sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Quiz Cinematográfico... para cinéfilos leves.

Aqui podem encontrar um quiz cinematográfico de dificuldade reduzida, pois concentra-se principalmente em obras mais do que conhecidas do público comum. Como tal, se tiverem menos de 20 respostas certas, não merecem visitar o Cinema Notebook!

Passem por lá e deixem aí nos comentários os vossos resultados. Vamos lá ver se mereçem a camisola que vestem... (se falharem todas mas conhecerem uma ou outra loira de metro e 80, então podem continuar a visitar o CN!)

Para o registo, fica que eu acertei 27/30 e as que não consegui identificar foram a 21, a 23 e a 26.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Masters of Horror

"Masters of Horror é uma antologia de 13 telefilmes de 60 minutos cada. Tudo começou devido a um documentário com o mesmo nome. Também conhecido por "Boogeymen II: Masters of Horror", este documentário foi realizado em 2002 por Mike Mendez e Dave Parker. Com a apresentação de Bruce Campbell, este trabalho contém entrevistas a realizadores como Dario Argento, David Cronenberg, George A. Romero, John Carpenter, Wes Craven, Tobe Hooper, John Landis e Guillermo del Toro. Mike Garris decidiu então convidar todos estes realizadores para um jantar e discutir algumas ideias. Vários jantares depois nascia a série "Masters of Horror".

Um dos grandes problemas em que muitos cineastas se vêm envolvidos é o facto de estarem sujeitos às vontades dos produtores. Sirva isto, ou não, de desculpa para os muitos maus resultados, o certo é que limitam muito a sua criatividade. Algo que não irá acontecer nesta série. Os produtores por detrás desta antologia garantem o máximo de liberdade artística e garantem ainda que todos os episódios vão ser exibidos sem qualquer interrupção ou censura.

Cada realizador terá ao seu dispor o orçamento de um milhão e meio de dólares para fazerem o seu episódio. Esta é uma quantia muito acima do que alguns estão habituados a terem para realizarem as suas longas-metragens. Em contrapartida, eles têm apenas 10 dias para as filmagens e terão de o fazer obrigatoriamente em Vancouver. A equipa técnica com quem irão trabalhar será a mesma e, por fim, terão de ser "iguais a si próprios", o que fará com que os episódios mantenham o mesmo estilo que caracteriza cada um dos realizadores."

Introdução por: c7nema Fantástico

Em breve podem então contar com uma análise, episódio a episódio, deste aliciante projecto. Por enquanto, posso-vos adiantar que o primeiro episódio foi uma tremenda desilusão. Mas pelos vistos é considerado por todos os critícos como o pior da série, e como tal, pode ser que boas surpresas ainda ai apareçam.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Sweet November (2001)

O Pedro é um abafa-a-palhinha, abécula, abelhudo, abichanado, abutre, agarrado, agiota, agressivo, alarve, alcouceiro, alcoviteiro, aldrabão, aleivoso, amalucado, amarelo, amaneirado, amaricado, amigo-da-onça, analfabeto, analfabruto, animal, anjinho, anormal, apanhado do clima, aparvalhado, apóstata, arrelampado, arrogante, artolas, arruaceiro, aselha, asno, asqueroso, assassino, atarantado, atrasado mental, atraso de vida, avarento, avaro, ave rara, aventesma e azeiteiro.

O Miguel é cabeça de abóbora, cabeça-de-alho-chôcho, cabeça-de-vento, cabeça no ar, cabeça oca, cabeçudo, cabotino, cabrão, cábula, caceteiro, cachorro, cacique, caco, cadela, caga-leite, caga-tacos, cagão, caguinchas, caixa de óculos, calaceiro, calão, calhandreira, calhordas, calinas, caloteiro, camafeu, camelo, campónio, canalha, canastrão, candongueiro, cão, caquética, cara-de-cu-à-paisana, caramelo, carapau de corrida, careca, careta, carniceiro, carraça, carrancudo, carroceiro, casca grossa, casmurro, cavalgadura, cavalona, cegueta, celerado, cepo, chalado, chanfrado, charlatão, chatarrão, chato, chauvinista, chibo, chico-esperto, chifrudo, choné, choninhas, choramingas, chulo, chunga, chupado das carochas, chupista, cigano, cínico, cobarde, cobardolas, coirão, comuna, cona-de-sabão, convencido, copinho de leite, corcunda, corno, cornudo, corrupto, coscuvilheiro, coxo, crápula, cretino, cromo, cromaço, criminoso, cunanas e cusco.

