quarta-feira, maio 04, 2011

The Incredible Hulk (2008)

Bruce Banner é um cientista desesperado à procura de uma cura para o seu “Hulk”, um monstro verde furioso – um Shrek versão musculada - que nasce de dentro de si sempre que se irrita um bocadinho. A viver nas sombras, longe da sua amada Betty Ross, foge da perseguição do general Thunderbolt Ross e do exército que pretende capturá-lo e explorá-lo cientificamente para fins militares. E, como em qualquer filme banal de super heróis, para cada grande monstro herói existe uma besta vilã com proporções semelhantes. Quem irá levar a melhor a guerra de titãs?

Numa espécie de mistura indecisa entre sequela e remake da versão de “Hulk” de Ang Lee, “O Incrível Hulk” consegue decepcionar as já modestas expectativas dos fãs e mostrar-se na tela como uma obra ainda inferior à que colocou Eric Bana nos calções super-elásticos do herói verde. Realizada pelo francês Louis Leterrier (responsável pelo ritmado “The Transporter” mas também pelo angustiante “Clash of the Titans”), apelidado por alguns como o discípulo sucessor de Luc Besson, “The Incredible Hulk” não aprende com os erros do seu antecessor e, mais grave ainda, repete-os estupidamente, inclusivamente na escolha do elenco, colocando o desinteressado Edward Norton numa personagem que se pretendia emocionalmente intensa.

Se a versão de Ang Lee parecia falsa, a de Leterrier parece demasiado infantil. O vilão não convence, o CGI é absurdo, as personagens vazias e a história banal. Um insulto à inteligência, um desperdício de aproveitamento de um herói que podia dar tanto ao cinema mas acaba sempre limitado a esmagar carros em ruas de amargura. É caso para dizer que, de incrível, este Hulk não tem nada.

2 comentários:

Rui Francisco Pereira disse...

Este filme tem duas coisas excelentes: a interpretação do Tim Roth e o soberbo final.

O resto são peanauts, mas que claramente vão além da nota mínima na minha opinião ;)

Abraço

Miguel Reis (Knoxville) disse...

Bah, não gostei nada Rui. Dou o braço a torcer no Tim Roth, mas o vilão monstro é tão fraquinho... Um abraço.

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