domingo, janeiro 17, 2021

Nalgas Flash Review: Thunder Road

sábado, janeiro 16, 2021

Highlander (1986)

Selo da Cannon, invejável banda-sonora dos Queen que ainda por cima interage com o guião - "Who wants to live forever?" e "It's a kind of magic" em duas falas de momentos-chave da narrativa -, malta de fato e gabardine com espadas medievais que fazem faísca sempre que batem em algo, cabeças decapitadas a rolar, acção a oscilar pelo mundo inteiro entre o ano da graça de 1536 e o presente, um vilão à maneira - o psicótico Clancy Brown - que canta Sinatra enquanto dá vida a uma espécie de Carmageddon pelas ruas de Nova Iorque, cenários escoceses lindíssimos, um escocês (Connery) que dá vida a um imortal egípcio com bigodinho à espanhola e um norte-americano (Lambert) que faz de escocês com ousadia para dar umas sedutoras dentadinhas em mamilos sempre que uma cena de sexo nasce inesperadamente no guião. Tempo e espaço para a mitologia em torno dos "imortais" ser apresentada e interiorizada, um fantástico prémio final escondido até ao último segundo e aquele sobrolho constantemente franzido do nosso herói. Como o tempo acabou por provar - sequelas frustradas, séries de televisão, desenhos animados, etc. -, só poderia mesmo haver um.

sexta-feira, janeiro 15, 2021

After Hours (1985)

Papelão de Griffin Dunne, cinematografia ousada e excêntrica de Michael Ballhaus que brilha no escuro - todas as cenas, incluíndo as de interior, foram filmadas de noite - e realização enérgica de um génio cáustico que raramente desilude. Aventura de uma noite tão alucinante quanto absurda, humor negro fino e subtil entre boémios e aberrações, um espectáculo paranóico em que Nova Iorque ganha vida e é, ela mesmo, protagonista da crescente exasperação de um simples analista que, por uma desconhecida num diner, saiu da sua zona de conforto. Hípercinético, como que um filme que bebeu mais café do que devia e, para ajudar à festa, ainda fumou um charro colombiano pelo meio. Quer dizer, disseram que era colombiano, não vale a pena ninguém se chatear por isso. Ah, e aquele corpinho da Linda Fiorentino?

quinta-feira, janeiro 14, 2021

Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith (2005)

De longe a melhor das prequelas, a todos os níveis: efeitos especiais, sonoplastia, história coesa do primeiro ao último minuto, heróis e vilões com verdadeiros motivos e desenvolvimento calculado e cuidado das suas personagens, Hayden Christensen (finalmente) a convencer e, no geral, uma gestão mais do que competente de expectativas e ilusões dos fãs tendo em conta todo o "futuro que já era passado". Palpatine finalmente imperador, Dooku aprendiz traído, Grievous a quatro sabres, Anakin antes e depois do capacete, Padmé com "uma (ou duas) nova esperança" dentro dela, Yoda mestre do Fortnite (sobrevivência), Windu sem mãos a medir (pun intended) para tanta política, Kenobi o crente descrente do grande salvador, entre tantos outros, todos eles com tempo e espaço para finalmente brilhar. Assim terminou a liberdade da galáxia, e um ciclo na vida de Lucas: com um estrondoso aplauso.

quarta-feira, janeiro 13, 2021

Nalgas Flash Review: Flawless

terça-feira, janeiro 12, 2021

Predator (1987)

Mescla muito bem conseguida entre o melhor do cinema de acção e do cinema de ficção-científica da década de oitenta - um misto de "Commando" com "Aliens" -, "Predator" foi um sucesso estrondoso tanto na bilheteira - um dos mais rentáveis da década - como na crítica especializada, que louvou a forma divertida, original e violenta como John McTiernan espalhou testosterona pela selva. Na verdade, pouco se passa para além das one-liners de Arnie - a famosa "se sangra, pode morrer" - e das consecutivas ofensivas paramilitares perante um inimigo desconhecido e invisível; não era preciso muito mais, claro, no filme epítome daquele feeling muito macho de uma geração. Intensidade, ritmo, mortes memoráveis e um conceito que continua hoje em dia a ser explorado até ao tutano. Só falta mesmo alguém lembrar-se de colocar o Predador a lutar contra a GNR de Figueira dos Cavaleiros.