A Mónica é debochada, delambida, delinquente, demagoga, demente, demónia, depravada, desajeitada, desastrada, desaustinada, desavergonhada, desbocada, desbragada, descabelada, desdentada, desengonçada, desgraçada, deshumana, deslavada, desleal, desmancha prazeres, desmazelada, desmiolada, desengonçada, desenxabida, desonesta, despistada, déspota, destrambelhada, destravada, destroça, desvairada, devassa, diaba, ditadora, doidivanas, doida varrido, dondoca, doutora da mula russa e drogada.

Chumpem meus bisbilhoteiros!

domingo, fevereiro 19, 2006

Rankings CN: Spielberg



Quinto Lugar: Jurassic Park

Quarto Lugar: Indiana Jones and the Last Cruzade

Terceiro Lugar: E.T

Segundo Lugar: Schindler's List

Primeiro Lugar: Indiana Jones and the Raiders of the Lost Ark

sábado, fevereiro 18, 2006

Blogue da Semana (VII)





Blogue: The Tracker


Autor: Mauro Rodrigues aka Membio


Endereço: http://membio.blogspot.com/

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Bowling for Columbine (2002)

Vivem-se tempos conturbados em todo o Mundo e as decisões tomadas nos EUA, enquanto maior potência militar e económica no nosso planeta, afectam não só a sua população mas também todas as outras à escala global. Galardoado com o Óscar na categoria de Melhor Documentário em 2002, bem como com o César de Melhor Filme Estrangeiro, “Bowling for Columbine” foi ao mesmo tempo aplaudido tanto pela crítica, como pelo público em geral, abordando e investigando o fascínio dos americanos pelas armas de fogo.

Michael Moore, director e narrador do filme, questiona a origem dessa cultura bélica e busca respostas visitando pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Entre essas cidades está Littleton, no Colorado, onde fica o colégio Columbine, local onde os adolescentes Dylan Klebold e Eric Harris pegaram em armas dos pais e mataram 14 estudantes e um professor no refeitório. Moore faz ainda uma visita ao actor Charlton Heston, presidente da National Rifle Association (Associação Nacional de Espingardas).

Um dos temas centrais de Bowling for Columbine envolve esta mesma associação, e a sua influência na legislação existente no que concerne ao porte de armas em território americano. A NRA foi criada em Nova Yorque, no ano de 1871 e é considerada por muitos como o mais poderoso organismo americano, sendo referida diversas vezes pelos seus membros como a mais antiga organização de direitos civis dos EUA, definindo na Constituição Americana a licença de porte de arma como um direito civil. Esta associação é considerada por muitos com sendo um dos mais influentes lobbies nos EUA devido à sua capacidade de entregar um número considerável de votos nos diversos actos eleitorais. Algumas pessoas atribuem mesmo crédito à NRA pela forte campanha levada a cabo nos estados do Arkansas e do Tennessee nas semanas que precederam as eleições presidenciais em 2000, que acreditam ter levado o candidato democrata Al Gore a perder as eleições nesses mesmos estados. Esta ideia é fortalecida por diversos discursos proferidos pelo ex-presidente Bill Clinton, que tinha ganho os dois estados nas suas corridas vitoriosas à Casa Branca em 1992 e 1996, em que refere que a NRA alertou a população de que uma vitória do candidato democrata significaria que as suas armas lhes seriam tiradas.

Diversas sondagens efectuadas na população americana sugerem que a maioria defende uma maior rigidez nas leis respeitantes ao manuseio e licenças de porte de armas, tendo-se vindo a verificar a criação de nova legislação nesse sentido em diversas regiões do país, sendo estas sempre fortemente contestadas pela NRA e os seus apoiantes. Essas leis variam desde a quase total proibição do porte de armas, como por exemplo em Washington, até à quase liberalização completa de diversas classes de armas de fogo em diversos estados, chegando mesmo a nível Federal. A NRA, perante esta nova legislação, contrapõe com o reforço na aplicação das leis existentes que proíbem pessoas condenadas e criminosos violentos de serem portadoras de armas, bem como a extensão das sentenças nos crimes relacionados com o uso de armas.

