista que se criou a si próprio, um que tanto influenciou lendas como Matt Groening ou Harvey Pekar como repudiou mulheres e activistas dos direitos humanos um pouco por todo o globo.
quarta-feira, novembro 12, 2014
Speed (1994)

sábado, novembro 08, 2014
Bullets over Broadway (1994)

Regresso de Woody Allen à comédia pura depois de vários dramas e romances com o requinto humorístico único do realizador e guionista nova-iorquino, "Balas Sobre a Broadway" narra a história de David Shayne (John Cusack), um dramaturgo inexperiente da Broadway que procura maneira de arranjar financiamento para transformar o seu último guião numa peça de teatro. Quando um produtor amigo (o saudoso Jack Warden) avisa-lhe que a sua única esperança está em dar um dos papéis principais à namoradinha (Jennifer Tilly) histérica, inculta e arrogante de um dos mais temidos chefes da máfia da cidade (Joe Viterelli), David começa por se opôr mas, à falta de alternativa, aceita o negócio. E a sua vida pessoal e profissional nunca mais será a mesma.
Tudo o que se segue, dos diálogos deliciosos às reviravoltas tão simples quanto inesperadas da narrativa, é Woody Allen no seu melhor. Da outrora célebre e respeitada senhora do teatro que não passa agora de uma alcoólica com sede de fama, capaz de seduzir o homem/artista só para garantir o regresso às luzes dos holofotes, ao actor em dieta que começa os ensaios a beber água com limão e acaba a comer tudo e mais alguma coisa, de pernas de frango a biscoitos de cão, sem esquecer o encenador amigo (Rob Reiner) que, por não conseguir passar nada do papel para o palco, considera-se um autor de arte e não de hits, um verdadeiro filósofo que desafia o espectador com uma questão provocadora: se de um prédio em chamas apenas fosse possível salvar a última e única cópia conhecida de uma peça de Shakespeare ou a vida de um qualquer anónimo, o que faria o verdadeiro dramaturgo?
Mas o grande trunfo do filme de Allen, a carta que sai da manga do realizador e muda por completo o destino do jogo, é o guarda-costas grosseiro e implacável que acompanha a namorada do chefe mafioso nos ensaios, não só para assegurar a sua segurança das ameaças dos gangues adversários, como para garantir a relevância da pseudo-actriz na peça, a única condição do financiamento interesseiro do chefe. Sentado no fundo do teatro, a ler o seu jornal, Cheech começa a mandar aos poucos algumas dicas em voz alta para alterações no guião que, surpreendentemente, todo o elenco concorda, para desespero de David, que se sente artisticamente desautorizado por um "gorila". Mas a verdade é que não vai demorar muito para o dramaturgo perceber que é Cheech o verdadeiro génio teatral na sala e que, para alcançar a ribalta, terá que vender a alma ao diabo, pedindo ao brutamontes por conselhos que levem o seu trabalho a outro patamar. E será Cheech, enervado pelo facto da namorada do patrão estragar por completo as suas ideias, que terá que resolver o assunto pelas próprias mãos, dando razão a uma famosa frase Woody Allen numa entrevista: um artista, seja qual for a sua arte, cria o seu próprio universo moral. E é ai que percebes que Cheech, o mais improvável de todos, o único em "Bullets over Broadway" que leva a arte a sério.
Comédia negra de bastidores, Woody Allen reúne de forma primorosa em "Balas sobre a Broadway" os principais elementos da sua filmografia: a meditação conturbada sobre o amor, a arte e o sexo. A estes temas junta um elenco de estrelas que funciona em conjunto - três nomeações (Tilly, Wiest e Palminteri) e uma vitória (Wiest) nos Óscares - e uma narrativa tão complexa e divertida quanto acessível a todos os públicos. Considerada por alguns críticos como a última grande comédia de Allen, "Bullets over Broadway" revela-se uma sátira corrosiva ao mundo hipócrita e pretensioso do teatro - e do cinema, por arrasto óbvio -, numa reconstrução maravilhosa de uma cidade mágica nos anos vinte do século passado.
