sexta-feira, abril 11, 2014
quinta-feira, abril 10, 2014
quarta-feira, abril 09, 2014
terça-feira, abril 08, 2014
segunda-feira, abril 07, 2014
Taken 2 (2012)
Antigo agente dos serviços secretos norte-americanos, Bryan Mills (Liam Neeson) e a família parecem já ter recuperado do trauma que os envolveu quando, alguns anos antes, a filha foi raptada em Paris por um grupo mafioso do leste da Europa, despoletando uma série de acontecimentos dramáticos que obrigaram Bryan a um one-man show de tiroteios, pancadaria e tortura de modo a conseguir salvar a sua mais que tudo de uma rede internacional de prostituição. Agora de férias em Istambul, na Turquia, mal imaginam os Mills que alguém os procura para um ajuste de contas.
Realizado por Olivier Megaton - responsável pelo simpático e competente "Colombiana" -, "Taken - A Vingança" fica a milhas do seu predecessor, a todos os níveis, por uma mão cheia de razões: para começar, falta-lhe o efeito surpresa do original de 2008, digno autor de algumas das cenas de acção - e tensão - mais carismáticas da última década; consequentemente, as expectativas elevadas de uma sequela meritória revelam-se inevitáveis, provocando um desgosto maior no espectador quando, na verdade, enquanto produto isolado "Taken 2" nem é mau de todo; depois ainda temos uma narrativa que trata como adolescente inocente uma actriz trintenária que, de miúda, pouco ou nada tem; e, pior ainda, quando a mesma criança passa de uma total aselha ao volante, daquelas que chumba no código tentativa após tentativa, para uma autêntica ás das estradas e da borracha queimada quando o perigo assim obriga. Outras incongruências narrativas mancham uma premissa ainda assim interessante - mesmo que pouco credível -, valendo-nos Neeson sentir-se quem nem peixe na água nesta personagem que lhe é indissociável. De resto, cenários ricos, ricos cenários nas bilheteiras (400 milhões contra os 45 de orçamento) e a falta de uma saga de características semelhantes à sua altura - quase todas série B as que por aí andam - levam-nos à conclusão que, para a glória ou para a desgraça, um terceiro capítulo é inevitável.
Realizado por Olivier Megaton - responsável pelo simpático e competente "Colombiana" -, "Taken - A Vingança" fica a milhas do seu predecessor, a todos os níveis, por uma mão cheia de razões: para começar, falta-lhe o efeito surpresa do original de 2008, digno autor de algumas das cenas de acção - e tensão - mais carismáticas da última década; consequentemente, as expectativas elevadas de uma sequela meritória revelam-se inevitáveis, provocando um desgosto maior no espectador quando, na verdade, enquanto produto isolado "Taken 2" nem é mau de todo; depois ainda temos uma narrativa que trata como adolescente inocente uma actriz trintenária que, de miúda, pouco ou nada tem; e, pior ainda, quando a mesma criança passa de uma total aselha ao volante, daquelas que chumba no código tentativa após tentativa, para uma autêntica ás das estradas e da borracha queimada quando o perigo assim obriga. Outras incongruências narrativas mancham uma premissa ainda assim interessante - mesmo que pouco credível -, valendo-nos Neeson sentir-se quem nem peixe na água nesta personagem que lhe é indissociável. De resto, cenários ricos, ricos cenários nas bilheteiras (400 milhões contra os 45 de orçamento) e a falta de uma saga de características semelhantes à sua altura - quase todas série B as que por aí andam - levam-nos à conclusão que, para a glória ou para a desgraça, um terceiro capítulo é inevitável.
domingo, abril 06, 2014
sábado, abril 05, 2014
sexta-feira, abril 04, 2014
Iron Man 3 (2013)
O Homem de Ferro tornou-se um super-herói ao serviço dos EUA - e, vá lá, do mundo -, um cuja armadura revolucionária é encorpada pelo genial magnata Tony Stark (Robert Downey Jr.), um homem com tantos prémios científicos e medalhas patrióticas quanto vícios e defeitos. No entanto, quando o temível Mandarin (Ben Kingsley) coloca não só a ordem e a paz a nível global em risco, como aqueles mais próximos de si em cheque, Stark vai aprender que, por vezes, é preciso bater no fundo para conseguir a perspectiva correcta dos acontecimentos.