Na sua constante luta neste lobby pelos direitos de armas, a NRA defende que a Segunda Emenda garante o direito ao cidadão comum de posse e manuseio de armas de fogo, "right to keep and bear arms", bem como o direito à privacidade desses mesmos cidadãos. Alguns críticos da associação referem que o conteúdo da Segunda Emenda são restos de uma época dirigida por revolucionários que não faz sentido nos dias que correm, especialmente com o actual estado da tecnologia utilizada nas armas que os percursores da Segunda Emenda nunca poderiam ter imaginado na altura da sua criação. No entanto, algumas críticas direccionadas a este organismo vêm de defensores de que o uso e licença de porte de armas de fogo é um direito absoluto, que argumentam que o apoio dado pela NRA a algumas leis neste contexto vão contra esse direito, ou seja, de certa forma esta estará a agir contra os seus próprios princípios.

Michale Moore, é, por assim dizer, um “justiceiro”, que assalta os malfeitores com uma camerâ e os enfrenta destemidamente, num fascinante modo, que quebra todas as barreiras, politicamente correctas e que avança com informações potencialmente chocantes sobre o comércio de armas nos Estados Unidos. É ainda um estudo devastador e cáustico sobre a cultura do medo que aterroriza toda uma nação e que intencionalmente descrimina toda a raça negra, comandada pelos meios de comunicação social, num estilo de transmissão de mensagens semelhante a uma propaganda nazi, devidamente situada.

“Bowling for Columbine” é assim uma obra que toca em vários pontos fracos da sociedade e democracia americana, num estilo sensacionalista, popular e ao contrário do que seria aceitável, parcial. Mas, nada aqui é fictício, e tudo aquilo que vemos é a vida real, mesmo se pela percepção de Moore. E o grande mérito deste é não cair em simplismos e facilitismos, e atribuir a culpa da violência americana ao cinema ou aos video-jogos. Porque só se dispara sobre alguém se tivermos uma pistola nas nossas mãos.

Um filme divertido, empenhado, polémico, corajoso e original, em que não é necessário ter as convicções políticas do realizador, nem acreditar nas suas teses para o apreciar. E isso é uma enorme qualidade.



Nota de Redacção: Informação e excerto do artigo sobre a NRA retirado da Wikipédia.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

The Fog (2005)

Em pleno século XIX, uma misteriosa e sinistra névoa surge após quatro homens cometerem um crime horrendo num veleiro ao largo da ilha de António Bay. Todos os seus tripulantes e passageiros perdem a vida, os seus nomes são esquecidos, as suas histórias ficam por contar enquanto um impenetrável nevoeiro oculta o segredo dos assassinos por várias gerações. Agora, no presente, os espíritos do antigo veleiro estão determinados a contar e a revelar o que realmente aconteceu naquela noite, e regressam envoltos num denso e arrepiante nevoeiro, aterrorizando todos os residentes locais. Um horrível mistério de vingança, sem piedade, que os habitantes da ilha terão de deslindar antes que seja tarde de mais... ou não, ou não e o filme é simplesmente um daqueles “cash-remakes”, que aproveita o sucesso do original para ganhar uns trocos e arruinar toda e qualquer reputação.

Mas pior que isto ainda, é saber que este mesmo fracasso é produzido, nada mais nada menos, do que pelo realizador e autor da obra pioneira, John Carpenter, que se associa assim, sabe-se lá porquê, a esta desgraça monumental, que inclui o próprio elenco reconhecido pelo seu trabalho na televisão.

As representações de Tom Welling (Clark Kent em “Smallville”) e de Maggie Grace (da soberba “Lost”) são horrendas, conseguindo, durante toda a obra, não transmitir por uma única vez, qualquer emoção ou sentimento de medo, de pânico ou pura e simplesmente angústia. Foi piloto automático, acelerar um pouquinho de nada o passo nas supostas cenas de fuga e correria, e... nem vou falar mais sobre estes. Ainda estou enjoado. A realização em termos técnicos não compromete, mas já nada poderia salvar esta suposta obra de terror psicológico, que, do mesmo, não tem absolutamente nada. E aquele final... que idiotice pegada.

Se precisavam de mais provas da crise acentuada de que vive este género nos nossos dias (salva pontualmente por uma ou outra obra como o recente “The Descent”), “The Fog” é o melhor exemplo. Com a agravante que ao mesmo tempo “ridicularizam” clássicos de outrora. E com permissão máxima! Será que Carpenter está assim tão necessitado de dinheiro?

