quarta-feira, novembro 26, 2008

Desafio: Como combater a fuga aos cinemas?


As salas de cinema portuguesas acolheram uma média de 41.216 espectadores por dia nos primeiros dez meses deste ano, o que traduz uma perda diária de 2.738 espectadores face a igual período de 2007, segundo dados divulgados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual. Ou seja, a cada ano que passa temos mais salas de cinema, mas menos espectadores. O que fazer para inverter esta tendência negativa?

17 comentários:

Simão disse...

simplesmente baixar os preços que são estupidamente altos!

Abraço

David disse...

passarem a dar mais trailers do que publicidade..
darem trailers nos intervalos em vez de ecrã branco para quem não gosta de pipocas..
um melhor controlo da idade das pessoas em cada sessão..
um maior rigor na temperatura ambiente..
...um maior respeito por quem paga :)

Anónimo disse...

Baixarem o preço ridiculo dos bilhetes;

Deixarem de dar 15 minutos de publicidade por filme;

Aumentar o número de trailers de filmes antes da sessão.

DAGC disse...

Acabei de perguntar a mim mesmo o que me levaria a ir mais vezes ao cinema... e a única resposta que me surgiu foi mesmo "preços mais baixos". É que duas idas ao cinema equivalem a 1 DVD que podia comprar... 5€ é muito dinheiro por uma ida ao cinema.

Mas globalmente falando acho que a ideia de menos publicidade e mais trailers/teasers seria capaz de ajudar a uma pessoa ir futuramente a esses filmes.

Cumps ;)

dianamatias disse...

Os preços dos bilhetes estão desajustados e não são só eles que estão em causa, mas sim, também, o comodismo da população em geral, pois prefere ver um DVD alugado ou retirado deste grande mundo cibernético. Devemos, igualmente, ter consciência de que há salas de cinema, com filmes em exibição em determinadas sessões, completamente desertas e, por consequência, encerram portas. Infelizmente, a vida está mal para todos...

Mas, obviamente, não me importava que houvesse menos publicidade e não saísse tanto dinheiro da carteira...

Carlos Martins disse...

Contrariamente ao que a maioria reclama, nem acho que o preço seja o factor principal.
(Se assim fosse, ninguém gastava mais que o preço dos bilhetes num balde de pipocas e bebidas estupidamente inflaccionadas)

Para mim, embora tenha a sorte de continuar a poder ir ao cinema praticamente todas as semanas (logo, não sou dos que têm abandonado) acho que as condições são cada vez piores... com salas a cheirar mal, cadeiras em mau estado... e - o inadmissível, ter o filme mal projectado (desfocado, enquadramento errado,etc.) e com o som a falhar.
(Na estreia do Quantum of Solace, metade do filme foi projectado sem som surround, ouvindo-se apenas as colunas frontais tipo "rádio a pilhas."...

Quando muito, parece-me que estão a fazer todos os possíveis para *afastar* quem ainda insiste em ir ao cinema...

dYn@ disse...

Sou uma dessa pessoas que abandonou as idas ao cinema, preferindo vê-los em casa. O maior motivo que me levou a tomar essa atitude foi sinceramente os preços elevados dos bilhetes e o que acarreta mais (como é que podemos ir ao cinema e não comprar um pacote de pipocas e uma cola?).
Quando ia ao cinema queixava-me do excesso de publicade também e isso era uma das coisas que podiam mudar.
Mas sinto muitas saudades de ir ao cinema,tem outro impacto ver o filme numa sala de cinema do que na nossa própria sala.

Ricardo Vieira Lisboa disse...

no cinema sempre!
só se não puder, por algum motivo superior a mim, é que a ideia de DVD em casa é posta na cabeça, mas sinceramente acredito que o futuro das salas de cinema em Portugal e no mundo, passa maioritariamente pelo regresso dos 70mm, ou seja do IMAX (veja-se o sucesso que The Drack Knight neste formato, por ter tido certas cenas filmas especificamente com o método do película duplamente largar) e também o aumento das salas read-3D que possibilitarão ao expectador uma experiência que é impossível no lar, o filme em 3D (sendo esta a proposta dos grandes estúdios- Bolt, Coraline e Avatar são 3 sinais disso, todos por estrear em portugal e Coraline e Avatar no Mundo, só para o ano).
Claro que o preço é uma questão essencial, mas os cinemas como os Medeia e o Alváxia têm cartões especiais que permitem (por uma mensalidade) ver todos os filmes que se desejar.
A qualidade das salas e dos serviços prestados (e já agora o fim das demoníacas pipocas)são dois aspectos a ter em conta, também.

Abraço

JB disse...

Pagar mais de 5€ para ouvir umas criaturas sempre a falar ao meu lado e a comer pipocas alto e bom som é capaz de ser demais. Depois as salas recentes de qualquer centro comercial, sejam Lusomundo, Multiplexes, etc, não oferecem comodidade nenhuma. O que é feito das velhinas salas de cinema??? Antes fazia-se de uma ida ao cinema um ritual. Agora é completamente banal e caro. Um casal que tenha dois filhos paga mais de 20€ para ir ao cinema. Com 2,5€ aluga-se um filme e toda a familia o vê.

