quinta-feira, fevereiro 08, 2007

The Pursuit of Happyness (2006)

Chris Gardner (Will Smith) é inteligente e talentoso mas não consegue encontrar um emprego que sustente a família. Sem conseguir suportar a pressão constante da falta de dinheiro, a mulher abandona-o e Chris fica sozinho com o filho de cinco anos. Pai solteiro, Chris continua a lutar por um emprego melhor mas acaba por aceitar um estágio não remunerado na esperança de vir a ser contratado no final. No entanto, sem dinheiro, acaba por ser despejado do apartamento em que vive com o filho e os dois são obrigados a dormir em abrigos, estações de metro ou qualquer local que possa servir de refúgio para a noite. Mas, apesar de todos os problemas, Chris continua a ser um pai afectuoso e dedicado, encarando o amor do filho como a força necessária para ultrapassar todos os obstáculos.

Num registo apaixonante, apesar de vulgar e ingénuo, “Em Busca da Felicidade” suporta muito do seu sucesso no facto de exibir, logo ao início, e de forma orgulhosa, aquelas mágicas palavras que transformam a mais simples das histórias, num mito de moral indestrutível: Baseado Numa História Verídica. “The Pursuit of Happyness” (e não Happiness, devido a uma das histórias internas da própria obra) nunca sente a necessidade de fugir ao previsível, pois a própria narrativa na sua autenticidade é suficiente para comover o espectador.

Numa performance que justifica todas as nomeações alcançadas por Will Smith, este acaba por ser o espelho - mais um - do tão desejado e quase ultrapassado sonho americano. E o único a sobressair de um elenco, que conta ainda com uma Thandie Newton bastante apagada. Com uma realização moderada mas competente do italiano Gabriel Muccino, “Em Busca da Felicidade” não traz nada de novo ao género, mas como sempre neste tipo de obras “lamechas”, a fórmula sentimental funciona, desde que bem explicada, mesmo que em termos cinematográficos, poucos sejam os louvores atingidos. De qualquer das formas, a obra de Muccino acaba por deixar a sensação de ter sido insuficientemente explorada e estruturada apenas para a glória de Will Smith.

5 comentários:

kwan disse...

Certamente, este filme vai ser nomeado para os óscares. Não só pelo enredo em si, mas também pela simplicidade como é contada a história, e como consegue sensibilizar o espectador, enfim tudo por um final feliz.
Não que nós ja não tejamos habituados a que os filmes acabem assim, mas simplesmente porque ainda se pode sonhar no cinema, e podermos continuar as nossas "inuteis" vidas a pensar que temos essa "Happyness pursuit".

H. disse...

Estou com algumas reservas em ver isto, talvez quando as frequências acabarem lhe dê uma hipótese mas ainda assim...

Caro Knoxville, deves ter feito confusão porque a mulher do Will Smith na vida real não é a Thandie Newton mas sim a Jada Pinkett-Smith...

Em breve volto à vida blogosférica e conto continuar com as estrelinhas :)

Knoxville disse...

Tens toda a razão Helena. Fiz uma tremenda confusão e vou já corrigir. Obrigado pelo reparo.

Kwan, antes de mais obrigado pela visita. O filme é contado, de facto, de forma muito simples. A história comove e isso basta, não há necessidade usar truques baratos. Cumprimentos.

Museu do Cinema disse...

Belo filme, uma história bonita e muito bem contada.

Knoxville disse...

Indeed :)

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