terça-feira, janeiro 03, 2006

Cinco razões para adorar Angelina Jolie...

- Pelo seu transparente envolvimento social e político,
- Pela sua encarnação de uma sexualidade livre e pós-moderna,
- Pela sua intensidade interpretativa,
- Por levar uma vida privada de costas viradas para as exigências do “Star System”,
- Por ser, definitivamente, a actriz do futuro.


Explicados assim os resultados da sondagem de Dezembro, fica a informação que a votação de Janeiro já se encontra em andamento e trata da eleição dos nossos visitantes dos melhores filmes do ano que já lá vai. Para tal, basta escolherem, quais foram, para vós, os cinco melhores filmes que estrearam durante o ano de 2005 nas salas nacionais.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Sondagem de Dezembro - Resultados

Tens as mais belas actrizes de Hollywood doidas por ti. É apontares e elas saltam-te para cima que nem doidas. Que cinco escolherias?

1 - Angelina Jolie (18 Votos)
2 - Scarlett Johansson (14)
3 - Monica Bellucci (11)
4 -Eva Longoria (10)
4 - Jessica Alba (10)
5 - Charlize Theron (8)
5 - Natalie Portman (8)
6 - Nicole Kidman (7)
7 - Gisele Bundchen (6)
7 - Eva Mendes (6)
7 - Kirsten Dunst (6)
7 - Elisha Cuthbert (6)
8 - Katie Holmes (5)
8 - Carmen Electra (5)
9 - Victoria Silvstedt (4)
9 - Jennifer Love Hewitt (4)
9 - Kate Beckinsale (4)
9 - Denise Richards (4)
10 -Lindsay Lohan (3)
11 - Kelly Brook (1)


140 votos divididos em 28 votantes. Obrigado a todos estes que participaram.

domingo, janeiro 01, 2006

The X-Files (1998)

Trinta e sete mil anos atrás um segredo foi enterrado numa caverna no Texas. Agora, o segredo foi libertado, e a sua descoberta pode significar o fim da humanidade. A praga para acabar com todas as pragas. Quando um ataque terrorista resulta na explosão de um edifício em Dallas, Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), agentes do FBI são atraídos para uma conspiração como nunca tinham encontrado antes. Auxiliados por um médico paranóico e cheio de teorias de conspirações governamentais (Martin Landau), Mulder e Scully arriscam as suas carreiras e vidas na caça a um vírus mortal que se suspeita ser de origem extraterrestre. A procura da verdade leva-os ao confronto com o misterioso Sindicato, constituído por homens poderosos capazes de tudo para manter os seus segredos, percorrendo o globo desde uma caverna no Texas, passando pelos corredores do FBI, até uma instalação secreta no Pólo Norte, onde se apresentará o maior mistério de todos.

“Ficheiros Secretos: O Filme”, seria, à primeira vista, um daqueles casos que só passava para o grande ecrã devido à sua fama e lucro financeiro garantido de início, mas ao qual iria, certamente, faltar qualidade na transposição. Mas, para boa surpresa minha, este não foi caso. Apesar de ser notório que muito melhor poderia ter sido feito - bastando apenas para tal, Chris Carter ter pegado numa outra história, de alguns dos mais dos duzentos episódios do historial desta magnífica série, que por tantos anos nos animou nas noites da TVI - “X-Files: Fight the Future” está longe de desiludir.

Mantendo-se fiel ao espírito da série, e servindo de bomba de oxigénio para a continuação da mesma de 98 até 2002, numa altura em que muitos já a davam como falecida, este filme (que em breve terá sequela, segundo afirmou um dos produtores do mesmo em Outubro passado) realizado por Rob Bowman é, assim, uma das melhores transposições da televisão para a grande tela já feita de uma série televisiva. Por muito difícil que à partida isso fosse, devido ao sucesso e exigência dos admiradores da série de culto. E a resolução da aproximação sentimental e emocional entre Scully e Mulder, tão desejada pelos fans, teve, no minímo, uma solução curiosa, que manteve a especulação para o futuro, ao mesmo tempo que a conseguiu resolver no futuro. Manias de Chris Cárter. E fiquem sabendo que as nove temporadas de Ficheiros Secretos já estão a caminho da minha DVDteca. É só dar dinheiro a espanhóis, porque cá em Portugal parece que as distribuidoras estão mais preocupadas em editar séries televisivas que nunca sequer passaram pelo território nacional, invés de grandes sucessos doutros tempos como foram os casos destes "Ficheiros Secretos", "The Pretender" entre muitas outras.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Em 2006 o CN deseja...

... rever Kim Basinger em 9 and 1/2 Weeks



... ficar surpreendido com a estreia no cinema do mestre televisivo J.J. Abrams (Lost, Alias) com o seu M:I-3



... nem sequer ouvir falar de um possível trabalho de Uwe Boll



... e, finalmente, tomar conhecimento que Jessica Alba vai participar em Sin Titty e Fantastic Foursome



... ah, e se possível, poder rejubilar com mais um momento destes



Um feliz e próspero 2006 são os votos do CN. Mais uma vez, votos simples, um bocado apaneleirados mas verdadeiramente sinceros. E que nunca vos faltem gaijas! Não meninas, desta vez não me esqueci de vocês, que nunca vos faltem gaijos (de preferência giros e jeitosos como nós, malta que frequenta aqui o blogue)!