Com uma realização atípica de Shane Black - e, com este, manter a tradição seria o melhor sinal -, o terceiro capítulo de "Iron Man" fez, obviamente, toneladas de dólares nas bilheteiras domésticas e internacionais, satisfazendo o público-alvo da Marvel com mais explosões, mais acção e mais efeitos especiais do que em qualquer um dos seus predecessores cinematográficos. No entanto, ao puxar o lençol para o lado pipoqueiro da cama, Black esqueceu-se de ser ele próprio e aquecer a donzela destapada responsável pelo guião, pelo desenvolvimento das personagens - logo aqui que tinha o vilão com maior potencial de toda a saga, um Kingsley islamizado à Bin Laden envolto em grande secretismo - e, estranhamente, pela diversão. Faltou a dose de humor recorrente no cabeça de cartaz, faltaram os já habituais temas dos australianos AC/DC para alegrar a festa e, por fim, faltou um twist sombrio inesperado na narrativa para manter a fórmula viva. Pensando melhor, o melhor talvez seja mesmo acabar o festival por aqui.
Com uma realização atípica de Shane Black - e, com este, manter a tradição seria o melhor sinal -, o terceiro capítulo de "Iron Man" fez, obviamente, toneladas de dólares nas bilheteiras domésticas e internacionais, satisfazendo o público-alvo da Marvel com mais explosões, mais acção e mais efeitos especiais do que em qualquer um dos seus predecessores cinematográficos. No entanto, ao puxar o lençol para o lado pipoqueiro da cama, Black esqueceu-se de ser ele próprio e aquecer a donzela destapada responsável pelo guião, pelo desenvolvimento das personagens - logo aqui que tinha o vilão com maior potencial de toda a saga, um Kingsley islamizado à Bin Laden envolto em grande secretismo - e, estranhamente, pela diversão. Faltou a dose de humor recorrente no cabeça de cartaz, faltaram os já habituais temas dos australianos AC/DC para alegrar a festa e, por fim, faltou um twist sombrio inesperado na narrativa para manter a fórmula viva. Pensando melhor, o melhor talvez seja mesmo acabar o festival por aqui.
quinta-feira, abril 03, 2014
quarta-feira, abril 02, 2014
terça-feira, abril 01, 2014
Até um dia destes, Amazon!
Analisando a reacção geral dos portugueses nas redes sociais à notícia, cheira-me que serão muitos os que deixarão de comprar na Amazon. O que fará com que a medida traga mais prejuízo do que benefícios à companhia de Jeff Bezos e, consecutivamente, seja revertida. O que, tendo ainda por cima em conta o facto da Amazon ser uma batoteira fiscal a nível mundial, não parece grande sacrifício financeiro para a empresa "luxemburguesa". Por isso, até um dia destes, Amazon. Até lá, alternativas, alguém?
segunda-feira, março 31, 2014
domingo, março 30, 2014
sábado, março 29, 2014
CCOP - Top de Fevereiro de 2014

1. Uma História de Amor, de Spike Jonze | 8,56
2. Nebraska, de Alexander Payne | 8,44
3. A Grande Beleza, de Paolo Sorrentino | 8,14
4. Ciclo Interrompido, de Felix Van Groeningen | 7,91
5. O Filme Lego, de Phil Lord e Christopher Miller | 7,75
6. Quando Tudo Está Perdido, de J.C. Chandor | 7,50
7. Um Quente Agosto, de John Wells | 7,15
8. Filomena, de Stephen Frears | 7,07
9. Um Segredo do Passado, de Jason Reitman | 6,00
10. O Sobrevivente, de Peter Berg | 5,88
11. The Monuments Men - Os Caçadores de Tesouros, de George Clooney | 5,55
12. RoboCop, de Jose Padilha | 4,83
sexta-feira, março 28, 2014
quinta-feira, março 27, 2014
quarta-feira, março 26, 2014
Veronica Mars (2014)
Passou quase uma década desde que Veronica Mars deixou a corrupta Neptune em direcção à cosmopolita Nova Iorque. Agora uma recém-formada advogada à beira de conseguir o seu primeiro contrato profissional numa empresa de topo, Veronica vai ter que, no entanto, voltar às origens para ajudar o ex-namorado Logan, uma vez mais, a livrar-se de um assassinato do qual é injustamente acusado. Sem hipótese de escapar ao seu conturbado passado - ou não fosse esta também a altura da reunião de dez anos da sua turma -, Veronica terá que voltar a ser a rapariga destemida que uma vez foi, enquanto luta contra a mulher que agora é.
