domingo, abril 11, 2021

Nalgas FR: Zack Snyder's Justice League

sábado, abril 10, 2021

Ratatouille (2007)

Mais um capítulo da saga "mas porque é que toda a gente gosta tanto deste filme?". Falta a chama e o charme de tantos outros projectos da Pixar, falta química e profundidade à relação de amizade entre o Remy e o Linguini, falta coração apertadinho e, porque não, algum realismo no meio do irrealismo permitido a qualquer fábula de animação. Ou então sou só eu que não consegui sentir a vibe de um filme sobre o complexo mundo da restauração reduzido a estereótipos - sendo o crítico o mais óbvio e fácil de vilanizar. Tudo ok, desde que continue bem claro entre todos que, por melhor que seja a banda-sonora que os acompanhe, ratos na cozinha são um perigo para a saúde.

sexta-feira, abril 09, 2021

Red Heat (1988)

Schwarzenegger de tanga numa sauna para bombadões. Schwarzenegger de tanga na neve a arrear camaradas soviéticos com más intenções. Nova alcunha: cabeça redonda. Porque a tanga deixou escapar que era circuncidado, está giro. Arnie capitão do Exército Vermelho de boina com faro para cocaína em próteses e sotaque moscovita irrepreensível (cocanium!). Jim Belushi a enfrentar um dos maiores dilemas do final da década de oitenta: naturais ou silicone? Laurence Fishburne com uns óculos muito sérios para nos distrair do túnel entre os incisivos. Schwarzenegger e Belushi juntos em Chicago para apanhar um comunista malandro cheio de amigos na terra do Tio Sam. O Peter Boyle, que saudades do Peter Boyle, a lidar com o stress e tensão alta com música zen - e não vodka, nabo. Métodos soviéticos de interrogatório claramente mais económicos e eficazes que os norte-americanos. Hora de alimentar o periquito - não, não é o equivalente a esgalhar o pessegueiro em russo. Belushi de rabo espetado para levar uma vacina contra o tétano no rabo e o Arnie que não sabe quem é o Dirty Harry. Destruição em massa - com destaque para a cena com dois autocarros - para obter uma chave de um cacifo, porque dar cabo do cacifo com uma martelada é que não, era uma brutalidade. Walter Hill na melhor forma. Now, go and kiss your mother's behind.

quinta-feira, abril 08, 2021

Crawl (2019)

Tão bom que é ser surpreendido por um filme que nos consegue dar mais do que aquilo que estávamos à espera. Tudo óbvio a nível narrativo, todas as más decisões que eram precisas para manter a chama acesa no vendaval - só o cão é que consegue manter-se sempre seco e em segurança -, crocodilos tramados a rodos, efeitos especiais bem conseguidos e uma actriz - Kaya Scodelario - que consegue levar o filme às costas com credibilidade. Entretenimento de primeira linha, sempre a correr com tensão q.b. e aspecto nada ranhoso, ao contrário do que é habitual nestas andanças com "criaturas". Tubarões, anacondas e Barry Pepper, é favor segurar a cerveja destes crocs!

quarta-feira, abril 07, 2021

Nalgas Flash Review: Divino Amor

terça-feira, abril 06, 2021

Allen v. Farrow (S1/2021)

