domingo, abril 11, 2021

Nalgas FR: Zack Snyder's Justice League

sábado, abril 10, 2021

Ratatouille (2007)

Mais um capítulo da saga "mas porque é que toda a gente gosta tanto deste filme?". Falta a chama e o charme de tantos outros projectos da Pixar, falta química e profundidade à relação de amizade entre o Remy e o Linguini, falta coração apertadinho e, porque não, algum realismo no meio do irrealismo permitido a qualquer fábula de animação. Ou então sou só eu que não consegui sentir a vibe de um filme sobre o complexo mundo da restauração reduzido a estereótipos - sendo o crítico o mais óbvio e fácil de vilanizar. Tudo ok, desde que continue bem claro entre todos que, por melhor que seja a banda-sonora que os acompanhe, ratos na cozinha são um perigo para a saúde.

sexta-feira, abril 09, 2021

Red Heat (1988)

Schwarzenegger de tanga numa sauna para bombadões. Schwarzenegger de tanga na neve a arrear camaradas soviéticos com más intenções. Nova alcunha: cabeça redonda. Porque a tanga deixou escapar que era circuncidado, está giro. Arnie capitão do Exército Vermelho de boina com faro para cocaína em próteses e sotaque moscovita irrepreensível (cocanium!). Jim Belushi a enfrentar um dos maiores dilemas do final da década de oitenta: naturais ou silicone? Laurence Fishburne com uns óculos muito sérios para nos distrair do túnel entre os incisivos. Schwarzenegger e Belushi juntos em Chicago para apanhar um comunista malandro cheio de amigos na terra do Tio Sam. O Peter Boyle, que saudades do Peter Boyle, a lidar com o stress e tensão alta com música zen - e não vodka, nabo. Métodos soviéticos de interrogatório claramente mais económicos e eficazes que os norte-americanos. Hora de alimentar o periquito - não, não é o equivalente a esgalhar o pessegueiro em russo. Belushi de rabo espetado para levar uma vacina contra o tétano no rabo e o Arnie que não sabe quem é o Dirty Harry. Destruição em massa - com destaque para a cena com dois autocarros - para obter uma chave de um cacifo, porque dar cabo do cacifo com uma martelada é que não, era uma brutalidade. Walter Hill na melhor forma. Now, go and kiss your mother's behind.

quinta-feira, abril 08, 2021

Crawl (2019)

Tão bom que é ser surpreendido por um filme que nos consegue dar mais do que aquilo que estávamos à espera. Tudo óbvio a nível narrativo, todas as más decisões que eram precisas para manter a chama acesa no vendaval - só o cão é que consegue manter-se sempre seco e em segurança -, crocodilos tramados a rodos, efeitos especiais bem conseguidos e uma actriz - Kaya Scodelario - que consegue levar o filme às costas com credibilidade. Entretenimento de primeira linha, sempre a correr com tensão q.b. e aspecto nada ranhoso, ao contrário do que é habitual nestas andanças com "criaturas". Tubarões, anacondas e Barry Pepper, é favor segurar a cerveja destes crocs!

quarta-feira, abril 07, 2021

Nalgas Flash Review: Divino Amor

terça-feira, abril 06, 2021

Allen v. Farrow (S1/2021)

Documentário polémico da HBO sobre a "eterna" dúvida em torno da relação de Mia Farrow e Woody Allen que envolve alegados abusos sexuais deste último com a filha do casal de sete anos. Mais do que um referendo sobre a culpa ou inocência do realizador nova-iorquino - o documentário é objectivamente parcial, mas apoia essa faceta numa panóplia de factos e testemunhos descobertos em documentos policiais arrumados há mais de vinte anos em sessenta caixotes, escutas telefónicas, depoimentos em tribunal de envolvidos e psicólogos profissionais com experiência na área, etc, pelo que é fácil compreender essa inclinação no final -, "Allen v. Farrow" é um trabalho de contextualização de uma história cuja percepção pública foi várias vezes deturpada pelo "spinning" de vários assuntos colaterais - principalmente a relação com a filha adoptiva de Farrow de dezassete anos - em nada relacionados com esta acusação específica de abuso sexual de menores. Não, Allen nunca foi julgado por esse crime e considerado inocente, como todos já ouvimos dizer. Allen foi a julgamento pela custódia dos filhos de Farrow; e perdeu. Neste caso específico, o procurador decidiu não levar o caso a julgamento, supostamente baseado num relatório de uma instituição com credibilidade na área. "Dylan parece estar a mentir", declarou o director da mesma. Algo que descobrimos agora foi a conclusão exactamente contrária das várias entrevistas realizadas pelas duas psicólogas da instituição, cujas notas e relatórios foram não só ignorados, como destruídos, ao contrário do que a lei obriga. Sim, Allen passou num teste de polígrafo. Um teste privado, tendo recusado fazer o do departamento policial de Connecticut que investigava o caso. Entre muitas outras revelações. Já percebi como se sentem os portistas sempre que se fala no Apito Dourado e alguém partilha as escutas telefónicas que não foram consideradas válidas em tribunal: eu também tenho uma paixão enorme pela filmografia e pela arte de Allen, mas a única maneira de negar o óbvio é dizer que o assunto nunca foi provado em tribunal. O que, todos sabemos, não muda a verdade, por mais que Allen diga numa conversa telefónica agora revelada "que não interessa a verdade, interessa o que as pessoas vão acreditar". Facada no coração, mas eu acredito na Dylan.