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Rankings CN: Remakes

Quinto Lugar: Ocean's Eleven
Quarto Lugar: Heat
Terceiro Lugar: True Lies
Segundo Lugar: Sweet November
Primeiro Lugar: Scarface

domingo, fevereiro 12, 2006

Gargalhada Inesquecível (III)

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

O Meu Blog Dava Um Programa De Rádio

A Rádio Comercial, primeira estação portuguesa a emitir em directo na Internet, é agora a primeira a trazer o fenómeno dos blogs para o éter. O que lhe propomos é transformar o seu blog numa hora de rádio. Nós pegamos nas suas palavras e juntamos a música, dando uma vida nova ao seu refugio na Internet. Damos-lhe a gravação, para mais tarde recordar, e uma semana de link directo a partir do nosso site. E atenção: além de poder ouvir o seu Blog na rádio, você habilita-se ao prémio de Melhor Blog do ano! O Meu Blog dava um programa de rádio, brevemente, ao fim de semana, na Rádio Comercial.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

The Family Stone (2005)

É Natal e Everett (Dermot Mulroney), o filho perfeito, aproveita a oportunidade para apresentar à família a sua namorada nova-iorquina, a inflexível e dominadora Meredith (Sarah Jessica Parker). Muito seguros da sua intimidade, ideais e modelos de namorada perfeita, os membros da família Stone decidem odiar Meredith assim que a vêm pela primeira vez... criando mais uma vez no cinema um caso de confrontos entre casal e sogros. Ou será que não?

É nesta questão que reside todo o problema de “The Family Stone”, não saber se quer ser uma comédia, um drama, um romance ou pura e simplesmente uma lição de vida. Tenta ser um pouco de todas e perde por isso, não conseguindo assim basear os seus acontecimentos numa estrutura sóbria e pré-definida. Não impede isto que toda a obra tenha os seus mais diversos momentos altos em cada uma das categorias atrás citadas, mas não passa disso: um conjunto de bons momentos, afloreados com uma relação de quatro vértices mal estudada e elaborada e que têm a sua principal vitória em dois gestos simples e familiares.

O primeiro, e numa altura em que muito é discutida em Portugal a questão da homosexualidade, demonstrando que as opções sexuais de um filho não o devem tornar menos amado pelos seus pais. Que ser homosexual não é uma doença. Numa questão que se podia basear na afirmação “Todos se riem de mim porque sou diferente. Eu rio-me de vós todos porque são todos iguais.”. A segunda, mais tocante e emocional, que a familía deve ser sempre o nosso maior bem, e, sendo a vida efémera, não devemos perder uma única oportunidade de amar aqueles que sempre nos amaram. Nestas duas questões humanas, “The Family Stone” triunfa de uma forma arrebatadora. No capítulo romântico-dramático, falha catastróficamente.

Com um elenco de luxo, constituído por nomes como os de Sarah Jessica Parker, Dermot Mulroney, Claire Danes, Diane Keaton, Luke Wilson e a espetacularmente bela Rachel McAdams, “A Jóia da Família” poderia ter alcançado muito mais. E só não o fez por pura imcompetência de um argumentista indeciso, que neste caso, era Thomas Bezucha, o próprio realizador. “The Family Stone”, é assim, uma obra que não fosse pelo elenco e pelas duas importantes mensagens atrás mencionadas, provavelmente teria passado despercebido nas bilheteiras mundiais. E permitam-me terminar com a seguinte afirmação de frustração: “Ai Rachel Rachel, não fosse eu um rapaz comprometido e...”. Pronto, esqueçam. Lá tou eu a viajar!

domingo, fevereiro 05, 2006

Brokeback... to the Future


Consultem este "trailer" e depois digam qualquer coisa!

sábado, fevereiro 04, 2006

Bravo Dooby Doo (1999)

Se acompanham aqui o Cinema Notebook regularmente, já devem ter reparado que fui, enquanto miúdo, um completo viciado da série animada da Cartoon Network, "Johnny Bravo". Ora bem, melhor ainda que um Johnny, é ter um Bravo e um Scooby-Doo no mesmo elenco. E não é que isso aconteceu mesmo, decorria o ano de 1999 (já era maiorzito e já só queria era farra) e eu nunca tinha dado conta? Pois bem, mal soube deste extraordinário acontecimento no outro dia, tratei logo de o arranjar, custasse o que custasse. E lá consegui!

