sexta-feira, outubro 22, 2010

Carriers (2009)

Quatro jovens conduzem pelo deserto em direcção à praia, mas nada é o que aparenta ser: eles não estão de férias e muito menos estão contentes pela road trip; tentam sim sobreviver a um apocalipse viral, que do nada aparentemente infectou milhões por toda a parte. Determinados a impedir que o vírus mortífero os infecte e encorajados por uma memória de infância de uma praia isolada no Golfo do México, viajam pelo sudoeste americano em busca desse oásis seguro. As regras que criaram entre os quatro são tão simples como difíceis de concretizar: evitar contacto com qualquer humano, infectado ou não – nos primeiros dias de contágio, mal se notam as diferenças -, a todo o custo. Mas até quando a consciência de cada um permitirá passar ao lado de situações que desafiam os sentimentos mais primários de um ser humano?

Numa altura em que a gripe A abrangia praticamente todos os tópicos de conversa ao redor do planeta, e em que o jovem actor norte-americano Chris Pine estava na ribalta devido ao seu James T. Kirk em "Star Trek", "Carriers", uma película filmada um par de anos antes mas cujo lançamento estava pendurado devido a um lento processo de pós-produção, parecia ter sido abençoada por todas as condicionantes possíveis e imaginárias, criando assim no público um manto de expectativas que acabaram por justificar o relativo sucesso comercial da obra, não só em Portugal, mas também nos Estados Unidos da América. Infelizmente, toda a esperança de uma narrativa consistente e moderna cai rapidamente por terra ao fim de alguns minutos, provando que todo o élan à volta de "Pandemia" não passou de um agregado de puras coincidências. Banal como tantos outros, cai nos lugares comuns dos filmes do género e fica a milhas de distância de outra estreia recente que encaixa no mesmo estilo: "A Estrada", baseado na obra de Cormac McCarthy.

2 comentários:

Miguel C. disse...

Estava com este filme na minha fila de espera para ser visto, depois de ler a tua análise não posso evitar de o mandar para trás da fila novamente.

Miguel Reis (Knoxville) disse...

Eu sou fã deste tipo de filmes, mas este não traz nada de novo e, mesmo na repetição, é banal. Mas se gostas também deste género, dá-lhe uma oportunidade. O filme até nem foi muito mal recebido lá fora.

Cumprimentos ;)

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