sábado, janeiro 13, 2018

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (2017)

Um filmaço de Martin McDonagh - ao nível do fenomenal "In Bruges" - sobre a angústia da raiva e a raiva da angústia. Como que um terceiro irmão Coen, perito em orquestrar uma narrativa onde a tragédia é palco do irresistível, a violência é o mote para o suspense e várias questões sociais o combustível para uma aula irrepreensível de humor negro. Uma máquina oleada operada por um elenco de excepção, onde McDormand arrepia, Rockwell arrasa e Harrelson não perdoa. Todo um mundo cru e cruel com personagens complexas e reais, onde não há perspectivas certas ou erradas sobre os actos que cada uma delas comete. Porque aqui não há lugar para heróis ou vilões uni-dimensionais.

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Timecop: The Berlin Decision (2003)

Nesta sequela straight-to-video do clássico de Van Damme que imortalizou a sua espargata numa bancada de cozinha, é Jason Scott Lee, o dragão que um dia foi Bruce Lee, que toma as rédeas de uma trapalhada temporal que decide enfiar três ou quatro possíveis linhas narrativas - visitas ao faroeste dos cowboys, à Alemanha de Hitler, à Chinatown mafiosa da década de trinta, entre outras - numa desculpa de fita para malta que, como eu, não resista à ideia de revisitar o conceito de um polícia duro de roer que controla saltos temporais ilícitos. Fica a admiração pelo secundário John Beck, afastado da alta roda de Hollywood há quarenta anos, sabe-se lá porquê.

quinta-feira, janeiro 11, 2018

There's a story behind every story

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Game of Thrones (S3/2013)

Tyrion e Daenerys em destaque numa temporada salva pelo mais infame dos casamentos, uma ode à tenacidade ímpar da caneta de George R.R. Martin, num universo onde família, honra e poder brincam ao pedra, papel e tesoura, num jogo onde nada é certo ou justo. Westeros não é para meninos - e muito menos para mulheres, que considerariam Harvey Weinstein um cavalheiro nestas ruas sujas - mas "Game of Thrones" é para quase todos: drama, humor, sexo e traições constroem uma sala de armas difícil de resistir, por mais anti-bélicos que sejamos. Vou só ali chorar pela Talisa Stark - uma espanhola neta do Charlie Chaplin, olhem bem as voltas que a vida dá - e já volto para a quarta temporada.

terça-feira, janeiro 09, 2018

Já só faltam duas semanas!

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Lady Bird (2017)

Uma espécie de filme autobiográfico - Greta Gerwig cresceu em Sacramento na mesma altura que a personagem - onde tudo acontece sem nada acontecer. O tudo são os dramas do crescimento, a formação do eu no meio das expectativas familiares, a descoberta da sexualidade, as decepções relacionais, a procura de um lugar no mundo. Uma meditação calma e requintada sobre a adolescência, suportada em duas actrizes excepcionais - Ronan e Metcalf -, ainda assim longe de merecer toda a atenção e espalhafato que tem recebido. Porque o excelente - o ex-treinador de futebol americano que vai dar aulas de teatro, por exemplo - oscila muitas vezes com o banal, e a honestidade quase poética de "Lady Bird" nunca arrisca um verso memorável.

domingo, janeiro 07, 2018

Carrey & Seinfeld

Como é engraçado rever o episódio de "Comedians in Cars Getting Coffee" - que, por falar nisso, chegou esta semana em grande estilo à Netflix - com o alucinado Jim Carrey agora que já sabemos o que a casa gasta, ou não tivesse o brilhante "Jim & Andy" aberto a caixa de pandora em relação ao canadiano. Andy queimou, definitivamente, os fusíveis a Carrey, sem retorno; e, no meio da confusão, entre o cómico e o insano, Seinfeld nem sabia o que fazer ou dizer. Vinte minutos tão puros quanto deliciosos.

sábado, janeiro 06, 2018

Agora vamos ter que Mamoar com ele

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Gabriel Iglesias: I'm Sorry for What I Said When I Was Hungry (2016)

