sexta-feira, maio 20, 2022

Law of the Jungle

quinta-feira, maio 19, 2022

quarta-feira, maio 18, 2022

Perfect (1985)

Vim pelos maiots e pelos movimentos pélvicos da Jamie Lee Curtis, fiquei por todo o ângulo ético em torno do jornalismo de investigação. É difícil resistir a algo tão anos oitenta como este "Perfeição", um filme que tinha toda uma combinação de temas para falhar miseravelmente mas que, talvez até o fazendo no meio de tantos subplots - o passado da nadadora olímpica, a pressão do governo, a palavra e os deveres de um jornalista, etc. etc. -, revela-se irresistível em todas as suas imperfeições. Sequência de créditos finais mais sensual da história de Hollywood e melhor uso de sempre de um teclado, mesmo que por alguém que não sabia o que era o backspace ainda. "Wanna F*ck?". Sim, por favor, vamos tornar o cinema sexy outra vez.

terça-feira, maio 17, 2022

Jane???

segunda-feira, maio 16, 2022

The Untold Truth Of Top Gun's Maverick

domingo, maio 15, 2022

The Front (1976)

O que mais fica desta (mais uma) exploração à paranóia comunista que imperou nos EUA e em Hollywood durante o Macarthismo na década de cinquenta é a maravilhosa abertura com imagens a preto e branco ao som de "Young at Heart", de Frank Sinatra. Volta no fim, juntamente com aqueles parênteses tão profundos e significativos que acompanham os nomes de Martin Ritt, Walter Bernstein ou Zero Mostel, todos eles nomes "banidos" da indústria durante este período. Depois é Woody Allen menos esquizofrénico, neurótico e enérgico do que o habitual - não menos eficaz na mensagem, mas claramente menos divertido -, num filme que se arrasta na previsibilidade sempre com tom ambíguo até ao portentoso "f*ck you" final perante o comité de investigação. Importante, mas demasiadamente contido.

sábado, maio 14, 2022

Still at the top of his game

sexta-feira, maio 13, 2022

Marvel Brothers going real this time

quinta-feira, maio 12, 2022

Knights of Badassdom (2013)

O anão da "Guerra dos Tronos", um dos nerds com mais piada da "Community", a Summer Glau da "Firefly" e o Joe Lynch na realização, nome que entretanto foi ganhando algum estatuto no meio. Tinha tudo para não ser uma catástrofe a mais recente escolha do Miguel para o Nalgas Film Club. Mas não. Preferia comer os tomates do Peter Dinklage com leite condensado como a ex-satânica que andou a despachar palermas do "Dungeons & Dragons" aqui do que voltar a ver um filme que acha que é suficiente meter as personagens a misturar calão com latim para ter piada. Zero gargalhadas, zero lógica, zero coração. Lynch diz que a culpa foi do estúdio, que lhe cortou vinte minutos de fita. Não sei que estúdio foi, mas obrigado. Sabem o que é que acontece quando alguém atira o Dinklage ao mar? Microondas. Dinklage que acha que as mulheres cheiram todas mal do cabelo. A essa altura não é cabelo, amigo. Porra, desculpem, foi para animar a coisa depois deste desastre.

quarta-feira, maio 11, 2022

Rebecca Hall is so underrated!

terça-feira, maio 10, 2022

Go Big or Go Home

segunda-feira, maio 09, 2022

Body Double (1984)

De Palma perverso e malandro, entro o plágio e a homenagem a Hitchcock - tanto de "Vertigo", "Rear Window" e até de "Dial M for Murder" pode ser encontrado aqui -, numa jornada com momentos de puro deleite cinematográfico - a cena no centro comercial, por exemplo -, onde a energia e a vibe sexual, obsessiva, voyeurística e paranoica sente-se a fluir entre os planos do mestre norte-americano e as decisões confusas da personagem de Craig Wasson. Qual Giallo refinado que desconstrói Hollywood enquanto se banha nos seus vícios e manias, "Body Double" é bom exemplo da razão pela qual a Filmin continua a ser a plataforma preferida de streaming cá de casa.

