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sexta-feira, dezembro 05, 2025

Stalked by My Doctor (2015)

Sites de encontros não funcionam com o Eric Roberts: são garrafas de Merlot mandadas para o lixo sem necessidade nenhuma. Telemóveis a conduzir, outra asneira grave, podes acabar numa urgência hospitalar a ser tratada pelo taradão do Eric Roberts. Pior, a ser beijada pelo Eric Roberts enquanto estás inconsciente. Já não se fazem cardiologistas destes, que sabem que o melhor remédio para um coração partido é um carinho maroto, um abraço apertado, uma snifadela nos lençóis alheios, um sonho molhado agarrado a uma boneca de brincar. O pior pai do mundo, uma mãe com alergia à penicilina, um namorado que é um artolas e o mais repugnante, maquiavélico e brilhante psicopata de dentadura perfeita que o cinema já viu. Pronto, a televisão por cabo norte-americana, provavelmente naqueles canais com três dígitos. O que interessa é que eu e o Pedro Cinemaxunga estamos comprometidos a desbravar esta pentalogia, tendo já arrancado negociações com o Sindicato de Biólogos de Zona Centro para trazer o Miguel Ferreira para esta aventura Robertiana. Bom funeral para encerrar este primeiro capítulo, uma verdadeira celebração de vida. Literalmente. E olhem que eu detesto aquela malta que usa o termo "literalmente" para tudo e mais alguma coisa. Literalmente falando.

quarta-feira, janeiro 24, 2024

Youth (2015)

"- Is she a prostitute? - Worse. She is a pop star." Deeply and carefully layered - as Sorrentino usually likes to offer us -, with an amazing final fifteen minutes full of possible different interpretations. Some characters and storylines felt kind of unnecessary - the spiritual masseuse or the forced relation between Rachel Weisz and the alpinist -, but, at the end, Mick got his ending right. PS: Mãdãlina Ghenea on that pool scene? So stunning that trying to define it by words would be a sort of profanity.

quinta-feira, janeiro 18, 2024

Maggie (2015)

Uma pena aqueles trituradores embutidos nos lava-loiças não serem uma realidade habitual na Europa. O cinema europeu teria muito a ganhar. Moral deste filme premonitório das repercussões sociais da pandemia global recente mas com o Schwarzenegger penteadinho a aviar crianças zombies? Pimenta no cu dos outros é refresco; quando toca a mandar a nossa filha para a quarentena, não há iguaria que satisfaça o nosso. Primeiro e último filme deste britânico incógnito de seu nome Henry Hobson, o que atesta o sucesso e o impacto de um filme que, longe de ser descartável, navega constantemente numa relação de intimidade pai-filha muito mal trabalhada e conseguida - excepção talvez uma cena de dois ou três minutos em que Maggie descobre a origem do seu nome. Fica aquele aperto de uma doença sem cura, de um final inevitável para alguém que amamos, na ordem natural inversa do tempo, da idade e do adeus. Era um vírus, mas funciona perfeitamente como uma analogia para qualquer cancro terminal. Vida, ai vida.

terça-feira, junho 20, 2023

Run All Night (2015)

É o "Road to Perdition", versão "Liam Neeson não se metam com a minha família". Jaume Collet-Serra em vez do Sam Mendes - depois do que este último fez com a saga do agente secreto mais famoso de sua majestade, ainda estou para decidir se esta é ou não uma substituição vencedora -, Ed Harris como mau da fita que nem quer ser o mau da fita, mas filho é filho por mais idiota que seja e esposa com sede de vingança é mulher que tem que ser satisfeita senão vai dar asneira, a giraça da Génesis Rodríguez lá pelo meio e todo um elenco secundário de respeito, de Holbrook a Kinnaman, de McGill a D’Onofrio ou Nolte. Podem mandar um destes por ano, que nada como uma imperial com umas febras à angolana - mergulhadas em piri-piri - na tasca de vez em quando para um tipo se sentir bem consigo mesmo.

