segunda-feira, março 09, 2009

Algumas questões que têm preocupado o mundo

Será que se o Dr. Manhattan tiver filhos, eles serão uma espécie de smurfs? E onde raio está escondida a sua nutsack?

Vai ser o meu favorito da Pixar

domingo, março 08, 2009

Dead Poets Society (1989)

Quando John Keating (Robin Williams) é admitido como novo professor de Inglês num rígido colégio particular para rapazes, os seus métodos de ensino pouco ortodoxos prometem revolucionar as tradicionais práticas curriculares. Com a sua experiência e sabedoria, Keating inspira os seus alunos a perseguir as suas paixões individuais, segundo o lema “carpe diem” e a batuta da poesia. Realizado pelo australiano Peter Weir, o mesmo de “Witness” ou “The Truman Show”, “Dead Poets Society” foi nomeado para as dois principais galardões da Academia, valendo também uma nomeação a Robin Williams na categoria primordial de representação.

“Clube dos Poetas Mortos” é, no entanto, um filme tremendamente desequilibrado, que nunca consegue encontrar proporções devidas nos desenvolvimentos narrativos das suas variadas personagens. Do romance de Overstreet com a jovem beldade de uma escola pública – que acaba por ser esquecido na última meia hora -, aos encontros na gruta do grupo de rapazes que compõem o clube que dá nome ao filme – que saltam de uma situação de grande dificuldade de saída dos quartos para outra de rebaldaria total, com raparigas à mistura - parecem faltar vários estágios descritivos nas aparentemente curtas duas horas de fita de Weir.

Vale então à obra de Weir um final tão poético e ambiguo como a moral e a mensagem dos ensinamentos de Keating, que consegue conquistar a audiência sem ter que recorrer a lugares comuns do género. Numa homenagem que deixou uma imagem marcante na história do cinema – a de um conjunto de alunos no topo das suas secretárias, a manisfestar a sua lealdade ao seu “comandante” -, é este final em catarse que serve de recompensa por toda uma obra atestada de interpretações interessantes, mas também repleta de buracos narrativos, que em nada beneficiam a criação de um mito intemporal.

sábado, março 07, 2009

sexta-feira, março 06, 2009

Lá se vão as minhas idas ao Fonte Nova


Segundo o site da RTP, a Screenvision passou a controlar a totalidade do mercado de publicidade nas salas de cinema portuguesas, após o anúncio da assinatura de contratos com a Medeia e a Castello Lopes Cinemas. Por outras palavras, acabaram-se as sessões com pouca ou nenhuma publicidade nos cinemas Castello Lopes do Centro Comercial Fonte Nova, o que fazia com que um filme anunciado para as 21 horas começasse, efectivamente, às 21 horas e não vinte minutos depois. Ou, por outras palavras ainda, acabou-se a minha predilecção por estas salas. Vai uma aposta que não serei o único?

quinta-feira, março 05, 2009

Danny Boyle no próximo 007?


Muito provavelmente será mentira, mas até os tablóides ingleses acertam de vez em quando num ou noutro rumor. Segundo o The Sun, Danny Boyle foi convidado para realizar o próximo capítulo da saga James Bond. Boa ou má aposta?

Cartazes de Terminator Salvation

quarta-feira, março 04, 2009

Entrevistas Exclusivas Take


William Mapother, Michael Muhney e Richard LeParmentier, apenas para citar alguns. Três figuras internacionais que aceitaram amavelmente ser entrevistados por uma revista digital com poucos recursos mediáticos. Tudo fruto da iniciativa e vontade incomparável de uma equipa inigualável. Não reciclamos ou traduzimos entrevistas - ao contrário de quem muito bem vocês sabem -, procuramos sim e lutamos por elas, através de telefonemas, e-mails e, até, conversas instantâneas em programas de conversação. Não temos fundos, mas continuamos a combater por mundos e sonhos. Algum nome menos sonante - é preciso relembrar que somos a Take e não a Empire, o que faz com que os publicists de figuras mais conceituadas mandam-nos dar uma volta - que gostassem de ver entrevistado na revista? Atirem-no para o meu e-mail. Porque a Take é de todos vós.

terça-feira, março 03, 2009

segunda-feira, março 02, 2009

Os Melhores Ataques Bovinos do Cinema

Eis um ranking que nem sabia ser possível de elaborar, mas que a malta do Hair Balls lembrou-se de fazer, com cinco excertos únicos e geniais que envolvem ataques bovinos no cinema. De Monty Python a Top Secret!, vale a pena dar uma vista de olhos.