domingo, maio 08, 2022

Nas Nalgas do Mandarim - S09E06

sábado, maio 07, 2022

Chastain & Fiennes

sexta-feira, maio 06, 2022

The Producers (1967)

Estreia de Mel Brooks na realização e logo a meter o público e o mundo a rir-se de Hitler. Uma dupla que se proclama "incrivelmente culpada" no que à química diz respeito - Zero Mostel e o então falido Gene Wilder - e um misto de tons e géneros humorísticos que nunca deixam este "O Falhado Amoroso" - não consigo honestamente perceber onde foram buscar qualquer tipo de fundamento ao filme para esta tradução - cair num só registo. Não é sátira, não é musical, não é slapstick. É um pouco de tudo e um pouco de nada, entre os delírios nervosos de Wilder e a panca nazi do alucinado Kenneth Mars. Falta-lhe alguma imprevisibilidade narrativa, talvez até algum peso dramático que contrabalançasse o regabofe de amor geriátrico e um dos Hitlers (Dick Shawn) mais ousados da história do cinema. Ainda assim, mantém-se fresco e não há como não ficar fascinado com a produção de palco de "Springtime for Hitler", a tal que deixou a plateia em choque e os produtores em êxtase pouco antes do fatídico intervalo. Não precisam de comentar, estou simplesmente a escrever um texto retórico.

quinta-feira, maio 05, 2022

Spiderhead

quarta-feira, maio 04, 2022

Another cult for Florence Pugh

terça-feira, maio 03, 2022

Color Out of Space (2019)

Que saudades que eu não tinha do sul-africano Richard Stanley e dos seus devaneios mitológicos tão abstractos quanto esteticamente idiossincráticos. Depois da distopia cyberpunk e do western africano profundo de início dos anos noventa, Stanley regressa com a adaptação visualmente deslumbrante - mas narrativamente caótica - de uma história centenária do ícone da literatura de terror e ficção científica H.P. Lovecraft. Nada contra a fórmula do "estilo sobre a substância", mas a verdade é que entre o Nicolas Cage à "Beijo do Vampiro", as alpacas em Sintra, as críaturas mutantes, os rituais ocultos, as luzes psicadélicas e o "Deus lá sabe o que se passa aqui", "A Cor Que Caiu do Espaço" vai-se espalhando ao comprido com o desenrolar dos minutos. Talvez Stanley tenha sido mesmo a escolha perfeita para dar vida ao inexplicável, numa obra que, mérito seja dado, parece ter tido um orçamento infinitamente superior ao que realmente teve.

segunda-feira, maio 02, 2022

Nas Nalgas do Mandarim - S09E05

domingo, maio 01, 2022

Sandler's Rocky

sábado, abril 30, 2022

Yellowjackets (S1/2021)

É um guisado - e não uso o termo de forma inocente - de elementos misteriosos à "Perdidos" - a queda de um avião, os elementos sobrenaturais da "ilha", as dinâmicas de grupo em tempos de sobrevivência - com questões triviais da adolescência e da vida adulta - as paixões, as traições, os cools e os nerds. Temporada cheia de surpresas e reviravoltas - envenenamentos, eleições políticas, suicídios, raptos, rituais canibais e satânicos, etc. -, elenco de primeira linha - com destaque para Ricci e Lewis, em espectros bem distantes mas igualmente fenomenais - e um finale que equilibra de forma muito competente a necessidade de satisfação do espectador por algo concreto ao mesmo tempo que escancara as portas para a segunda temporada. Com tantas pitadas de humor negro, gore e hormonas desnorteadas, como não querer voltar?

sexta-feira, abril 29, 2022

Nas Nalgas do Mandarim: Tik Tok

quinta-feira, abril 28, 2022

Ladri di biciclette (1948)

