terça-feira, outubro 18, 2016

Being George Clooney (2016)

Catorze homens em todo o mundo dobram a voz de George Clooney. São eles a voz designada do galã para abrir Hollywood ao mundo numa altura em que a bilheteira internacional em países que dobram o audio representa muitas vezes quase sessenta porcento das receitas de um filme. No Brasil é um médico do maior serviço de urgência da América Latina o responsável pela voz de Clooney - tudo começou em "ER" com a necessidade de traduzir conceitos médicos específicos; na Turquia, o mesmo actor de dobragem do Tico e do Teco ou de Darth Vader; na Itália, país que até tem uma espécie de óscares para as dobragens, Clooney, casado com a Michelle Pffeifer italiana, é também Van Damme ou Tom Hanks. Apresentam-se os desafios desta arte da ilusão, entre encontrar as palavras certas para os movimentos dos lábios, aos soluços, os suspiros ou até os choros. Quando há um beijo no ecrã, os actores de dobragem beijam as mãos; quando Robert de Niro fala originalmente em italiano, os espectadores queixam-se por não reconhecerem a voz. Ficam ainda as razões políticas (Itália e Alemanha) e sociais que levaram às dobragens um pouco por todo o mundo, num documentário não tão delicioso e relevante quanto "Chuck Norris vs. Communism" mas, ainda assim, curioso sobre um universo cujo trabalho é muitas vezes desprezado e ignorado.

3 comentários:

Bruno Patuleia disse...

Nunca mais me esqueço de nos anos 90 (finais de 80?) a minha mãe ter sintonizado um canal satélite que era dali dos lados da Europa de Leste e todas as personagens de um filme americano eram dobradas por um gajo apenas, fazia de homem, de mulher, de crianças e até cães!

Unknown disse...

Bruno, vê o "Chuck Norris vs Communism", é exactamente esse o caso mas na Roménia e tudo dobrado por uma mulher... durante anos! Abraço!

Bruno Patuleia disse...

Adicionei-o ontem à minha (interminável) watchlist ;)

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