terça-feira, dezembro 27, 2005

Globos de Prata 2005 - Melhor Filme

Este foi um ano fraquinho em termos de grandes obras, quando comparado com o ano transacto. Talvez por minha culpa, - não vi metade do que vi o ano passado - talvez por culpa das datas de lançamento dos supostamente melhores filmes do ano, devido aos óscares da Academia. Como tal, ainda estou para ver King Kong, Brokeback Mountain, Capote, Walk the Line entre muitos outros. Mas dos que vi, não restam dúvidas... Sin City é mesmo o filme do ano! Que venham muitos mais.


segunda-feira, dezembro 26, 2005

Globos de Prata 2005 - Categorias Diversas

Porque normalmente os pormenores mais especifícos do cinema são esquecidos neste tipo de galardões, o CN decidiu entregar uma "resma" de Globos de Prata a uma quantidade consideravel de categorias, nunca antes vistas nos Globos de Ouro ou nos Óscares da Academia. Elas são:

Melhor Personagem: Marv (Mickey Rourke), em Sin City

Melhor Gargalhada: Cena final do casal Smith no psicólogo, em Mr. and Mrs. Smith

Melhor Luta: Marv vs Kevin, em Sin City

Melhor Susto: Cena da camera de filmar nas grutas, em The Descent

Melhor Tagline: “Hell wants him. Heaven won't take him. Earth needs him”, em Constantine

Melhor "É bem feito!!!": Morte da irritante "pop-star" Paris Hilton, em House of Wax

Melhor Quote: “I'm an English teacher, not fucking Tomb Raider.” por Alex Reid, em The Descent

Melhor Poster: Sin City

Melhor Regresso: Mickey Rourke, em Sin City & Aquela música do "I like to move it move it", em Madagascar

domingo, dezembro 25, 2005

Globos de Prata 2005 - Melhor Actriz

Até dia 30 de Dezembro, o CN vai premiar os melhores de 2005 com a entrega dos nossos "Globos de Prata". As categorias são mais do que muitas e os vencedores dependem única e exclusivamente da minha opinião. Mai nada! Ah, é verdade, não existem categorias masculinas!

Assim sendo, aqui vão os resultados da categoria "Melhor Actriz de 2005"

Quinto Lugar - Shauna MacDonald, pela sua interpretação no claustrofóbico "The Descent".

Quarto Lugar - Eva Longoria, por ter sido a única das "Desperate Housewives" que não foi nomeada para os Emmy's. É que aqui o CN não gosta nada de injustiças... e logo com a mais jeitosa delas todas!

Terceiro Lugar - Evangeline Lilly, seja pela sua beleza e misteriosidade em "Lost", seja por ser o mais perto de Kate Beckinsale que vimos este ano.

Segundo Lugar - Rachel McAdams, por ter sido a actriz que mais se afirmou no presente ano. De desconhecida a estrela galáctica, bastaram apenas quatro filmes, três dos quais de 2005. "Wedding Crashers", "Red Eye" e "The Family Stone" tornaram Rachel numa das mais concorridas actrizes dos próximos anos. E ainda por cima é a cara chapada da Jennifer Garner!

Primeiro Lugar - Angelina Jolie. Olhem para a menina no seu único filme de 2005, "Mr. and Mrs. Smith" e confessem lá que não se babaram que nem São Bernardos. Mas acima de tudo, esta estatueta de prata vai para o seu papel de solidariedade activa com os países pobres. Porque usar o seu "dom" em favor dos mais desfavorecidos é que a torna um grande ser humano. Bem, ser sadomasoquista sexual também ajudou na atribuição do galardão.

sábado, dezembro 24, 2005

Boas Festas... boas prendas e bons filmes!

Boas Festas e um feliz 2006 para todos são os votos do Cinema Notebook. Simples, piroso, curto mas absolutamente verdadeiro! E quem se portar bem, ainda recebe um exemplar destes aqui do lado no sapatinho, mas com conteúdo... bem, sonhar nunca fez mal a ninguém!

E até ao final do que resta deste aninho de glória para o meu Benfica (e para o Brad Pitt, sabe-se lá porquê?!?), fiquem atentos ao CN, que irei colocar alguns balanços, tops e curiosidades de 2005. Por enquanto, três vivas ao Pai Natal (até ele é vermelho!)

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Desperate Housewives - Season One

Porque é sempre nas "supostas" férias que fico sem tempo nenhum para fazer seja o que fôr, fica aqui um artigo excelentemente bem pensado e escrito que encontrei no Clarice Had a Little Lamb sobre a minha série de eleição deste ano que agora termina (ok, calma, ainda vou a meio da Lost).

"O fenómeno à séria vai ser quando descobrirmos que a maior parte das trintonas já nem consegue olhar para a personagem e lembrar-se da vida que leva. Vai antes vivendo a vida de acordo com o que espera que a sua personagem faça. O role playing para domésticas. Dificilmente uma Senhora Dona Almerinda desta vida se interessava em ser um híbrido humano dragão com poderes para congelar o espaço, mas se a proposta for uma senhora suburbana, contentada e higiénica nos seus afazeres, a coisa já pega. E pega porque elas são tão engraçadinhas, tão elegantes e tão infelizes. E a tristeza fica sempre melhor com rímel.

Quando já se ganhou as solteiras com o Sexo e a Cidade, importa ganhar as casadas e as mal casadas e as adulteras e as cornudas e as desgraçadas e as atarefadas e as "coça-me aí q'eu não chego". Elas são para tudo. Para romance, humor, mistério, drama. Elas são até para acção. Logo nos primeiros episódios um dos murros mais hilariantes: Ele chega a casa brinca com os três fedelhos from hell e manda-os jogar futebol para o relvado (retirado dos flinstones). Depois diz-lhe que tem saudades e leva-a para o quarto (retirado de Arlequim & Julia).