Esta curta-metragem de 11 minutos, realizada então para o mesmo canal de televisão atrás referido, conta o encontro de Mr. Johnny (e é para não ser Sir!) com o "gang" do Scooby-Doo. Quando o carro de Bravo avaria a meio-caminho da casa da sua tia Jebidissa, lá teve este de apanhar boleia do bando da Velma e do Fred. Estes, mal reparam que a casa da tia de Johnny tem um ar assustador e assombrado, colam-se logo e lá vão todos que nem ratos. Depois... bem depois é uma mistura de humor das duas séries, que resultou na perfeição. Pouco mais se pode dizer, isto é material infantil mas que toca à saudade. O melhor será mesmo deixar-vos com algumas imagens e esperar que a verdadeira transposição para o cinema de Johnny Bravo, agendada para Novembro deste ano, não desiluda muito. O que será difícil, visto que a personagem branca e de largo cabelo louro será interpretada, nem mais nem menos, por... "The Rock". Raios parta a isto tudo, depois do David Hasselhoff aparecer ai a cantar que nem o Marco Paulo, lá se vai outro idolo de infância pela água abaixo.





PS: Senti-me por curtos minutos, novamente um rapazinho de doze anos. E foi óptimo!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Blogue da Semana (VI)

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Rankings CN: Séries de Televisão

Tendo em conta a nossa mais recente sondagem de Fevereiro (que já está disponível, lá em baixo na coluna do lado direito), o Cinema Notebook decidiu elaborar o seu Top 10 das séries de televisão que mais saudades deixaram, ou que, ainda hoje, marcam afincadamente a história da "pequena caixa". Não pretende este ranking demarcar patamares de qualidade televisiva, mas sim uma ordem de significado individual e de preferência pessoal.

Décimo Lugar: M*A*S*H

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Nono Lugar: Sliders

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Oitavo Lugar: Seinfeld

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Sétimo Lugar: Desperate Housewives

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Sexto Lugar: MacGyver

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Quinto Lugar: Lost

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Quarto Lugar: The Pretender

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Terceiro Lugar: Cheers

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Segundo Lugar: Baywatch

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Primeiro Lugar: 24



Estas foram as minhas escolhas para a sondagem de Fevereiro. Talvez injustas, pois de fora ficam muitas outras séries que marcaram toda a minha infância, e até mesmo, a minha vida. Deixar séries como "The X-Files", "The A-Team", "Knight Rider", "Mission: Impossible" entre tantas outras de fora é complicado e até talvez injusto. Agora é a vossa vez! Vamos lá todos votar para em Março o CN publicar a lista das 10 melhores séries de sempre, de acordo com as vossas escolhas

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Sondagem de Janeiro: Filme do Ano de 2005

Ora bem, segundo a sondagem que esteve em aberto durante todo o mês de Janeiro, os cinco melhores filmes estreados em Portugal durante o ano de 2005, para os visitantes do Cinema Notebook, foram:

Quinto Lugar:



Quarto Lugar:



Terceiro Lugar:



Segundo Lugar:



Primeiro Lugar:

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Ou seja, o filme do ano de 2005 para os visitantes do CN foi o mesmo que foi galardoado com o Óscar de Prata CN para melhor filme, em Dezembro. Em perfeita sincronia... diz-me com quem andas, que eu digo-te quem tu és! Obrigado a todos quantos votaram (um total de 195 votos, ou seja 39 eleitores) e ficam já a saber que em breve estará on-line a sondagem de Fevereiro.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Toma lá isto e dá cá isso imediatamente... Itália!

Irritante, burra que nem uma porta e de um etnocentrismo excêntrico, como tão bem ficou exposto naquela pérola de coluna sobre Marrocos. Quem é ela, quem é?

Catarina Jardim, mais conhecida no mundo das tias como Pimpinha Jardim. Orgulhosamente no terceiro ou quarto ano a repetir o décimo segundo ano num externato daqueles em que só não passa quem é analfabeto (e mesmo assim, não vos posso garantir a precisão desta afirmação), Pimpinha é a cara quase diária da geração adolescente portuguesa, seja em que festa fôr. E tão mal que andamos.

Ó kapa, para quem ainda não percebeu esta minha aflição à referida anteriormente, aqui vão algumas das suas pérolas, na sua coluna no Independente, que pelos vistos contrata por "status quo" no jet-set e não por méritos próprios: "Tangêr é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador.". Epah, vendo bem a rapariga têm razão. Já dizia o Markl, malditas pessoas pobres que estragam o nosso planeta com o seu ar assustador e a sua sujidade. É preciso ser mesmo muito mau para se escolher ser sujo e pobre em vez de rico e limpinho.