Ao Quilo


Parece que existe uma cadeia de supermercados que começou a vender DVDs de filmes de qualidade duvidosa ao quilo. Literalmente. 10€ por quilograma, segundo vários relatos que começam agora a circular pela internet. A ser verdade, estou tão pasmado que nem sei o que dizer.

domingo, março 01, 2009

The Wrestler (2008)

Década de oitenta: Randy “The Ram” Robinson é um dos artistas – continuo a acreditar que este é o termo mais correcto para descrever a actividade dos ainda hoje aqui e ali denominados lutadores de luta livre – de elite do wrestling norte-americano, com direito a figuras animadas, jogos de consolas e combates que ficaram na história da modalidade – ou será espectáculo? Vinte e muitos anos depois, “The Ram” é uma sombra do seu fado, uma estrela cadente cuja trajectória há muito o traiu. Abandonado pela família, vive de algumas notas que conquista em combates amadores e do seu trabalho part-time num supermercado. Quando é traído pelo seu coração após mais uma disputa em ringue, vê a vida a fugir-lhe entre os dedos endurecidos e as lágrimas de arrependimento.

The Wrestler”, citando um colega, vive e morre pela performance de Mickey Rourke. O guião de Robert D. Siegel é, ele próprio, uma alegoria à conturbada vida e carreira de Rourke em Hollywood, numa odisseia mais do que conhecida entre drogas, álcool e as promessas de um novo Marlon Brando. Fita pouco confortável sobre a fatalidade e o declínio do ser humano, Rourke assenta que nem uma luva no papel de um homem que não sabe ser nada mais do que aquilo que não deve ou pode ser em determinada altura da sua vida. E quando Randy tenta abandonar “The Ram”, uma performance fantástica de Rourke – que merecia o óscar que acabou nas mãos de Penn – demonstra que ser um sujeito normal pode ser muito mais difícil do que uma estrela. Numa vida de excessos e em claro declínio, também Marisa Tomei dá a face e um pouco mais por uma mulher cuja dignidade está em choque com a vida que leva.

E, no entanto, estão nos poucos minutos entre Rourke e a brilhante Evan Rachel Wood os mais fortes golpes de Aronofsky. A química metalinguística entre ambos atinge proporções épicas num par de cenas filmadas de forma pessoal e intimista pelo realizador nova-iorquino, que de câmera em punho e sem medo de cenas extensas, deixa a dupla dominar a tela através das suas mágoas. Por fim, uma cena espantosamente simbólica e bem filmada encerra uma obra que, espera-se, marque uma viragem na órbita de um astro.

sábado, fevereiro 28, 2009

Nightmare on Elm Street


"GentleGiant is releasing a new Nightmare on Elm Street Freddy Krueger Maquette in May 2009. This edition is limited to 500 pieces and exclusive to Entertainment Earth. Standing about 8-inches tall, this statue is embellished with a few extra blood splatters, but what really makes it unique is that the girl in the piece wears a ditsy look you won’t find anywhere else. She has blonde hair, pink sleeves, striped socks, and holds a Jason doll. The maquette is available for preorder for $89.99." [F]

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

The Trilogy Meter


Não concordo com todos, mas a ideia não deixa de ser engraçada. Fica o desafio: das sagas aqui expostas, qual a que contou com a melhor sequela? E qual a que terminou da melhor maneira? [F][V]

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Desafio: Freida Pinto ou Dev Patel?


Freida Pinto ou Dev Patel, qual dos dois indianos terá um futuro mais risonho em Hollywood? A modelo transformada em actriz de 24 anos já foi contratada para o próximo filme de Woody Allen, enquanto que o jovem actor de 18 anos vai entrar em "The Last Airbender", de M.Night Shyamalan. Alguém arrisca?

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Freida Pinto e Woody Allen


Segundo a norte-americana Variety, Naomi Watts e Freida Pinto, modelo indiana de vinte e quatro anos que virou estrela de cinema com "Slumdog Millionaire", assinaram um contrato que as liga ao próximo filme de Woody Allen, num projecto ainda sem nome e com muitas arestas por limar. Das poucas coisas que se sabem é que Woody filmará em Inglaterra e contará também no elenco com Josh Brolin e Anthony Hopkins. Será que Allen arranjou uma nova musa?