Experiência cinematográfica gratificante que muitos julgavam ser um sonho impossível de se concretizar, "Veronica Mars", o filme, é muito mais do que um episódio "deluxe" de reunião, como é costume acontecer nestas reaparições televisivas. Outrora série de culto adorada por milhões de marshmallows - eu fui, e ainda sou, um deles - Veronica Mars ressuscita graças a uma campanha de recolha de fundos online histórica, cuja elevada procura fez com que este se revelasse, sem margem para dúvidas, um projecto cujo investimento privado da Warner Brothers teria sido justificado.
Com uma reintrodução inicial ao universo neptuniano de alto gabarito, capaz de activar memórias entretanto perdidas aos fãs e, ao mesmo tempo, apresentar a personagem querida da carreira de Kristen Bell aos que caíram na fita de pára-quedas, o grande trunfo de "Veronica Mars" é, em linha com o que acontecia no pequeno ecrã, um guião de q.i superior repleto de pormenores e diálogos deliciosos - "Agente da FBI? Talvez noutra vida!" -, que permite às personagens manterem-se fiéis a si próprias, ao mesmo tempo que os admiradores do culto televisivo encontram referências escondidas de uma naturalidade apaixonante a momentos-chave da aventura televisiva que começou em 2004 e terminou, ao fim de três temporadas, em 2007.
O mérito vai todo, obviamente, para Rob Thomas, mente brilhante que nunca desistiu deste seu ente querido, abandonado e mal tratado pelos estúdios que lhe anteciparam uma morte inevitável. Acumulando funções de guionista, realizador, produtor, angariador de fundos e sabe-se lá mais o quê, Thomas oferece aos fãs tudo o que estes queriam (a relação pai-filha, o "duelo" Logan-Piz, Leo D'Amato ou o polícia Sacks, os amigos Weevil, Mac e Wallace, entre tantos outros), sem que isso prejudique minimamente o mistério noir que se tornou imagem de marca da série. Melhor que tudo, Thomas deixa as portas abertas a possíveis sequelas - tanto no final agridoce do filme quanto em entrevistas recentes -, o que deixa o futuro de Veronica Mars nas mãos dos resultados de box-office e video-on-demand (estreou ao mesmo tempo nos dois meios). Disse-nos o tema do genérico, ao longo de 64 episódios, que "há muito tempo atrás, costumávamos ser amigos". Pois bem, esta sequela cinematográfica só reforçou esta amizade.
Experiência cinematográfica gratificante que muitos julgavam ser um sonho impossível de se concretizar, "Veronica Mars", o filme, é muito mais do que um episódio "deluxe" de reunião, como é costume acontecer nestas reaparições televisivas. Outrora série de culto adorada por milhões de marshmallows - eu fui, e ainda sou, um deles - Veronica Mars ressuscita graças a uma campanha de recolha de fundos online histórica, cuja elevada procura fez com que este se revelasse, sem margem para dúvidas, um projecto cujo investimento privado da Warner Brothers teria sido justificado.
Com uma reintrodução inicial ao universo neptuniano de alto gabarito, capaz de activar memórias entretanto perdidas aos fãs e, ao mesmo tempo, apresentar a personagem querida da carreira de Kristen Bell aos que caíram na fita de pára-quedas, o grande trunfo de "Veronica Mars" é, em linha com o que acontecia no pequeno ecrã, um guião de q.i superior repleto de pormenores e diálogos deliciosos - "Agente da FBI? Talvez noutra vida!" -, que permite às personagens manterem-se fiéis a si próprias, ao mesmo tempo que os admiradores do culto televisivo encontram referências escondidas de uma naturalidade apaixonante a momentos-chave da aventura televisiva que começou em 2004 e terminou, ao fim de três temporadas, em 2007.
