Mostrar mensagens com a etiqueta Globos CN 2006. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Globos CN 2006. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Prémio dos Leitores 2006 - Melhor Filme

360 votos espalhados por 72 leitores votantes. Uma sondagem que ultrapassa de forma extraordinária todas as expectativas, batendo inclusivé por mais do dobro os números de participação alcançados no ano passado. Pela adesão e boa vontade de todos os que cá deixaram os seus favoritos, o meu agradecimento.

Mas nem tudo foi diferente. Tal como aconteceu com a eleição para Melhor Filme de 2005, - Sin City na altura - a preferência dos nossos visitantes voltou a coincidir com a escolha para Globo de Prata do Cinema Notebook. É quase caso para dizer: "diz-me com quem andas...".

5. A History of Violence de David Cronenberg com 23 Votos


"Sob a aparência de uma fita regulada pelo classicismo, um olhar pessoalíssimo: o puro filme de autor. E, sejamos claros: UMA HISTÓRIA DE VIOLÊNCIA é uma obra-prima."- Jorge Leitão Ramos (Expresso)

4. Babel de Alejandro González Iñárritu, Munich de Steven Spielberg e V for Vendetta de James McTeigue, todos com 24 Votos


"Babel é uma jornada de montagem virtuosa. Cortes precisos, mudanças de tom criteriosas e close-ups vorazes que desabam e fundam de forma apelante um autêntico império de sentidos. Elíptico como um sonho, directo como a trajectória de uma bala, Babel coloca o dedo numa série de feridas que flagelam a humanidade." - Francisco Mendes (Pasmos Filtrados)


"(...) Munich é um verdadeiro exercício de virtuosismo cinematográfico (...) tem tudo o que pode ter um grande filme que interessa a todos, isto é, cenas e diálogos perfeitos, uma tensão crescente, uma extraordinária beleza visual, actores escolhidos a dedo e, principalmente, a discussão e investigação detalhada de um tema contemporâneo"- José Vieira Mendes (Premiere)


"V FOR VENDETTA resulta uma adaptação da BD muito mais fiel do que uma obra de pressupostos comerciais aparentemente permitiria e, principalmente, e isso é o que mais interessa, é um óptimo filme."- Luís Salvado (Premiere)

3. The Departed de Martin Scorcese com 29 Votos


"The Departed é um thriller escorreito que ao mesmo tempo funciona como processo de auto-descoberta de um fenomenal realizador, no qual os sobressaltos, frustrações e permutas existenciais instigam reflexão no espectador acerca das conjecturas da sua brilhante filmografia." - Francisco Mendes (Pasmos Filtrados)

2. Match Point de Woody Allen com 30 Votos


"MATCH POINT é o melhor filme de Woody Allen em uma década. Revela uma garra de jogo, uma intencionalidade e uma firmeza de passes curtos - isto é, ideias de «mise-en-scène» - que já não se esperava de quem parecia degastado pela rotina. E que não são habituais num cineasta com a idade dele" - Vasco Câmara (Público)

1. Little Miss Sunshine de Jonathan Dayton e Valerie Faris, com 31 Votos


"E filmando de maneira suja, queimada, irreverente, quase arrojada nessa recusa do limpinho e do certinho - mais um traço que os une a esses "seventies" em que a palavra-chave era "resistência". Sim, há estilo, mas é um estilo tudo menos "estiloso", com um certo ar de carolice improvisada, porque o que interessa é não como as coisas parecem mas sim como elas são." - Jorge Mourinha (Público)

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Globos de Prata 2006 - Filme, Actor e Actriz Principal e Melhor Realizador

Depois de entregues os galardões nas categorias de Melhor Actor e Actriz Secundários, Tagline, Memorablia, Blogue do Ano, Crítica do Ano, Artigo do Ano, Personagem, Apêndices Mamários e Poster, chega finalmente a altura de premiar aquelas que são consideradas as categorias mais importantes do ramo. Assim sendo, e voltando a lembrar que ficaram muitos filmes por ver em 2006, deixo-vos aqueles que para mim foram, os melhores dos melhores no ano que já lá vai.

Melhor Filme

Little Miss Sunshine
“Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos” é um filme sobre a importância, a função e o valor da família. Um filme que observa uma família excêntrica e aparentemente improvável, mas que revela ter muito de normal. Integrados na cultura americana do sucesso, sofrendo a pressão do seus próprios insucessos, os Hoover vivem à beira da implosão como família, chocam, discutem, detestam-se, mas acabam por encontrar uns nos outros, o apoio para lidar com a incerteza da vida. Um filme que oscila céleramente entre a comédia e o drama, entre o riso e as lágrimas. Espero, honestamente, que seja laureado com um Óscar.