Pronto, eu sei que querem outra pérola: "Já viajei muito e nunca tinha visto uma cultura assim. E sendo eu loura, não me senti nada confortável na cidade." Pronto, já nem faço mais comentários. Acho que já perceberam os motivos da sua escolha para esta troca. Para mais pormenores consultem esta minha outra entrada.

Pois bem, e em troca, "apenas" queremos (sim não pedimos, queremos!) a actriz/modelo italiana Federica Fontana. Bem instruída, bonita (ano após ano lá é eleita a mulher mais bela por aquelas terras transalpinas), preocupada com as causas sociais (nem que seja por satisfazer uns quantos rebarbados ao aparecer nas revistas) e com muito talento para a televisão, Federica é daquelas coisas que nos deixa sem palavras. E com bónus ainda sabe mais de futebol do que muitos sportinguistas que passam a vida no Alvaláxia. Melhor conjunto do que esta peça rara, só mesmo as nossas namoradas... bem pelo menos a minha!

Proposta de negócio: Nós oferecemos a Pimpinha e mais 300 camelos marroquinos, com mais jeito para a escrita do que esta, cada um com apêndices mamários maiores e mais úteis dos que os dela.

Negócio pretendido: Itália pediu 400 camelos marroquinos (mais 100 dos que inicialmente oferecemos) e apenas a cabeça de Catarina Jardim para uma das cenas de jantar do novo filme de Indiana Jones.

Conclusão do negócio: Alguém arranja uma motoserra? Quero ver naturalizada antes do Mundial 2006 a Federica, o Deco já era!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Ficheiros Secretos e 24: Da TV para o Cinema












Segundo Gillian Anderson, a famosa "Scully", um novo filme dos "The X-Files" está para os próximos tempos: "David [Duchovny] and I and Chris Carter are determined to do it. But due to certain rights issues, it has become a bit messy. I think the intention is that we will and we hope to - and that, hopefully, by the time we actually do, whenever that is, people will still give a damn."

Este seria então o segundo filme adoptado desta série de culto, e que, pelo menos da minha parte, seria bem recebido. Gostei do primeiro, e já que a série não há maneira de voltar, que venha mais um pequeno gostinho cinematográfico de uma das obras mais marcantes e históricas da televisão mundial.

Quanto à já mais do que falada transição para o grande ecrâ da série 24, parece que vai ser mesmo desta. Segundo os últimos rumores, o filme já estará em produção e estreará nas salas de cinema entre o final da quinta temporada (já em exibição nos Estados Unidos) e a sexta época, servindo de transição entre as duas. Ou seja, imitando o efeito do primeiro filme dos Ficheiros Secretos, que também serviu de transição entre duas temporadas.

A ideia não me agrada, mas pelo que parece Kiefer Sutherland está viciado em realizar esta transposição: “I think there's always a way to actually deal with an idea of 24 as a film that would completely be separate from 24 the television show. And by that I mean the characters could be different. They could be completely unrelated, and I think that that would still be effective”. A mim, parece-me apenas uma jogada de marketing, que vai afundar o espiríto da série e a sua originalidade. A ver vamos.

domingo, janeiro 29, 2006

Requiem for a Dream (2000)

"A Vida Não É Um Sonho” é uma história moderna, vivida nas ruas de Brooklyn, onde se cruzam vivências paralelas de quatro pessoas que decidem procurar uma vida melhor. Por um lado existe Sara (Ellen Burstyn), uma solitária que redescobre o prazer da vida com a possibilidade de aparecer na televisão. Por outro, temos o seu filho Harry (Jared Leto), a sua namorada Marion (Jennifer Conelly) e o seu melhor amigo Tyrone (Marlon Wayans) que querem montar um negócio para viciados de venda de drogas leves porta a porta. Mas rapidamente todos descobrem que será difícil atingir as suas aspirações... recusando-se, no entanto, a desistir mesmo quando o destino lhes prega partidas ainda mais sérias.

Bem, o que dizer? “Requiem for a Dream” deve ser dos filmes mais pertubadores sobre o mundo dos “junkies”, ou seja, dos viciados (seja em heroína ou pura e simplesmente em comprimidos medicinais) já feitos. Darren Aronofsky realiza, assim, uma obra completamente soberba e dependente do seu grafismo e banda sonora. Cada imagem e cada som é exemplarmente bem tratado e transformado num momento de beleza indiscutível. Em termos técnicos, nada falha a este filme.

