
Rolam os créditos iniciais com uma valente pizza numa tela de drive-in no background e um Special Guest Star Michelle Bauer para abrir o apetite a qualquer um. Acabam os créditos, passamos para uma praia, onde duas jeitosas de bikini queixam-se que os maridos só querem brincar ao "futebol americano" na areia enquanto elas andam para ali sozinhas cheias de desejos e calores. Homens. "Se calhar devíamos arranjar um trabalho", diz uma delas. "Nem pensar, está na hora é de apanharmos mais sol". Pimba, bikini para fora, mamocas ao léu, e toca a esfregar protetor solar que aqueles mamilos são sensíveis. O cinema é uma arte tão simples de dominar para este Fred Olen Ray. Um cinema drive-in como herança do avô que a empurrava no baloiço e caramba, não é que as raparigas vão mesmo ter que trabalhar? Até temos direito a um grupo de vilões de terceira idade da concorrência, que pensava que ia aproveitar a morte do "velho" para ficar com o negócio e os terrenos. Quinze minutos, nada de pornada, isto está super sério. Calma, discussão com os maridos que não querem ficar com o drive-in, toca a resolver tudo numa banheira, de quatro, de frente, de costas, à espanhola e à francesa. E, de repente, os maridos já dizem que sim. Estou farto de dizer à minha mulher que esta é a melhor maneira de ter o que quer também. O problema é que aqui em casa acaba por ter tudo o que quer à mesma e eu, nada, rien, nem um arrepio na espinha. Bem, mas voltemos ao filme. Toca a chamar as antigas colegas da faculdade para ajudar a meter "a casa em ordem", que há uma dívida de vinte e cinco mil dólares para pagar ao banco em três dias. Primeiro passo, limpar tudo. Muito dobrar para apanhar lixo do chão... e cada vez que isso acontece, um belo plano com zoom do rabo de cada uma delas. Mais uma vez, Fred Olen Ray a mostrar às escolas de cinema como é fácil ser um virtuoso na realização. Um romance proibido com o filho do vilão mor, uma referência ao maravilhoso "Hollywood Chainsaw Hookers" e a Michelle Bauer como Scream Queen de honra que pensa que vai conhecer o presidente dos EUA na reabertura do Drive-In. Sexo à projecionista, fatos de alien, bikinis para todos os gostos e um xerife cristão com alergia a comunistas. Que, coitado, perde uma peça de roupa a cada chicotada e tabuada que leva, até se transformar num pónei. Maravilhoso. Por mim serve para encerrar de uma vez por todas a eterna discussão sobre qual o melhor ano cinéfilo da década de noventa.
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