Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes de 2010. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes de 2010. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, setembro 12, 2023

Piranha 3D (2010)

It's campy and absurd as it has a right to be. CGI way better than expected but, come on guys, no one wanted to see Jerry O'Connell's dick get eaten by horny piranhas in 3D. Or did we? Crazy/stupid bloodbath with more boobs than brains - I'm not complaining at all. Dull characters made me root for the piranhas the whole time.

quarta-feira, agosto 16, 2023

Rubber (2010)

Sou fã confesso da ousadia de Dupieux, mas fico feliz por não o ter descoberto com este "Rubber". Porque no aparentemente inesgotável manancial criativo do francês, o Mr. Oizo eléctrico parece-me quase sempre polvilhar esta "simples" história de um pneu assassino com vida própria com vários laivos de uma vaidade ostensiva, um quase snobismo elitista de uma série de conceitos sobre o cinema e o público que nunca deixam a diversão respirar. Um pouco como este texto, mais preocupado em parecer inteligente do que em, efectivamente, sê-lo. Bizarria sim, francês esgrouviado, mas não substituas energia cinética por substância potencial - porra, já nem eu sei o que estou para aqui a escrever neste esforço hercúleo de esta ser o "Rubber: Pneu" das análises.

domingo, agosto 07, 2022

Predators (2010)

Sejamos claros: se os cérebros dos Predadores fossem tão trabalhados como os abdominais do Adrien Brody, o filme do húngaro Nimród Antal seria uma curta-metragem. Vá-se lá imaginar como surgiu tão avançada tecnologia - invisibilidade, naves espaciais, armas letais - quando estes idiotas extraterrestres não conseguem despachar de forma fácil meia dúzia de humanos num planeta do seu próprio universo. Tentativa meio divertida meio azeiteira de reproduzir o grupo original da Guatemala, um Judas mutilado coxo que, sem qualquer explicação, começa a andar normalmente perto do fim e a Alice Braga. Ai, a Alice Braga. A saga regressou à selva, mas a selva não regressou à saga. Sem identidade, sem charme, sem aquela palpabilidade e sujidade do cinema de acção dos anos oitenta.

sábado, julho 31, 2021

Who Killed Captain Alex? (2010)

Legendas em formato Video Jockey: melhor ideia de sempre, directamente do Uganda. O mesmo que aqueles extras de comentários em áudio do realizador, mas em texto. O primeiro filme de acção do Uganda - e talvez nem seja o único, num país onde toda a gente sabe Kung-Fu e adora a Dolly Parton. Muito fortes a cozinhar comida alemã; turistas alemães, para ser mais concreto. Mas a cabeça fica guardada para o Capitão, tal como no "Predador". Os Tiger Mafia contra Commandos Ugandenses, emboscadas quando alguém segura uma arma perigosa - aka pénis ugandês -, cenas de musical, Supa Fighters, Richard, um homem que não gosta de más notícias com doze mulheres mas apenas um irmão - que foi capturado pelos homens do Capitão Alex. "Chupa-me a pila, seu espirro de diarreia", diz Richard a um polícia na esquadra. Só para verem o poder deste mafioso. Já o Capitão Alex é um sedutor malandro: "Estou pronto para bater nessa rata", declama à espia da máfia com quem andava enrolado segundos antes de ser assassinado ninguém sabe bem por quem. O irmão do Capitão Alex, o Bruce U em homenagem ao Bruce Lee, supamonge mestre de artes marciais do "Ugandan Shaolin Temple", sempre de fato de treino, pronto para vingar a morte do irmão. O Lima Duarte numa qualquer novela da Globo na televisão do Uganda. "Esperem o inesperado", talvez a contradição mais deliciosa e apropriada da história de Wakaliwood, a Hollywood de Kampala. Tudo somado, bem melhor que o cinema de Leos Carax.

terça-feira, junho 29, 2021

Exit Through the Gift Shop (2010)

