
O alarido foi imenso, mas Forster não tinha pressa. Com tempo, anunciou que voltaria à ribalta com À Procura da Terra do Nunca, uma fábula baseada na vida J.M.Barrie e nas suas motivações para escrever aquela que, ainda hoje, é uma das personagens mais lidas em todo o mundo: Peter Pan. Com Johnny Depp e Kate Winslet, Finding Neverland é pura magia cinematográfica, salteada com momentos únicos de paixão inocente e imaculada, numa calmaria bela que nunca se transforma em apatia. Poucas dúvidas restavam da aptidão notável de Forster para a sétima arte. Depois vieram Stay – Entre a Vida e a Morte, um thriller psicótico, difícil de recomendar pelo seu estilo narrativo descuidado, quase “Lynchiano”, que oferece muitas soluções mas nenhuma explicação plausível para o que apresenta, e Contado Ninguém Acredita, na minha opinião, a sua obra mais relaxada e conseguida. Com um Will Ferrell afastado do seu registo normal, Forster elabora uma divertida história que envolve a narração inédita e ímpar da vida da personagem principal... na sua própria cabeça, com uma precisão assustadora. Por fim, O Menino de Cabul, adaptação de um best-seller de Khaled Hosseini e considerado por dois dos mais respeitados críticos cinematográficos do mundo – Roger Ebert do Chicago Sun-Times e Jeffrey Lions, da NBC – como um “filme magnífico”, “seguramente um dos melhores da história do cinema”. Para a revista norte-americana TIME, The Kite Runner “permite-nos acreditar que talvez exista justiça no mundo”. E se houver, o próximo James Bond será um blockbuster portentoso. Depois de rejeitar um convite para dirigir uma das sequelas de Harry Potter, Forster não pensou duas vezes quando lhe ofereceram a hipótese de ser ele o responsável por Quantum of Solace. Com um Daniel Craig soberbo no papel do espião mais charmoso do universo e a força de uma prequela surpreendente, não há razões para desconfiar do vigésimo segundo capítulo da saga Bond. Nem mesmo pelo seu estranho título.
N.d.r: Artigo publicado em Setembro na Revista Take.
2 comentários:
Jovem mas não uma promessa. Uma confirmação que, com o novo James Bond, ganhará uma maior dimensão
Esperemos que sim. Um abraço.
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