quarta-feira, fevereiro 15, 2023

The Hateful Eight (2015)

I'll take as much Tarantino as I can get. It's Reservoir Dogs - one big room, everyone together - made into an Western and i freaking loved every second of it. Even if i felt by the end that its script could have been better, bolder and (more) brutal. Btw, can we already say that someone getting shot in the balls is already a Tarantino trademark? Outstanding acting from everyone, especially from Jennifer Jason Leigh and Samuel L. Jackson.

domingo, julho 03, 2022

Green Room (2015)

Não percebo o hype. Preocupação nula do espectador por nenhuma das personagens em perigo - banda punk rock de cretinos que começam o filme a roubar gasolina com mangueiras -, nazis criminosos de propósitos duvidosos que planeiam a simulação de uma cena de crime como adolescentes que adormeceram a meio de um qualquer documentário criminal da Netflix, uma sala de pânico que nem sequer é bem verde como o título sugere - e que não se percebe bem porque é que aqueles patetas insistem em voltar para lá sempre que o rabo aperta -, um único telemóvel no grupo inteiro - está bem abelha -, histórias idiotas - como a do paintball de Yelchin - e Patrick Stewart, de longe a personagem mais interessante da obra de Saulnier a seguir ao cão esfomeado, pouco e mal aproveitado, como se não passasse de uma manobra de marketing para chegar mais longe. Gostei muito de "Blue Ruin", nota-se também aqui a espaços o talento técnico do jovem realizador nas cenas mais violentas mas, e que grande mas, que valente desilusão que esta brincadeira foi.

quinta-feira, junho 23, 2022

Irrational Man (2015)

Um Allen menor é como mau sexo: continua a ser melhor do que não fazer sexo. Joaquin Phoenix de pança e sem grande vontade de brilhar como professor de filosofia com os problemas existenciais da praxe, química com Emma Stone ao nível de uma paixão entre azeite e água e um combo de romance, comédia e mistério que falha rotundamente na primeira vertente, resulta a espaços na segunda e triunfa, como tem sido cada vez mais recorrente na filmografia recente de Allen, na última. Um "Match Point" num campeonato de veteranos, sem as mesmas pernas para correr como dantes, mas com muita mãozinha ainda.

sábado, março 19, 2022

Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom (2015)

A Revolução da Dignidade. Editado a partir de três meses de filmagens de protestos nas ruas do povo ucraniano, entre Novembro de 2013 e Fevereiro de 2014, contra a decisão autocrática e inesperada do então presidente Viktor Yanukovych de não assinar os tratados planeados de adesão e cooperação com a União Europeia, alegadamente por cedência à pressão feita no sentido oposto por parte de Putin e da Rússia. Batalhas violentas entre forças armadas e policiais contra milhares de ucranianos de todas as idades e géneros que enchiam as ruas e pediam a demissão de Yanukovych, de um governo e de um estado corrompidos pelo abuso de poder, pela influência dos oligarcas e pela constante violação de direitos humanos no quotidiano do povo. Três meses que resultaram em mais de uma centena de mortos, milhares de feridos e numa caminhada de incontáveis ucranianos - avenidas a abarrotar - em direcção ao parlamento no dia 20 de Fevereiro que acabou com a fuga do país de Yanukovych poucas horas depois. Não haveria intervenção policial que resistisse a tanta gente. Votação feita no parlamento para o demitir, novo governo formado. Acaba este "Winter of Fire", a vitória do povo e da democracia. Seguiu a vida, que não é uma linha recta. Se fosse uma trilogia, no segundo tomo teríamos Yanukovych a defender que se tratou de um golpe de estado e a pedir ajuda à Rússia. Russos não reconhecem novo governo e acabam a invadir a Crimeia, proclamando ainda Donetsk e Luhansk. No terceiro capítulo, "operação militar especial" sobre toda a Ucrânia em 2022. E ainda não sabemos como é que isto vai acabar. Descomunização e desnazificação de um lado para o outro. Vida esta, em que os ricos fazem guerra e os pobres é que morrem.

