
O grande problema de ter visto a versão de cinema primeiro é que agora vou ter que arranjar três horas para ver a versão de realizador de Tornatore, saber mais sobre o que aconteceu à Elena, e depois chegar aqui frustrado por não ser suficiente. Sim, eu vi o "
Cinema Paradiso" pela primeira vez aos quarenta anos, e estou feliz por isso: mais novo não daria tanto valor, mais velho ficaria altamente depressivo. Raios partam a vida que passa, raios partam o cinema que se esvanece, raios partam as amizades que se perdem, raios partam o amor que não floresce. Já agora o meu Cinema Paradiso chamava-se Atlântida Cine, numa pequena ilha com três mil habitantes: lá chorei com o "
Rei Leão", dei a mão a uma miúda mais velha da escola no "The Mask" e dei um jeito nas costas que durou duas semanas a imitar um movimento do Liu Kang no "
Mortal Kombat".
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