Fluffy Iglesias num especial de stand-up em que regressa ao estilo dos primeiros anos, repleto de pronúncias, efeitos e imitações sonoras de primeira linha. O gordinho mexicano das camisolas havaianas floridas conta ao mundo como foi o encontro com o seu ídolo de adolescência - nada mais nada menos que Arnold Schwarzenegger -, relembra um espectáculo memorável em que lhe entregaram um cabaz racista em palco e goza com carros de polícia... eléctricos. Tudo num registo muito familiar, não fossem as vendas do DVD saírem prejudicadas. Uma horinha de diversão para ir passando lá ao fundo na Netflix enquanto os sogros fazem uma visita.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Nas Nalgas do Mandarim - Cartaz S5

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Nas Nalgas do Mandarim - Teaser S5

terça-feira, janeiro 02, 2018

Autumn Salvation

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Salvation (S1/2017)

Um aluno do MIT que descobre um meteorito "extinction level shit" em rota de colisão com o nosso planeta em menos de seis meses; um cientista milionário com capacidade para criar algo que evite o impacto apocalíptico; um golpe de estado orquestrado na Casa Branca; uma guerra nuclear entre os EUA e a Rússia; uma arca de Noé espacial para salvar a humanidade; namoricos, traições, filhos problemáticos e um velho reformado capaz de se livrar de qualquer corpo. Tudo isto, e mais um pouco, em treze episódios repletos de adrenalina, ritmo elevadíssimo e reviravoltas constantes suportadas num elenco competente e na nossa constante curiosidade para descobrir se o inevitável vai mesmo acontecer. Segunda temporada obrigatória para o próximo verão.

domingo, dezembro 31, 2017

2017 Movie Mashup

sábado, dezembro 30, 2017

E para encerrar 2017...

1. Melhor Cartaz - Blood Drive, SyFy
2. Melhor Série - Broadchurch Temporada 3
3. Melhor Filme - Mother!, de Darren Aronofsky
4. Mais Antecipado 2018 - Super Troopers 2
5. Melhor Blogue - A Janela Encantada

sexta-feira, dezembro 29, 2017

The Walking Dad

quinta-feira, dezembro 28, 2017

Bright (2017)

Buddy-cop de fantasia, eis uma aposta diferente e divertida da Netflix, numa espécie de blockbuster moderno da era streaming com uma recepção terrível na crítica especializada, que rapidamente o rotulou como um dos piores do ano. Notícias tão exageradas de uma morte anunciada quanto irrelevantes, pois neste novo mundo e mercado cinéfilo as regras são moldadas pelo criador e não pelo receptor: sequela já confirmada pela ainda irreverente produtora e distribuidora norte-americana. Racismo, magia e corrupção entre humanos, orcs e elfos num universo com muito para oferecer mas que, ainda assim, se soube conter no meio de tantas possibilidades. Mérito para os experientes David Ayer e Max Landis, num exemplo de entretenimento tão tecnicamente competente como... previsível e formulaico. O que, sem ser bom, não é obrigatoriamente mau. E eu, com estas antíteses, qual poeta-idiota em curto-circuito.

quarta-feira, dezembro 27, 2017

Why cartoon characters wear gloves

terça-feira, dezembro 26, 2017

Não tem como falhar

segunda-feira, dezembro 25, 2017

This kid needs milk

domingo, dezembro 24, 2017

Atomic Blonde (2017)

Estilo sobre substância na estreia na realização de David Leitch, conceituado stuntsman de alguns dos mais recentes clássicos de pancadaria em Hollywood. E, ainda assim, "Atomic Blonde - Agente Especial" não é, nem de perto nem de longe, tão visualmente arrebatador quanto julga que é, num clássico espião vs espião (vs espião) cujo único momento que deixa para a posteridade é uma vazia cena lésbica entre as escaldantes Theron e Boutella. Porque o equilíbrio é a chave - é só colocar os olhos em "John Wick" - e já ninguém tem paciência para este persona rufia-drogado de McAvoy.

sábado, dezembro 23, 2017

Air Lino

sexta-feira, dezembro 22, 2017

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Theron & Oyelowo

quarta-feira, dezembro 20, 2017

The Snowman (2017)