segunda-feira, janeiro 11, 2021

The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension (1984)

Peter Weller - Robocop para o comum dos mortais - é Buckaroo Banzai, uma estrela de rock / cientista / neurocirurgião / guerreiro samurai que enfrenta criaturas malvadas patetas de outra dimensão, todas elas chamadas John. Flop na bilheteira e na crítica - percebe-se facilmente porquê, tal a confusão de ideias, conceitos e maquinetas do "futuro" que foram enfiadas a pontapé na história -, o seu look retro-techno tem hoje em dia tanto de audaz como de ingénuo. Uma espécie de filho bastardo de "Howard the Duck" e "They Live", com problemas de concentração, mania das grandezas - a sequela anunciada durante os créditos finais que nunca viu a luz do dia é um bom exemplo disso mesmo - e que desperdiça o talento de Jeff Goldblum e de Chritopher Lloyd em detrimento das tolices sem ponta de piada do John Lithgow. Banzai umas drogas leves antes e pode ser que alguém perceba o estatuto de culto disto.

Nalgas Flash Review: The Taking of Pelham 1 2 3

domingo, janeiro 10, 2021

The Midnight Sky (2020)

Visualmente lindíssimo, energeticamente pastelão. Fichas todas numa artimanha narrativa tão batida que revela-se nada mais que frustrante quando é descoberta, estrutura dividida que não convence - quase que parecem dois filmes separados -, sonoplastia fenomenal mesmo quando levamos com o Clooney a cantarolar o "Sweet Caroline" e uma mensagem apocalíptica muito condizente com 2020: mais cedo ou mais tarde vamos todos mandar este planeta para as couves. Menos meia hora de azares no gelo que não levaram a lado nenhum e tinha-se evitado um bom filme para adormecer naquelas noites de insónias. Uma pena.

sábado, janeiro 09, 2021

sexta-feira, janeiro 08, 2021

Cruising (1980)

Thriller policial com pinta de slasher, tão ousado no ambiente em que circula como na crueldade e no arrojo homoerótico das suas imagens e dos seus temas. Al Pacino a todo o vapor, seja de casaco de cabedal ou de rabo à mostra e mãos atadas, numa das mais controversas obras de William Friedkin, aniquilada pela crítica e pela indústria aquando da sua estreia, como comprovam várias nomeações aos Razzies. Por vezes confuso, outras vezes desconexo - o que poderá até ter sido propositado para colocar o espectador na mesma perspectiva de um detective completamente às escuras num chocante novo mundo - é no seu final ambíguo que retiro quase todo o sumo de uma experiência cinematográfica singular: Burns era também ele alguém enclausurado num armário, sexualmente frustrado, que fez o mesmo que o assassino em série para manter essa sua faceta escondida. Um acto do passado, presente e futuro, que continuará a ser repetido enquanto o mundo revelar-se um lugar violentamente homofóbico. Uma alegoria forte, mas não tão forte como o chapadão totalmente aleatório do negrão de tanga na sala de interrogatório.

quinta-feira, janeiro 07, 2021

Breakaway / Christmas Rush (2002)

Espécie de "Die Hard" no centro comercial, com o Super-Homem que deixou água na boca da Teri Hatcher como um polícia suspenso que usa boné para trás - em vez do wifebeater branco do nosso querido McClane -, o Eric Roberts com franjinha (e um filho com leucemia que precisa de uma pipa de massa para tratamentos) como vilão/polícia reformado/pai desesperado, a Erika Eleniak antes da gravidade começar a fazer efeito e duas mães-Natal em lingerie. Estou a brincar, estas duas últimas só aparecem alguns segundos, ninguém percebeu bem porquê. O filme? Surpreendentemente competente na acção - tacos de hóquei, flechas, granadas, bombas de fumo, caçadeiras, metrelhadoras, vale tudo -, humor entre herói, patifes e reféns - um deles o Pai Natal de serviço (onde está o Hulk Hogan quando precisamos dele) - e um brutamontes com o sotaque forçado mais ridículo que me lembro em filmes que se passam a menos de quinhentos metros de uma Body Shop. Amigos, se não lhes conseguem mostrar o dinheiro, mostrem-lhes o amor. A prova que faltava que o "Die Hard" é mesmo um filme de Natal.