Documentário polémico da HBO sobre a "eterna" dúvida em torno da relação de Mia Farrow e Woody Allen que envolve alegados abusos sexuais deste último com a filha do casal de sete anos. Mais do que um referendo sobre a culpa ou inocência do realizador nova-iorquino - o documentário é objectivamente parcial, mas apoia essa faceta numa panóplia de factos e testemunhos descobertos em documentos policiais arrumados há mais de vinte anos em sessenta caixotes, escutas telefónicas, depoimentos em tribunal de envolvidos e psicólogos profissionais com experiência na área, etc, pelo que é fácil compreender essa inclinação no final -, "Allen v. Farrow" é um trabalho de contextualização de uma história cuja percepção pública foi várias vezes deturpada pelo "spinning" de vários assuntos colaterais - principalmente a relação com a filha adoptiva de Farrow de dezassete anos - em nada relacionados com esta acusação específica de abuso sexual de menores. Não, Allen nunca foi julgado por esse crime e considerado inocente, como todos já ouvimos dizer. Allen foi a julgamento pela custódia dos filhos de Farrow; e perdeu. Neste caso específico, o procurador decidiu não levar o caso a julgamento, supostamente baseado num relatório de uma instituição com credibilidade na área. "Dylan parece estar a mentir", declarou o director da mesma. Algo que descobrimos agora foi a conclusão exactamente contrária das várias entrevistas realizadas pelas duas psicólogas da instituição, cujas notas e relatórios foram não só ignorados, como destruídos, ao contrário do que a lei obriga. Sim, Allen passou num teste de polígrafo. Um teste privado, tendo recusado fazer o do departamento policial de Connecticut que investigava o caso. Entre muitas outras revelações. Já percebi como se sentem os portistas sempre que se fala no Apito Dourado e alguém partilha as escutas telefónicas que não foram consideradas válidas em tribunal: eu também tenho uma paixão enorme pela filmografia e pela arte de Allen, mas a única maneira de negar o óbvio é dizer que o assunto nunca foi provado em tribunal. O que, todos sabemos, não muda a verdade, por mais que Allen diga numa conversa telefónica agora revelada "que não interessa a verdade, interessa o que as pessoas vão acreditar". Facada no coração, mas eu acredito na Dylan.

segunda-feira, abril 05, 2021

Vampire's Kiss (1988)

Nicolas Cage em modo lunático, numa experiência cinematográfica de cariz único e indiscritível que acompanha uma autêntica viagem de montanha-russa de um homem até à insanidade. Ninguém pode dizer que conhece o Nicolas Cage actor enquanto não vir este "O Beijo do Vampiro", uma espécie de comédia negra que nos deixa tão desconfortáveis quanto boquiabertos, uma autêntica fábrica de memes para a eternidade. Gritos, caretas, dedos apontados, saltos em cima de secretárias, violações, morcegos, leitura do abecedário, a Jennifer Beals e a Maria Conchita Alonso, dentaduras falsas de vampiro, enfim, uma série de detalhes numa série de acontecimentos que nenhuma descrição escrita conseguirá fazer jus. Tudo nos trejeitos de Cage é tão absurdo e "over the top" que semanas depois de ter sido bombardeado com isto ainda não sei se amei ou odiei toda esta espiral de extravagância. Como li algures, é "American Psycho" corrompido por LSD; chega para vos convencer?

domingo, abril 04, 2021

Nefta Football Club (2018)

Um burro treinado para fazer entregas de cocaína na fronteira entre a Argélia e a Tunísia. Isto, claro, se os headsets tiverem postos no bicho a tocar "Someone Like You" da Adele em repeat infinito. Um dos traficantes que pensou que era para meter no leitor de mp3 Handel e não Adele. Erro inocente, ele nem sabe que cantor é o Pavlov que o outro fala. Burro desorientado, dois irmãos que discutem quem é melhor - Messi ou Mahrez -, uma pausa para xixi e um sacalhão de "sabão em pó" para levar para casa. O uso certo para tanto pó; Maradona seria imparável naquelas quatro linhas. Quinze minutos - um intervalo de um jogo de futebol - que passam a voar, com inteligência, humor e aquele afago caloroso que só a inocência de uma criança consegue propagar ao mais gélido coração adulto.

sábado, abril 03, 2021

Nas Nalgas do Mandarim - S08E05

sexta-feira, abril 02, 2021

Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile (2019)

Registo singular - e porque não inesperado - de Zac Efron como Ted Bundy, num filme que tenta evitar a todo o custo o choque e os terrores dos crimes hediondos de um dos assassinos em série mais badalados da história recente norte-americana. Extremamente... morno, como que um drama filmado do ponto de vista da mulher que, mesmo denunciando-o, duvidou sempre que o homem por quem se apaixonou pudesse realmente ter cometido tais atrocidades. O cepticismo e o receio do erro com o propósito de abrir asas à imaginação, algo extremamente difícil de colar no espectador que aqui chegou depois de assistir a um ou mais documentários sobre Bundy disponíveis, por exemplo, no catálogo Netflix. Frustração maior ainda quando uma rápida pesquisa mostra que a cena final que desequilibra completamente a balança moral das personagens é, afinal, uma liberdade criativa muito menos ambígua que o acontecimento real. Batota, senhor Berlinger.

quinta-feira, abril 01, 2021

Monsoon Wedding (2001)