Ela diz-lhe: "vais ter que usar preservativo", ele responde: "Não. Arriscamos!" e logo ali Zás - retirado sabe-se se lá donde, ou de um episódio do sr. Chuck Norris (que vai dar ao mesmo) - um murro nos queixos de fazer dobrar para rir. É que esta parte também conta. E muito. Esta pequena independência é um "agarra a dona-de-casa". É assim que se perpétua o mito da super mulher, com estas séries onde elas conseguem cuidar de si, dos filhos, da casa, dos trabalhos e até se defendem quando já se torna abuso. Esta é a parte mais importante porque anda tudo à procura de um exemplo a seguir e elas dão esse exemplo com as suas vidinhas mais-ou-menos misturadas com as tramas da morte misteriosa da Mary (retirado de Ficheiros Secretos ou mr. Lynch).

Ainda é capaz de ser cedo demais para dizer se o fenómeno nos toca como tocou a Laura Bush, porque bem vistas as coisas um T1 na Venda Nova ou uma vivenda ajardinada nos subúrbios de classe dos E.U.A. ainda têm algumas diferenças. De qualquer forma podemos já escolher (e até nos vendem t-shirts) qual das donas de casa queremos ser.


Primeiro temos a Mary Alice, que é quem nos conta todas as histórias a partir do seu cantinho no além. Excluída a suicida (Mão Morta ponham os olhos nesta frase refrão) ficamos com a Susan (Teri Hatcher), que é divorciada e mãe solteira, que tem uma vontade indomável de encontrar alguém, nem que seja para depois fazer dele pano e poder esfregá-lo na cara do ex-marido, mas sempre com muita doçura.

Temos ainda, e sem querer ofender, a mulher esfregona, Lynette (Felicity Huffman), a mãe dos três estarolas que largou uma carreira de sucesso para poder comprar fraldas e gomas à grande. Há também a arrepiante Bree (Maria Cross). Esta é do género barata porque se ambas sobrevivem a ataques nucleares, esta tem a vantagem de só precisar de um espanador e um bocadinho de blush para se recompor. Ainda temos uma ex-modelo, Gabrielle, que tem "todas as coisas que sempre quis" e percebe que "nunca quis as coisas certas".

Esta é a melhor prova de que a produção da série é bem cuidada, é exactamente este o tipo de frase que eu sempre espero ouvir da boca de um qualquer modelo nacional. Encaixa-se. Depois, para fechar o pacote, a Edie (Nicollette Sheridan) a tipa que, volta não volta, arca com as culpas, nem que seja pela cor do cabelo.

Obviamente esta soap aditiva é da autoria da senhora... Marc Cherry. Ok. A senhora autora é um homem. Mas ninguém disse que só um dos géneros era capaz de deslindar os desafios coquetes das stay at home women. O facto de ser um homem a escrever o guião até vem sublinhar a eventualidade verídica dos episódios. Afinal de contas alguém as deixou desesperadas. Ele deve saber quem."

Por Diana Martins Moreira, em Clarice had a Little Lamb.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Olha quem é ele...

Já sabem da última? Adivinhem lá quem é que está de volta...

http://www.cinemaxunga.net/

Seja (novamente) bem-vindo mestre Pedro!

domingo, dezembro 18, 2005

Recordar é Viver: Cinema e Violência

Por Francisco Mendes, no dia 30 de Julho de 2005, no seu blogue, Pasmos Filtrados.

"Uma bela fracção de individualidades considera que existe uma relação entre cinema e violência. Muitos defendem que certas películas (“Pulp Fiction”, “Raging Bull”, “Clockwork Orange” e mais recentemente “OldBoy”) incentivam a prática de vários tipos de vandalismo.Nos anos 70, um caso chamou a atenção. Depois de verem o filme de Kubrick intitulado "Clockwork Orange", um grupo de rapazes saiu de carro e tentando imitar os personagens do filme, deram uma violenta pancada na nuca de uma pessoa que passava na rua, matando-a. Na Inglaterra proibiram o filme, e as críticas não se fizeram esperar.

Eu pertenço a esse grupo de pessoas que abomina a censura. A questão da violência é extremamente complexa e sensível, mas apontar o cinema como gerador de violência é tão ridículo para mim como quando rotulavam o rock de música associada ao diabo.

A educação começa em casa. Os papás demasiado alienados pelas suas actividades olvidam a responsabilidade educacional que têm para com os filhos. A percepção e distinção entre bem e mal deve ter os primeiros passos nos nossos lares. Os pais têm a incumbência primordial de gerar bons alicerces e escudos nos seus petizes para estes enfrentarem de forma sadia o mundo e seus devaneios.Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem desequilíbrios mentais. Torna-se óbvio que certas pessoas ensandecidas, fervilhando violência no seu interior, poderão obter inspiração maligna em qualquer lugar, seja no cinema, em casa, na escola, em concertos e até em jogos de futebol. O que acho gravíssimo é desejarem limitar a liberdade criativa de um autor, imputando-o pelas acções de outrem. Cada cabeça, sua sentença. Todo o ser humano é responsável pelas suas acções.