segunda-feira, abril 05, 2021

Vampire's Kiss (1988)

Nicolas Cage em modo lunático, numa experiência cinematográfica de cariz único e indiscritível que acompanha uma autêntica viagem de montanha-russa de um homem até à insanidade. Ninguém pode dizer que conhece o Nicolas Cage actor enquanto não vir este "O Beijo do Vampiro", uma espécie de comédia negra que nos deixa tão desconfortáveis quanto boquiabertos, uma autêntica fábrica de memes para a eternidade. Gritos, caretas, dedos apontados, saltos em cima de secretárias, violações, morcegos, leitura do abecedário, a Jennifer Beals e a Maria Conchita Alonso, dentaduras falsas de vampiro, enfim, uma série de detalhes numa série de acontecimentos que nenhuma descrição escrita conseguirá fazer jus. Tudo nos trejeitos de Cage é tão absurdo e "over the top" que semanas depois de ter sido bombardeado com isto ainda não sei se amei ou odiei toda esta espiral de extravagância. Como li algures, é "American Psycho" corrompido por LSD; chega para vos convencer?

domingo, abril 04, 2021

Nefta Football Club (2018)

Um burro treinado para fazer entregas de cocaína na fronteira entre a Argélia e a Tunísia. Isto, claro, se os headsets tiverem postos no bicho a tocar "Someone Like You" da Adele em repeat infinito. Um dos traficantes que pensou que era para meter no leitor de mp3 Handel e não Adele. Erro inocente, ele nem sabe que cantor é o Pavlov que o outro fala. Burro desorientado, dois irmãos que discutem quem é melhor - Messi ou Mahrez -, uma pausa para xixi e um sacalhão de "sabão em pó" para levar para casa. O uso certo para tanto pó; Maradona seria imparável naquelas quatro linhas. Quinze minutos - um intervalo de um jogo de futebol - que passam a voar, com inteligência, humor e aquele afago caloroso que só a inocência de uma criança consegue propagar ao mais gélido coração adulto.

sábado, abril 03, 2021

Nas Nalgas do Mandarim - S08E05

sexta-feira, abril 02, 2021

Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile (2019)

Registo singular - e porque não inesperado - de Zac Efron como Ted Bundy, num filme que tenta evitar a todo o custo o choque e os terrores dos crimes hediondos de um dos assassinos em série mais badalados da história recente norte-americana. Extremamente... morno, como que um drama filmado do ponto de vista da mulher que, mesmo denunciando-o, duvidou sempre que o homem por quem se apaixonou pudesse realmente ter cometido tais atrocidades. O cepticismo e o receio do erro com o propósito de abrir asas à imaginação, algo extremamente difícil de colar no espectador que aqui chegou depois de assistir a um ou mais documentários sobre Bundy disponíveis, por exemplo, no catálogo Netflix. Frustração maior ainda quando uma rápida pesquisa mostra que a cena final que desequilibra completamente a balança moral das personagens é, afinal, uma liberdade criativa muito menos ambígua que o acontecimento real. Batota, senhor Berlinger.

quinta-feira, abril 01, 2021

Monsoon Wedding (2001)

Início de século e este "My Big Fat Indian Wedding" ganha não só o respeito da crítica internacional como um Leão de Ouro em Veneza, catapultando o nome de Mira Nair fora-de-portas. O choque cultural entre uma Índia mais arcaica e uma Índia contemporânea; personagens a rodos a gritar, cantar, dançar, fazer barulho e abanar a cabeça de forma nervosa. Quatro ou cinco arcos desinteressantes depois, finalmente a noiva que não sente amor pelo noivo "arranjado" que mal conhece. Dramas e indecisões de casamentos, tudo visto em mil e um outros formatos e feitios, um valente bocejo repleto de inúmeras histórias mal desenvolvidas - o "australiano" ou o irritante wedding planner, por exemplo - que tenta já perto do fim dar um abanão com uma revelação chocante de pedofilia. Mudança radical de tom, um problema gravíssimo no seio da família por resolver e... cinco minutos está tudo resolvido. Voltam as danças. Começo a perceber que afinal há um clube tão mau ou pior que o Nalgas Film Club: dá pelo nome de "Criterion Collection".