Melhor Actor Principal

Paul Giamatti em Lady in the Water
A interpretação de Giamatti é monumental. Ora com tiques nervosos, ora solto e relaxado, Giamatti tão facilmente nos provoca o mais genuíno sorriso como nos conquista com a mais fértil faceta de ingenuidade humana. Simplesmente brilhante, num filme de extremos. Um ano em cheio, onde também marcou presença nos conceituados "The Illusionist" e "Cinderella Man".

Melhor Actriz Principal

Natalie Portman em V for Vendetta
Natalie arranca uma interpretação tão fantástica em "V de Vingança" que acaba por conseguir ser o espelho de todas as perguntas que o filme deixa no ar. De cabelo rapado, absolutamente arrebatadora e com um potencial enorme ainda por desbravar, Natalie é o eixo central que justifica qualquer acto de terrorismo ou convicção profunda. A maior promessa (embora já confirmada) de Hollywood para os anos que se avizinham. É caso para dizer, "com Portman, é Natalie todos os dias!"

Melhor Realizador

Martin Campbell por Casino Royale
Falou-se muito de Daniel Craig e quase todos esqueceram Campbell. É ele o responsável número "uno" pela tremenda revolução que a saga conseguiu suportar. Da intensa carga dramática das personagens, à dureza e aparente arrogância do novo Bond, passando pelo realismo quase surreal quando falamos de 007, tudo passou pelas mãos do tarefeiro Martin Campbell. A ele se deve o renascimento de um velho mito do cinema de espionagem. Obrigado Sir Campbell... mas para a próxima traga-nos o velhinho Q, pode ser?

sábado, dezembro 30, 2006

Seis apostas CN para 2007

Depois de no ano passado termos apostado nestes seis filmes para triunfar em 2006 (e a verdade é que todos tiveram o seu "q" de sucesso), agora chega a altura de apostar noutros seis... para 2007. Sem qualquer ordem, aqui ficam os seis filmes mais esperados pelo CN (por enquanto) para o ano que se aproxima:

The Bucket List de Rob Reiner, com Jack Nicholson e Morgan Freeman
Into the Wild de Sean Penn, com Emile Hirsch e Vince Vaughn
Sin City 2 de Robert Rodriguez, com Clive Owen e Mickey Rourke
Spiderman 3 de Sam Raimi, com Tobey Maguire e Kirsten Dunst
The Lady from Shangai de Wong-Kar Wai, com Nicole Kidman e Rachel Weisz
The Fountain de Darren Aronofsky, com Hugh Jackman e Rachel Weisz

Por este ano é tudo caros leitores. Voltamos no novo ano com os Globos de Prata para Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Principal e Melhor Actriz Principal. Até lá, os votos de um 2007 repleto de saúde e alegria.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Globos de Prata 2006 - Actor Secundário, Memorablia e Tagline

Depois de alguns dias de descanso natalício, o Cinema Notebook volta ao activo e continua a premiar os melhores de 2006. Desta vez, e porque as melhores categorias ficam, como manda a regra, para o fim, entregamos o galardão a duas categorias pouco usuais, e a uma, de cariz secundário. Desta forma:

Melhor Tagline de 2006

"Oh, Yes... There will be blood."
Tagline de Saw II, estreado em território nacional a 19 de Janeiro de 2006. Quebra-cabeças, mortes elaboradas e uma tagline, no mínimo, macabra. Apesar de não ter sido tão bom quanto o primeiro, Saw II não deixou de ser uma das boas surpresas do ano.

Melhor item de Memorablia Cinematográfica lançado em 2006

O alçapão de Perdidos, com Jack, Locke, Hugo e Kate por perto.
Além da fantástica composição, uma luz interior, tal e qual a série, que ilumina o exterior. Basta duas pilhas AA e 30 euros na carteira ao entrar numa qualquer FNAC. O Pai Natal já deixou um cá por casa. É caso para dizer: do que é que está à espera?

