segunda-feira, janeiro 14, 2019

Cam (2018)

A estreia na realização de Daniel Goldhaber leva Alice directamente do País das Maravilhas para o mundo digital dos taradões e da futilidade sensual. O clássico de Lewis Carroll enche esta produção da Netflix de referências - começando logo pelo nome da personagem -, resultando num thriller competente que nunca deslumbra mas, igualmente, raramente aborrece. Tudo somado, o processo acaba por ser muito mais interessante que a resolução e Madeline Brewer ("The Handmaid's Tale") não compromete a levar o filme às costas. Como diria o tio Pedro, Boff.

domingo, janeiro 13, 2019

Sara: o que é boa televisão?

sábado, janeiro 12, 2019

Le conseguenze dell'amore (2004)

Cinematografia distinta, edição ousada, sonoplastia perfeitamente adequada ao mistério com que Paolo Sorrentino nos tenta seduzir e, claro, não podia deixar de ser, mais uma interpretação divinal daquele que será para muitos - para mim é - o mais cativante actor europeu da actualidade. Toni Servillo arranca (mais) uma performance de bradar aos céus, com o seu agente secreto de poucas palavras e amigos que se apaixona pela empregada de bar (Olivia Magnani) do pequeno hotel onde vive na Suiça, escondido do mundo e da família. E aquele final, dramático e inesperado, uma autêntica pedrada no charco para quem esperava um raio de luz, por mais ténue que fosse. A cimentar - pun intended!

sexta-feira, janeiro 11, 2019

O nosso futuro não está na Terra

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Miss Meadows (2014)

Katie Holmes é uma professora de infância transformada em justiceira assassina nas horas livres, num guião sem sal nem pimenta - apenas uma narrativa demasiado básica que gira em torno do conceito inicial que abre este parágrafo -, realizado de forma praticamente amadora por Karen Leigh Hopkins - quem? Exacto. Sem garra nem graça, sem jeito de Holmes nem maneira de nenhum dos vilões, eis uma boa ideia esbanjada na incompetência de uma actriz de segunda que um dia sonhou ser realizadora de primeira. Toodle loo my ass.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

terça-feira, janeiro 08, 2019

Wall Street (1987)

Ganância vs ética, vencer a qualquer custo ou ser uma vítima do capitalismo. Oliver Stone realiza de forma magnânima este "Wall Street", reunindo todos os elementos necessários para deixar a narrativa brilhar a nível moral e estrutural. Michael Douglas naquela que é muito provavelmente a melhor interpretação da sua carreira - pelo menos a mais icónica -, movendo-se com uma competência e charme diabólico dentro do seu mantra de "Greed is Good", que lhe valeu, merecidamente, um Óscar em 1988. Pai e filho Sheen funcionam - a química e autenticidade da sua relação passa para o ecrã - nos momentos mais emocionais, num retrato único de um período marcante da história económica norte-americana.

segunda-feira, janeiro 07, 2019

domingo, janeiro 06, 2019

Ruth (2018)

"Ruth" tinha não só uma história como um contexto sócio-político de base extraordinário para orquestrar um filme realmente interessante, clubismos e preconceitos à parte. Mas a verdade é que tudo isso perde fulgor e impacto numa realização demasiado limpinha de António Pinhão Botelho (na sua estreia), uma edição sem brilho na criação de um fio condutor e, pior que tudo, numa mão-cheia de interpretações demasiado forçadas, quase teatrais, de praticamente todo o elenco à excepção, surpresa das surpresas, de Igor Regalla, aqui Eusébio da Silva Ferreira, o mais jovem num elenco repleto de pesos pesados. Merecia a tentativa, mas acabou por não valer o esforço.

sábado, janeiro 05, 2019

John Wick for Netflix

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Commando Ninja (2018)

Ninjas, dinossauros, cyborgs com visão de Predador, maminhas e fatos de banho à anos oitenta, intestinos à vista, sangue, humor negro, sonoplastia irresistível e mil e uma referências a clássicos como "Rambo", "Commando", "Highlander", entre tantos outros. "Commando Ninja" tinha, à partida, tudo o que era preciso para ser um favorito de culto de cinéfilos série-Z de lés-a-lés. Mas a aposta em transformar material suficiente para uma curta-metragem numa arriscada longa-metragem arrasta todo aquele entusiasmo inicial para um cansativo, quase enfadonho, esforço de um conceito que perde piada e coolness a cada minuto que se espalha no seu esforço tremendo em justificar tamanha duração. Já se fez bem pior com mais do que trinta e seis mil dólares mas, como um dia disse-me a minha mulher, mais vale pequeno e bom do que grande e desleixado.