quarta-feira, janeiro 06, 2021

Gremlins (1984)

Três simples regras. Custava assim tanto Billy? É a magia do cinema num filme improvável - guião do então desconhecido Chris Columbus enviado às cegas para uma mão-cheia de produtores, tendo acabado na mesa de Spielberg - que resiste ao tempo e continua tão divertido, visualmente polido e narrativamente eficaz agora como aquando da sua estreia. Spielberg e a sua Amblin deram os retoques necessários à história para triunfar - por exemplo, o fofo Gizmo era para se transformar no temível Stripes segundo as ideias de Columbus - a toda a linha, entre miúdos graúdos e graúdos miúdos, e contrataram Joe Dante - era entre ele e Tim Burton, revelou Spielberg posteriormente em entrevista -, um dos muitos filhos de Roger Corman, para procurar a fama e o sucesso num projecto arriscado e fora-da-caixa, ao bom tom de Dante, já habituado a juntar terror e comédia em fita. Um filme de Natal lançado no verão - tentativa da Warner Brothers de bater os "Ghostbusters" da Universal -, com criaturas animatrónicas a quarenta mil dólares o boneco - era preciso criatividade e talento quando não havia CGI decente -, ainda assim muito menos do que aquilo que a bonecada de peluche acabaria por render nos anos seguintes nas lojas de brinquedos. Química quase irresistível de tão inocente entre Zach Galligan e Phoebe Cates - nenhum dos dois acabou por descolar como se esperava - e uma sequela, para muitos, superior. Lá chegaremos um dia destes.

terça-feira, janeiro 05, 2021

Michael Shannon Deep Fake

segunda-feira, janeiro 04, 2021

Twin Dragons (1992)

Jackie Chan a dobrar na energia e na parvoíce. Cinema de Hong Kong para o melhor e para o pior: acção sem limites - ímanes gigantes como armadilhas ou barcos a chocarem a alta velocidade, tudo palpável, sem efeitos computorizados - mas também entretenimento de massas com a crença de que o disparate - vilões a saltitar quais bolas de ping pong entre camiões, confusões constantes demasiado patetas entre os gémeos - é o melhor remédio para a galhofa. Não há qualquer vislumbre de tentar equilibrar os pratos da balança e isso acaba por prejudicar uma mão-cheia de boas ideias que por aqui andavam - os movimentos reflexo entre irmãos, diferentes backgrounds, etc. Vários cameos de estrelas lendárias do cinema de acção de Hong Kong, Maggie Cheung nos seus vintes e o Jackie Chan de rabo de cavalo. Porra, há limites. Voltemos rápido às memórias da saga "Drunken Master" ou "Police Story".

domingo, janeiro 03, 2021

Lance (2020)

Documentário desportivo com a chancela de excelência "30 for 30" da ESPN - nunca é demais relembrar o fenomenal "The Two Escobars" -, "Lance" divide as suas quatro horas em duas partes, uma focada nos anos de glória do "desportista" que limpou o Tour de France sete anos consecutivos entre 1999 e 2005 e outra numa espécie de aftermath da descoberta que o norte-americano e vários outros ciclistas dopavam-se regularmente, numa prática então comum em várias equipas de renome. Os anos de negação - inclusive no documentário de Alex Gibney de 2013 -, a entrevista em que abriu o jogo com a Oprah num mea-culpa inevitável após descobrir que haviam provas que iam ser apresentadas em tribunal, a perda de todos os títulos, patrocinadores e contratos milionários, enfim, a queda de um mito. Falta chama e choque às inúmeras entrevistas que contextualizam os acontecimentos mas, acima de tudo, falta ao anti-herói (Armstrong) um carácter e uma personalidade que ajude a criar laços de boa vontade e empatia com o espectador.