Início de século e este "My Big Fat Indian Wedding" ganha não só o respeito da crítica internacional como um Leão de Ouro em Veneza, catapultando o nome de Mira Nair fora-de-portas. O choque cultural entre uma Índia mais arcaica e uma Índia contemporânea; personagens a rodos a gritar, cantar, dançar, fazer barulho e abanar a cabeça de forma nervosa. Quatro ou cinco arcos desinteressantes depois, finalmente a noiva que não sente amor pelo noivo "arranjado" que mal conhece. Dramas e indecisões de casamentos, tudo visto em mil e um outros formatos e feitios, um valente bocejo repleto de inúmeras histórias mal desenvolvidas - o "australiano" ou o irritante wedding planner, por exemplo - que tenta já perto do fim dar um abanão com uma revelação chocante de pedofilia. Mudança radical de tom, um problema gravíssimo no seio da família por resolver e... cinco minutos está tudo resolvido. Voltam as danças. Começo a perceber que afinal há um clube tão mau ou pior que o Nalgas Film Club: dá pelo nome de "Criterion Collection".

quarta-feira, março 31, 2021

Moonraker (1979)

Um vaivém espacial sequestrado em pleno voo de transporte às cavalitas de um 747. James Bond em queda livre sem paraquedas, depois de um engate que não correu bem a trinta mil pés de altitude. Jaws de volta, literalmente pronto para o circo. Cães esfomeados por uma Bond Girl, numa das cenas mais sórdidas da saga. Caixões com armadilhas, gôndolas com motor que transformam-se em hoverboards, perseguições náuticas nos canais de Veneza, humor slapstick uma mão-cheia de cenas, com sonoplastia a acompanhar. A Dra. BoaCabeça, porque é cientista da NASA - ou agente da CIA, talvez. Uma viagem de Concorde para o Rio de Janeiro, terra de samba, Carnaval e mulheres bonitas. O Jaws a parar as roldanas de um teleférico com as mãos e a cortar os cabos de aço com os dentes. O Jaws apaixonado pela Pipi das meias - ou mamas - altas. James Bond, o rei do gado, qual António Fagundes meets Clint Eastwood. Barcos com mísseis e asas-delta nas Cataratas do Iguaçu. Um oásis de mulheres deslumbrantes no meio da selva. Só podia ser armadilha, claro. Uma anaconda e uns guardas com capacetes de boxe amarelos. Um crematório privado nas fundações de um lançamento espacial. James Bond no espaço, rói-te de inveja Toretto. Michael Lonsdale, sem cabelo nem barba grisalha, com um plano para acabar com a vida humana na Terra. Astronautas e cientistas numa batalha de lasers em espaço aberto. Jaws finalmente no lado dos bons, prova de que uma grande paixão pode amolecer o mais metálico dos corações. A essência está toda cá, não percebo tanto ódio.

terça-feira, março 30, 2021

Nalgas Flash Review: Boy

segunda-feira, março 29, 2021

The Hot Spot (1990)

Uma espécie de neo-noir com uma forte componente erótica que remete praticamente para segundo plano quase todos os ganchos em torno da chantagem, do assalto a um banco e de um homicídio que Dennis Hopper parece obrigado a enfiar na narrativa quando tudo o que queria era explorar os seus sonhos mais perversos. Virginia Madsen em modo mega femme fatale com um par de cenas de sexo, seja de pistola em punho ou facalhão enfiado numa melancia, capazes de fazer o Papa trepar paredes, Don Johnson ainda mais cool que em "Miami Vice" e a Jennifer Connelly, bem, não tenho palavras para uma mulher que parece condenada para a eternidade a ser perfeita. Tudo muito bonito isolado, uma confusão tremenda nas mãos de Hopper: ritmo irregular, duração desnecessária e a Jennifer Connelly como veio ao mundo a apanhar sol. Certamente que esta última parte deve chegar para vos convencer.

domingo, março 28, 2021

Ted Lasso (S1/2020)

