Requiem for a Dream (2000)

"A Vida Não É Um Sonho” é uma história moderna, vivida nas ruas de Brooklyn, onde se cruzam vivências paralelas de quatro pessoas que decidem procurar uma vida melhor. Por um lado existe Sara (Ellen Burstyn), uma solitária que redescobre o prazer da vida com a possibilidade de aparecer na televisão. Por outro, temos o seu filho Harry (Jared Leto), a sua namorada Marion (Jennifer Conelly) e o seu melhor amigo Tyrone (Marlon Wayans) que querem montar um negócio para viciados de venda de drogas leves porta a porta. Mas rapidamente todos descobrem que será difícil atingir as suas aspirações... recusando-se, no entanto, a desistir mesmo quando o destino lhes prega partidas ainda mais sérias.

Bem, o que dizer? “Requiem for a Dream” deve ser dos filmes mais pertubadores sobre o mundo dos “junkies”, ou seja, dos viciados (seja em heroína ou pura e simplesmente em comprimidos medicinais) já feitos. Darren Aronofsky realiza, assim, uma obra completamente soberba e dependente do seu grafismo e banda sonora. Cada imagem e cada som é exemplarmente bem tratado e transformado num momento de beleza indiscutível. Em termos técnicos, nada falha a este filme.

Sem moralismos, “Requiem for a Dream” pura e simplesmente mostra o percurso triste, mas real, de várias personagens ligadas, de um modo ou de outro, a um vicío, de uma forma muitas vezes chocante e até mesmo sádica, que nos provoca um nó na garganta. Cada personagem acarreta uma mensagem consigo, mensagem essa que variará consoante os nossos sentidos e vivências. “A Vida Não É Um Sonho” deixa, de uma forma despreocupada, o espectador navegar e simplesmente tomar conhecimento de factos reais, em que à medida que o vício vai ganhando força, o descalabro emocional e fisíco aumenta em cada uma das personagens.

Mas, como disse anteriormente, o maior trunfo deste filme é a sua realização e montagem. Aronofsky permite ao espectador ficar desconfortável com as sensações, sentimentos e angústias vividas por cada uma das personagens. É esse o seu maior trunfo, levar-nos ao limite.

Um filme extremamente sensorial, obrigatório para qualquer amante da vida humana. Porque a excelência não é um acto mas sim um hábito.

Escrito por.Miguel Reis (Knoxville) às 19:06  

6 Comentários:

Sérgio disse... 7/19/2007 2:05 AM  

Vi-o a pouco tempo devido ao The Fountain, e cheguei a conclus

Sérgio disse... 7/19/2007 2:07 AM  

(esqueci-me que estava a usar uma beta do safari que ainda nao suporta acentos...)

Vi-o a pouco tempo devido ao The Fountain, e cheguei a conclusao que de facto este realizador e um «pequeno» genio...

5* adorei o filme... Tal como o The fountain, arrebatador e a deixar-nos de boca aberta no fim do filme, sem palavras....

Knoxville disse... 7/19/2007 2:02 PM  

Felizmente já o descobriste. Infelizmente, muita gente ainda não o fez. De resto, arrebatador serve :)

Um abraço!

Anónimo disse... 3/24/2008 12:53 PM  

Simplesmente BRILHANTE!!!!

Knoxville disse... 3/24/2008 9:04 PM  

Indeed ;)

Anónimo disse... 7/12/2008 12:43 AM  

é de facto um filme excelente. E torna-se excelente precisamente pelo desconforto conosco e pela angústia que nos causa, tal como referiste.

Pontuação máxima a todos os níveis: Imagem, som, interpretação; texto, realização.

"O olho grande acaba com a humanidade" - O Rappa

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