Uma premissa forte, com possibilidades infinitas, transformada numa narrativa previsível, pouco ambiciosa - limita-se a exibir uma mão cheia de efeitos especiais pouco mais do que engraçados -, repleta de lugares comuns, onde o suspense e a simpatia pelas personagens nunca são chamadas à tela, tendo mesma a tentativa do californiano Josh Trank, realizador e autor de "Crónica", de construir uma relação amorosa resultado numa total patetice infantil. Deste modo, "Chronicle" é uma daquelas obras que não faz jus ao seu trailer, decepcionando as expectativas daquelas que ansiavam por um guião tão complexo quando surpreendente. No fim, fica a sensação de que o estilo de "lost footage" não passou de uma intenção directorial, já que várias cenas durante os últimos quinze minutos da fita - que, já agora, teve um desfecho mais do que esperado - são apresentadas com uma montagem/filmagem muito mais profissional do que o suposto. Bem pensado, "Crónica" mereceria mais meia hora de filme; como acabou por sair, teve hora e meia a mais.
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