terça-feira, setembro 02, 2014
Au nom du Christ (1993)
Vou ser honesto com o leitor: foi um sacrilégio visionar este “Au nom du Christ”, ainda para mais numa cópia ranhosa disponível no Youtube, sem qualquer legendagem, onde quase todas as falas francófonas mais complexas ficavam para além do meu entendimento. Torna-se injusto avaliar o que quer que seja nestas circunstâncias, pelo que o melhor que posso fazer para não o induzir em erro será restringir-me ao que entendi da narrativa. Se pelo caminho ficaram várias piadas geniais e uma outra perspectiva do cinema feito na Costa do Marfim, aceitem desde já o meu pedido de desculpas. Parábola em forma de sátira que explora a proliferação do pseudocristianismo nas regiões mais remotas do planeta – obviamente com foco no continente africano -, “Em Nome de Cristo” (o filme já foi exibido em território nacional em festivais de cinema africano) conta-nos a história de um criador de porcos, ignorado e desprezado por toda a sua aldeia, que ao cair num rio muda radicalmente de vida quando tem uma visão que lhe anuncia que foi escolhido por Deus para salvar o seu povo. Após almejar alguns milagres duvidosos (curar mulheres irritadas é um deles, outros envolvem roubos às escondidas), rapidamente torna-se o líder da aldeia e é seguido por um exército de crentes religiosos que acreditam estar na presença de um Messias. Pouco habituado a tamanhas liberdades, rapidamente o “primo de Cristo” – assim se anuncia – charlatão vai abusar do novo poder que tem e estragar a festa. Vencedor do prémio para melhor filme em 1993 no FESPACO (o maior festival de cinema do continente africano) e nomeado para um Leopardo de Ouro no Festival Internacional de Locarno, “Au nom du Christ” é uma proposta cinematográfica radical para quem quiser descobrir um produto de características pouco usuais que mistura tradição, humor, modernidade e poder numa mescla de interpretações tão débeis quanto hilariantes, num conjunto de imagens tão amadoras (a realização é terrível) quanto ocasionalmente harmoniosas (algumas paisagens africanas são de cortar a respiração).
Sem Avaliação
Sem Avaliação
segunda-feira, novembro 25, 2013
My Cousin Vinny (1992)
Bill Gambini (Ralph Macchio) e Buddy Stan (Mitchell Whitfield) são dois amigos que, numa road trip pelos Estados Unidos num descapotável clássico, acabam por ser errada e inesperadamente acusados de homicídio. Várias confusões após terem sido detidos, uma mão cheia de coincidências infelizes e o facto de terem abandonado a área de serviço onde o funcionário foi assassinado à pressa – porque deram conta que trouxeram uma lata de atum sem pagar – acabam por torná-los nos principais suspeitos e, sem dinheiro para melhor, na necessidade de recorrer à ajuda do único advogado que conhecem: Vinny Gambini (Joe Pesci), familiar nova-iorquino de Bill que nunca defendeu ninguém em tribunal e chumbou por cinco vezes no exame da ordem. O seu jeito pouco convencional numa Alabama muito conservadora, aliado às roupas de cabedal da sua noiva (Marisa Tomei) e à atenção aos procedimentos do carrancudo juiz do caso, vai tornar este julgamento num verdadeiro circo de tentativa e erro.
Qual a relação directa de "O Meu Primo Vinny" com a máfia? Absolutamente nenhuma. Perguntam então os leitores qual a razão da sua inclusão nesta secção. Bem, a verdade é que Vinny Gambino tem todos os trejeitos de um mafioso divertido e foi o mais próximo que o pequeno grande Pesci teve de juntar dois amores e talentos cinematográficos: a comédia e a máfia. Com um elenco de suporte fenomenal – do xerife Bruce McGill ao juiz frankenstein Fred Gwynne, sem esquecer a talentosa Marisa Tomei que com a sua Mona Lisa arrecadou uma das mais inesperadas (e provavelmente injustificadas) conquistas da história dos Óscares -, "My Cousin Vinny" é uma das comédias obrigatórias dos anos noventa e sem dúvida alguma uma das mais eficazes no uso do estilo gingão italiano da Casa Nostra.
Qual a relação directa de "O Meu Primo Vinny" com a máfia? Absolutamente nenhuma. Perguntam então os leitores qual a razão da sua inclusão nesta secção. Bem, a verdade é que Vinny Gambino tem todos os trejeitos de um mafioso divertido e foi o mais próximo que o pequeno grande Pesci teve de juntar dois amores e talentos cinematográficos: a comédia e a máfia. Com um elenco de suporte fenomenal – do xerife Bruce McGill ao juiz frankenstein Fred Gwynne, sem esquecer a talentosa Marisa Tomei que com a sua Mona Lisa arrecadou uma das mais inesperadas (e provavelmente injustificadas) conquistas da história dos Óscares -, "My Cousin Vinny" é uma das comédias obrigatórias dos anos noventa e sem dúvida alguma uma das mais eficazes no uso do estilo gingão italiano da Casa Nostra.
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