Anónimo disse...

Eu adoro ir ao cinema e quando o faço com apenas mais duas ou três pessoas na sala é o mais próximo da perfeição que pode existir (perfeito, só se tivesse uma sala só para mim *quando sair o euromilhões*).

Não me importa o preço do bilhete. Eu faço no mínimo 40 km para ir ao cinema. E propositadamente.

O que me chateia são as pessoas. As pessoas são bichos e no cinema ainda mais. Não têm respeito por quem quer ver o filme e não estar 90 minutos a ouvir as suas piadas sem graça, o som das teclas do telemóvel ao escreverem-se sms, o mastigar de pipocas e o sorver de coca-cola. Gosto de estar sentado à vontade, à larga, e não ao lado dum qualquer otário que não conheço de lado nenhum e que passa a sessão a falar, a tossir ou a espirrar. Detesto quando comentam o que se passa no filme!

Infelizmente, para mim, por muito bom que seja um home cinema não se compara à experiência em sala (numa boa sala, claro).

Por sorte, as salas onde costumo ir quase sempre, a mais de 100 km de distância (lol), são quase um paraíso em comparação às outras que conheço. Daí não me importar de percorrer a distância.

Anónimo disse...

Preços...

Pessoalmente detesto as Pipocas, tanto o cheiro, como o barulho, tenho alguma saudade dos tempos onde ir ao Cinema era um ritual.

Sobre a participação do público, depende do filme, uma das melhores experiências de cinema que tive foi num James Bond do Dalton, em que os camiões fazem um 'cavalinho', e que todo o Cinema se levantou em 'apoteose' a bater palmas, numa de 'gozação'!!!
O Kids na sessão da meia-noite do Monumental, com muita participação do público também foi agradável, portando depende do filme...

Já agora vi o Seven, com um sem-abrigo na plateia, a RESSONAR, inesquecível...!!!

deonplayground disse...

O preço dos bilhetes é um pouco alto e para quem gosta de ir ao cinema mais que uma vez por mês torna-se uma 'despesa' a mais.

Contratar pessoas para trabalhar nos cinemas que gostem realmente de cinema...

A publicidade não me incomoda, mas nos intervalos podiam passar alguns trailers ou então pôr alguma música ambiente (parece que agora só o fazem quando lhes apetece...)

Podiam passar mais trailers e promoções a filmes nas televisões portuguesas, em vez daqueles anúncios inúteis de toques para telemóveis e afins.

O asseio das salas de cinema andam a deixar muito a desejar. Para dar um exemplo fui ver o Cloverfield aos cinemas do CC Vasco da Gama (...foi a última vez que lá pus os pés!) e quando entrei na sala o chão estava castanho, parecia que tinham feito uma largada de porcos lá dentro; as cadeiras estavam completamente trucidadas...e para a 'cereja em cima do bolo' estavam uns caipiras ao meu lado que estragaram o filme todo com aqueles comentários completamente desnecessários.


Enfim, civilizar o português é um bocado difícil, senão impossível, mas ao menos baixar os preços dos bilhetes já se podia arranjar...vá lá!!! (,")

Carlos M. Reis disse...

Em suma,

-> baixar os preços (a velha história dos estádios, 60 mil pessoas a 10 euros rende mais do que 20 mil a 20 euros);

-> + trailers, - publicidade;

-> trailers nos intervalos dos filmes;

-> extinção dos intervalos;

-> rigor e controlo da temperatura ambiente;

-> controlo de idades por sessão (não me parece uma ideia prática);

-> descontos para famílias/grupos;

-> fim das pipocas (parece-me que ia afastar muita mais gente do que trazer);

-> melhorar as condições das salas e o atendimento dos funcionários;

-> contratar funcionários que realmente gostem de cinema e façam o trabalho por gosto e não obrigação;

-> música ambiente nos intervalos;

-> mais promoções a filmes na televisão portuguesa e a exibição de trailers completos (uma ideia simples que pode trazer resultados visíveis).

Obrigado a todos pela participação. Temos aqui ideias muito boas. Talvez elabore um artigo sobre o assunto com base nos vossos comentários.

Anónimo disse...

O fim das pipocas é algo completamente utópico. Vocês nem imaginam o dinheiro que eles ganham só com as pipocas...

cbas disse...

Veja dois filmes na compra de um bilhete.

É fácil!

Carlos M. Reis disse...

ZB, claro que é utópico. Mas o problema não são as pipocas, são as pessoas que as comem. Ainda ontem fui ver o Blindness e tive que ver o filme todo com as costas a tremer porque um Chico esperto na fila de trás, com 2 metros e muito ginásio em cima tinha os pés em cima de uma cadeira a dois ou três lugares ao lado de mim e não parava de mexer as pernas. O que é que uma pessoa faz? Ou vê o filme com o "vibrador" ligado, ou arrisca-se a levar uma batatada. Enfim. Cada vez a vontade de ir ao cinema é menor. Para não falar dos 15 ou 20 minutos de publicidade...

Cbas, eu é que não tenho paciência para tal, ver dois filmes seguidos. Caso contrário, não havia mesmo qualquer problema.

Carlos Martins disse...

Tchiii... nem me lembres desses "treme-tremes".

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