
Eu podia falar do acting desta malta toda, especialmente do miúdo do "Diário de um Banana" que se transformou num verdadeiro banana, podia falar dos efeitos especiais medonhos, podia falar das promoções descaradas à Amazon - no final, é a Amazon que acaba por salvar o planeta e tudo -, podia falar da salganhada narrativa que mistura sal (família), açúcar (conspiração política) e beterraba (hackers) na mesma receita, podia falar de tudo e mais alguma coisa. Mas o que me irritou mesmo à séria nesta brincadeira é a falta de noção de tempos, da passagem do tempo, do encadeamento das acções e das respectivas reacções. É tudo instantâneo, qual episódio impossível de "
24", onde entre o lançamento da bomba, a explosão, a chegada da ambulância, o tratamento dos feridos, a contagem dos mortos e a edição da filmagem do canal de notícias para a reportagem bastassem apenas dois segundos. E, claro, apenas mais um segundo para uma conclusão óbvia do Cubo de Gelo. Depois do tão afamado "
oscar bait", finalmente um filme escrito, realizado e montado a pensar na criação de um novo termo cinéfilo: o "
razzie bait". Vai ser uma razia.
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