terça-feira, outubro 27, 2009

Antevisão: 2012


Há sinopses que, em poucas palavras, conseguem mesmo resumir todo um filme. Eis a de “2012”: segundo o calendário da civilização Maya, a Terra acaba no dia 21 de Dezembro do ano de 2012 – isto, claro, se associarmos o fim do calendário ao fim do planeta. Mito? Talvez seja, mas para o alemão Roland Emmerich esta é apenas mais uma oportunidade de ouro para fazer o que sabe fazer melhor: filmes sobre catástrofes ao nível planetário. Não haja dúvidas: Emmerich, quer goste-se ou não do que faz, é o pai dos assim chamados “Disaster Movies” – sendo que o já falecido Irwin Allen será o avô. Obras como “Independence Day”, “The Day After Tomorrow”, “Godzilla” ou o mais recente “10,000 BC” provam que o talento e a capacidade do realizador alemão para mostrar o impossível não tem limites. Em “2012”, certamente não haverá vulcão, tremor de terra, asteróide ou furacão suficientemente temível que não tenha espaço na fita da Columbia Pictures.

Daí que não seja de estranhar que na guerra dos estúdios pela compra dos direitos, a Sony – detentora da Columbia – não tenha hesitado em oferecer a Emmerich um orçamento de 200 milhões de dólares. Para fazer o quê? Bem, uma mistura de todos os filmes que existem sobre cataclismos globais, sem esquecer as regras do jogo do género: focar toda a narrativa nos esforços de um herói – neste caso, a personagem interpretada por John Cusack. Poderá ele fazer algo pela humanidade ou pura e simplesmente por aqueles que ama? Não sabemos mas, pelo que vimos dos trailers, algo é certo: o apocalipse não está guardado para o final e boa parte do filme será um “salve-se quem puder” à dimensão global.

Será que “2012”, tal como Emmerich tem vindo a prometer em várias entrevistas, terá algum condimento dramático especial que o diferencie dos tradicionais blockbusters de Verão? A alteração da sua data de estreia original, de Maio para o final do ano, pode dar a entender que sim. Ou então, ser apenas uma jogada de psicologia inversa, camuflada no mais doentio marketing cinematográfico. Dê no que der, para este cinéfilo basta-lhe uma boa razão para não perder “2012”, aconteça o que acontecer: Amanda Peet. Ainda longe do estrelato que merece, Peet é não só uma das actrizes mais bonitas e simpáticas da sua geração, como uma das mais talentosas. “2012” dificilmente será um filme para prémios de interpretação, mas é um daqueles cocktails explosivos de exposição e mediatização para qualquer membro do elenco. E o regresso de Cusack ao “mainstream”, depois de várias experiências positivas no cinema independente, será também certamente um atractivo para milhares de espectadores. Milhares que vão gerar milhões.

5 comentários:

Nasp disse...

Será um filme visual e pouco mais..... Que seja do calibre do Day After ou do Independance Day já não é mau!!

Agora Godzillas e sobertudo 10000BC :(

João Bastos disse...

Eu gosto de Emmerich!! Querem fazer um filme so bre o fim do mundo? Chamem o realizador! "Independence Day" é um filme divertido, cheio de acção... "The Day after tomorrow" também é muito bom...
"Godzilla", apesar de tudo é divertido! Espero que este se mantenha bom...

Anónimo disse...

"Talento"?

Fifeco disse...

Eu não tenho nenhuma curiosidade em ver o filme. parece-me um Day After Tomorrow 2.0.

Espero estar errado mas sinceramente não me parece.

Abraço

Uma dona babada disse...

o que é que se pode esperar de um disaster movie? a exigência é relativa. não vai ser um filme para os óscares de certeza, mas é suposto ter aquela mistura de fantabulástico com credível, com montes de cataclismos e efeitos especiais e tal e tal, mas ao mesmo tempo fazendo-nos sentir algo.
acho que até deve ser um papel bastante difícil para os actores, sinceramente. (claro que a dupla Cusack-Peet de certeza que está à altura, adoro-os!) se eu fosse actriz, teria muita dificuldade em chorar baba e ranho porque a minha família está toda a morrer enquanto estou presa por cabos e rodeada de um ecrã azul. hello???

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