Gran Torino

A Take está a oferecer bilhetes para a antestreia do melhor filme do ano. Aproveitem.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Impressões de uma noite de Óscares


Surpreendente. Assim foi a cerimónia que esta madrugada atribuíu os mais conceituados galardões da indústria cinematográfica de Hollywood. Começando pela apresentação versátil e divertida de Hugh Jackman - de quem confesso ter torcido o nariz, após a escolha não ter recaido sobre um comediante - à forma original e simbólica de entrega dos óscares das categorias de representação - com os que já viveram o momento a darem as boas-vindas aos que agora chegam ao panteão -, tudo foi quase perfeito numa noite de glamour e... poucas surpresas.

São vários os ângulos sobre os quais posso aqui deixar alguns comentários, elogios, notas soltas ou provocações. Muitos foram os pormenores entretanto olvidados durante uma (má) noite de sono, mas eis o que, de repente, me vem à memória:

Natalie Portman e Freida Pinto foram as duas presenças mais belas e sensuais da noite. Curiosamente, nenhuma delas - e ao contrário de dezenas que passaram pela passadeira vermelha - precisou de recorrer ao Dr.90210. Ainda neste capítulo, o que dizer do pacote desavergonhado de Sarah Jessica Parker - que confirmou à E! o esperado segundo capítulo de "Sexo e a Cidade" - ou da vida própria da mama esquerda da Goldie Hawn, que tremia sozinha de um lado para o outro enquanto a esquecida actriz apresentava uma das nomeadas a Melhor Actriz Secundária. A acompanhante de Meryl Streep - seria filha? - destacava-se mais nas objectivas e nas lentes do que a própria veterana actriz e isso ficou provado ao longo da transmissão. A nova esposa de Downey Jr. explica muita coisa, entre elas o facto de o polémico actor parecer entrar agora em linha, once and for all. Anne Hathaway vestiu-se com escamas, mas nem o vestido conseguiu disfarçar uma cintura de texugo, com alguns quilinhos a mais do que é normal. O ano mudou mas Tilda Swinton não - para mal dos nossos pecados. Jessica Biel é overrated. Por fim, já não reconhecia a Marisa Tomei vestida. Depois de "The Wrestler" e "Before the Devil Knows You're Dead", ainda tive esperanças que aparecesse na passadeira vermelha como tão bem nos habituou nos últimos tempos.

Depois do lado AXN da festa - quem não se lembra daqueles fantásticos comentários ao vivo durante a transmissão dos Globos de Ouro -, passemos agora à facção TVI de ontem à noite. Contidos e só muito raramente a interromper alguma fala ou discurso que vinha directamente do Kodak Theater, a grande questão que se coloca é esta: numa transmissão onde ninguém quer ouvir nada mais que não o que som que vêm de Hollywood, qual a pertinência de dois comentadores em estúdio? Ainda para mais, quando um deles passa metade do tempo a falar do Cinanima em Espinho ou do Festróia? Há tempos e lugares para tudo. A madrugada de hoje não era uma delas. O melhor da transmissão da estação de Queluz foi o anúncio em que Mr.T entra de tanque e atira um Snickers contra um miúdo. Errou o alvo - na testa do José Vieira Mendes tinha tido mais piada - mas a intenção foi boa. De resto, será que alguém enviou PORNO para o 4 99 99? Entre "as marotas que fazem tudo" e o Hugh Jackman, não sei quem teve mais tempo no ecrã. Enfim, sejamos justos também: já foi tudo bem pior. Esqueçamos a piada sobre Jackman e o seu filho Óscar ou o facto de nenhum dos dois comentadores ter percebido que Stiller estava a gozar com o agora rapper Joaquin Phoenix e terem adorado à mesma o momento - sabe-se lá porquê.

Passando ao que interessa - antes que me esqueça e caiam alguns paraquedistas a acusar-me de pretender substituir o Cláudio Ramos em algum programa da SIC -, poucas surpresas numa noite que não contou com os melhores. Para começar, na categoria de Melhor Realizador, tanto Eastwood (jogos de sombras belíssimos em "Gran Torino", como Nolan (há alguma falha técnica ou artística que possa ser apontada a "The Dark Knight"?) ou Aronofski (fazer algo estrondoso como "The Wrestler" sem um tostão) mereciam mais uma estatueta que Danny Boyle. Como nem sequer estavam nomeados, podemos dizer que foi bem entregue. Melhor filme não surpreende - nem choca - ninguém, ao contrário da vitória inesperada de Sean Penn, quando todos esperavam por mais uma vitória de Mickey Rourke. Fiquei triste, apenas por saber que Penn certamente voltará àquele palco, ao contrário de Rourke. O de Winslet e de Ledge foram bem entregues, já o de Penélope Cruz - e eu até gosto bastante dela - parece-me produto de uma forte campanha de marketing. A espanhola coloca Scarlett Johansson no bolso mas isso não é suficiente. As categorias musicais, essas, nem merecem qualquer nota solta a partir do momento em que "Gran Torino" e "The Wrestler" não entraram nos nomeados.