Um treinador de futebol americano universitário é contratado para treinar uma equipa que luta pela manutenção na Premier League inglesa. Sim, de futebol a sério, não aquele em que eles usam as mãos e capacetes. Objectivo? A ex-mulher do antigo patrão do clube decide vingar-se da traição de que foi alvo e, tendo herdado o clube no divórcio, nada melhor que levá-lo à miséria. Só que afinal Ted Lasso, não sabendo sequer o que é um fora-de-jogo, tem algo muito mais importante dentro dele que, aos poucos, vai conquistar o balneário: preocupa-se com as pessoas e não com os resultados. Série fabulosa de Zach Braff ("Garden State") para a Apple TV+, com um coração enorme, charme irresistível e humor tão natural quanto eficaz. Mais de uma dezena de personagens com identidade vincada e uma palavra a dizer - do director de futebol que sempre foi um pau mandado, ao ponta-de-lança arrogante com a mania que é estrela, sem esquecer o velho capitão que não aceita que a PDI está a enfraquecê-lo, o roupeiro envergonhado, o lateral nigeriano com saudades de casa ou o avançado mexicano apaixonado pela vida, entre tantos outros -, tudo em "Ted Lasso" funciona de forma terna e interligada. Mérito de Braff verdade, mas também de Jason Sudeikis, absolutamente intratável na pele do homem que sabe que não há problema nenhum em ser vulnerável e acreditar que a bondade é o valor mais importante que um homem pode ter.

sábado, março 27, 2021

Cleveland Abduction (2015)

Telefilme de um canal norte-americano de cabo que transporta de forma muito crua e, consequentemente, cruel a história de três raparigas raptadas e mantidas em cativeiro durante anos a fio. Baseado no livro de memórias de Michelle Knight - a mais antiga das vitímas, que passou cerca de onze anos acorrentada num quarto a ser alvo de todo o tipo de abusos sexuais -, o choque e o desconforto tomam dianteira a uma narrativa que não se preocupa, provavelmente por respeito à dor das envolvidas e dos familiares, a criar qualquer tipo de suspanse ou mistério em torno dos acontecimentos. Fiel que nem um documentário, falta-lhe cinema, intriga e vingança mas não lhe falta sofrimento. Para desanuviar, nada como dar uma vista de olhos no YouTube à entrevista feita no próprio dia ao vizinho que descobriu e salvou as raparigas: "Percebi que algo muito errado se passava ali quando vi uma rapariga branca a correr para os braços de um homem negro como eu".

sexta-feira, março 26, 2021

Nalgas Flash Review: Roger Dodger

quinta-feira, março 25, 2021

Imagine Me & You (2005)

Piper Perabo com sotaque britânico porque todos sabemos que não existem actrizes suficientes no Reino Unido. A Cersei, perdão, Lena Headey, com o mesmo carisma e vontade de interpretar uma personagem lésbica da Marine Le Pen. Um cacto de forma fálica como melhor piada de uma "comédia" romântica. Muito pouco tempo de ecrã dos pais da noiva, de longe as personagens mais interessantes e divertidas da narrativa, os únicos com química e timing para fazer sorrir. Enfim, faço fretes pelo Nalgas Film Club que não faria pela minha própria mulher.

quarta-feira, março 24, 2021

The Incredibles (2004)

Se eu disser que este "clássico" de Brad Bird ("The Iron Giant") é ainda o melhor filme de super-heróis depois de quase duas décadas de contentores de efeitos especiais da Marvel e da DC, alguém fica chateado comigo? Vilão divertido, com motivações credíveis e um plano estruturado. Dinâmicas familiares, traumas de adolescência, discussões entre marido e mulher e reviravolta final com alma, piada e engenho. Alegra miúdos, entretém graúdos e resiste a inúmeros revisionamentos. E nem foi preciso aquele arco narrativo que a Pixar tanto gosta que deixa qualquer coração bem apertadinho.

terça-feira, março 23, 2021

Colossal (2016)

Ideia e conceito refrescante e um realizador fora-da-caixa como Nacho Vigalondo, responsável pelo aclamado "Los cronocrímenes" ou pela simpática comédia romântica com toque sci-fi "Extraterrestrial". Tinha tudo para funcionar, mas a verdade é que "Colossal" perde todo o seu encanto quando passa do primeiro acto para o segundo, perdendo-se num drama semi-pateta entre amigos de infância, com casting ineficaz - nem Jason Sudeikis nem Dan Stevens convencem nas suas personagens, parecendo até estarem trocados nos papéis - e uma angustiante falta de ambição que confina um oceano de oportunidades a uma espécie de moralismo bacoco sobre relações tóxicas. Faltou ambição e coragem para arriscar saltar o abismo, nadar contra a corrente para chegar à fonte. Pena.