Com certeza existem múltiplos e diversos filmes portadores de uma violência vulgar e medíocre, no entanto também existem obras-primas com uma carga visual e emocional bastante fortes. Acho bizarro acusar filmes (sejam eles “Old Boy”, “Pulp Fiction” ou “Clockwork Orange”) de invólucros de violência banal sem nunca os terem sequer visionado, ou evidenciarem preguiça na análise da respectiva peça de Arte. Das duas uma: ou não estamos a alcançar o “Quadro Geral” ou então é tudo uma questão de educação e cultura cinematográfica. Um dos filmes mais violentos de sempre, “A Paixão de Cristo”, foi criticado pela sua “violência banal e gratuita”. Foi visionado por um texano (Dan Leach, 21 anos) que após a projecção do filme procurou as autoridades para confessar o assassinato de uma mulher (Ashley Wilson) de 19 anos que estava grávida dele (e esta, hein?). Leach contou que matou Wilson porque ela estava grávida de um filho seu e ele recusava prolongar a relação que tinham. Ashley Wilson foi encontrada morta no apartamento, ao lado de um bilhete falando da sua depressão, mas Leach disse que preparou a cena para dar a impressão de suicídio. Pela ordem de pensamento de certas pessoas, o culpado deste assassinato seria porventura... Tarantino não?! É óbvio que não. É evidente que existem pessoas desequilibradas com sentimentos negativos efervescentes, com deploráveis fundações emocionais.

O código Hays de censura, que limitava a apresentação de sexo e violência nas telas de cinema, foi removido em 1968. A violência já foi pensada por teóricos e cineastas como uma experiência fundamental da Sétima Arte, uma experiência intimamente ligada à própria estrutura do fluxo audiovisual. As imagens violentas produzem um certo sobressalto no espectador. Esse sobressalto de sensações é criado pela associação de imagens mais líricas e poéticas com imagens absolutamente violentas e inesperadas, a poesia extraída dessa associação inesperada.Um choque sensorial, um soco visual capaz de levar a um entendimento. A violência necessária para sairmos da inércia do hábito, dos pensamentos habituais. Entregues à nossa "bela alma" e à rotina, pensamos muito pouco. O filósofo francês Henri Bergson chega a comparar o "homem do hábito" à vaca no pasto, ruminando satisfeito, grau zero de pensamento.

“Clockwork Orange” ou “The Shining”, ambos de Stanley Kubrick, são filmes que demonstram cabalmente como o cinema vai muito além da mera experiência audiovisual. O seu profundo significado e sátira não serão assimilados pelo comum moviegoer. Ou seja, como a maioria da audiência sairá da sala com pensamentos superficiais, matutando na violência e olvidando a perspicaz mensagem, deveríamos limitar o génio artístico, porque alguns não o captam? Qual é o objectivo dessa censura? Evidenciar um ócio analítico e transformar o cinema numa substância para obtusos. Será este o mesmo género de indivíduos papalvos e herméticos, que aplaude o oco filme pipoca de Verão? Vamos matar a concepção de arte, porque a maioria pautada por uma ignóbil ignorância, prefere nutrir o estômago em detrimento do cérebro?Foi também graças a isto que o cinema de ficção científica passou a ser sinónimo de retardado. Pretendem adelgaçar o poder de reflexão da Sétima Arte, até este sumir.Que me desculpem os herméticos que sofrem de ócio e ausência de faculdade analítica, mas permaneçam ruminando no pasto e mantenham-se longe de uma sala de Cinema. Reconheçam a vossa inaptidão, o vosso alcance é limitado... ou nulo. "

http://pasmosfiltrados.blogspot.com/2005/07/cinema-e-violncia.html

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Mas que raios... (IV)

E não é que, na nossa sondagem mensal de Dezembro, esta coisa



está empatada na frente com a Deusa



Mas estará tudo doido? Toca a desempatar quem ainda não votou...



para estes lados s.f.f!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Guess Who (2005)

Numa família de origem africana, Theresa prepara-se para apresentar o seu noivo aos pais, aproveitando a comemoração das bodas de prata destes. Até aqui, tudo parece normal. Mas se eu vos disser que o pai desta é Percy Jones (Bernie Mac), um daqueles futuros sogros horrorosos e protectores e que detesta tudo o que seja branco, já temos uma boa razão para ver o filme. E o grande trunfo desta fita, é mesmo, e sem qualquer dúvida, Bernie Mac.

Longe de ser um filme minimamente aceitável para constar na dvdteca de qualquer cinéfilo que se preze, "Adivinha Quem?" é, ainda assim, uma óptima recomendação para quem aprecia o trabalho de Bernie Mac, como eu. E chega! Apesar de alguns bons momentos de entretenimento (o melhor exemplo será mesmo a cena do jantar, em que, Kutcher, completamente rodeado por toda a família de origem africana da namorada, conta anedotas sobre negros), todas as restantes peripécias e supostas tentativas de gargalhada estão mais do que batidas nos filmes deste género, de sogro versus namorado da filhota. Valeu, mesmo assim, o romance nunca ter ficado muito lamechas e todo o argumento ter rodado à volta de Mac e Kutcher.

Mas se não forem apreciadores de Bernie Mac e da sua série, que actualmente passa na Sic Comédia, não se preocupem em procurar e arranjar este "Guess Who". Atirem-se antes a uma batatada qualquer, mesmo que pela décima quinta vez, de Peter Sellers ou dos Monty Python. É que para aturar aquela fronha de Ashton Kutcher, é preciso ter muita, mas mesmo muita paciência.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Por onde anda... Danny Lloyd

Ok, pelo nome não chegaram lá de certeza. Mas a foto foi, certamente, mais do que suficiente para uma boa parte do vocês. Danny Lloyd foi Danny Torrance, o puto com aquela representação soberba e arrepiante em "The Shining", de Stanley Kubrick.