Em suma, uma cerimónia que, tal como prometido, maravilhou cinéfilos nos quatro cantos do mundo. A peça de entrada de Jackman foi nada menos do que brilhante e destaque menos positivo apenas para o número musical completamente fora do contexto com Beyoncé - que, já agora, tem umas ancas maiores que as minhas mesinhas de cabeceira. O prémio de discurso da noite vai para o guionista de "Milk", que "sai do armário" perante milhões de telespectadores e serve de exemplo num mundo cínico. E mesmo tendo em conta que o filme de Gus Van Sant não teve o mesmo sucesso ou impacto de "Philadelphia", esta foi a cerimónia mais homossexual da história da Academia. Depois de Obama, o Tio Sam continua a derrubar barreiras.

domingo, fevereiro 22, 2009

Bater na mesma tecla: 45 segundos?!?


O que seria do discurso de Mickey Rourke se tivesse apenas uns rídiculos quarenta e cinco segundos de palco? Veremos esta noite. Para não destoar da restante blogosfera, eis as minhas apostas: Rourke, Ledger, Winslet, Adams, Slumdog e Fincher. A confirmar nas próximas horas.

sábado, fevereiro 21, 2009

Make your bets


Para imprimir, preencher e levar para o sofá na madrugada de domingo para segunda. Basta ir ao site da Take e levantar o seu exemplar.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Cá está o trailer do dito cujo


Em Novembro do ano que passou considerei "Lesbian Vampire Killers" o mais fantástico título de 2009. Eis que agora nos chega o trailer e promete exactamente aquilo que havia prometido: uma parvoíce britânica pegada ao nível de "Shaun of the Dead", tal como nós aqui muito gostamos.

Cartazes de Inglorious Basterds

Pelo sim pelo não...

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Jackman nos Óscares: desejos masculinos e femininos


Masculinos:

Perder alguns minutos a insultar um dos operadores de câmara por alguma falha técnica na apresentação; Apresentar a cerimónia vestido de Wolverine; Contar pelo menos uma piada tão divertida como Jon Stewart ou Conan O'Brien haveriam de contar se tivessem sido escolhidos; Em solidariedade com os seus colegas super heróis, passar o tempo todo a criticar a Academia por não ter nomeado "The Dark Knight" a melhor filme.

Femininos:

Mostrar a todo o mundo a razão pela qual foi eleito o "Homem Mais Sexy do Mundo".

Conan, Fallon e Leno


É já amanhã que Conan O'Brien, rei das audiências no seu horário desde há quinze anos, abandona o "Late Night", sendo substituído por Jimmy Fallon, cara conhecida do "Saturday Night Live". No próximo dia 1 de Junho, O'Brien volta à actividade no "Tonight Show", programa que antecede o "Late Night" e que se despedirá do mítico Jay Leno a 29 de Maio. A grande questão - ou maior medo, para ser honesto - que se coloca neste momento é saber até que ponto o estilo característico de Conan será afectado pela mudança de horário, que obriga a um maior controlo a vários níveis. Aconteça o que acontecer, o programa de amanhã - bem como o de 29 de Maio com Leno - entrará na história da televisão. Com uma ou outra lágrima, aposto.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Blogue da Semana (XLVIII)


"No cinema, o termo split screen refere-se à divisão da tela em dois, mostrando dois acontecimentos distintos simultaneamente. Por exemplo, quando existem cenas de telefonemas. Aqui, Split Screen é um blogue de críticas, crónicas e notícias, onde o cinema e a televisão confluem no mesmo espaço."

terça-feira, fevereiro 17, 2009

The Christmas Show on Studio 60


O décimo primeiro episódio da primeira e única temporada da genial série de Aaron Sorkin, "Studio 60 on the Sunset Strip", é, não só uma lição televisiva sobre como montar algumas simples ideias num extraordinário guião, como um exemplo de como amolecer o coração de toda uma audiência sem cair em facilitismos ou lugares-comuns lamechas típicos da época natalícia. Da brilhante homenagem a uma cidade devastada - Nova Orleães - a pormenores irresistíveis, como o Pai Natal que faz a saudação nazi, "Studio 60 on the Sunset Strip" é um dos mais equilibrados projectos televisivos dos últimos anos, conjugando em harmonia política, humor e romance. No entanto, e como é regra na terra do tio Sam, sobrevive quem não luta com "American Idol" e semelhantes no mesmo horário nobre e não quem realmente merece pela sua qualidade ou originalidade.

