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terça-feira, dezembro 13, 2022
1ª Vez 16 mm (2008)
sexta-feira, dezembro 17, 2021
Die Welle (2008)
sexta-feira, outubro 29, 2021
Doomsday (2008)

quarta-feira, setembro 08, 2021
The Strangers (2008)

sexta-feira, junho 11, 2021
Tokyo! (2008)

quarta-feira, outubro 14, 2020
Pontypool (2008)

segunda-feira, agosto 10, 2020
The Ruins (2008)

domingo, março 22, 2020
The VICE Guide to North Korea (2008)

terça-feira, fevereiro 18, 2020
The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon (2008)
Que maravilha. Dez minutos de puro deleite em torno de uma entidade demoníaca que não descansará enquanto não assassinar um homem aleatório com uma colher. De sobremesa. Um falso trailer para um filme que nunca existiu - reza a lenda que a vítima ainda não morreu dos ferimentos da colher, pelo que enquanto isso não acontecer, não haverá desenvolvimentos nesse sentido -, uma piada repetida vezes sem conta - and again, and again, and again, and again - mas que não cansa; não cansa porque Richard Gale muda constantemente de cenário, acrescenta pequenas reviravoltas no ataque e na defesa, terminando tudo num momento de esperança que rapidamente se desvanece. Original e hilariante, eis uma curta que não envelhece.
sexta-feira, fevereiro 01, 2019
Lakeview Terrace (2008)

terça-feira, outubro 23, 2018
Religulous (2008)