Sem moralismos, “Requiem for a Dream” pura e simplesmente mostra o percurso triste, mas real, de várias personagens ligadas, de um modo ou de outro, a um vicío, de uma forma muitas vezes chocante e até mesmo sádica, que nos provoca um nó na garganta. Cada personagem acarreta uma mensagem consigo, mensagem essa que variará consoante os nossos sentidos e vivências. “A Vida Não É Um Sonho” deixa, de uma forma despreocupada, o espectador navegar e simplesmente tomar conhecimento de factos reais, em que à medida que o vício vai ganhando força, o descalabro emocional e fisíco aumenta em cada uma das personagens.

Mas, como disse anteriormente, o maior trunfo deste filme é a sua realização e montagem. Aronofsky permite ao espectador ficar desconfortável com as sensações, sentimentos e angústias vividas por cada uma das personagens. É esse o seu maior trunfo, levar-nos ao limite.

Um filme extremamente sensorial, obrigatório para qualquer amante da vida humana. Porque a excelência não é um acto mas sim um hábito.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Rankings CN: Actores Insuportáveis!

Não os consigo ver à frente nem pintados de símbolos benfiquistas. É cada um com uma cara mais irritante que o outro! E a sua única salvação só será alcançada por quem conseguir calar a boca ao Pinto da Costa e ao José Veiga.

Quinto Lugar: Eric Bana

Quarto Lugar: James Marsden

Terceiro Lugar: Ben Stiller

Segundo Lugar: Peter Sarsgaard

Primeiro Lugar: Josh Harnett

terça-feira, janeiro 24, 2006

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Rankings CN: Aquela presença sempre amiga dos... Tubarões

Quinto Lugar: Deep Blue Sea

Quarto Lugar: Shark Tale

Terceiro Lugar: Finding Nemo

Segundo Lugar: Return to the Blue Lagoon

Primeiro Lugar: Jaws

domingo, janeiro 22, 2006

Sequela de "Nightwatch" arrasa na estreia

Tal como se esperava, “Daywatch”, a sequela de “Nightwatch”,foi um tremendo sucesso na semana de estreia na Rússia, tendo, após nove dias de exibição, acumulado cerca de 20 milhões de dólares, aproximando-se assim do melhor resultado do ano passado de um filme russo, “The 9th Company”, sendo certo que o ultrapassará. O marketing ao filme certamente ajudou muito, e não há nenhuma rua de Moscovo que não tenha um cartaz do filme.

Segundo capítulo da trilogia de Sergei Lukyanenko, e de novo com a realização de Timur Bekmambetov, este filme continua os eventos começados em “Nightwatch”, sendo certo que à fantasia foi adicionado um tom mais romântico e cómico. O filme abre com uma sequência histórica na Ásia Central, introduzindo um aparelho capaz de reverter os destinos e permitir que o herói da saga, Anton Gorodetsky, evite o apocalipse que ameaça a Moscovo contemporânea.
Ainda não existe uma previsão de quando é que este filme chegará a Portugal.

Fonte: C7nema Fantástico

sábado, janeiro 21, 2006

Saw II (2005)

O psicopata “Quebra-Cabeças” (Jigsaw) mata mais uma presa e deixa n pistas que levam à sua detenção. A polícia repara no seu debilitado estado físico – ele está a morrer de cancro – e estranha o facto de este querer apenas e só falar com o detective Eric Matthews, a sós. Na conversa, o homem avisa o detective que sete pessoas estão feitas reféns numa casa recheada de armadilhas, sendo uma delas o seu filho, e que todas morrerão em menos de duas horas, graças a um fulminante gás que se espalha pelas condutas da mesma. Jigsaw promete ao detective Matthews que nada acontecerá a essas pessoas… se ele seguir as regras do jogo. Na casa, em desespero, as pessoas aventuram-se na esperança de fugir, mas só pioram a situação.

Sequela de um dos mais revolucionários filmes de terror das últimas décadas, “Saw”, “Saw 2” assustou-me, mesmo antes de entrar na sala de cinema. A razão é óbvia: sequelas praticamente instantâneas de grandes exitos comerciais, que nem sequer mantêm o mesmo realizador, normalmente acabam em grandes borradas. Mas este, felizmente, não foi o caso.