Só muito recentemente visionei este histórico filme de Kubrick. E a minha primeira reacção após o seu final, foi, nada mais, nada menos, do que vir imediatamente à internet ver o que era feito deste pequeno prodígio. Digo-o aqui sem qualquer problema ou dúvida, que Danny Lloyd foi o melhor actor de idade infantil de sempre. E só por este papel. Não há cá Dakotas Fanning's (que admiro bastante) nem Macaulays Culkin's.

Mas, ao contrário destes últimos exemplos, Lloyd nunca mais foi visto em lado nenhum (à excessão de uma aparição televisiva no ano seguinte a este "The Shining"). Pelo que li da minha pesquisa no Google, muitas foram as tentativas de contacto das mais diversas produtoras, realizadores ou até mesmo revistas, mas nunca conseguiram nada. Aliás, diversos são os rumores sobre o que aconteceu a "Danny Torrance" (redrum! redrum!) - uns indicam que ficou maluco após o visionamento do filme, pois pensava que tinha entrado num filme dramático e não de terror, outros que ele anda por aí algures a dar aulas de Ciências - mas, nem a própria mãe, recentemente num contacto telefónico feito por um jornalista que o tentava descobrir, desvendou fosse o que fosse. Disse apenas que o mesmo está vivo mas não quer ser descoberto.

Eu cá, apesar de um pouco desgostoso com o final do fantástico "The Shining" (pois é, tive de dar a mão à palmatória, eu que nunca tinha gostado de nenhum dos que tinha visto de Kubrick), resta-me apenas ver e rever novamente a interpretação deste fantástico "miúdo". Que hoje, é professor. Ou não...

N.d.r: Para os mais curiosos, http://www.geocities.com/shiningboy01/index.htm

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Fuckometer

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Mas que raios... (III)

... não é que os anúncios publicitários que precedem os filmes vão aumentar a sua duração em 30% até 2008, de forma a combater o défice monetário causado pela queda das audiências cinematográficas de todo o mundo?

Ou seja, dez a quinze minutos de publicidade antes do começo de cada filme. Do mal ao menos. Pior seria um aumento dessa ordem no preço (já de si elevado) dos bilhetes. Que também não deve estar muito longe...

Notícia completa: http://www.usatoday.com/money/media/2005-12-06-cinema-ads_x.htm

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Blogue da Semana (V)

Depois de algum tempo de ausência, julgo que é mais do que justo premiar o regresso de um dos mais alternativos blogues de cinema, no panorama nacional. É verdade. Tudo o que envolva gore , violência ou simplesmente os mais diversos géneros de cinema alternativo passa pelo Zombie. A visitar regularmente, porque informação é conhecimento! E fica só a faltar o regresso do mítico Cinema Xunga...

http://www.ozombie.com/

domingo, dezembro 04, 2005

Office Space (1999)

Sendo um dos filmes de 1999 mais valorizados pela critíca e espectadores - 7.7 no IMDb.com, o que é raro numa comédia - foi com grandes espectativas que parti para esta produção de baixo orçamento intitulada "Office Space", de Mike Judge. Com caras mais conhecidas que os seus nomes - Ron Livingston, Stephan Root ou Gary Cole - e ainda com a presença da bela Jennifer Aniston (mas sim, eu também trocava-te pela Jolie... quer dizer, arranjava maneira de ficar com as duas), "O Insustentável Peso do Trabalho" (mais um caso de uma brilhante tradução lusitana) não passou, infelizmente, de um conjunto de situações e piadas bastante bem conseguidas, todas elas relacionadas com o ódio ao emprego, mas nunca encaixadas num princípio, meio e fim.

Sem um objectivo argumentativo, "Office Space" é sim uma boa compilação de sketches cómicos - muitos deles quase a fazer lembrar os mais recentes "Gato Fedorento" - que ganha bastante consistência devido às suas personagens bastante esteriotipadas e bem interpretadas. A narrativa conta a história de um conjunto de personagens que odeiam a monotomia quotidiana do seu trabalho, tudo o que o envolve e consequente vida que levam. Até que um dia, Peter Gibbons (Livingston), um desses trabalhadores, decide ir a uma sessão de relaxamento através de hipnose, e, devido à morte instantânea do Professor Bambo a meio da sessão, fica assim, "sem stress" e muito "cool" para o resto dos seus dias. E, como é óbvio, é desse momento em diante que todas as situações mais caricatas irão acontecer na empresa. Num argumento que não tenta ser imprevisível, mas sim cómico, faltou um elo de ligação entre a comédia e um outro qualquer estilo, de forma a que houvesse um final, fosse ele qual fosse.

Ou seja, "Office Space" é um filme de avaliação complicada. Se é verdade que poucos foram os filmes que fizeram-me rir sozinho como este, também é a mais pura das verdades que poucos foram os que tão indiferente conseguiram deixar-me. Como tal, e não esquecendo a espantosamente simples Jennifer Aniston, fica pela nota média. E atenção à árdua interpretação de Stephan Root... simplesmente fantástico.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Ice Age (2002)

Numa época de glaciares, um grupo heterogéneo q.b, vê-se com a árdua tarefa de devolver um bebé ao seu pai, enfrentado todos os perigos da idade do gelo. Manny – o mamute rezingão, Sid – a preguiça atrapalhada e Diego – o tigre dentes-de-sabre misterioso e manhoso, formam esse peculiar bando. Os três partem em uma inusitada busca para localizar seus predadores, com o intuito de devolver o bebé perdido que salvaram às margens de um rio.