O mérito vai todo, obviamente, para Rob Thomas, mente brilhante que nunca desistiu deste seu ente querido, abandonado e mal tratado pelos estúdios que lhe anteciparam uma morte inevitável. Acumulando funções de guionista, realizador, produtor, angariador de fundos e sabe-se lá mais o quê, Thomas oferece aos fãs tudo o que estes queriam (a relação pai-filha, o "duelo" Logan-Piz, Leo D'Amato ou o polícia Sacks, os amigos Weevil, Mac e Wallace, entre tantos outros), sem que isso prejudique minimamente o mistério noir que se tornou imagem de marca da série. Melhor que tudo, Thomas deixa as portas abertas a possíveis sequelas - tanto no final agridoce do filme quanto em entrevistas recentes -, o que deixa o futuro de Veronica Mars nas mãos dos resultados de box-office e video-on-demand (estreou ao mesmo tempo nos dois meios). Disse-nos o tema do genérico, ao longo de 64 episódios, que "há muito tempo atrás, costumávamos ser amigos". Pois bem, esta sequela cinematográfica só reforçou esta amizade.
terça-feira, março 25, 2014
segunda-feira, março 24, 2014
domingo, março 23, 2014
Monsters University (2013)
Prequela daquele que foi, na minha opinião, o melhor filme de animação norte-americano da primeira década do século XXI, "Monsters University" atira Sulley e Wazowski para as aventuras e desventuras de um campus universitário, onde a linha entre o sucesso e o fracasso nem sempre é definida por uma questão de mérito ou esforço. Realizado pelo estreante nas longas-metragens Dan Scanlon, "Monstros: A Universidade" não iguala o seu antecessor mas é, ainda assim, um produto de entretenimento adulto-juvenil tecnicamente irrepreensível, que prova que "Cars 2" foi apenas um acidente de percurso no quase imaculado currículo da Pixar.

sábado, março 22, 2014
sexta-feira, março 21, 2014
quinta-feira, março 20, 2014
CCOP - Top de Janeiro de 2014

1. 12 Anos Escravo, de Steve McQueen | 8,72
2. O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese | 8,00
3. O Clube de Dallas, de Jean-Marc Vallée | 7,59
4. Ninfomaníaca - Volume 2, de Lars von Trier | 7,38
5. Ninfomaníaca - Volume 1, de Lars von Trier | 6,67
6. A Espuma dos Dias, de Michel Gondry | 6,40
7. Golpada Americana, de David O. Russell | 6,29
8. Ao Encontro de Mr. Banks, de John Lee Hancock | 6,14
9. A Rapariga Que Roubava Livros, de Brian Percival | 5,80
10. Lovelace, de Rob Epstein e Jeffrey Friedman | 5,67
11. Casa Silenciosa, de Chris Kentis e Laura Lau | 5,20
quarta-feira, março 19, 2014
terça-feira, março 18, 2014
segunda-feira, março 17, 2014
21 Jump Street (2012)
Morton Schmidt (Jonah Hill) e Greg Jenko (Channing Tatum) são como azeite e água no secundário: simplesmente não se misturam, ou não fosse o primeiro um marrão de laboratório que usa as duas alças da mochila e, o segundo, um garanhão calinas cujo único objectivo é ser o rei do baile de finalistas. Mas a vida dá muitas voltas e, anos mais tarde, encontram-se na academia de polícia, onde tornam-se unha e carne ou, melhor dizendo, cérebro e músculo em conjunto. Dependentes um do outro - o primeiro não consegue correr mais do que trinta segundos, o segundo não decora sequer, de uma vez por todas, o "Miranda Warning" ("You have the right to remain silent..."), acabam por qualificar-se e ser enviados para a "21 Jump Street", um departamento secundário de investigação policial sob disfarce civil. Primeiro trabalho de infiltrados? Numa escola secundária, sítio onde não se suportavam no passado, para descobrir o distribuidor de uma nova droga. Só que agora ser nerd é cool e, inesperadamente, é Schmidt quem atrairá os holofotes nos corredores. Irá Jenko aguentar a pressão?
