terça-feira, junho 06, 2017

Forever Pure (2016)

Ganhou o racismo. É esse o final inesperado deste documentário israelita sobre a época 2012/2013 da equipa de futebol do Beitar de Jerusalém, conhecida pelo apoio dos seus adeptos de extrema direita, que entoam em todos os jogos cânticos de "morte aos árabes". "Para sempre puros", defende a bancada nascente do clube histórico, em completa ebulição pela decisão do novo dono em comprar dois jogadores muçulmanos exactamente com o propósito de combater essa visão racista que moldou o clube durante décadas. De ameaças de morte a bancadas vazias, tudo aconteceu numa temporada em que o Beitar não desceu de divisão por um ponto. No fim, jogadores muçulmanos, jogadores que os apoiaram, treinador e dono acabaram por ter que deixar o clube. O novo capitão? O único jogador que tinha sido suspenso por mostrar o seu apoio às claques. Porque quem manda no Beitar são os adeptos. E estes adeptos, meus amigos, não estão para brincadeiras.

1 comentário:

Anouk disse...

Só a ficção pode, se quiser, construir uma história com um clímax arrumadinho, simples e moralista. Obrigada pela sugestão.

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