Documentário ou mockumentary? A dúvida permanece uma década depois. Encenação ou não, crítica real ou construção satírica à ascensão meteórica e inesperada do francês que vendia roupa barata e filmava graffiters como hobbie a génio da "arte de rua" ou simplesmente uma nova estratégia tremendamente eficaz de promoção do seu trabalho através de um novo meio, a mensagem do projecto do conceituado Bansky passa de qualquer maneira: o que é "arte", quanto vale a "arte", qual a importância, contexto e subjectividade da "crítica de arte"? A piada faz-se sozinha e, mais importante que tudo, nenhum elefante foi ferido na elaboração deste documentário. Tudo muito bonito, só faltou ter coragem para afirmar perante o mundo que também existem vândalos sem talento nenhum a sujar paredes pelo mundo inteiro com a desculpa de que "tudo é arte".

terça-feira, abril 20, 2021

Balada triste de trompeta (2010)

Vamos dividir este "The Last Circus" em quatro actos em vez dos tradicionais três. Um primeiro de introdução histórica, política e sentimental do nosso anti-herói absolutamente maravilhoso, que culmina num palhaço de machete em punho a varrer inimigos armados num cenário de guerra civil espanhola entre republicanos e nacionalistas. Um segundo em que todo um mundo "circense" é construído à sua volta, já adulto, com emoção, dor, insanidade, diversão, relações complexas entre personagens, humor negro, pancadaria e uma cena de sexo à bruta capaz de corar o arquitecto Taveira. Uma hora de alto nível a que se sucede a trapalhada que já não é novidade na filmografia Álex de la Iglesia quando parece perder a paciência e enfiar tudo o que falta fazer ao monte, qual faceta Rob Zombie que toma conta da sua costela Guillermo del Toro. Cena descuidada atrás de cena despachada, palhaço feliz e palhaço triste acabam aos poucos sem nada que os distinga num rol de acções banais que desonram a primeira metade. Ainda assim, vale bem a pena.

quinta-feira, fevereiro 11, 2021

I Saw the Devil (2010)

Experiência cinematográfica brutal e sadística que usa a violência como arma para deixar o espectador desconfortável, eis um revenge thriller arrojado e original que desumaniza ao máximo o conceito de vingança, mostrando como um homem bom pode também ele tornar-se o monstro que odeia e caça. Cabeças a rolar, desmembramentos, objectos metálicos de todas as formas e feitios a esmagar crânios e testículos, tudo sob uma estética tão cruel quanto primorosa, qual vingança que se serve num prato frio mas que se esquece que o desgraçado do prato, sendo de porcelana, pode ser atirado de volta com perigo. A boleia de táxi mais furiosamente sarcástica da história do cinema, um polícia com caganeira no sítio errado à hora errada e dois actores do camandro. Vou já correr a filmografia deste Kim Jee-woon de lés a lés.

sábado, dezembro 19, 2020

Boy (2010)

Equilíbrio fino e irresistível entre humor e desgraça, entre imaginação fértil e desilusões, entre a inocência de uma criança e a necessidade da mesma ter de amadurecer cedo demais. Como que rir para não chorar, aquele tipo de comédia que tenta fugir à depressão aparentemente inevitável com criatividade e uma realização (e interpretação) fenomenal do neo-zelandês Taika Waititi, repleta de pequenos detalhes - os desenhos de Rocky, os objectos fictícios, as ilusões Jacksonianas - que fazem toda a diferença. Demasiada fofura em Boy e em Ricky - eu também tinha superpoderes quando tinha a tua idade, amigo -, banda-sonora a condizer e um "Thriller" em modo Haka. Por vezes é simples fazer tanto com tão pouco: basta ter o coração no sítio certo.

quinta-feira, outubro 22, 2020

180º South (2010)

