domingo, dezembro 07, 2025

Stalked by My Doctor: The Return (2016)

É tão creepy como o "Saw", mas não precisou de esperar pelo décimo tomo para fazer a versão mariachi chiquito mexicana. O cardiologista é agora pediatra na conversa de engate, à beira-mar, passeios de pé na areia, a aproveitar margaritas em Acapulco. Miúda jeitosa afogada, "hey I'm a doctor", respiração boca-a-boca, manobras de reanimação à Eric Roberts - não sou especialista, mas não creio que uma mão em cada seio seja a forma correcta de reanimar alguém. Complexo de Deus, psicóloga por Zoom para discutir o seu problema com raparigas noviças, regresso aos States com passaporte falso, mais uma mãe (viúva de escadote) desconfiada. Raios partam as velhas, afinal elas é que são o verdadeiro problema do Sr. Doutor. Os sonhos/desejos continuam maravilhosos - filme a preto e branco interactivo e facada com um "check, please" no topo da lista, não esquecendo as fantasias sexuais que devem ser alínea fundamental no contrato do Eric Roberts de modo a ele ter uma boa desculpa de trincar fillet mignon tenrinho. Nova abordagem na saga a relembrar os tempos da faculdade e aquele lema do "maravilha, maravilha era tirar da mãe para pôr na filha", panquecas com o nome da nova obsessão, testes falsos de herpes genital e um cunhado Sawyer do Intermarché fã de granola. Estou mesmo fã disto, já não apanhava uma saga tão campy e irresistível desde os anos oitenta; só lhe falta mesmo a numeração cronológica nos títulos. Em pulgas para ir ao terceiro e muito feliz por haverem cinco destes. Direito a quebrar a quarta parede na cena final e tudo. Que trash delicioso.

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