sexta-feira, fevereiro 25, 2022

Howl (2015)

"Isto não é um urso. Os ursos não uivam". Lobisomens e um grupo de pessoas isoladas num comboio avariado no meio do nada, de madrugada, durante uma tempestade. Se vos dessem estes conceitos para a mão, mesmo sem experiência nenhuma nem talento para o desafio lançado, o mais provável é que teriam escrito exactamente o mesmo guião formulaico e previsível, sem qualquer tipo de jogada arriscada ou memorável que transformasse este "Howl" num "creature movie" para mais tarde recordar. Desenvolvimento de personagens fraquinho - até do pobre jovem coitado trabalhador explorado que vira herói -, paixoneta sem química nem chama e, morte após morte, burrice atrás de burrice, tudo tão óbvio que quase que dá vontade de torcer pelos bichos esfomeados. Vale-lhe o ritmo e alguns efeitos especiais práticos - e não computorizados - que nos seguram até ao fim. Faltou vontade e orgulho de abraçar a série B e, por isso, sobrou um série A banal sem personalidade.

sábado, dezembro 25, 2021

En man som heter Ove (2015)

Tão divertido quanto comovente, "Um Homem Chamado Ove" é a adaptação cinematográfica do livro homónimo de sucesso do blogger e escritor sueco Fredrik Backman, uma história de vida inspiradora centrada num velho resmungão patriótico com um coração enorme, tanto no sentido figurado como literal. A bondade e o amor onde menos se espera, numa sólida interpretação do veterano Rolf Lassgård, nem sempre acompanhada no mesmo nível de genialidade e talento pelo elenco secundário - em especial as personagens mais jovens. Ainda assim, é muito difícil resistir a um viúvo que tem que constantemente adiar o seu suicídio para ajudar aqueles que o rodeiam a resolver pequenas e grandes crises nas suas vidas. O impacto que podemos ter na vida dos outros, os raios de luz na escuridão, num filme que reveza na perfeição momentos hilariantes com os encantos das amizades inesperadas. Recomendadíssimo.

sábado, dezembro 18, 2021

Hardcore Henry (2015)

Que malhão. Filmado praticamente na totalidade com várias GoPro Hero3 colocadas num capacete especialmente criado para o nosso herói, o estilo e a forma deste "Hardcore Henry" não agradará certamente a todos. Mas o filme do russo Ilya Naishuller é muito mais do que um truque de magia engraçado repetido vezes sem conta: há toda uma narrativa bem construída de fundo assente num universo sci-fi muito próprio e, caramba, Sharlto Copley e todo o humor que revolve as suas várias personagens fez-me o dia. Uma granada por dia, não há vilão que resista a tamanha ousadia. Por falar em vilão, que dizer de Akan - pena apenas que não exista qualquer tipo de explicação em torno dos seus poderes telecinéticos - ou do lança-chamas de casaco engraçado. Que dizer da Jennifer Lawrence do Intermarché ou de todas as cenas de acção mirabolantes, entre tanques militares e saltos de parkour, que provocaram tantas lesões e levaram à necessidade de usar quase uma dúzia de actores/duplos no papel de Henry. Financiado através do Indiegogo e comprado por dez milhões de dólares logo após a estreia no Festival de Cinema de Toronto, "Hardcore Henry" merecia mais amor da vossa parte. Mais amor e uma sequela.

quarta-feira, novembro 10, 2021

Solace (2015)