Este post não morre


87 comentários e verdadeiros testamentos. Vários utilizadores registados de propósito para comentar o polémico documentário. Citado e referenciado um pouco por todo o lado há mais de um ano, é, mês após mês, o termo de busca que mais leitores traz a este blogue. Caramba, sou quase que obrigado a ver a continuação que saiu recentemente - "Zeitgeist Addendum" - para não quebrar a fórmula. E a verdade é que a discussão que se formou na caixa de comentários é quase tão interessante como a obra em si. A quem interessar, aqui fica a entrada em questão.

Rec 2 - Teaser Trailer



Em meados de Junho do ano passado, discutia-se aqui a veracidade de um cartaz que anunciava uma sequela do surpreendente filme de terror espanhol [Rec]. Agora, o teaser trailer lançado pela Filmax, esmaga quaisquer dúvidas. [F]

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Copa TV Dependente - Anos 90


Uma iniciativa engraçada do TV Dependente para eleger as melhores séries - ou pelo menos, as mais amadas pelos portugueses - dos anos noventa. Entre as minhas favoritas, "Friends", "Seinfeld", "Frasier", "Simpsons", "MacGyver", "The X-Files" ou "The Pretender". Mas meu grande malandro ZB, onde pára "Cheers", uma das mais galardoadas da história da televisão - e que se prolongou até 1993? E, já agora, "Baywatch"? Para votar, cliquem aqui.

Conversas à volta de um Óscar


Seis estrelas. Uma sala. Segredos e mentiras. Brad Pitt, Mickey Rourke, Downey Jr., Anne Hathaway, Langella e Sally Hawkins num exclusivo da Newsweek, adaptado em Portugal pela Revista Única (Expresso). Imperdível. O original, esse, pode ser visto aqui.

David Letterman

Se acharam isto bom, precisam de recuar até 1994 e dar uma olhadela a isto.

45 segundos

É o tempo máximo para discursos no próximo dia 22 de Fevereiro. Não bastava a falta de um humorista na condução do espectáculo, agora também apagam os momentos mais emotivos da cerimónia - e por isso, mais interessantes e imprevisíveis. A cada ano que passa, menos razões de interesse. Será que não entendem que é por estas e por outras que desde 2001, ano após ano, são cada vez menos os que seguem o espectáculo?

domingo, fevereiro 15, 2009

Something's Gotta Give (2003)

Harry (Jack Nicholson) é um galã a entrar na terceira idade mas dono e senhor de uma procura instintiva de prazer digna de um playboy no auge da sua juventude. Atraído pela beleza e jovialidade de mulheres com idade para serem suas filhas, é durante um fim-de-semana romântico com a sua última conquista, a estrondosa Marin (Amanda Peet), que descobre que um problema cardíaco o vai obrigar a mudar o seu estilo de vida. Algo que, como descobrirá, não será obrigatoriamente uma maçada, ou não fosse a mãe (Diane Keaton) de Marin uma mulher fascinante.

Something's Gotta Give” é uma comédia romântica madura para um auditório maduro. Com uma realização segura da veterana Nancy Meyers – já vão quase trinta anos desde que se estreou com “Private Benjamin”, filme em que a agora desaparecida Goldie Hawn brilhou e foi inclusivamente nomeada para um Óscar -, é no entanto o talento e o charme da dupla de velha escola – falo de Nicholson e Keaton, obviamente – que concedem ao filme a magnificência impar de uma obra que se destaca entre as demais no seu género. Em papéis feitos à medida de ambos, é deliciosa a química quase devassa das suas personagens que por isso mesmo conseguem proporcionar momentos de genialidade pura. Inteligente, hábil e sensata, a narrativa de Meyers – que assina o filme também como argumentista – esforça-se para não cair em lugares comuns e prova que não é preciso saber pouco da vida para não conseguir lidar com os misteriosos caminhos do amor. E, uma vez mais, orquestra uma nomeação de interpretação para uma das suas actrizes.