domingo, janeiro 21, 2018

Game of Thrones (S4/2014)

A quarta temporada de "Game of Thrones" arranca a bom ritmo - mais um casamento que termina de forma inesperada com a morte mais saborosa que George R.R. Martin já ofereceu aos fãs -, consegue dois ou três episódios intermédios com algumas das melhores cenas que várias personagens já tiveram ao longo da série - Sansa, Oberyn, Tyrion, Arya e Littlefinger assim de cabeça, com aquela magnífica "porta da lua" -, terminando infelizmente com pouco gás e uma batalha que, por muito trabalho que tenha dado para convencer o olho, não agarra o espectador pelo coração. Ficam os instantes finais, com a pior ida à retrete de sempre, para aguçar ainda mais a curiosidade para o que aí vem.

sábado, janeiro 20, 2018

The Faculty (1998)

A primeira grande questão em torno de "The Faculty" é tentar perceber a razão pela qual o título nacional escolhido foi "Mistério na Faculdade". Isto porque a tradução literal seria "O Corpo Docente" - o que faz todo o sentido para quem vê, efectivamente, o filme - e o tal mistério passa-se numa escola secundária e não numa faculdade. Pura azelhice? É provável que sim. O filme de Robert Rodriguez, esse, surgiu numa altura de boom do género em Hollywood e conta com uma mão-cheia de méritos que o atribuem, agora, uma intemporalidade merecida e justa. Para começar, um elenco de então jovens semi-desconhecidos que acabariam por convencer a indústria: Elijah Wood, Jordana Brewster ou Josh Hartnett, por exemplo; seguem-se os irresistíveis Robert Patrick e Famke Janssen em papéis que lhes assentam que nem as pernas de Xenia Onatopp no corpo de James Bond. E John Stewart, não esquecer John Stewart, qual professor chanfrado alienígena. Tudo tão simples quanto divertido, uma espécie de "Invasion of the Body Snatchers" para teenagers.

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Glitch (S2/2017)

A primeira temporada misturou algum potencial narrativo com um triângulo amoroso complicadíssimo - ex-mulher morta ressuscitada e ex-melhor amiga grávida do então viúvo que já não estava viúvo - e um ambiente aussie muito característico, de combustão lenta. A segunda, comprada e produzida pela Netflix, transforma tudo numa telenovela aborrecida para zombies, sem chama e sem qualquer ponta de razoabilidade narrativa a partir do momento em que chamam a ciência ao barulho no meio de tanto elemento sobrenatural. Tudo tão idiota que, a certa altura, já nem queremos saber o que acontece a cada personagem. Eu fico por aqui, obrigado.

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Good Time (2017)

Não consigo perceber o encanto e todo o hype criado em torno desta experiência tão estilizada quanto vazia dos irmãos Safdie. Sim, será provavelmente a melhor interpretação da curta carreira de Robert Pattinson - e então? - e ritmo - ou será nervosismo - não lhe falta sob a batuta de uma sonoplastia vigorosa. Sobra tudo o resto, ilógico, incoerente, preguiçoso, demasiado arrastado em planos sem nada para contar, qual odisseia sem sentido ou propósito. Eu sei que é moda, mas o diferente não tem que ser obrigatoriamente bom; pronto, eu sei, já não sou cool porque não fui à bola com o filme do ano para os leitores da Cahiers du Snobs.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

How to Get Away with Murder (S3/2016)

Ligeiramente superior à segunda, claramente inferior à de estreia, a terceira temporada de "How to Get Away with Murder" não consegue oferecer um único caso solto de episódio interessante, num molde de clínica pro bono para estudantes que não aquece nem arrefece. No entanto, esta falta de inspiração na defesa dos desconhecidos foi compensada por um mistério global - o assassinato do pai de Wes e, posteriormente, do próprio - orquestrado de forma muito competente, conseguindo envolver todas as personagens e desenrolando-se ao ritmo certo, guardando uma interessante e já inesperada reviravolta para os minutos finais do season finale. Ainda não é desta que cai.

terça-feira, janeiro 16, 2018

Voldemort: Origins of the Heir

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Star Wars: Episode VIII - The Last Jedi (2017)