Neste fabuloso espectáculo de animação de imagens geradas por computador, o argumento não é novo nem surpreende ou espanta ninguém. O factor surpresa e bastante positivo, foi, sem qualquer dúvida, o trunfo do humor bem estruturado, imaginativo e hilariante que foi "colado" a cada uma das personagens e acções. E se não existe esse equilibrio entre comédia e drama (a balança pende claramente para o factor cómico), o mesmo é alcançado com a sólida caracterização de todas as personagens e originalidade dos momentos de boa disposição. Tanto para os mais novos, como para os mais graúdos.

Das várias surpresas hilariantes, a melhor delas é, sem dúvida, a personagem do esquilo. Mudo, pequeno e de movimentos absolutamente histéricos, o bichinho não tem uma função específica no filme, de forma que ele aparece e desaparece com a mesma facilidade. No entanto, quando aparece todas as atenções voltam-se imediatamente para a sua ínfima figura. A sua única missão parece ser enterrar uma noz no gelo, mas esse simples acto sempre desencadeia consequências desastrosas – avalanches, congelamentos e desabamentos são apenas algumas delas.

Em suma, "A Idade do Gelo" é um filme que cumpre com o seu objectivo principal: entreter as massas familiares por inteiro. Falta-lhe novidade no argumento, mas nada de grave para os mais novos. Que venha o segundo, já em 2006. E que traga o esquilo!

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Sondagem de Novembro - Resultados

Seinfeld (8) - 31%
Conan O'Brien (6) - 23%
Jay Leno (5) - 19%
Cheers (3) -12%

M.A.S.H (2) - 8%
Bernie Mac (1) - 4%
Get Smart (1) - 4%
Dream On (0) - 0%

Green Wing - 0%
Benson (0) - 0%

E entretanto, já está aberta a curiosa nova sondagem de Dezembro! É a votar, é a votar!

quarta-feira, novembro 30, 2005

Gargalhada Inesquecível (II)


Airplane! (1980)

domingo, novembro 27, 2005

Dead Man Walking (1995)


Em "A Última Caminhada", Tim Robbins dá-nos uma visão madura do difícil tema da pena de morte. Sem tomar nenhum dos lados, mas mostrando e explorando ambos, Robbins consegue criar no espectador, independentemente das suas convicções, dúvida na sua opinião sobre o assunto.

Aliás, "Dead Man Walking" será mesmo dos poucos filmes completos sobre este dossier, pois é dos poucos que consegue mostrar todas as problemáticas que envolvem a pena de morte. Desde o julgamento e da abordagem da defesa, ao perdão e à caridade entre os homens, Tim Robbins coloca um elemento inicial supostamente neutro no meio das duas partes, que é, Susan Surandon, uma freira que convive tanto com os pais das vítimas, como com o criminoso condenado, Sean Penn. E é a volta da personagem de Surandon que todas as outras gravitam.

Como disse anteriormente, Tim Robbins não assume a defesa de nenhum dos lados. Mas tal facto não faz com que "Dead Man Walking" seja um filme sem mensagem, muito pelo contrário. O seu objectivo é esse mesmo, mostrar tanto as marcas irreparáveis da destruição de uma família e a dor incomensurável dos pais que são obrigados a enterrar os filhos, como a de um homem arrependido, que ama e é amado pela sua família e que apenas será executado ao contrário de outros por duas razões: primeiro porque não teve dinheiro para um bom advogado (ao contrário do cúmplice) e depois porque, em véspera de eleições é politicamente mais aconselhável executar um branco do que dois pretos.

Com interpretações notáveis de Sean Penn e Susan Sarandon (que ganhou o Óscar de melhor actriz com esta representação), e uma realização bastante sóbria e imparcial de Tim Robbins, "Dead Man Walking" é "o" filme sobre uma das temáticas mais discutidas nos últimos anos. E no final, a dúvida ficará na maioria de nós. Eu não mudei de opinião, continuo a favor da pena de morte. Mas percebo agora todas as complicações e implicações que essa mesma decisão pode acarretar. Um filme delicado sobre um assunto delicado. E com uma banda sonora extremamente adequada e poderosa.



N.d.r: Melhor filme da década de noventa para Roger Ebert. Valha isso o que valer.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Recordar é Viver: Pat Morita (1932-2005)

Pois é, esta é a derradeira prova que ninguém é eterno. Pat Morita, conhecido por muitos como Mr. Miyagi faleceu durante o dia de ontem, aos 73 anos. Morita foi o primeiro actor de origem asiática a ser nomeado para os Óscares, na categoria de melhor actor secundário, devido ao carismático e lendário "Karate Kid", que tanto o celebrizou. E a sua estreia mais a sério nestas lides, foi nem mais nem menos numa das mais eternas e famosas séries de televisão, M*A*S*H, que actualmente passa na Sic Comédia. Ainda esta semana o apanhei num episódio.

Que o seu descanso seja eterno, já que a sua memória para sempre ficará entre nós, comuns mortais.

Wax on... wax off. Wax on... wax off. Man who catch fly with chopstick accomplish anything.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Into the Blue (2005)


Um grupo de amigos queria passar as férias da sua vida! Escolheram as Bahamas, mas cedo descobriram que o mar tropical azulinho clarinho reserva imensos segredos! E quando um velho tesouro valiosíssimo pode transformar-se num pesadelo, será que vale a pena arriscar a vida por ele? E o que mais poderá existir no fundo do mar? Não interessa, com a Jessica Alba no grupo, até qualquer um de nós, comuns mortais do sexo masculino, nos atirávamos de cabeça para o mais profundo dos vulcões em erupção. Pior, até para o centro de um corredor de calduços na nuca, repleto de pessoal ali da Cova da Moura.