História simples mas de coração cheio em torno de um pai/marido orgulhoso que luta para conseguir meter comida na mesa em casa numa Itália pós-guerra, onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Gasta o que tem e não tem para comprar uma bicicleta que lhe permita trabalhar, bicicleta essa que acaba roubada logo no primeiro dia do seu novo emprego. Obra fulcral no intitulado movimento neo-realista cinematográfico, uma que influenciou incontáveis realizadores, de Truffaut a Loach, num realismo cruel contaminado e corrompido pela fúria e pela revolta de um homem injustiçado pelos desígnios ardilosos da humanidade. Quem sabe se quem o roubou não o fez pelas mesmíssimas razões que levaram mais tarde Antonio a perder a sua dignidade e amor-próprio em prol de um bem maior? Um grito tumultuoso de homenagem a toda uma geração que sofreu das consequências da guerra, qual hino ambivalente de alguém que recusa ser conquistado e domado pelos obstáculos da vida. Já dizia o Miguel Esteves Cardoso: como é linda a p*ta da vida.

quarta-feira, abril 27, 2022

Hugo - A Twitch antes da Twitch

terça-feira, abril 26, 2022

The Kid (1921)

Pai é quem cria. Inspirado no seu próprio passado - cresceu em Londres num orfanato antes de se mudar aos vinte e um anos para os EUA -, Charles Chaplin criou o seu próprio género de comédia cinematográfica, um que ainda hoje tem os seus traços característicos físicos bem vincados na cultura popular moderna, dos pés chatos à cartola. Mas o que muitos ignoram é a emoção e subtileza humanistíca de muitas das suas obras, entre elas este "The Kid", a história de uma mãe solteira que se vê obrigada a abandonar o seu bebé e do vagabundo que acaba por cuidar dele. Há uma certa ambiguidade moral presente nos momentos mais criativos - como, por exemplo, partir janelas de desconhecidos para assim lucrar com o seu arranjo - que nos permite não só soltar alguns sorrisos como questionar temas relacionados com a paternidade, a religião e a justiça. Passou um século, mas este "O Garoto de Charlot" continua intemporal.

segunda-feira, abril 25, 2022

Nas Nalgas do Mandarim - S09E04

domingo, abril 24, 2022

The Batman (2022)

Carta "Para o Batman":

Já foi morcego, agora mais parece um emo vampiro
Não faz mal, ao menos não é um boneco da Marvel
Pela Catwoman da Zoë Kravitz eu suspiro
E nem desgosto deste Bruce virgem e vulnerável. 

Quando o Batsinal no céu brilha
Lá vai ele meter o eyeliner e a mascarilha
Porque o Riddle de Dano gosta de uma boa guerrilha
E nós do Giacchino a orquestrar a trilha.

Era mesmo preciso meter o Farrell debaixo de tanta gordura?
Já o Turturro, que belezura!
Este Matt Reeves nem está mal
Mas o Nolan é que era magistral.

sábado, abril 23, 2022

O Processo Criativo por Filipe Melo

sexta-feira, abril 22, 2022

O Homem que Gostava de Zombies (2003)

Que tesourinho raro e delicioso escondido no catálogo da Filmin. Falso documentário de Filipe Melo em torno de Eurico Bernardes Catatau, um génio de obras controversas obscuras como "Portugal Canibal", "As Amazonas de Queluz", "Chupa-me o Sangue" e "O Monstro do Lago Sexual", uma espécie de John T. Burlinson luso, fundador da Associação Liga Mutante Terrorista do Cinema Português e da Tropical Filmes, uma produtora dedicada a filmes pornográficos cujo co-proprietário era um conceituado arquitecto português. Uma história de amor com um final bizarro derivado de um acidente num primeiro take de um dos seus filmes - maldita fobia a rãs - e eis como um antigo figurante nos "Gremlins" acaba a vida como funcionário numa portagem de uma via rápida à saída de Lisboa. Música de fundo de Bernardo Sassetti e Mário Laginha, presenças saudosas de António Victorino de Almeida - o que é feito dele? - e do malogrado António Feio, em mais uma prova de que Filipe Melo devia ter, para o bem de todos nós, uma filmografia muito mais extensa.