segunda-feira, março 22, 2021

Double Impact @ VHS Podcast

domingo, março 21, 2021

Mortal Kombat: Annihilation (1997)

Narração medonha a arrancar de um tipo que não seria contratado nem para uma rádio amadora na margem sul. Ah, claro, tinha que ser o novo Rayden, que não só perdeu o Lambert, como o chapéu e toda a (já pouca) piada que tinha. Sonya com direito a uma (nova) actriz, o que por si só já seria um upgrade, mesmo sem o bónus do top branco justinho o tempo todo, ora com soutien, ora sem. Talisa Soto (Kitana) tão esplendorosa como novamente insignificante para a narrativa, desta vez enfiada o tempo todo numa jaula. Johnny Cage morto e Subzero do lado dos bons; só aqui mais reviravoltas que o primeiro filme inteiro. Jax comediante, coreografias de luta superiores e finalmente alguém a abordar problemas reais neste tipo de cenários: como é que um gajo vai cagar e o que usa como papel higiénico quando está numa paisagem rochosa desértica? Obrigado Jax, mal por mal esta sequela ao menos é orgulhosamente pateta.

sábado, março 20, 2021

Red Dot (2021)

Thriller sueco da Netflix amorfo até ao último acto, altura em que finalmente transforma-se numa história de vingança com contornos moralmente ambíguos que atiram todas as personagens envolvidas na trama para um limbo entre vítimas e vilões, entre o compreensível e o desumano. Atmosfera e cinematografia de mãos dadas no frio, várias decisões de fuga e protecção frustrantes para o espectador - teria sido tão fácil a certa altura acabar com o assunto, fosse dando melhor uso ao telefone ou aproveitando a mota de neve do primeiro socorrista - mas, e este é um bom mas, um final corajoso, mesmo que semi-previsível, que acaba por compensar a experiência. Uma lição para mais tarde recordar: um felácio enquanto conduzem, por mais tentador que seja, pode revirar-vos a vida do avesso.

sexta-feira, março 19, 2021

The Avengers (1998)

Logo a arrancar os créditos iniciais mais horríveis da história do cinema, quais tempestades eléctricas coloridas sem qualquer propósito que não causar um choque epiléptico a alguém mais fotossensível. Uma espécie de MI6 para atrasados mentais. Mensagens secretas entregas por estafetas a dizer: "por favor atenda o telefone de casa". Porque se a Uma Thurman de sotaque british não tivesse recebido a mensagem, não atendia, estava ocupadíssima a olhar pela janela. O Sean Connery como vilão meteorológico com bigode mexicano, ainda assim com mais charme e sedução num simples sorriso maroto que o Ralph Fiennes todo esforçado de smoking e cartola. Diálogos de merda em torno de crisálidas e rosas. O Sean Connery vestido de urso de peluche, numa reunião de vilões vestidos como ursos de peluche. Nem sequer estou a brincar, o Austin Powers roeu-se de inveja de não se ter lembrado disto. Uma clone da Uma Thurman, vestida de urso de peluche, claro está. Drones em forma de abelhas gigantes, o Eddie Izzard proibido de abrir a boca para que a sua personagem não seja ainda mais ridícula e olhem, rebenta a bolha, porra, que isto está a fazer com que o "Highlander 2" pareça um filme mais credível com escudos meteorológicos. Nem vos vou dizer o que há mais em comum entre estes dois filmes, que o homem começa a dar voltas no caixão.

quinta-feira, março 18, 2021

Nalgas Flash Review: Extra Ordinary

quarta-feira, março 17, 2021

Highlander III: The Sorcerer (1994)

