segunda-feira, abril 09, 2018

La Casa de Papel (S1/2017)

Vamos lá abordar o elefante na sala: a série televisiva espanhola que anda nas bocas do mundo não é tão fenomenal como a maioria dos para-quedistas da Netflix apregoam - "a melhor de sempre" foi uma expressão que passou mais do que uma vez no meu feed de Facebook por malta que eu duvidava que ligasse sequer a televisão de casa para algo mais que futebol e Casa dos Segredos - nem é a xaropada telenovelesca que os snobs intelectuais que já viram tudo e mais alguma coisa (e que provavelmente defendem as cores socialmente correctas do Belenenses ou da Académica) rapidamente rotularam. Viram? Critiquei os selos óbvios e extremistas fazendo exactamente o mesmo. E é lá no meio, onde se defende que está a virtude, que vivem personagens interessantes, pouco caricaturais e suficientemente desenvolvidas para nos preocuparmos com o destino delas, num trama com ideias fortes, reviravoltas constantes e um ritmo de excelência. Existem demasiadas coincidências e conveniências narrativas? Verdade. Mas antes isso que mais uma heist story sem chama nem garra e, pior, final aberto. Porque não é qualquer professor que chega a catedrático nem negociadora de reféns que alinha na cantiga do bandido.
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