Não percebo muito bem as bases do ódio generalizado da crítica e do público em torno deste "Solace". Inicialmente pensado e escrito para ser uma sequela directa do "Se7en" com o regresso do detective Somerset (Morgan Freeman) desta vez dotado de poderes psíquicos, o filme realizado pelo brasileiro Afonso Poyart acabou por não ter autorização de Fincher para revisitar o clássico e moldou-se para um stand-alone que, algures numa dinâmica policial entre "O Silêncio dos Inocentes" e o "Next" com o Nicolas Cage, acaba por cumprir de forma mais do que satisfatória com os requisitos mínimos do género: interpretações sólidas, química entre uma mão-cheia de velhos conhecidos do elenco de "The Walking Dead" e uma série de crimes para descodificar e entender. Os efeitos especiais - visões sobrenaturais - são manhosos, verdade, e a energia/ritmo nem sempre cativa. Mas caramba, não falta talento e competência aqui para não ser arrasado da forma que foi.

domingo, outubro 17, 2021

Maze Runner: The Scorch Trials (2015)

Narrativa e conjunto de personagens aparentemente completamente distintos do livro que dá origem - para o bem e para o mal, dizem os fãs -, muito pouco tempo de Nathalie Emmanuel em tela - que saudades Missandei -, uma série de perseguições, fugas e cenas de acção que funcionam inesperadamente bem a nível visual e apocalíptico mas que, enquanto produto de escrita criativa, revelam pouquíssimo sumo nas suas intenções e resoluções. Final demasiado exposto e pronunciado para a tão necessária sequela - bling bling bling são os dólares aos saltos -, numa espécie de "The Walking Dead" meets "The Hunger Games" meets MTV. Diverte e entretém q.b., é verdade, mas esquece-se num ápice assim que os créditos finais terminam. Missandei, se for ao terceiro, é por ti.

sexta-feira, setembro 17, 2021

The Lobster (2015)

Futuro distópico e bizarro numa espécie de comédia negra metafórica Orwelliana em torno do peso dos relacionamentos e da pressão individual e da sociedade para vivermos de acordo com as suas regras e expectativas, mesmo quando se tratam de grupos e comunidades minoritárias supostamente independentes e marginais ao próprio sistema - a segunda metade do filme do grego Yorgos Lanthimos. Sátira que primeiro se estranha, depois se entranha, ainda que no meio do seu gongorismo muitas sejam as metáforas que soam a fanfarronice estilística pura. Lanthimos não quer saber se exagera ou não - até porque o exagero e o ridículo fazem parte da própria definição de sátira -, agarrando-se a uma cinematografia e sonoplastia de outro campeonato que, como diria o ditado, não é para quem quer, é para quem sabe. Se fosse um episódio de "Black Mirror" seria considerado meio pateta, mas vindo de quem vem - e com quem tem, de Weisz e Seydoux a um Farrell barrigudo - passa bem por obra-prima.

sexta-feira, julho 02, 2021

Sunshine Superman (2015)

Documentário sobre Carl Boenish, criador do conceito de "BASE Jumping" (acrónimo para penhascos, prédios, antenas e pontes), um homem que viveu sempre no limite, constantemente a arriscar feitos nunca antes sonhados e que morreu um dia depois de ter quebrado um recorde do Guinness - num salto que muito dificilmente poderia acabar bem. Fica a história de vida de um "louco", contada de forma segura e pouca arriscada, o que na verdade acaba por ser um contrassenso. Interessante mas nunca surpreendente, falta-lhe em cinema o que lhe sobra em audácia naquelas quedas livres de cortar a respiração.

sábado, março 27, 2021

Cleveland Abduction (2015)

Telefilme de um canal norte-americano de cabo que transporta de forma muito crua e, consequentemente, cruel a história de três raparigas raptadas e mantidas em cativeiro durante anos a fio. Baseado no livro de memórias de Michelle Knight - a mais antiga das vitímas, que passou cerca de onze anos acorrentada num quarto a ser alvo de todo o tipo de abusos sexuais -, o choque e o desconforto tomam dianteira a uma narrativa que não se preocupa, provavelmente por respeito à dor das envolvidas e dos familiares, a criar qualquer tipo de suspanse ou mistério em torno dos acontecimentos. Fiel que nem um documentário, falta-lhe cinema, intriga e vingança mas não lhe falta sofrimento. Para desanuviar, nada como dar uma vista de olhos no YouTube à entrevista feita no próprio dia ao vizinho que descobriu e salvou as raparigas: "Percebi que algo muito errado se passava ali quando vi uma rapariga branca a correr para os braços de um homem negro como eu".