quinta-feira, abril 21, 2022

Seinfeld and its Movie References

quarta-feira, abril 20, 2022

Um Mundo Catita (S1/2007)

Veio das montanhas cobertas de gelo, e não quer outra coisa que não grelo. Gosta de flores, amarelas ou lilás, e de romper calças por trás. Não fica indiferente à lua que brilha nas trevas, nem aos gemidos que dás quando levas. Venera o brilho das gotas de orvalho, e de uma boca a chupar-lhe o... nariz. Ama tudo o que seja viver, e de uma punheta antes de adormecer. Senhoras e senhores, Manuel João Vieira, um tipo que não sabe aquilo das vacas mas que é fortíssimo com as vinte mil éguas submarinas. O homem que assassinou a águia Vitória em directo em pleno Estádio da Luz e que considera o "Força Delta" um clássico. No ginásio, no dentista ou no cabaret, finalmente uma série portuguesa que aborda assuntos realmente relevantes como c*na fresca, chuva dourada ou oito ipod nanos no interior de uma vagina. Acting meio manhoso da maioria dos secundários - principalmente do Barracuda -, mas nada que chateie um homem apaixonado como a mulher pela qual estamos de beiços estar noiva de um tipo que acha que os Delfins são os maiores artistas musicais da história do nosso país. Ninguém dá uma festa como os irmãos Catita, de recriações de Bergman a Caligari, num produto único da ficção nacional a que quase tudo se perdoa.

terça-feira, abril 19, 2022

The 125 Best Books About Hollywood

"Movie Love goes deeper than just watching movies. Movie Love is something closer to obsession: thinking about films, talking about them, certainly reading about them. While writers have long been under-appreciated in Hollywood, there are scores of fascinating books about one of America’s most famous industries—and defining cultural exports." [Esquire]

segunda-feira, abril 18, 2022

I’ll See You in My Dreams (2003)

"Se há algo que eu não suporto nesta aldeia, é a merda dos zombies". Manuel João Vieira a levar pancada e a São José Correia a levar trancada. Minutos depois, São José à pancada na porta, o Manuel João deixa-a trancada. Nunca confiar na Sofia Aparício ou em espelhos em segundo plano. Boa caracterização dos mortos-vivos - feios e rápidos - e dois mini-twists satisfatórios a encerrar a festa que até meteu o Rui Unas como padre da aldeia.

domingo, abril 17, 2022

Gilbert Gottfried (1955-2022)

sábado, abril 16, 2022

The Adam Project (2022)

O Ryan Reynolds decidiu a certa altura do campeonato que iria ser uma versão mais soft/infantil/romântica do Deadpool em todos os filmes da sua carreira. Já perdi a conta a quantos foram, mas a verdade é que não resisto ao humor característico desta sua figura. Já pensei inclusive enviar uma carta para o consultório sentimental da Revista Maria a perguntar se serei bissexual ou simplesmente um cinéfilo de mau gosto. Cento e dezasseis milhões de budget directamente da Netflix - isto vai acabar mal um dia destes - foram mais do que suficientes para Shawn Levy meter aqui um encanto qualquer Spielberguiano que não consigo explicar, uma química entre Reynolds e Walker Scobell que convence e conquista, um contexto de ficção científica e um universo futurista construído de modo simples e eficaz para divertir os olhos e aquecer o coração. Ah e tal, a Catherine Keener é uma vilã terrível; verdade. Ah e tal, é tudo muito parvo; verdade. Não quero saber, sinto que o meu eu de doze anos ia ter gostado desta porcaria quase da mesma forma que amou os "Regresso ao Futuro" quando os viu pela primeira vez nos anos noventa.