Mantendo-se fiel ao espiríto do precedente, inclusivamente usando-o e referenciando-o durante vários momentos desta nova fita, “Saw 2”, é, novamente, um filme extremamente inteligente e que volta a surpreender imenso na sua recta final. Mais violento, (ou pelo menos, com muito mais gore) mais perverso e com um novo puzzle intensamente intrigante, “Saw 2” é mais um óptimo filme, que só peca pelo facto de o seu antecessor ser praticamente ultrapassável no género.

Não sendo propriamente uma falha, mas um atributo diferente, que certamente irá agradar a muitos outros, o que mais desgostei nesta sequela foi uma perda gradual de violência psicológica em virtude de uma mais fisíca. Nada que faça mossa na estrutura, mas que o torna menos perturbador, apesar de mais excitante. E a realização e planos escolhidos por Bousman são nitidamente menos poderosos e eficazes que os de James Wan, no primeiro filme.

Assim sendo, “Saw 2”, para espanto e contentamento de muitos, ainda consegue surpreender. Talvez por ser um “três em um”: narra dois espaços diferentes, o das vitimas e o do confronto “Detective vs Jigsaw” e ainda inclui diversas alusões a um desbravamento de pistas do Saw original. Areia mais do que suficiente para o nosso camião. E, tendo em conta o seu final, nova sequela não deve tardar em aparecer. Venha, venha. Quebra-cabeças e mortes elaboradas nunca são de mais para mim!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Finais alternativos... animados.

Descobri através do Movie Blog, o site How Should it Have Ended. Todos os finais alternativos são engraçados q.b e mereçem uma visualização se já presenciaram o filme em causa. E ficam já avisados que o do Se7en é simplesmente hilariante. Até merece um link directo: Se7en: How Should it Have Ended

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Rankings CN: Humanos Animados

Quinto Lugar: Conan, o Rapaz do Futuro

Quarto Lugar: Homer Simpson

Terceiro Lugar: Popeye

Segundo Lugar: Fred Flinstone

Primeiro Lugar: Johnny Bravo

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Wolf Creek (2005)

No Festival de Cinema de Sundance, "Wolf Creek"- escrito e realizado pelo australiano Greg McLean – foi aclamado, pelo público e pela crítica, como um thriller ousado, hipnótico e visualmente original, com uma mistura intolerável de filme de terror. Não chegou para tanto, mas não restam dúvidas no aspecto da fotografia, simplesmente soberba. A forma como McLean consegue transformar a liberdade de que o deserto supostamente deveria proporcionar num puro aperto de coração para cada um de nós espectadores, num lugar fechado e sem fuga, é de bradar aos céus.

O filme conta a história de três amigos que decidem visitar o espantoso Parque Nacional de "Wolf Creek", para verem a misteriosa cratera provocada por um meteoro. Quando voltam para o carro, o mesmo não funciona, os relógios estão parados e tudo indica a presença extra-terrestre. Felizmente, ao cair da noite chega Nick, um homem local, com o seu enorme camião, oferecendo ajuda. Mas será mesmo ajudar a sua intenção? Baseado em factos reais ocorridos na Austrália entre 1989 e 1991 e nomeado a sete categorias dos Prémios do Cinema Australiano, "Wolf Creek" tem provocado ondas de choque um pouco por todo o lado. Mas repito, sem ser pelo fantástico ambiente e fotografia do filme, não percebo a razão de tanto alarido. Este é apenas mais um filme de gore, que nunca consegue assustar o suficiente o espectador, mesmo com o suplemento de estar a contar algo que se passou na realidade.

Bastante parado nos primeiros 20 a 30 minutos, o filme tarda a arrancar para algo sério e perturbador. Aliás, esta primeira parte do filme é recheada de momentos e conversas patéticas que simplesmente serviram para encher chouriços e fornecer maior duração ao filme. Até ao momento em que entra a personagem de Ben, fantasticamente estudada e assustadoramente banal. E só esta personagem vale todas as estrelinhas do filme, já que as restantes pouco interesse acarretam consigo.

É certo que não fosse este "Wolf Creek" baseado em acontecimentos veridícos e pouco seria o alarido à volta do mesmo. Mas tal não leva esta produção australiana ao ponto de merecer as "zero estrelas" atribuídas pela primeira vez (que tenha visto!) por Roger Ebert. Mas que fique claro que todas as que leva devem-se pura e simplesmente a dois factores: o arrojo visual fantástico tendo em conta o orçamento do filme, baseando-se em imagens poéticas do deserto e a Nathan Phillips, que é simplesmente magistral na interpretação do famoso psicopata australiano, que ainda hoje está em liberdade por falta de provas.