domingo, setembro 20, 2015
The Escapist (2008)
sexta-feira, junho 13, 2014
Cass (2008)
Esta é a história verídica de como um bebé órfão jamaicano adoptado por um casal típico britânico se tornou, numa zona dominada por brancos e com graves problemas associados ao racismo e ao xenofobismo nas suas camadas sociais mais profundas, num dos homens mais respeitados e temidos do submundo londrino. Carol "Cass" Pennant passou de jovem oprimido pela sua cor de pele a líder dos ICF (Inter-City Firm), claque de futebol do West Ham United, um dos grupos organizados de hooligans mais violentos de Inglaterra. E acaba mesmo por ser nesta dualidade de interesses - o ser negro numa altura em que era díficil sê-lo vs a violência sem limites dos hooligans - que o realizador/guionista Jon Baird se perde, não sabendo bem em qual das vertentes se focar. Há uma fase inicial em que parece que o que lhe interessa é o conflito de relevância racial, mas rapidamente deixa-se levar pelo lado de influência social dos hooligans em gerações de adolescentes, baseando grande parte da narrativa em actos insensatos e desmesurados das claques. E, nesse capítulo, não traz nada de novo ao cinema e, no meio de tanto palavrão, acaba por ser uma repetição quase desnecessária de vários outros títulos britânicos recentes dedicados ao hooliganismo. Interpretações sem grande relevo - o vilão interpretado por Nonso Anozie acaba quase por ser demasiado simpático para ser credível enquanto alguém que racha cabeças por passatempo - fazem deste "Cass" uma biografia cinematográfica cujo potencial individual desvairou-se no colectivo.
quinta-feira, novembro 28, 2013
Il divo (2008)
Giulio Andreotti, sete vezes Primeiro-Ministro italiano, oito vezes Ministro da Defesa e cinco vezes responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros, entre muitos outros cargos que ocupou durante cerca de cinquenta anos de actividade partidária. Sem dúvida alguma uma das figuras políticas mais importantes e controversas do pós-Guerra em Itália, o "divino" é relembrado agora após o seu falecimento pelo seu sentido de humor e carisma, mas também pelas acusações e suspeitas de ligações à Máfia e a diversos crimes cometidos em prol de uma governabilidade sustentável. "Il divo", realizado pelo excêntrico Paolo Sorrentino, recria em tom satírico-biográfico o seu sétimo e último mandato enquanto Primeiro-Ministro, aquele em que enfrentou a justiça, perdeu a eleição a Presidente da República de forma contundente e viu a sua credibilidade ser totalmente devastada pela imprensa e pelo Senado.
Vencedor do Prémio do Júri no Festival de Cannes de 2008, "Il Divo - A Vida Espectacular de Giulio Andreotti" condensa o bem e o mal de uma personalidade singular num retrato de estilo caricato, que arranca em dificuldade - muitas personagens e demasiados simbolismos dificultam a compreensão do contexto e da narrativa a quem é apresentado pela primeira vez a todo este "circo" sociopolítico - mas termina em beleza, com magníficos diálogos - destaque para o duelo entre o fruto do acaso e a vontade de Deus -, provocações ao espectador e várias zonas cinzentas na história de um Homem cujo poder se alimentava na sombra. Sorrentino brinca com os planos e com a respectiva sonoplastia, toma partido em enigmas ainda hoje factualmente misteriosos - como o encontro d'O Papa Negro com "A Besta" - e choca o espectador contrariando imagens a desmentidos verbais. Andreotti acaba por servir a Sorrentino enquanto espelho ustório de uma Itália cujo sistema político continua autista, fechado em si próprio, acima da justiça e dos tribunais; prova disso mesmo foi Andreotti, condenado posteriormente aos acontecimentos relatados no filme a mais de vinte anos de prisão pelo envolvimento com a Máfia em vários crimes, mas que acabaria no entanto por ver a sua sentença ser anulada pelo Senado, que o considerou intocável. Destaque final para o papelão de Toni Servillo, napolitano cuja carreira neste género criminal tem-se revelado intocável.
Vencedor do Prémio do Júri no Festival de Cannes de 2008, "Il Divo - A Vida Espectacular de Giulio Andreotti" condensa o bem e o mal de uma personalidade singular num retrato de estilo caricato, que arranca em dificuldade - muitas personagens e demasiados simbolismos dificultam a compreensão do contexto e da narrativa a quem é apresentado pela primeira vez a todo este "circo" sociopolítico - mas termina em beleza, com magníficos diálogos - destaque para o duelo entre o fruto do acaso e a vontade de Deus -, provocações ao espectador e várias zonas cinzentas na história de um Homem cujo poder se alimentava na sombra. Sorrentino brinca com os planos e com a respectiva sonoplastia, toma partido em enigmas ainda hoje factualmente misteriosos - como o encontro d'O Papa Negro com "A Besta" - e choca o espectador contrariando imagens a desmentidos verbais. Andreotti acaba por servir a Sorrentino enquanto espelho ustório de uma Itália cujo sistema político continua autista, fechado em si próprio, acima da justiça e dos tribunais; prova disso mesmo foi Andreotti, condenado posteriormente aos acontecimentos relatados no filme a mais de vinte anos de prisão pelo envolvimento com a Máfia em vários crimes, mas que acabaria no entanto por ver a sua sentença ser anulada pelo Senado, que o considerou intocável. Destaque final para o papelão de Toni Servillo, napolitano cuja carreira neste género criminal tem-se revelado intocável.
quinta-feira, novembro 21, 2013
La siciliana ribelle (2008)