"The Last Jedi" chegou cheio de hype a Portugal. Malta que tinha chorado ao mesmo tempo que soltava sonoras gargalhadas. Regra básica: nunca confiem nesse tipo de psicopatas cinéfilos. E agora, spoilers, cuidado. Quase tudo no filme de Rian Johnson caiu na esfera da falta de noção, do total desenquadramento com uma saga, dos excessos desnecessários. Do humor forçado assente em cenas isoladas e desprovidas de sentido - o Luke então parecia que estava a rodar sketches no Saturday Night Live no primeiro acto -, ao uso totalmente inconsistente da Força - nunca os "fantasmas da força" conseguiram alterar a realidade física, mas agora tanto o Yoda como o Luke o fazem de forma determinante para a narrativa -, sem esquecer a Leia a voar no espaço, Johnson falhou ainda completamente na caracterização - ou, neste caso, descaracterização - de Luke: mesmo que não estivesse disposto a treinar mais Jedi, nunca faria sentido não estar disponível para ajudar a sua irmã, vingar Han Solo e travar a Primeira Ordem. Com isto tudo até parece que sou um maluquinho d'a Guerra das Estrelas ou apenas da trilogia original; nada disso. Mas gostei q.b. do "Awakens" e de todas as perguntas que tanto tempo demorou a criar - origens do Snoke e da Rey, por exemplo - para ver tudo isso ser agora destruído de forma atabalhoada. Muito mais podia ser dito, de positivo (Rey e Kylo Ren) e negativo (Finn e Rose); mas perdi toda a vontade de o fazer. Obrigadinho Rian Johnson. Toca a rever o "Rogue One", o melhor capítulo de toda a saga. Ui, boca para o barulho.

domingo, janeiro 14, 2018

Cobra (1986)

Cinco minutos de filme e estamos apresentados: "Go ahead, I don't shop here" exclama Cobretti depois de um sequestrador ameaçar rebentar com um supermercado. A primeira de muitas one-liners que dão algum sal e pimenta a um exploitation cop movie com pouca substância e que envelheceu muito mal, ao contrário de outros shoot-em-ups de Stallone. George P. Cosmatos - que havia trabalhado com Sly na primeira sequela de "Rambo" - ainda orquestra alguns planos e jogos de sombras de relativo interesse, mas nada consegue salvar um guião escrito em cima do joelho pelo próprio Stallone, demasiado focado no estilo da sua personagem - o palito, as luvas, os óculos de sol e o casaco que nunca tira, mesmo quando está em casa a enfardar pizza - e nunca em tudo o resto. E, culpa disso, sobrou um vilão bimbo, movido por uma razão ainda mais pateta, sem uma única morte para mais tarde recordar. Vou só ali pegar no "Dirty Harry" e já volto.

sábado, janeiro 13, 2018

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (2017)

Um filmaço de Martin McDonagh - ao nível do fenomenal "In Bruges" - sobre a angústia da raiva e a raiva da angústia. Como que um terceiro irmão Coen, perito em orquestrar uma narrativa onde a tragédia é palco do irresistível, a violência é o mote para o suspense e várias questões sociais o combustível para uma aula irrepreensível de humor negro. Uma máquina oleada operada por um elenco de excepção, onde McDormand arrepia, Rockwell arrasa e Harrelson não perdoa. Todo um mundo cru e cruel com personagens complexas e reais, onde não há perspectivas certas ou erradas sobre os actos que cada uma delas comete. Porque aqui não há lugar para heróis ou vilões uni-dimensionais.

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Timecop: The Berlin Decision (2003)

Nesta sequela straight-to-video do clássico de Van Damme que imortalizou a sua espargata numa bancada de cozinha, é Jason Scott Lee, o dragão que um dia foi Bruce Lee, que toma as rédeas de uma trapalhada temporal que decide enfiar três ou quatro possíveis linhas narrativas - visitas ao faroeste dos cowboys, à Alemanha de Hitler, à Chinatown mafiosa da década de trinta, entre outras - numa desculpa de fita para malta que, como eu, não resista à ideia de revisitar o conceito de um polícia duro de roer que controla saltos temporais ilícitos. Fica a admiração pelo secundário John Beck, afastado da alta roda de Hollywood há quarenta anos, sabe-se lá porquê.