quinta-feira, março 11, 2021

Pound of Flesh (2015)

Van Damme de óculos de leitura, especialista em raptos e resgates, acaba de aterrar na China. Van Damme nu numa banheira cheia de gelo, sem saber como foi lá parar. Uma fodinha por um rim, raios partam as hormonas masculinas. Van Damme em modo furioso, ameaça espancar tudo o que lhe apareça à frente com a biblia, naquele que todos sabemos é o melhor uso que se pode dar a um calhamaço daqueles. Perdão, o Van Damme não faz ameaças, faz promessas. Discoteca inteira varrida pela palavra do Senhor e pelos pontapés do senhor. Sem sequer tirar os óculos. Espargata com o pé no retrovisor. A sobrinha a precisar de um rim. Clubes de combate ilegais. Afinal não é sobrinha, é filha. Malandro. O rim desaparecido encontrado num miúdo. Que grande gaita.

sábado, maio 02, 2020

The Hunger Games: Mockingjay - Part 2 (2015)

A segunda parte cinematográfica da capítulo final da saga idealizada por Suzanne Collins confirma as piores impressões deixadas na primeira metade: divisão totalmente desnecessária, um tiro nos pés em prol de um sacalhão de dólares, dispersando a acção e a história durante quatro horas e meia quando duas teriam sido mais do que suficientes para fazer, tal como antes, um filme satisfatório. Quem fez a sestinha pelo meio pouco perdeu a nível estrutural, numa mão-cheia de cenas sem pés nem cabeça perante o poder da "mão divina" que controla Panem - os zombies de esgoto, o petróleo que enche a praça, entre tantas outras armadilhas imperfeitas, como que feitas para propositadamente falhar -, numa narrativa longa, previsível e pouco envolvente, com o triângulo amoroso mais insonso e cansativo dos últimos anos. Coreografias de acção desleixadas perante tanta tela verde, diálogos sem capacidade para igualar a força da mensagem e uma recta final totalmente anti-climática, como que uma escapatória patética e fácil perante o pânico do fracasso - culpa do livro, talvez, mas ainda assim altamente frustrante no grande ecrã. Fappening para isto tudo.

sexta-feira, setembro 27, 2019

Finders Keepers (2015)

Bem-vindo aos Estados Unidos da América. Terra da liberdade e dos sonhos, pátria de alucinados que leiloam um armazém abandonado, encontram lá dentro meia perna humana num grelhador e acabam numa batalha entre tribunais e televisões pela posse legal da mesma. O coxo, dono da perna que teve que ser amputada devido a um acidente de avião, reclama que a perna é dele, nasceu com ele, não é um bem material que possa ser comprado ou vendido. O red neck que pagou por tudo o que estava dentro do armazém, às escuras, defende que isso inclui qualquer coisa que lá estivesse, perna incluída. Um documentário tão insólito quanto sólido sobre a força da fama e a fragilidade da condição humana. Toda a envolvente familiar acaba por não ter um desfecho satisfatório, mas acaba por dar contexto - e servir de espelho - a duas famílias disfuncionais quanto tantas outras em todo o lado.

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Abzurdah (2015)

Eugenia Suárez, adolescente problemática de dezassete anos, apaixona-se por um homem mais velho num chat online; Eugenia Suárez perde a virgindade com esse malandrão; Eugenia Suárez fica obcecada pelo sacana que, afinal, tinha namorada; Eugenia Suárez decide deixar de comer para ficar "perfeita"; Eugenia Suárez tenta suicidar-se. Eugenia Suárez também faz filmes terríveis inspirados em histórias verídicas. Já percebi, chega de Eugenia Suárez, não há mulher nenhuma neste planeta que justifique tédios destes!