Uns tipos sem nada para fazer na vida que não viajar, deixar crescer a barba e fazer surf decidem fazer uma viagem de meio ano da Califórnia à Patagónia. Rumo sul, lá vão eles como penduras de uma embarcação que ia sair do México. Pelo caminho passam pela Ilha da Páscoa e conhecem uma rapariga que decide ir com eles nesta aventura. Objectivo final? Subir ao topo da montanha mais alta da Patagónia simplesmente porque leram sobre uns tipos que fizeram exactamente o mesmo trajecto nos anos sessenta e ficaram por lá a viver. Ficam perto de o conseguir, mas não alcançam o cume; falta-lhes experiência para tal, um deles nunca tinha sequer escalado na neve. No que toca a estes artistas, tudo dito, pouco ou nenhum interesse, simplesmente a ideia de que qualquer narcisista pode ser hoje em dia realizador. Para memória futura ficam as imagens lindíssimas dos locais por onde passaram e a história de vida de dois homens - os tais que fizeram o mesmo há cinquenta anos - que passaram décadas a lutar contra os grandes interesses económicos na Patagónia chilena, comprando terrenos atrás de terrenos para impedir construções que destruiriam a "pureza" do local.

quinta-feira, junho 04, 2020

Incendies (2010)

Um verdadeiro soco no estômago, uma história cruel que bate lenta, lentamente, como que o sono a chamar por nós. Será de propósito? Será falta de jeito? De propósito foi certamente - ausência de banda sonora, planos longos e bem abertos de paisagens destruídas pelo tempo, de todo um outro universo a que o oeste não está habituado - mas jeito não falta aqui. Duas linhas temporais em que Villeneuve mistura a história de vida de uma mãe recentemente falecida com a busca pela verdade dos dois filhos, onde constantes actos desumanos deixam em nós uma inquietação tão desconfortável quanto, perdoem o paradoxo, humana. Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor? E uma infinita tristeza, uma funda turbação, entra em nós, fica cá presa. Caiem balas no Líbano - e caiem no nosso coração. Que sorte a de Augusto Gil nunca ter conhecido esta "mulher que canta".

domingo, maio 31, 2020

Los ojos de Julia (2010)

Há tensão, há atmosfera, há até alguma crueza inesperada em várias cenas - como a da miúda na parede da cozinha - mas, na verdade, o filme de Guillem Morales, co-escrito pelo fenomenal Oriol Paulo, quase nunca surpreende. Depois de um arranque convincente repleto de mistério, a narrativa começa a arrastar-se, cliché atrás de cliché, perdendo força e energia após cada revelação insípida sem grande imaginação para fugir ao óbvio. Tecnicamente irrepreensível - com destaque para a homenagem ao "Silêncio dos Inocentes" -, Belén Rueda sempre pronta a finalizar na área mas, e que grande mas, uma equipa de ressaca, sem chuteiras, não chega para vencer a este nível.

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Vicky and Sam (2010)


Galardoado nas categorias de melhor curta-metragem e melhor argumento original em 2010 no Caminhos do Cinema Português, "Vicky and Sam" é uma produção luso-americana de Nuno Rocha que em poucos minutos conquista a atenção do espectador através de uma premissa tão original quanto divertida. Uma paixão à primeira vista num videoclube que afinal não passa de um guião em desenvolvimento por três argumentistas; a procura por conflitos, por algo que apimente a história, leva a um twist inesperado: a ficção transforma-se em realidade no mesmo bar onde os três discutem ideias. Uma história de amor dentro de outra história de amor, uma aventura rápida que merecia mais tempo para vingar num infinito de possibilidades, quais marionetas da criatividade que não mereciam ser reféns do tempo.

quinta-feira, junho 06, 2019

Your Lucky Day (2010)

Um idoso acaba de descobrir que ganhou cento e cinquenta e seis milhões de dólares na lotaria numa loja de conveniência. Dois segundos depois, um jovem decide assaltá-lo. Começa a confusão a que se junta o incompetente dono da loja e um casal que por lá andava. Quem vai sair da loja vivo e com o prémio? Ideia porreira explorada rapidamente numa curta-metragem de quinze minutos num mix de tragédia moderna com humor negro. Os perigos da ganância numa série de acções bizarras de personagens que se julgavam correctas, num estilo de edição demasiado maniento, que se torna enfadonho no meio do caos, mas que acaba com uma reviravolta bem idealizada.