Melhor Actor Secundário de 2006

Michael Caine como Jasper em Children of Men de Alfonso Cuarón.
Com um ar agastado mas irreverente, Caine transmite à personagem uma intensidade cómico-dramática quase existencial. Uma interpretação que passou ao lado de grande parte da crítica nacional mas que o Cinema Notebook não quis deixar de assinalar. Não tarda nada vamos vê-lo no aclamado "The Prestige" e por isso fica um "Até já" da redacção.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Globos de Prata 2006 - Blogue do Ano, Crítica do Ano e Artigo do Ano

Depois de quatro categorias técnicas, hoje é dia de premiar a blogosfera cinematográfica nacional. As escolhas para os galardões resultam de um critério pessoal e como tal poderei ser injusto para algum colega de ramo. De qualquer forma, efectuei uma longa pesquisa em todos os blogues de cinema que estão na barra lateral do Cinema Notebook (principalmente para a escolha do melhor artigo e da melhor crítica) e justificarei adiante as minhas escolhas. Fica o desafio de fazerem o mesmo no vosso blogue. Assim sendo:

Melhor Critíca Cinematográfica num blogue de Cinema em 2006

Lady in the Water, no Pasmos Filtrados por Francisco Mendes
É muitas vezes uma delícia ler o que Francisco escreve, quer concordemos ou não com o que o mesmo afirma. Esta análise a Lady in the Water, de Night Shyamalan é, na minha opinião, o melhor exemplo da articulação entre uma linguagem poética, quase fantástica, e um rigor estrutural e de pensamento exemplares. Não vou retirar qualquer excerto, como farei posteriormente, pois todas aquelas palavras usadas pelo meu amigo "Katateh" não merecem o risco de ficarem abandonadas a uma leitura parcial e incompleta. Façam o favor, a Crítica do ano está aqui!

Melhor Artigo num blogue de Cinema em 2006

Cinema, no Claquete por Tiago Costa
É um artigo dirigido ao Hugo Alves, autor do Amarcord, mas merece ser lido e pensado por todos. Surgiu à última da hora nos nomeados mas as pequenas grandes frases que Tiago Costa articula no seu "texto de guerrilha" garantiram-no o galardão. Aqui estão os minuciosos pormenores que estabeleceram a diferença:

"Partindo do princípio assente no primeiro ponto, e presumindo que ninguém se julga dono da Razão e da Verdade (mesmo que às vezes pareça...), obviamente que qualquer opinião contrária à minha ou à de qualquer outro cinéfilo tem a mesma validade e merece idêntico respeito."
(...)
"Como cinéfilo que sou, como apaixonado pelo cinema, possuo um incessante interesse em conhecer o mais possível da História desta fascinante Arte desde os seus primórdios. É uma História vastíssima e, como tal, ainda tenho muito para conhecer - não seria inteligente de minha parte presumir saber mais do que outros (especialmente cinéfilos da blogosfera que nem conheço). Parece que Hugo Alves tem outra visão sobre esta matéria."
(...)
"É ainda menos prudente basear ataques a comentários de outros cinéfilos nessa infeliz pretensa superioridade de conhecimentos (como se dissesse "Eu conheço mais do que tu, logo tu estás errado."). Não querendo aqui especular sobre se Hugo Alves conhece ou não mais do que eu, também sobre esta questão tenho algumas coisas a dizer. Hugo Alves afirma que só quem não conhece Ozu, Ford, Murnau e restantes expressionistas é que pode não apreciar o filme de Pedro Costa. Bom, provavelmente o facto de conhecer a obra desses grandes cineastas contribuiu para a minha reacção negativa às imagens de Juventude em Marcha. E, para brincar um pouco com estas inócuas afirmações, poderia acrescentar que "Só quem não conhece Ozu, Ford, Murnau e restantes expressionistas é que pode considerar Pedro Costa um realizador de grande visão e talento." Serve este exemplo para demonstrar a reversibilidade e extrema fragilidade de afirmações destas."
(...)
"A forma como Hugo Alves inferioriza o pensamento de quem com ele não concorda, a pretexto de os estar a chamar à razão e de corrigir os seus supostos disparates, implica responder a uma importante e profunda questão: Numa troca de opiniões cinéfilas, o que é a Razão ou a Verdade?"
(...)
"E interessa-me sobretudo preservar o nível da conversa e respeitar as formas de sentir dos outros cinéfilos. (...) Dito isto, falemos sobre cinema."

Melhor Blogue Português de Cinema em 2006

Play It Again
Primeiro, deixem-me começar por dizer que esta não foi uma escolha fácil. O primeiro critério definido por mim era o nível de actualização. Play It Again estava entre os melhores, apesar de nos primeiros quatro meses de 2006 a média de posts ter rondado os 15, ou seja, um de dois em dois dias. Mas daí em diante, normalmente o blogue da Helena ultrapassou as 30 entradas mensais, batendo a maioria dos restantes. Definido o público-alvo de análise (os 10 blogues de cinema mais actualizados de 2006), passei então à análise qualitativa de cada um. E a partir daí, tudo deixou de ser científico e passou a ser completamente subjectivo, baseado no meu gosto pessoal e na minha própria noção de cinema.