sábado, janeiro 02, 2021

Denzel, Rami & Leto

sexta-feira, janeiro 01, 2021

Butt Boy (2019)

Primeiro exame à próstata na vida de Chip. Tomou-lhe o gosto, não é que aquela sensação de uns dedinhos no rabo é boa? Toca a meter objectos no rabo, já que a mulher rejeita fazê-lo. Desaparece uma criança; um cão; outra criança. A teoria do detective responsável pelo caso? Foram todos engolidos pelo ânus de Chip. Spoiler: tinha razão. Alguém achou que isto seria uma ideia tão genial quanto impossível de executar durante hora e meia de fita; a genialidade é questionável, certamente, mas a verdade é que Tyler Cornack conseguiu dar vida à mesma com alguma eficácia. Não fosse uma série de actores sem talento - incluindo o nosso vilão do buraco negro sugador - e o absurdo mau geral sem energia nem tom poderia ter resultado numa série de absurdos bons, qual mini-universo "Stranger Things" à espera de um isqueiro mágico. Faltou-lhe outra chama que não só aquela final, mas fica o menção honrosa pela coragem em levar isto para a frente.

quinta-feira, dezembro 31, 2020

Boss Level (2020)

Time loop com toques de videojogo, Frank Grillo a duzentos à hora - para o bem e para o mal, nas curvas mais apertadas não se escapa a umas pancadas nos rails de proteção -, Naomi Watts e Mel Gibson a passo de caracol. Convence no arranque, não esmorece pelo meio mas espeta-se ao comprido no final, qual anticlímax medonho escrito em cima do joelho. Tudo somado, uma espécie de "Groundhog Day" do Jumbo com pancadaria, perseguições automóveis e cabeças a rolar (literalmente), que compensa em energia o que lhe falta em inteligência. Naomi, querida, já faltou mais para te dedicares às velas com cheiro da tua amiga Paltrow.

quarta-feira, dezembro 30, 2020

There are journeys we must take

terça-feira, dezembro 29, 2020

Star Wars: Episode II – Attack of the Clones (2002)

O Anakin - um Padawan com problemas comportamentais - apaixona-se pela Padmé - uma antiga rainha agora senadora dedicada. Pudera, nem o Papa resistiria à Natalie Portman naquele seu esplendor máximo de sensualidade, qual cocktail de fulgor jovem com o irresistível brilho intenso de um fruto proibido. O Yoda - mestre Jedi anão - precisa de uma bengala para coxear, mas quando entra em modo de combate de sabre em punho, é mortais encarpados e piruetas a cada movimento. Conde Dooku - um antigo Jedi vira-casacas separatista - quinze a zero ao Darth Maul - vilão cornudo do Episódio I -, o que ainda assim não chega para ter positiva. Obi-Wan Kenobi deixa de ser Jedi e transforma-se em detective. Guerras políticas, exércitos, clones e o Jango Fett. Não consigo conter a excitação de chegar ao Episódio III. Qual é mesmo a interjeição para um suspiro longo?

segunda-feira, dezembro 28, 2020

Nalgas Flash Review: Nine to Five

domingo, dezembro 27, 2020

Divino Amor (2019)

Distopia num futuro muito próximo que serve como pano de fundo para uma crítica mordaz à sociedade e às pessoas que giram em torno da(s) igreja(s) católica(s) no Brasil. Mordaz na mensagem, mas demasiado presunçoso na execução, qual Charlie Brooker wannabe que confunde duas ou três boas ideias tecnológicas com todo um mood futurista que nunca cola. Não cola porque perde-se em muitas cenas longas e vazias que nada acrescentam à narrativa mas principalmente pela aposta numa sexualização visualmente exagerada dos enigmáticos caminhos da fé que polvilham as acções da protagonista, como se o choque e a forma fossem mais importantes que o significado tão satírico como desinspirador do conteúdo. Banda-sonora à maneira mas uma oportunidade perdida para pedir aos Ena Pá 2000 para fazer algo em torno da "p*ta da Virgem Maria".