sexta-feira, junho 16, 2017

Inside Job (2010)

Documentário sobre as razões que levaram à crise financeira global de 2008, "Inside Job - A Verdade da Crise" começa com um exemplo menor: o que se passou na Islândia e levou à falência de todos os bancos do país. O que se segue depois, narrado por Matt Damon, é um conjunto de entrevistas e explicações económicas que mostram como foi possível duplicar a dívida dos EUA num único ano e levar ao desemprego milhões de pessoas, tudo culpa de esquemas inacreditáveis de bancos de investimento e agências de rating, preocupadas apenas em lucrar o máximo possível sem o mínimo cuidado ou responsabilidade para os seus clientes e investidores. O mundo da especulação no seu pior, a mentira que são os tão famosos ratings AAA ou Lixo - afinal são só "opiniões", defendem estes cretinos -, a ganância de Wall Street. Assuntos muito pertinentes, é verdade, mas explanados de forma massuda e demasiado técnica para uma grande maioria dos espectadores. Faltou trocar a coisa por miúdos, para um efeito mais duradouro. Assim, se me perguntarem amanhã no trabalho como é que a coisa se desenrolou até ao apocalipse da banca, terei que dizer "epah, foi complicado, vejam antes o documentário".

quinta-feira, abril 13, 2017

Machete Maidens Unleashed! (2010)

Documentário australiano sobre a produção internacional de filmes exploitation nas Filipinas durante as décadas de setenta e oitenta, "Machete Maidens Unleashed!" é uma viagem partilhada entre Roger Corman, John Landis, Joe Dante, Eddie Romero e outros tantos nomes de culto da série B a um género cinematográfico que marcou não só a cultura popular de gerações (em drive-ins e cinemas grindhouse) como a própria indústria. O exploitation era uma pura questão de marketing: vender sexo, histórias irrisórias, maminhas ao léu - muitas maminhas ao léu -, explosões, sangue, transplantes de cabeças e mulheres sensuais, tudo filmado da forma mais barata possível para encher os bolsos o máximo possível. Eram os good old days, onde fazia-se cinema por divertimento, passava-se para a tela qualquer ideia estúpida e o lema era simples: se gostarem do título, provavelmente vão gostar do filme, porque um será tão pateta quanto o outro. O tempo das mulheres heroínas ao mesmo tempo em que eram exploradas de forma completamente gratuita, da influência de uma simples chamada de Corman - foram tantas as carreiras que lançou - e da sexyness de Pam Grier e outras tantas ninfas de pouco talento mas muitos talent(.)(.)s.

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

The Other Guys (2010)

"Agentes de Reserva" arranca em grande estilo: um par de sequências de acção repletas de estilo e humor sob a batuta da dupla de detectives Samuel L. Jackson / The Rock. Dez minutos depois, as estrelas da companhia estão escancaradas, sem vida, no alcatrão; e tudo o que se segue, da parelha policial entre o sofrível Wahlberg e o monocórdico Ferrell aos inúmeros gags teatrais que criam uma comédia caótica que não podia nunca querer almejar o mais miserável fio narrativo, sofrem por comparação. E não há homenagem, por mais competente que seja, a John Woo, que salve tamanha ingenuidade em acreditar que o par de totós seria humoristicamente mais interessante que a sociedade bad ass motherfuc&er que tanto prometia.

terça-feira, outubro 06, 2015

Trolljegeren (2010)