quinta-feira, janeiro 11, 2018

There's a story behind every story

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Game of Thrones (S3/2013)

Tyrion e Daenerys em destaque numa temporada salva pelo mais infame dos casamentos, uma ode à tenacidade ímpar da caneta de George R.R. Martin, num universo onde família, honra e poder brincam ao pedra, papel e tesoura, num jogo onde nada é certo ou justo. Westeros não é para meninos - e muito menos para mulheres, que considerariam Harvey Weinstein um cavalheiro nestas ruas sujas - mas "Game of Thrones" é para quase todos: drama, humor, sexo e traições constroem uma sala de armas difícil de resistir, por mais anti-bélicos que sejamos. Vou só ali chorar pela Talisa Stark - uma espanhola neta do Charlie Chaplin, olhem bem as voltas que a vida dá - e já volto para a quarta temporada.

terça-feira, janeiro 09, 2018

Já só faltam duas semanas!

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Lady Bird (2017)

Uma espécie de filme autobiográfico - Greta Gerwig cresceu em Sacramento na mesma altura que a personagem - onde tudo acontece sem nada acontecer. O tudo são os dramas do crescimento, a formação do eu no meio das expectativas familiares, a descoberta da sexualidade, as decepções relacionais, a procura de um lugar no mundo. Uma meditação calma e requintada sobre a adolescência, suportada em duas actrizes excepcionais - Ronan e Metcalf -, ainda assim longe de merecer toda a atenção e espalhafato que tem recebido. Porque o excelente - o ex-treinador de futebol americano que vai dar aulas de teatro, por exemplo - oscila muitas vezes com o banal, e a honestidade quase poética de "Lady Bird" nunca arrisca um verso memorável.

domingo, janeiro 07, 2018

Carrey & Seinfeld

Como é engraçado rever o episódio de "Comedians in Cars Getting Coffee" - que, por falar nisso, chegou esta semana em grande estilo à Netflix - com o alucinado Jim Carrey agora que já sabemos o que a casa gasta, ou não tivesse o brilhante "Jim & Andy" aberto a caixa de pandora em relação ao canadiano. Andy queimou, definitivamente, os fusíveis a Carrey, sem retorno; e, no meio da confusão, entre o cómico e o insano, Seinfeld nem sabia o que fazer ou dizer. Vinte minutos tão puros quanto deliciosos.

sábado, janeiro 06, 2018

Agora vamos ter que Mamoar com ele

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Gabriel Iglesias: I'm Sorry for What I Said When I Was Hungry (2016)

Fluffy Iglesias num especial de stand-up em que regressa ao estilo dos primeiros anos, repleto de pronúncias, efeitos e imitações sonoras de primeira linha. O gordinho mexicano das camisolas havaianas floridas conta ao mundo como foi o encontro com o seu ídolo de adolescência - nada mais nada menos que Arnold Schwarzenegger -, relembra um espectáculo memorável em que lhe entregaram um cabaz racista em palco e goza com carros de polícia... eléctricos. Tudo num registo muito familiar, não fossem as vendas do DVD saírem prejudicadas. Uma horinha de diversão para ir passando lá ao fundo na Netflix enquanto os sogros fazem uma visita.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Nas Nalgas do Mandarim - Cartaz S5

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Nas Nalgas do Mandarim - Teaser S5

terça-feira, janeiro 02, 2018

Autumn Salvation

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Salvation (S1/2017)

Um aluno do MIT que descobre um meteorito "extinction level shit" em rota de colisão com o nosso planeta em menos de seis meses; um cientista milionário com capacidade para criar algo que evite o impacto apocalíptico; um golpe de estado orquestrado na Casa Branca; uma guerra nuclear entre os EUA e a Rússia; uma arca de Noé espacial para salvar a humanidade; namoricos, traições, filhos problemáticos e um velho reformado capaz de se livrar de qualquer corpo. Tudo isto, e mais um pouco, em treze episódios repletos de adrenalina, ritmo elevadíssimo e reviravoltas constantes suportadas num elenco competente e na nossa constante curiosidade para descobrir se o inevitável vai mesmo acontecer. Segunda temporada obrigatória para o próximo verão.