
O meu novo Lanthimos favorito, mais contido na forma, igualmente exuberante no conteúdo. Uma história que agarra, repleta de alegorias, simbolismos e mensagens ousadas e histriónicas sobre a sociedade, os cultos, as crenças e o poder. As verdades fabricadas, as mentiras manipuladas, o síndrome do guru, a reviravolta que parece demasiado óbvia à partida mas que funciona que nem uma pedrada no charco à chegada. As sociedades que funcionam como colmeias, o olhar omnipresente, as máscaras sociais, as catarses encenadas, o absurdo como espelho da realidade. É Lanthimos no seu estado ideológico mais puro: sátira social sobre a condição humana, com um twist que desmonta a sua visão, os seus alvos e as suas ideias por completo. E isso é cinema, é inesperado, é Lanthimos a ser Lanthimos sobre Lanthimos. Papelaços de Emma Stone e Jesse Plemons, que certamente serão premiados com uma mão cheia de nomeações aos principais prémios da temporada.
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