A melhor maneira de descrever "O Caçador de Trolls" a qualquer leigo é afirmar que foi a melhor maneira que os noruegueses descobriram de fazer uma salgalhada entre "The Blair Witch Project" e "Cloverfield". Uma feita sem grande habilidade ou engenho, ou não fosse suposto o formato de found footage obrigar a algum amadorismo que não é certamente evidenciado nos constantes planos centrados e focados, e muito menos numa edição posterior que, por várias vezes, dá a sensação de que não se tratava de uma só câmera no local, mas sim duas ou três. E quando o que interessa nestas pseudo-realidades cinematográficas é a forma convincente como é transmitido algum realismo, tudo o que o realizador André Øvredal apresenta não só não cativa o espectador, como acaba por se tornar enervante. Porque a maior prova de talento que este poderia ter dado era saber manter o projecto sujo, misterioso e barato, tal como a sua premissa prometia.

sexta-feira, junho 19, 2015

MacGruber (2010)

Com uma mão cheia de ex-SNL no elenco e um Val Kilmer com excesso de peso e défice de talento, "MacGruber: Licença para Estragar" é uma terrível não-homenagem a uma figura ímpar da televisão dos anos oitenta, repleta de humor desesperado de casa-de-banho - até nos nomes fictícios dos heróis e vilões - para compensar a falta de criatividade narrativa do seu guião, de profundidade cómica das suas personagens, de qualquer ideia realmente engraçada - e não ridícula - dos seus momentos-chave. Desastre na bilheteira e flop para a crítica, MacGruber tornou-se rima com MacLoser; mas nunca de MacGyver. Pior que tudo, a ideia de uma sequela continua em cima da mesa.

sábado, outubro 18, 2014

Extraordinary Measures (2010)

Baseado em acontecimentos verídicos, "Medidas Extraordinárias" desenrola-se quase em formato de telefilme, oferecendo a uma história extraordinária e comovente um tratamento cinematográfico vulgar. Quem procurava a energia e a revolta de um "Erin Brockovich" sentiu-se certamente enganado nesta luta contra o tempo e contra o sistema farmacêutico mas, ainda assim, a química entre o rezingão adorável (Ford) e o pai esforçado (um Fraser bem gordinho) serve para justificar o mérito de educar o público sobre uma doença rara e pouco divulgada. Como curiosidade, fica a nota que este foi o primeiro filme desde 1983 ("O Regresso de Jedi") que o nome de Harrison Ford não apareceu em primeiro lugar nos créditos da fita. Sinal dos tempos?


segunda-feira, agosto 25, 2014

Los colores de la montaña (2010)

Filme colombiano de 2010 realizado por Carlos Arbelaez e galardoado no conceituado festival internacional de cinema de San Sebastián, "Los Colores de la Montaña" é um drama bem-disposto, comovente e, de certo modo, politicamente neutro, sobre uma região remota dos Andes – La Pradera -, perdida e despedaçada nas constantes batalhas entre terroristas de guerrilha, barões de droga e tropas governamentais. Tudo visto pelos olhos de um rapaz de nove anos, obcecado por futebol, que vê na bola que recebeu no seu aniversário um escape para situações que a sua mente, apesar de perceber, tem dificuldade em processar – seja um agricultor transformado em pedaços depois de pisar uma mina ou conhecidos da família assassinados pelas tropas do governo, apenas por serem suspeitos de ajudar os rebeldes. Com influências nítidas do cinema iraniano, “Los Colores de la Montaña” mantém-se calmo no meio do caos social que retracta, abordando o desespero tranquilo de um povo de modo a torná-lo acessível e interessante a todas as faixas etárias que possam presenciar o filme. Arbelaez consegue transformar uma cena em que três crianças tentam recuperar uma bola que está num campo de minas, num momento tão divertido quanto perigoso, o que ilustra bem a forma optimista como abordou o assunto. Os desenhos das crianças na escola são a prova final da inocência latente em cada uma delas. Destaque final para o trabalho fotográfico notável de Oscar Jimenez nas verdejantes paisagens colombianas e para um grupo brilhante de jovens actores, tão naturais quanto afectuosos.