Mario Van Peebles de brinco no nariz - e nos mamilos, como descobriremos mais tarde quando vai às prostitutas e come, literalmente, um preservativo - montado num cavalo, a falar inglês de voz grossa mas japonês com voz fina. É preciso talento, não é para qualquer um. Um novo Ramirez, desta vez asiático, que com tantos séculos de vida ainda não aprendeu a representar. MacLeod, uma vez mais, a aprender a lutar no passado, num continente diferente. Presente: o escocês de cabelo curto, em modo padrasto num deserto qualquer marroquino. Relâmpagos em céu limpo, sinal que tem que voltar a Nova Iorque - sim, porque o mundo é pequeno e todos sabemos que os imortais acabam lá mais cedo ou mais tarde. Pancadaria num guetto, é baleado e, naturalmente, acaba num hospital psiquiátrico. Uma gaja imortal, esta agora ninguém estava à espera. Ainda por cima a Deborah Kara Unger, fresca e fofa, ora loira ora ruiva, pré-pauzão ao James Spader e ao Michael Douglas. MacLeod a treinar nas montanhas, nos lagos e na praia, só faltou o "Eye of the Tiger". Por falar nisso, banda-sonora dos Queen já era, agora só música celta mas com uma espécie de Maria Leal em vez da Enya. O bonito matagal da Kara Unger, afinal nem loiro nem ruivo, bem moreno. Meia estrela logo aqui. Mais meia estrela pelo rabo e outra pelos mamilos. Filho adoptado raptado pelo Van Peebles, que consegue transformar-se em MacLeod graças a poderes mágicos adquiridos através da decapitação do tal Ramirez asiático. Caldo entornado, vamos ter um duelo MacLeod verdadeiro contra MacLeod falso. Ou não, ia custar dinheiro e dar uma trabalheira descomunal, mais vale voltar à forma original. Está feito, pelo menos neste não houve nenhum escudo planetário contra o sol.

terça-feira, março 16, 2021

Mortal Kombat (1995)

Ena, que isto envelheceu mal. Mais uma bonita memória de infância - o primeiro filme para graúdos que vi numa sala de cinema - arrasada por um revisionamento um quarto de século mais tarde. CGI completamente datado, torneio sem bases nem ordem narrativa que permita crescer a expectativa e o interesse no espectador, zero "fatalities" que nos deixem angustiados - só morrem os mauzões, não fosse a malta do bem fazer falta para as sequelas -, o Lambert com voz rouca só nas primeiras cenas, uma banda-sonora e uma theme song imortal, o Cary-Hiroyuki Tagawa a dar cartas como Shang Tsung, a belíssima Talisa Soto unicamente a passear pelo set como Princesa Kitana, o campeão Goro despachado de forma demasiado fácil e banal pelo Johnny Cage e... uma sequela que não se vai rever sozinha. Já volto, se sobreviver.

segunda-feira, março 15, 2021

Monster Hunter (2020)

Oh Milla, mil e uma noites de amor com você, na praia, no futuro, num deserto repleto de zombies. Numa realidade paralela, em mares de areia, altos monstros, lá em Hollywood o teu marido mete tudo a rolar. Vendo aranhiços saltando, vendo os diablos a passar, eu e você, no mundo novo, no mundo novo. Era bastante óbvio que mais cedo ou mais tarde teria que usar a música do Netinho num filme da Milla Jovovich. Cenários credíveis no meio da Namíbia, Milla como peixe na água nestas adaptações de videojogos do Paul Anderson com menos talento mas melhor sexo quando o dia acaba, o Tony Jaa tão feliz com velcro como a distribuir porrada da grossa no "Ong-Bak" - as artes marciais não o deixam envelhecer - e um final completamente em aberto com o Ron Perlman, uma ratazana gigante e uma jeitosa asiática a suplicar a todos os mercados por uma sequela. Por mim...

domingo, março 14, 2021

Nalgas Flash Review: Monster Hunter

sábado, março 13, 2021

Over the Top (1987)

Como diria o Manuel Serrão, digam-me um. Vá, digam-me um único filme sobre lutadores de braço de ferro melhor do que este. Ou uma transformação mais convincente em super guerreiro ao virar a pala do boné para trás. Não conseguem, eu sei. Menahem Golan a divertir-se na cadeira de realizador - tão melhor que isto teria sido se Stallone tivesse sido incluído na escrita do guião ou mesmo na realização -, baladas soft rock cena sim cena não para ficar tudo muito mais cool, o puto mais nariz empinado de sempre a moldar-se ao pai camionista sem precisar de levar uns valentes tabefes e um misto de testosterona e coração sem necessidade de um único vilão de acção, pancadaria, tiros e explosões. Só não percebo a razão pela qual este "puto" que caiu no esquecimento da indústria ainda não foi ao podcast VHS falar sobre este "O Lutador".