sábado, dezembro 26, 2020

Nalgas Flash Review: Tokyo Tribe

sexta-feira, dezembro 25, 2020

Palm Springs (2020)

Muito difícil não gostar deste "Palm Springs", comédia romântica pincelada num conceito sci-fi bem conhecido (e admirado) pela cinefilia: o timeloop sem escapatória que ninguém dá conta à excepção de uma - ou talvez duas ou três, logo descobrem - personagem. Coração cheio numa paixão improvável que rebenta entre traições descobertas ao longo de inúmeras repetições do mesmo dia, química inegável entre o pateta Samberg e a estranhamente desconcertante Milioti, um smart-funny com charme e dedicação, qual homenagem ao "Feitiço do Tempo" da melhor maneira possível: encontrando a sua própria identidade e alma. O final escolhido - um dos muitos que foi filmado segundo Samberg - pode não agradar a todos, mas não prejudica em nada as várias certezas e dúvidas - assim mesmo, nesta curiosa ambiguidade - que nos deixa sobre relações de longo prazo e a forma como deixamos o tempo passar por nós.

quinta-feira, dezembro 24, 2020

Santa with Muscles @ VHS

quarta-feira, dezembro 23, 2020

Double Impact (1991)

Melhor que um Van Damme... só dois. Melhor que uma loiraça com um belo corpinho desnudado pendurado num estendal de roupa, só uma hexa Miss Olympia de calças (e calções) de cabedal, especialista em apertar pescoços com as coxas. Melhor que um vilão anglo-saxónico dotado em manípulos de empilhadoras, só um cabrão de um bodybuilder asiático com uma cicatriz feia que dói na cara, fortíssimo no levantamento de bidons. Melhor que o Van Damme de maillot e roupinha cor de salmão, só um Van Damme bêbado em tronco nu e charuto na boca. Roupa interior de seda, yoga, karaté, uma bengala que afinal é uma espada, braços esmagados entre roldanas, palmadas nos tomates, zero ecrãs verdes ou CGIs manhosos, tudo cru, sujo, real, pancadaria, explosões e perseguições em barcos, contentores e edifícios abandonados. Já não se fazem filmes assim, com jogos de sombras numa cena de pontapés na fronha no escuro. Sim, sombras, no escuro, porque sim. Que saudades destes tempos em que éramos felizes com tão pouco e não sabíamos.

terça-feira, dezembro 22, 2020

segunda-feira, dezembro 21, 2020

Airliner Sky Battle (2020)

Os mamilos da Bai Ling escondidos o tempo todo e uma mão-cheia de actores que não o deveriam ser. Um 747 de carga sequestrado por um casal canastrão russo que o quer enfiar contra uma central nuclear perto de Washington, matando milhões de norte-americanos. Um 737 comercial no ar como única esperança para parar o 747, já que o sistema norte-americano de defesa - misseis, caças, tudo o que possam imaginar - está paralisado por um vírus informático. Porra, que um mal nunca vem só. Primeira ideia: usar os vórtices das asas para o espetar; surpresa, não resultou. Novo plano: controlo remoto secreto que existe para situações destas, o 747 fica a fazer tudo o que o 737 faz. Isto, claro, até os mauzões desligarem os motores e perder-se aquela espécie de ligação bluetooth. Isto está a ficar feio, toca a abrir as portas em pleno voo e atirar os carrinhos de comida contra a rainha dos céus. Not good enough. Só resta uma opção: colisão no ar das aeronaves, qual missão kamikaze patriótica. Nope, qual animal ferido, fica ainda mais forte. Ok, skydiving de um avião para o outro, porque não, aproveitar que está um bombeiro a bordo. Lá entra no avião, mata os russos, aterra o bicho e salva o dia. Sempre a rir-se, que nem um atrasado mental. Como eu, que ainda vou para estes filmes com uma réstea de esperança.

domingo, dezembro 20, 2020

Black Mirror e 2020, say no more.