"La siciliana ribelle" narra a história verídica de Rita Atria, uma rapariga cujo testemunho e diários de adolescência foram fundamentais para colocar atrás das grades dezenas dos mais influentes mafiosos sicilianos, naquela que foi até hoje uma das operações antimáfia de maior sucesso em Itália, decorria o ano de 1992. O que começou como uma demanda por vingança de uma jovem rapariga cujo pai e irmão - também eles mafiosos respeitados no meio - tinham visto o feitiço virar-se contra o feiticeiro em disputas locais, acaba por acompanhar o crescimento interior e exterior de Rita, contra tudo e contra todos - inclusive família, amigos e namorado - até o único objectivo em vista ser a justiça e o desmantelamento de um mal que a sociedade sempre tomou como inevitável.
Aparentemente bastante fiel à história que lhe dá origem, "The Sicilian Girl" revela-se uma experiência cinematográfica que presta tributo de forma muito competente à curta mas significativa vida de uma heroína para muitos desconhecida. Partindo de um documentário do final dos anos noventa também realizado por Marco Amenta, o realizador italiano oferece agora uma versão ficcionada de uma epopeia judicial e criminal que comoveu um país, dando tempo às personagens para criar laços com a audiência, focando-se sempre no ponto de vista de Rita, deixando quase todos os crimes relatados pela mesma ao critério da imaginação do espectador. Não há distracções com planos violentos ou chocantes, deixando toda a atenção numa mão cheia de interpretações fenomenais, como as dos experientes Gerard Jugnot ou Marcello Mazzarella. Curiosamente, acaba por ser a protagonista Veronica D'Agostino a deixar algo a desejar, muitas vezes num overacting desnecessário pouco adequado à fragilidade emocional em que a sua personagem se encontrava. Ainda assim, nada que o deva afastar de um relato fidedigno obrigatório para qualquer curioso sobre a relação desavergonhada entre a máfia siciliana e o estado italiano.
Aparentemente bastante fiel à história que lhe dá origem, "The Sicilian Girl" revela-se uma experiência cinematográfica que presta tributo de forma muito competente à curta mas significativa vida de uma heroína para muitos desconhecida. Partindo de um documentário do final dos anos noventa também realizado por Marco Amenta, o realizador italiano oferece agora uma versão ficcionada de uma epopeia judicial e criminal que comoveu um país, dando tempo às personagens para criar laços com a audiência, focando-se sempre no ponto de vista de Rita, deixando quase todos os crimes relatados pela mesma ao critério da imaginação do espectador. Não há distracções com planos violentos ou chocantes, deixando toda a atenção numa mão cheia de interpretações fenomenais, como as dos experientes Gerard Jugnot ou Marcello Mazzarella. Curiosamente, acaba por ser a protagonista Veronica D'Agostino a deixar algo a desejar, muitas vezes num overacting desnecessário pouco adequado à fragilidade emocional em que a sua personagem se encontrava. Ainda assim, nada que o deva afastar de um relato fidedigno obrigatório para qualquer curioso sobre a relação desavergonhada entre a máfia siciliana e o estado italiano.
sexta-feira, setembro 27, 2013
Largo Winch (2008) & Largo Winch II (2011)
Fundador e accionista maioritário do bilionário Grupo W, o misterioso Nerio Winch (Miki Manjojlovic) sempre foi conhecido como um homem solitário que, no seu iate, manteve-se afastado do mundo e dos perigos do poder sempre que pôde, depois de uma infância pobre e problemática que deixou marcas severas na sua personalidade. Quando é encontrado afogado - terá sido suicídio ou assassinato? -, a luta pelo controlo do Grupo W entra numa fona, com vários abutres a quererem uma fatia do bolo. Só que, para desconhecimento de todos, eis que no seu testamento aparece o nome de Largo Winch (Tomer Sisley), um filho adoptivo que ninguém sabia que Nerio tinha, a quem entrega todos os seus bens e acções. Com o objectivo de doar todos os fundos da empresa a instituições de solidariedade, Largo vai enfiar-se numa conspiração gigantesca cujo o único objectivo é afastá-lo do poder, custe o que custar.
Saga adaptada ao cinema pelo francês Jérôme Salle ("Anthony Zimmer"), "Largo Winch" foca-se na construção da sua personagem principal e processo de herança, enquanto que o segundo capítulo que lhe sucedeu três anos passados dá continuação ao jogo de traições e duplas traições, desta vez com um pano de fundo ligeiramente diferente - a Birmânia e a transformação do Grupo W numa instituição de solidariedade. Produções europeias ao bom nível artístico de um qualquer blockbuster norte-americano, eis duas aventuras de espionagem empresarial com narrativas sólidas e vários volte-face inesperados e bem orquestrados. As cenas de acção são puras - vários foram os segmentos de alguns segundos que demoraram semanas a treinar - e, rezam as crónicas, as histórias de ambas as fitas são saudavelmente fiéis aos dois primeiros álbuns da banda desenhada de culto nos países francófonos. Curiosamente, acaba por ser um actor alemão a dar vida a Largo, com muita personalidade e uma dedicação extrema - Sisley aprendeu sérvio para os filmes e dispensou duplos nas cenas de acção. Uma vez pensada como a saga que iria rivalizar com a franchise de James Bond, os direitos das adaptações cinematográficas de Largo Winch caíram durante décadas no esquecimento, renascendo agora com resultados convincentes. Com uma linha narrativa que oscila eficazmente entre o presente e o passado, destaque positivo ainda para a interpretação prodigiosa do já falecido Laurent Terzieff na sequela e negativo para a falta de carisma de Olivier Barthelemy enquanto Simon, fiel amigo e companheiro de aventuras de Largo. Venha daí ou não uma trilogia, o certo é que troco qualquer Bourne frenético por um Winch engenhoso.
Largo Winch (2008)