Comédia realizada pela dupla responsável pelas animações "Cloudy with a Chance of Meatballs" e "The Lego Movie", "Agentes Secundários" revela-se uma adaptação cinematográfica pouco fiel à série televisiva do final dos anos oitenta que lançou Johnny Depp para o estrelato. É verdade que a produção televisiva tinha os seus momentos divertidos - quase todos a cargo da personagem de Peter DeLuise -, mas a essência do seu sucesso baseava-se também na abordagem dramática e emocional que fazia sobre vários assuntos sérios como a toxicodependência ou a violência doméstica, muitas vezes com episódios sem uma única gargalhada no guião. Para vender melhor ou simplesmente por decisão artística, a verdade é que este reboot cinéfilo dedica-se somente a fazer rir o espectador e, verdade seja dita, consegue-o durante vários momentos. Seja nas homenagens à série (o gang de motards), na sequência em que a dupla principal está drogada ou na luta constante aos clichés e às convenções do género (os carros que teimam em não explodir, por exemplo), "21 Jump Street" desenrasca-se bem. Tão bem que aquele final a implorar por uma sequela era desnecessário.
Comédia realizada pela dupla responsável pelas animações "Cloudy with a Chance of Meatballs" e "The Lego Movie", "Agentes Secundários" revela-se uma adaptação cinematográfica pouco fiel à série televisiva do final dos anos oitenta que lançou Johnny Depp para o estrelato. É verdade que a produção televisiva tinha os seus momentos divertidos - quase todos a cargo da personagem de Peter DeLuise -, mas a essência do seu sucesso baseava-se também na abordagem dramática e emocional que fazia sobre vários assuntos sérios como a toxicodependência ou a violência doméstica, muitas vezes com episódios sem uma única gargalhada no guião. Para vender melhor ou simplesmente por decisão artística, a verdade é que este reboot cinéfilo dedica-se somente a fazer rir o espectador e, verdade seja dita, consegue-o durante vários momentos. Seja nas homenagens à série (o gang de motards), na sequência em que a dupla principal está drogada ou na luta constante aos clichés e às convenções do género (os carros que teimam em não explodir, por exemplo), "21 Jump Street" desenrasca-se bem. Tão bem que aquele final a implorar por uma sequela era desnecessário.
domingo, março 16, 2014
sábado, março 15, 2014
Spielberg & Schindler
sexta-feira, março 14, 2014
quinta-feira, março 13, 2014
Gosto da iniciativa, mas cheira-me a flop.
quarta-feira, março 12, 2014
terça-feira, março 11, 2014
segunda-feira, março 10, 2014
Feitiço contra o feiticeiro
domingo, março 09, 2014
sábado, março 08, 2014
Outsourced (2006)
Comédia sobre o choque cultural entre os costumes norte-americanos e as tradições indianas, "Outsourced" é a história de Todd Anderson, responsável por um callcenter de bugigangas americanizadas que não lembram a ninguém cujo emprego é transferido para Bombaim por uma questão de gestão de custos. Lá terá que treinar o seu futuro substituto, bem como ensinar toda uma equipa de indianos a vender produtos americanos de utilização duvidosa - e que não fazem qualquer sentido para estes - a... americanos. Mas, pior do que isso tudo, será adaptar-se a um estilo de vida onde comer carne de vaca é uma heresia e a mulher pela qual se sente atraído está de casamento marcado com um homem que nem conhece.
Produção independente que venceu uma mão-cheia de galardões em festivais secundários e que acabou por dar origem a duas séries televisivas - a britânica "Mumbai Calling" e a norte-americana homónima "Outsourced" - "Despachado para a Índia" revela-se um filme simpático e competente sobre o fenómeno da globalização, que vai conquistando o espectador a cada desventura cultural ultrapassada de forma atabalhoada por Todd. Entretenimento sem grandes exageros nem lições de moral, num conceito despretensioso que, ainda assim, provou funcionar melhor em formato televisivo, devido ao sem número de possibilidades narrativas que as diferenças culturais entre dois mundos tão distintos permitem.
Produção independente que venceu uma mão-cheia de galardões em festivais secundários e que acabou por dar origem a duas séries televisivas - a britânica "Mumbai Calling" e a norte-americana homónima "Outsourced" - "Despachado para a Índia" revela-se um filme simpático e competente sobre o fenómeno da globalização, que vai conquistando o espectador a cada desventura cultural ultrapassada de forma atabalhoada por Todd. Entretenimento sem grandes exageros nem lições de moral, num conceito despretensioso que, ainda assim, provou funcionar melhor em formato televisivo, devido ao sem número de possibilidades narrativas que as diferenças culturais entre dois mundos tão distintos permitem.
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