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domingo, novembro 17, 2024

M (1931)

It was undoubtedly groundbreaking in so many technical aspects, mainly with Lang’s innovative use of (recent) sound and with some really interesting visual camera and narrative tricks to amplify tension. The way the whistle works as a substitute to the murderer's face and presence - just like Spielberg did with Jaws - was just phenomenal. Is it a perfect movie by today's eyes? Maybe not. But taking in account it was made almost a century ago, M surely remains a timeless reflection on crime, guilt, and the mechanisms of (mob) justice, as relevant in today's culture as it was in pre-fascist Germany.

sexta-feira, setembro 06, 2024

It Happened One Night (1934)

The first of only three films to win every major Academy Award, including Best Picture. And that's because the "limb is mightier than the thumb". Lovely timeless romantic comedy, one where the two protagonists never actually kiss and, go figure, all works marvellously on screen. Wikipedia tells me Bugs Bunny first appearance was in 1938, so the carrot signature gag while making sarcastic remarks can only have been inspired by Clark Gable's character in this movie. A movie that should actually be called "It Happened in Three or Four Nights".

terça-feira, abril 04, 2023

Number Seventeen (1932)

I must confess this one was tough to watch. It it wasn't a Hitchcock - the last one he made for British International Pictures -, I would have given up within the first ten minutes. Plot never made sense to me and even if it picks up some audacious sequences - oh boy, the master of suspense really liked trains - and a sort of McGuffin by the end, everything that led there was simply a boring mess, not only technically - acting and editing - but specially storywise.

sábado, maio 15, 2021

Scarface (1932)

Filme clássico e icónico de gangsters, o "Scarface" original explora todos os elementos temáticos do género - a ascensão e a queda de um criminoso, os carros, as armas, a forma de vestir, os bastidores do crime organizado - de forma tão negra e, porque não, sarcástica, quanto o então recentemente criado código Hays (ainda) permitia. Como que uma figura paradoxalmente deliciosa que representava a escumalha da sociedade ao mesmo tempo que alcançava os ideais do sonho americano - dinheiro, poder, individualismo, sucesso -, o Tony Camonte de Paul Muni - inspirado às escondidas em Al Capone, que tentou evitar que o filme fosse feito mas posteriormente tornou-se um dos seus maiores fãs - foi a face controversa de exposição de Howard Hawks a um problema real que a sociedade, a polícia e os políticos não estavam a conseguir resolver. Prova disso é o cartão de abertura - talvez até imposto pelo código Hays - que antecede o delicioso plano-sequência de quatro minutos que arranca o filme, que escarrapacha a seguinte mensagem ao espectador: "Este filme é uma acusação aos gangs na América e é uma chamada de atenção à indiferença do governo a esta ameaça crescente à nossa segurança e à nossa liberdade. Todos os incidentes representados neste filme são uma reprodução de ocorrências verídicas e o objectivo deste filme é exigir ao governo uma resposta à seguinte pergunta: "O que vão fazer em relação a isto?". O governo é o teu governo. O que é que TU vais fazer em relação a isto?". Numa época de gangsters no cinema - foram mais de sessenta os filmes lançados entre 1930 e 1932 -, "Scarface" sobressaiu dos demais. Mérito de Hawks, Muni e, porque não, daquele hilariante secretário meio surdo que não sabe ler nem escrever. Mas era um tipo leal, que não largava o telefone nem no meio de um tiroteio; e isso é que conta, meus amigos.