Largo Winch II (2011)
Saga adaptada ao cinema pelo francês Jérôme Salle ("Anthony Zimmer"), "Largo Winch" foca-se na construção da sua personagem principal e processo de herança, enquanto que o segundo capítulo que lhe sucedeu três anos passados dá continuação ao jogo de traições e duplas traições, desta vez com um pano de fundo ligeiramente diferente - a Birmânia e a transformação do Grupo W numa instituição de solidariedade. Produções europeias ao bom nível artístico de um qualquer blockbuster norte-americano, eis duas aventuras de espionagem empresarial com narrativas sólidas e vários volte-face inesperados e bem orquestrados. As cenas de acção são puras - vários foram os segmentos de alguns segundos que demoraram semanas a treinar - e, rezam as crónicas, as histórias de ambas as fitas são saudavelmente fiéis aos dois primeiros álbuns da banda desenhada de culto nos países francófonos. Curiosamente, acaba por ser um actor alemão a dar vida a Largo, com muita personalidade e uma dedicação extrema - Sisley aprendeu sérvio para os filmes e dispensou duplos nas cenas de acção. Uma vez pensada como a saga que iria rivalizar com a franchise de James Bond, os direitos das adaptações cinematográficas de Largo Winch caíram durante décadas no esquecimento, renascendo agora com resultados convincentes. Com uma linha narrativa que oscila eficazmente entre o presente e o passado, destaque positivo ainda para a interpretação prodigiosa do já falecido Laurent Terzieff na sequela e negativo para a falta de carisma de Olivier Barthelemy enquanto Simon, fiel amigo e companheiro de aventuras de Largo. Venha daí ou não uma trilogia, o certo é que troco qualquer Bourne frenético por um Winch engenhoso.
Largo Winch (2008)
Largo Winch II (2011)
Escrito por
Carlos M. Reis
às
19:49
Etiqueta:
Críticas de Cinema,
Filmes de 2008,
Filmes de 2011
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terça-feira, fevereiro 12, 2013
Being W (2008)
Descrito como a biografia cinematográfica não oficial e não autorizada do quadragésimo terceiro presidente norte-americano, "Na Pele de George W.Bush" é uma sátira em formato de documentário ao percurso tão imperfeito quanto trágico e preocupante do republicano que antecedeu Barack Obama naquele que é considerado por muitos como o cargo mais importante do planeta. Com narração do próprio Bush - pronto, é mentira, trata-se de um actor com uma voz muito semelhante, mas para melhor proveito o espectador deve abstrair-se dessa batota - e com recurso apenas a imagens de arquivo, navegamos durante oito anos de trapalhices políticas, gaffes em discursos ou puros momentos de descontracção pouco comuns para alguém com tamanha responsabilidade, orgulhosamente apresentados pelo próprio - ou quase -, de forma jocosa. Da autoria do francês Karl Zéro - que já tinha ganho um Cesar com um documentário do mesmo género intitulado "Dans la peau de Jacques Chirac" e já usou a mesma fórmula posteriormente para o cubano Fidel Castro e para o russo Vladimir Putin -, "Being W" é hora e meia de humor à Jon Stewart, revelando e colocando a nú assuntos sérios e vários tiros nos pés de forma hilariante. Esperemos que a imagem de marca de Zéro continue a dar frutos; assim de repente, Sarkozy, Blair e Chavez parecem-me excelentes próximas vítimas.
sexta-feira, janeiro 04, 2013
French Roast (2008)
Num luxuoso café parisiense, um homem de negócios apercebe-se que não tem a sua carteira consigo, não tendo assim forma de pagar um miserável café. Para não dar uma de pobre ou pedinte, vai tentando ganhar tempo até arranjar uma solução, pedindo cafés atrás de cafés. Com a conta a crescer, o horário de encerramento a aproximar-se e vários personagens a passarem pela sua mesa, da freira distraída ao vagabundo, do detective ao empregado de mesa, "French Roast", obra de Fabrice O. Jubert, ex-ilustrador da DreamWorks, nomeada em 2009 para o Óscar de Melhor Curta de Animação, oferece-nos, de forma simples, divertida e eficaz, uma lição de que nenhum livro deve ser julgado pela sua capa. Touché.
quinta-feira, agosto 23, 2012
Vantage Point (2008)