"Into the Blue" é daqueles filmes que após os primeiros dez minutos e completa a introdução de todas as personagens, ficamos logo a saber quem serão os vilões, as infelizes vítimas mortais e, por arrasto, o seu desfecho. Nada de muito grave, quando esse mesmo excerto introdutório serve para nos fazer entender que o objectivo não foi realizar um grande filme, mas sim presenciar-nos com quase duas horas de puro "babamento" (outra da minha autoria) masculino de Jessica Alba, de todas as maneiras e com todos os planos. Claro que o mesmo se aplica ao sexo femenino, com aquele actor... o ... Jessica Alba. Ai não, raios, lá estou eu... o Paul Walker.

De qualquer forma, e mesmo não sendo grande espingarda, não se pense que "Profundo Azul" é pura perda de tempo para quem fôr assexuado. Apesar do seu argumento um pouco banal e algumas peripécias e coicidências, digamos, irreais, a verdade é que "Into the Blue" consegue durante praticamente toda a sua duração entreter o espectador, com a beleza da sua fotografia aquática e uma bem conseguida dinâmica de aventura, mesmo que, como já referi anteriomente, seja baseada em acontecimentos bastante improváveis. John Stockwell, realizador do tocante "Crazy/Beautiful" e do não tão excitante "Blue Crush", teve ainda a mestria de conseguir introduzir, por diversas situações, um mão cheia de "comic-reliefs", sempre bem-vindos nestes casos, em que o objectivo é mais entreter do que satisfazer cinéfilamente (outra pérola inventada neste momento) quem assiste.

Assim sendo, e em jeito de conclusão, podemos afirmar que "Into the Blue" é um filme para rebarbados, (não meninas, não pensem que se safam!) rebarbadas e amantes do mundo marinho. E se por acaso prestarem atenção ao filme e repararem que uma das personagens que leva com um arpão pela cavidade ocular a dentro, passado um minuto já está novamente com os dois olhos (não se cuida e vai para novo olheiro do Sport Lisboa e Benfica) e com a máscara intacta, façam como eu, continuem com o cérebro desligado, esqueçam que repararam nesse pormenor e aproveitem os poucos, mas extasiantes momentos que ainda vos vão ser proporcionados pelos planos aproximados ao rabiosque da menina Alba ou a qualquer outra parte do seu restante "curriculum" corporal. Minha nossa, que brasa!

Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica, Jessica! Desculpem, mas a menina Alba merecia um parágrafo só dela.

quarta-feira, novembro 23, 2005

terça-feira, novembro 22, 2005

The Ring Two (2005)

Sinopse Cinema Xunga: O fantasma volta seis meses depois com um upgrade que lhe permite ignorar por completo as regras do filme anterior. Entretanto a MILF do filme anterior tenta livrar o filho da possessão dessa vil criatura que, apesar de estar morta há dezenas de anos, não tem uma pontinha espigada no cabelo.

Uso esta pequena introdução, um pouco em memória do meu grão-mestre da blogosfera, que anda desaparecido em combate, e que nada diz aos seus fiéis, mas também porque esta é clara do sentimento com que fiquei após o visionamento desta segunda parte de "O Aviso". Digo segunda parte, porque todos os truques e técnicas usados para assustar em "The Ring Two", foram os usados no seu antecessor. E pedir sucesso a este segundo filme, seria praticamente o mesmo que conseguir aquilo que nunca conseguimos enquanto putos, ou seja, fazer o "poste" a alguém duas vezes ou enfiar um pionés na mesma bunda, na mesma cadeira, em duas situações diferentes.

E se à partida pensei que o facto de o realizador deste remake hollywoodano ( e lá tou eu com os meus termos, qualquer dia faço mesmo um dicionário CN) ser o mesmo que o do filme original, seria um ponto forte a favor, depressa notei que estava completamente errado. Tal como em "The Grudge". A falta de coragem para mudar e criar novas e aterradoras surpresas à moda do oriente nestes novos produtos é tal, que só podemos escolher uma das seguintes afirmações: ou os estúdios enchem o realizador de dinheiro e o obrigam a fazer pura e simplesmente a sua adaptação ou então, neste caso, Nakata é parvo e deveria saber que fazer o mesmo filme mas com personagens ocidentais só o arruinaria. É a força do capitalismo (sou capaz de ter dito uma grande asneira, não sou de Economia)!

Quanto ao elenco, podemos e devemos destacar o puto. Só o seu ar de doido varrido traz alguma tensão ao filme, visto que, quanto a mim, todas as cenas fantasmagóricas foram completamente banais e sem o devido suspanse de introdução, que tantas vezes funciona melhor que a própria cena de terror. Naomi Watts (se eu tivesse quarenta, não me escapava) é daquelas actrizes brilhantemente polivalentes, mas que é muito mal aproveitada neste tipo de filmes, quando o objectivo é o de fazer um papel tremendamente clichético. Sabe a pouco, saber que o seu potencial é astronómico e vê-la a fazer um papel completamente previsível. Um completo deja-Vu.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Jessica, minha amiga! Tudo bem?


Oito boas razões para não perder este "Into the Blue", de John Stockwell, realizador de "Crazy/Beautiful" e "Blue Crush":

1- Jessica Alba de Bikini
2- Jessica Alba de Bikini Molhado
3- Jessica Alba dentro de água
4- Jessica Alba fora de água
5- Planos frontais de Jessica Alba
6- Planos laterais de Jessica Alba
7- Planos traseiros de Jessica Alba

8- Roger Ebert ter afirmado na sua critíca "Suspanse Genial até ao fim". Será que o homem também já está afectado pela Jessicazita?