Uma trapalhada em formato de pastel. Assim, curto e simples. Tomas Alfredson, o sueco responsável pelo vampiresco de culto "Deixa-me Entrar", não consegue nunca em "O Boneco de Neve" encontrar o ritmo certo para uma narrativa que, ainda por cima, desdobra-se numa mão-cheia de ganchos emocionais desnecessários e justificações históricas/familiares demasiado óbvias para serem sequer necessárias. Numa sempre cativante redoma de neve, nem a própria cinematografia consegue convencer, parecendo sempre tudo demasiado impessoal e artificial. Fassbender, Ferguson e Gainsbourg nunca abandonam o piloto automático e J.K. Simmons e Toby Jones nem sei o que foram fazer à Noruega, dada a total irrelevância das suas personagens. E assim, do nada, o melhor trailer do ano resulta num daqueles filmes que em menos de nada cai para sempre no esquecimento. Como é que se chama mesmo?

terça-feira, dezembro 19, 2017

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Um ferro de engomar enfiado no c*

2008. Conheci dois tipos numa viagem à Suiça com a minha mulher. Ambos homossexuais. Um deles, indiano, um porreiraço de primeira, fomos várias noites para os copos, concursos de shots até às tantas da madrugada, etc. etc. Somos amigos ainda hoje. O outro, tailandês, um atrasado mental, sem sentido de humor ou qualquer empatia social. Quando falo a alguém do primeiro, tudo bem, uma ou outra piadinha gay e a coisa fica por ali. Quando trago o segundo à baila, metem-me logo a chancela de homofóbico. O mais curioso? Acontece agora o mesmo com os filmes/séries. Um gajo já não pode dizer que achou que a "Casa do Cais", a nova série LGBT da RTP, provavelmente será uma grande banhada devido ao trailer vazio de ideias que foi lançado que é logo rotulado de retrógrado. Haja paciência.

domingo, dezembro 17, 2017

The Legacy of Paranoid Thrillers

sábado, dezembro 16, 2017

Take 47 - Anos 80

sexta-feira, dezembro 15, 2017

More.

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Blood Drive (S1/2017)

"Blood Drive" arranca de pé a fundo: um universo característico, onde cada cidade, em cada episódio, tem algo de deliciosamente gore que a caracteriza, numa corrida pela sobrevivência em que os últimos de cada trajecto ficam sem cabeça... literalmente. Num futuro distópico onde os carros funcionam a sangue humano e não a combustível, Arthur e Grace polvilham uma aventura com um humor inesperadamente refinado, repleta de personagens exóticas, falsos anúncios publicitários hilariantes e one-liners deliciosos - "You can't fuck the pain away". Tudo de um nível maravilhosamente original e divertido até os guionistas, por volta do oitavo episódio, tomarem um conjunto de decisões duvidosas em torno do conceito de "Primo" e da inesperada nova vilã, que desvirtuaram por completo o maior trunfo da série da SyFy: o relacionamento entre a dupla principal. Salvou-se o finale - sem dó nem piedade de nenhuma personagem dado o cancelamento mais do que anunciado - e um dos melhores vilões dos últimos anos: Julian Slink.

quarta-feira, dezembro 13, 2017

Karma

terça-feira, dezembro 12, 2017

Eastwood changing the game again

segunda-feira, dezembro 11, 2017

The Best Sex Scenes of the 21st Century

"What makes a sex scene sexy? More to the point, what makes a sex scene good? That’s become an especially thorny question in recent years, with detailed accounts of what goes on behind the scenes of movies we love complicating our relationship with their most memorable moments (we’re looking at you, “Blue Is the Warmest Color”). And though we’re ever so slowly moving away from the male gaze serving as the default perspective on love, sex, and everything between, there’s still a long way to go. Still, there’s been a lot to celebrate over the last 17 years. A number of sex-positive, LGBTQ-friendly, and otherwise forward-thinking filmmakers have directed scenes that are as steamy as they are moving. There’s nothing missionary about the movies below — S&M, threesomes, self-love, peaches, and puppet sex all abound — but there is substance to these sex scenes." [IndieWire]

domingo, dezembro 10, 2017

O Cinema Não Morreu