
O acting de praticamente todo o elenco é medonho - candidato Vieira e restantes mosqueteiros incluídos -, a narração - que aparece a espaços, sem razão aparente - tenebrosa e o guião uma confusão de ideias apocalípticas, entre bares underground à "Barb Wire" que sobrevivem de subornos à autoridade corrupta aos bidões de combustível como o "ouro" mais procurado e desejado, que não levam a nada. Mas há um charme estranho e raro neste "Mad Max" lusitano, um ambiente de holocausto nuclear credível e cativante, entre edifícios abandonados, muita pedra e ferro velho e um vermelho barro que toma conta das imagens que, diria, é caso único na história do cinema português. Água, comida e outros bens essenciais, tudo normal, não exageremos, devia haver um Pingo Doce por perto. Agradecimentos ao Sporting Clube de Portugal nos créditos finais, havemos um dia de descobrir porquê. Mas o mais impressionante de tudo? Manuel João Vieira, atlético, a correr atrás de um comboio. Ena Pá 1997!
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