Eu lá vou estar na antestreia, Quarta-Feira no Corte Inglês, nem que seja porque não precisei de pagar nada para ver a menina Alba. E já tou pronto para levar nas orelhas da minha namorada quando ela ler este meu pequeno "momento cultural"...

domingo, novembro 20, 2005

Porque hoje é domingo...


... e a preguiça é muita, fica apenas uma sugestão de leitura a um artigo recentemente colocado na blogosfera nacional, mais propriamente no Há Vida em Markl, que nada tem a ver com cinema mas que demonstra, e bem, o estado da generalidade da imprensa escrita em Portugal. Porque, quando num dos jornais mais históricos do nosso país, uma das cronistas semanais é a filha da Cinha Jardim, algo vai mesmo muito mal...

http://www.havidaemmarkl.com/2005/11/15112005-de-gutenberg-pimpinha.html

sábado, novembro 19, 2005

War of the Worlds (2005)

Por onde anda a magia de Steven Spielberg? Esta é a pergunta que fica no ar, após a visualização deste banalissímo "Guerra dos Mundos". Se dúvidas haviam que a transformação de realizador de culto a realizador do "sistema" (e já não podem acusar o Dias da Cunha de nada), estava em fase final, já não as temos. Porque, por mais dura que seja, a verdade é que "War of the Worlds" é um filme mais que banal, com uma história paternal mais que batida e que apoia toda a sua força na parte audiovisual, na equipa de efeitos especiais. Meu caro Spielberg, com o capital investido nesta produção e com um bom suporte de bases, até o Uwe Boll teria feito um "Guerra dos Mundos" mais interessante em termos de argumento. Porque se um filme fosse apenas efeitos especiais, "Spy Kids" também teria esse nome, o de filme. E repito... a magia de E.T ou de tantos outros com que nos presenteou, por onde anda Sr.Spielberg?

Isto porque, como dizia a velhinha, "eu ainda sou do tempo" em que ir ver uma obra de Spielberg era, logo à partida, ter a certeza que se ia assistir a um grande filme, que nos iria deixar encantados no fim. Foram raras as vezes em que algum outro realizador conseguiu o aplauso da critíca e do público de uma forma tão geral ao longo da sua carreira. Mas pelos vistos, o apocalipse, tão imponente em "Guerra dos Mundos", está para breve. É verdade que a expectativa geral era bastante elevada, mas este "War of the Worlds" saberia sempre a pouco, fosse em que circunstância fosse. E se é completamente indiscutível que um filme não se resume à felicidade ou infelicidade de um final... não havia nada menos óbvio e mais surpreendente que o caminho escolhido?

Quanto ao elenco, e apesar de apreciar o talento de Tom Cruise (nada disso que já estão a pensar), toda a sua representação pareceu-me bastante esforçada e pouco real consoante as situações que supostamente vivia. Tim Robbins esteve bem (mas longe do seu melhor) mas a nota de destaque vai, mais uma vez no CN, para a minha querida Dakota Fanning. Nascida em 1994, ela irá ter, certamente, as dificuldades decorrentes da mudança de idade que se aproxima. Mas não haja dúvidas: Dakota já possui esse dom que define uma actriz: entregar-se à câmara, sem se submeter ao seu poder.

De Spielberg sempre tivemos mais carga dramática e genialidade. Fazer um filme a pensar única e exclusivamente no facto que o seu potencial de marketing será claramente maior que o seu orçamento de produção (e olhem que não foi pouco) não resulta. Spielberg está como Pamela Andersson, ainda dá para aquecer mas não para acordar a meio da noite, meio perdido. Por isso, o rei anda nú. E não há um raio desintegrador que o acorde!

sexta-feira, novembro 18, 2005

Gargalhada Inesquecível (I)


Raiders of the Lost Ark (1981)

Indiana Jones (Harrison Ford), com um ar calmo e despreocupado "despacha" um assustador e maníaco samurai árabe de capa preta, depois de todo o exibicionismo deste, com um simples tiro. Simplesmente genial!

quinta-feira, novembro 17, 2005

Blogue da Semana: Royale With Cheese


Em homenagem a uma das linhas mais famosas de Pulp Fiction, surgiu o título do blogue da semana para o CN, o Royale With Cheese. Actualizado regularmente pelo seu "proprietário", dermot, o Royale With Cheese é um excelente blogue de critíca cinéfila, com um histórico complexo e diversificado de filmes já analisados. Com um original e divertido ranking de votação (desde o expoente máximo, o Royale, até ao Pão com Manteiga), dermot contempla-nos ainda com "top's" cinematográficos ocasionais e excelentes entrevistas. Entrevistas essas que já apanharam diversas personalidades do cinema e da televisão portuguesa, como o humorista e argumentista Nuno Markl ou o realizador Fernando Fragata. Um toque de classe na blogosfera.

Royale With Cheese, peca apenas a meu ver, pelo seu histórico adoptar os títulos criticados em português e não na lingua original. Dificulta e muito a procura de um determinado filme, quando, como no meu caso, não sei 99% das traduções feitas às obras. Mas é uma questão meramente pessoal. Provavelmente haverá muita gente que prefere a listagem tal como está. Mas este é apenas um pequeno pormenor que em nada afecta a excelência deste blogue. E sai um Royale With Cheese para a mesa aqui do canto, se faz favor!

http://www.cinephilus.blogspot.com/