Numa visita do Presidente norte-americano a Santiago de Compostela para assinar um tratado anti-terrorista numa badalada cimeira política internacional, Thomas Barnes e Kent Taylor são os agentes secretos principais responsáveis pela segurança do seu Chefe de Estado. No entanto, poucos segundos no palco são suficientes para o Presidente ser vítima de um atentado a tiro. No meio do pânico e da confusão, oito pontos de vista, do polícia ao turista de máquina de filmar, da mãe de uma criança ao repórter de imagem de um canal televisivo, todos eles serão decisivos para descobrir o que se passou e, mais importante de tudo, o autor do crime.
Ou, pelo menos, é esse o conceito com que nos tentam manipular, tentando que, no final, o espectador acredite que só através da articulação das várias peças do puzzle foi possível descobrir o mentor do atentado terrorista. Na verdade, analisando friamente a narrativa, este foi descoberto logo nos primeiros quinze minutos de "Ponto de Mira", quando Thomas Barnes apanha o mau da fita numa gravação de um canal de televisão, sendo tudo o que acontece daí em diante apenas uma desculpa cinematográfica para "encher chouriços" e levar, pouco a pouco, a essa descoberta. Longe de ser uma ideia inovadora ou original, o formato multi-perspectiva acarretava ainda assim consigo algum potencial que, infelizmente, foi desaproveitado de forma tão banal quanto inglória. No fim, a sensação de termos visto várias vezes as mesmas cenas, com os mesmos planos, sem nada de novo a surgir da sua repetição constante. Uma obra em constante reset, quando tudo o que queríamos era um antivírus - ou, por outras palavras, realizador - eficaz.
Ou, pelo menos, é esse o conceito com que nos tentam manipular, tentando que, no final, o espectador acredite que só através da articulação das várias peças do puzzle foi possível descobrir o mentor do atentado terrorista. Na verdade, analisando friamente a narrativa, este foi descoberto logo nos primeiros quinze minutos de "Ponto de Mira", quando Thomas Barnes apanha o mau da fita numa gravação de um canal de televisão, sendo tudo o que acontece daí em diante apenas uma desculpa cinematográfica para "encher chouriços" e levar, pouco a pouco, a essa descoberta. Longe de ser uma ideia inovadora ou original, o formato multi-perspectiva acarretava ainda assim consigo algum potencial que, infelizmente, foi desaproveitado de forma tão banal quanto inglória. No fim, a sensação de termos visto várias vezes as mesmas cenas, com os mesmos planos, sem nada de novo a surgir da sua repetição constante. Uma obra em constante reset, quando tudo o que queríamos era um antivírus - ou, por outras palavras, realizador - eficaz.
quarta-feira, maio 04, 2011
The Incredible Hulk (2008)
Bruce Banner é um cientista desesperado à procura de uma cura para o seu “Hulk”, um monstro verde furioso – um Shrek versão musculada - que nasce de dentro de si sempre que se irrita um bocadinho. A viver nas sombras, longe da sua amada Betty Ross, foge da perseguição do general Thunderbolt Ross e do exército que pretende capturá-lo e explorá-lo cientificamente para fins militares. E, como em qualquer filme banal de super heróis, para cada grande monstro herói existe uma besta vilã com proporções semelhantes. Quem irá levar a melhor a guerra de titãs?Numa espécie de mistura indecisa entre sequela e remake da versão de “Hulk” de Ang Lee, “O Incrível Hulk” consegue decepcionar as já modestas expectativas dos fãs e mostrar-se na tela como uma obra ainda inferior à que colocou Eric Bana nos calções super-elásticos do herói verde. Realizada pelo francês Louis Leterrier (responsável pelo ritmado “The Transporter” mas também pelo angustiante “Clash of the Titans”), apelidado por alguns como o discípulo sucessor de Luc Besson, “The Incredible Hulk” não aprende com os erros do seu antecessor e, mais grave ainda, repete-os estupidamente, inclusivamente na escolha do elenco, colocando o desinteressado Edward Norton numa personagem que se pretendia emocionalmente intensa.
Se a versão de Ang Lee parecia falsa, a de Leterrier parece demasiado infantil. O vilão não convence, o CGI é absurdo, as personagens vazias e a história banal. Um insulto à inteligência, um desperdício de aproveitamento de um herói que podia dar tanto ao cinema mas acaba sempre limitado a esmagar carros em ruas de amargura. É caso para dizer que, de incrível, este Hulk não tem nada.
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