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Bob Einstein (1942-2019)

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Black Mirror: Bandersnatch (2018)

Que desilusão. Um conceito que rebenta com toda uma narrativa, narrativa essa que em si já não conseguia gerar interesse suficiente para justificar múltiplos visionamentos nos seus mais diversos labirintos. Guião feito às três pancadas, num caso claro em que se privilegiou a forma em virtude da substância, numa meta-narrativa de escolhas pobres simplesmente aparada pela aura de "Black Mirror" que a protege. A montanha pariu um rato que, esperemos, seja estéril e não se reproduza num futuro próximo.

terça-feira, janeiro 01, 2019

Olá 2019!

segunda-feira, dezembro 31, 2018

Adeus 2018

domingo, dezembro 30, 2018

TVD (2008-2018)

O melhor blogue português dos últimos dez anos dedicado à televisão fechou as portas. Um dia triste, muito triste. O fim de uma era que já não o era. A esperança morreu. Blogosfera? Caput Mortuum.

sábado, dezembro 29, 2018

Just eat her, you've done it before!

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Abzurdah (2015)

Eugenia Suárez, adolescente problemática de dezassete anos, apaixona-se por um homem mais velho num chat online; Eugenia Suárez perde a virgindade com esse malandrão; Eugenia Suárez fica obcecada pelo sacana que, afinal, tinha namorada; Eugenia Suárez decide deixar de comer para ficar "perfeita"; Eugenia Suárez tenta suicidar-se. Eugenia Suárez também faz filmes terríveis inspirados em histórias verídicas. Já percebi, chega de Eugenia Suárez, não há mulher nenhuma neste planeta que justifique tédios destes!

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Eugenia Suarez

quarta-feira, dezembro 26, 2018

El Hilo Rojo (2016)

Eugenia Suárez ouve Amy Winehouse. Eugenia Suárez vestida de hospedeira, perdão, assistente de bordo. Eugenia Suárez de roupa interior. Eugenia Suárez de roupa interior com um xaile por cima. Eugenia Suárez totalmente desnudada. Eugenia Suárez de quatro na cama. Eugenia Suárez contra a parede numa passagem apertada, qual Pamela Anderson em "Raw Justice". Eugenia Suárez à chuva. Hora e meia de beiços por esta argentina. Que musa. O filme, esse, um romancezito complicado com paixões versus casamentos, obrigações e responsabilidades versus sonhos e desejos. Eugenia Suárez, faz as malas e enfia-te em Hollywood, rápido.

terça-feira, dezembro 25, 2018

Mummy o tanas!

segunda-feira, dezembro 24, 2018

The Fate of the Furious (2017)

Parvoíce num nível tão alto e descontraído que o resultado não pode ser outro que não entretenimento de excelência para qualquer cinéfilo, perdão, espectador que consiga digerir tanta impossibilidade narrativa. Não se armem em chicos espertos, já a revirar os olhos, porque provavelmente já elogiaram de boca cheia séries com dragões e feiticeiras. O elenco do costume sabe o que faz - pudera, ou não agarrassem nestas personagens quase em piloto automático -, a improvável Charlize Theron convence enquanto vilã e fica a modesta, mas bonita homenagem a Paul Walker. Venha o próximo, no espaço ou dentro de um vulcão. Vale tudo.

domingo, dezembro 23, 2018

Noomi Rapace kicking ass

sábado, dezembro 22, 2018

Muito em breve na Netflix

sexta-feira, dezembro 21, 2018

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Guarding Tess (1994)

Uma fenomenal Shirley MacLaine no papel de uma ex-primeira dama norte-americana, agora viúva, com um feitio terrível; um então em voga Nicolas Cage nos sapatos do agente secreto que supervisiona a sua protecção, numa modesta vila onde pouco ou nada se passa. Um e outro não se suportam, mas ela exige que seja ele o cabecilha da equipa que a acompanha, dia após dia, nas suas idas ao golfe ou às compras. Uma relação tensa, estereotipada e previsível dentro de uma esfera humorística na primeira metade do filme, que se transforma aos poucos numa simpática história de amizade baseada na lealdade, abordando temas sensíveis como a morte, doenças terminais e a solidão na velhice, naquela que acabou por ser a obra mais conceituada na carreira de Hugh Wilson, realizador/guionista que faleceu muito recentemente.