A Helena iniciou a sua aventura na blogosfera em Março de 2005 mas rapidamente cativou a atenção de todos os seus leitores. Simpática e modesta em demasia, a Helena não deixa espaços temporais nem géneros por preencher. Vê de tudo um pouco (ou melhor, vê de tudo bastante) e deixou a sua opinião em 2006 no seu blogue sobre mais filmes que a maioria de nós nos nossos desde a existência dos mesmos. Recentemente abandonou o sistema de classificação por estrelas - uma má opção na minha opinião, mas que não é para aqui chamada - e colabora com o Take a Break, do carissímo Pedro Romão.

Em suma, Play it Again foi uma companhia diária garantida tanto nos gélidos dias de Inverno, como nos abrasadores meses de Verão. Uma fonte de conhecimento e informação sobre obras muitas vezes completamente desconhecidas ao cinéfilo mais light (no qual me incluo, sem qualquer problema). Play it Again é... o Blogue do Ano para o Cinema Notebook. E que me desculpem todos os outros que bem perto ficaram dele.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Globos de Prata 2006 - Personagem e Apêndices Mamários

Depois de atribuídos os galardões nas categorias de Melhor Poster e Melhor Actriz Secundária de 2006, hoje é dia de destacar "a nata das natas" em duas outras categorias, sendo que uma delas é, sem dúvida alguma, um pouco apimentada. Pode ser que a moda pegue e em 2076 a Academia de Hollywood imite aqui o Cinema Notebook e insira estas duas categorias no seu leque de votação. Mas até lá, não desesperem. É só continuar por aqui abaixo e encontrarão o par de apêndices mamários cinematográficos de 2006. Ah desculpem, e a melhor personagem também!

Melhor Personagem

V em V for Vendetta
"Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is a vestige of the vox populi, now vacant, vanished. However, this valorous visitation of a by-gone vexation, stands vivified and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin van-guarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition."
Existia alguma dúvida que uma personagem que debita numa simples frase tanta vingança e classe, com tantos e complicados V's, iria bater por milhas qualquer outra em 2006? Esta categoria desde Maio que estava decidida.

Melhores Apêndices Mamários Cinematográficos

Kelly Brook, como Jennifer em Three
Este "Three" (ou "Survival Island") chegou a Portugal, em 2006, directamente para uma Blockbuster perto de si. E não, não podemos nem devemos criticar tal facto, pois "Three" é mesmo mau, muito mau. Mas como até o Michael Thomas chegou a marcar um golito pelo Benfica, "Three" também tem o seu momento alto: Kelly Brook em topless em várias cenas. E minha nossa, valeu cada centavo de aluguer. Enfim, felizmente namoro com a mulher dos meus sonhos, caso contrário nesta altura estava em Londres à procura de "um peito amigo".

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Globos de Prata 2006 - Actriz Secundária e Poster

Mais um ano passou. Foram quase 200 os filmes estreados em Portugal durante 2006 e o Cinema Notebook, tal como fez o ano passado, volta a premiar os melhores em diversas categorias. Sem critérios de qualidade (já deviam saber que tenho mesmo mau gosto) e bastante limitado ao nível da nomeação (apenas assisti a uns 12,3% desses 200 filmes), tentarei articular categorias típicas desta altura do ano com algumas inovadoras. Para começar:

Melhor Poster


Little Miss Sunshine
Parece simples. Demasiado simples. Mas a verdade é que o seu visual transforma tudo em amarelo. O espaço em branco, a fonte modesta, a fotografia que nos deixa curiosos e interessados no caso de não sabermos a premissa. Pequenos pormenores que o fazem, para mim, o Poster de 2006.

Melhor Actriz Secundária

Michelle Monaghan como Harmony Faith Lane em Kiss Kiss Bang Bang.
30 anos e uma carreira promissora pela frente. Começou a dar nas vistas na série televisiva Boston Public mas só em Kiss Kiss Bang Bang conseguiu dar o salto definitivo para o estrelato, com uma interpretação fantástica que abriu os olhos a muita gente e a colocou entre as mais faladas, e não tarda nada, entre as mais bem pagas. Foi a miss Cruise em Mission: Impossible III e para 2007 tem lugar marcado em Gone, Baby, Gone de Ben Affleck e The Heartbreak Kid dos irmãos Farrelly. É tão intensa que nos fez mesmo torcer para que Cruise a salvasse na sua Missão Impossível invés de um final macabro e doentio. E em Kiss Kiss Bang Bang faz com que ninguém dê pela presença de Shannyn Sossamon no elenco. Não é para todas.