sexta-feira, outubro 13, 2017

Naked (2017)

Soa muito mal dizer que "Naked", o mais recente filme do realizador - que não interessa o nome pois daqui a um quarto de hora já não se lembram - que faz todas aquelas sátiras patetas dos blockbusters mais in de cada ano ("As Cinquenta Sombras de Black" ou "Inatividade Paranormal"), é a versão negra casamenteira d'O Feitiço do Tempo, clássico de Harold Ramis que está farto de levar pancada em Hollywood cada vez que alguém tenta homenagear o seu encanto conceptual? Pois bem, analogia racista ultrapassada e aproveitando o embalo para um pleonasmo, "Naked" até tem o seu encanto. Se vocês forem atrasados mentais, claro. Depois da atitude racista, outra marginalização preconceituosa. Isto hoje não está a correr bem. Correr? Sim, o Marlon Wayans corre nu nas ruas de Nova Iorque grande parte do filme. Calma miúdas, não se vê nada do que estão a pensar. O quê? Fui machista agora? Hoje não é mesmo o meu dia, desculpem-me. Até porque, verdade seja dita, todas estas discriminações foram apenas meras técnicas de auto-defesa para disfarçar o triste facto, cada vez mais fado, de eu até ter gostado desta paneleirice. Oh, merda, acabei de o fazer outra vez, não foi?

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