segunda-feira, junho 09, 2014
domingo, junho 08, 2014
Shaft (1971)
Com uma banda sonora inesquecível da autoria de Isaac Hayes que se tornou no primeiro álbum de música Soul a liderar as tabelas das mais ouvidas nos EUA - e logo por umas incríveis sessenta semanas -, "Shaft" transformou-se num clássico instantâneo da Blaxpoitation, uma lenda cinematográfica do combate ao crime entre o carisma funky da personagem de Richard Roundtree e a realização destemida do conceituado fotógrafo da revista Time, Gordon Parks. Como curiosidade, "Shaft" rendeu à MGM cerca de vinte e seis vezes o seu orçamento de produção, salvando o estúdio de uma bancarrota certa em 1971. Duas sequelas sem grande impacto, um remake com Samuel L. Jackson como herói e uma série de televisão depois, o "Shaft" original continua intacto.
sábado, junho 07, 2014
sexta-feira, junho 06, 2014
quinta-feira, junho 05, 2014
quarta-feira, junho 04, 2014
terça-feira, junho 03, 2014
The Night of the Iguana (1964)
Lawrence Shannon é um padre em desgraça: depois de um rumor sobre uma relação sexual proibida o ter afastado da igreja contra a sua vontade, Shannon é agora um guia turístico com problemas com o álcool na costa oeste mexicana. Naquela que poderia ser muito bem outra excursão sem história com um grupo de professoras reformadas norte-americanas, Shannon vai ser assediado por uma adolescente e, mesmo resistindo ao pecado, acabará envolvido numa espiral de ataques à sua credibilidade que podem muito bem colocar em risco o seu novo emprego.
Adaptação da peça da Broadway de um dos mais premiados dramaturgos do século passado (Tennessee Williams), "A Noite da Iguana" é um ensaio filosoficamente poderoso sobre a tentação e o pecado, sobre a fragilidade do espírito humano em ambientes adversos, onde as fantasias proibidas de um homem sexualmente subjugado são colocadas à prova num contexto tão freudiano quanto paradisíaco. Filme que pôs a vila mexicana de Puerto Vallarta no mapa turístico de milhões de norte-americanos no último meio-século, "The Night of the Iguana" é, enquanto produto cinematográfico, tão fascinante em alguns aspectos quanto monótono e até entediante em certas partes da sua narrativa. Com um elenco de luxo - Richard Burton, Ava Gardner e Deborah Kerr eram algumas das mais bem pagas estrelas da época - e uma realização improvável - o grande John Huston estava acostumado a outras andanças mais mexidas -, a obra que reutiliza a Lolita Sue Lyon como mulher irresistível teve uma das mais badaladas produções de sempre, com ciúmes, armas e caprichos de vedeta à mistura, o que em parte também explica o porquê de Houston não ter conseguido uma transposição para a grande tela do carácter alegórico e intelectualmente subterrâneo do material teatral que tinha em mãos.
Adaptação da peça da Broadway de um dos mais premiados dramaturgos do século passado (Tennessee Williams), "A Noite da Iguana" é um ensaio filosoficamente poderoso sobre a tentação e o pecado, sobre a fragilidade do espírito humano em ambientes adversos, onde as fantasias proibidas de um homem sexualmente subjugado são colocadas à prova num contexto tão freudiano quanto paradisíaco. Filme que pôs a vila mexicana de Puerto Vallarta no mapa turístico de milhões de norte-americanos no último meio-século, "The Night of the Iguana" é, enquanto produto cinematográfico, tão fascinante em alguns aspectos quanto monótono e até entediante em certas partes da sua narrativa. Com um elenco de luxo - Richard Burton, Ava Gardner e Deborah Kerr eram algumas das mais bem pagas estrelas da época - e uma realização improvável - o grande John Huston estava acostumado a outras andanças mais mexidas -, a obra que reutiliza a Lolita Sue Lyon como mulher irresistível teve uma das mais badaladas produções de sempre, com ciúmes, armas e caprichos de vedeta à mistura, o que em parte também explica o porquê de Houston não ter conseguido uma transposição para a grande tela do carácter alegórico e intelectualmente subterrâneo do material teatral que tinha em mãos.
segunda-feira, junho 02, 2014
domingo, junho 01, 2014
The Crawling Dead
sábado, maio 31, 2014
sexta-feira, maio 30, 2014
TCN Blog Awards 2014 - Categorias
Blogger do Ano
Blogue Individual de Cinema
Blogue Colectivo de Cinema
Blogue de Televisão
Novo Blogue de Cinema/TV
Artigo de Televisão
Artigo de Cinema
Crítica de Televisão
Crítica de Cinema
Entrevista
Reportagem/Cobertura
Iniciativa
Rubrica
Site/Portal
Prémio Memória
Tal como nos últimos dois anos, o sistema de votação será partilhado entre uma academia de jurados e o público. Para que cada blogue/site/blogger tenha mais tempo para planear e decidir as suas candidaturas, decidimos anunciar as categorias com alguma antecedência. Os prazos e condições para entrega das vossas escolhas será definido posteriormente, sendo provável que tal ocorra, como no passado, no mês de Outubro. Para Blogue Individual de Cinema serão consideradas válidas todas as candidaturas cujos blogues contenham 90% ou mais de entradas assinadas em nome de um só elemento. O Prémio Memória tem como objectivo homenagear blogues de cinema/tv hoje inactivos. O homenageado será decidido pela organização e será revelado apenas na cerimónia de entrega dos troféus.
quinta-feira, maio 29, 2014
quarta-feira, maio 28, 2014
terça-feira, maio 27, 2014
Midnight Cowboy (1969)
Primeira fita com classificação etária restrita a maiores de dezoito anos a conquistar o Óscar de Melhor Filme, "O Cowboy da Meia-Noite" chocou Hollywood no final dos anos sessenta com a exploração mainstream de temas sombrios como a homossexualidade, a prostituição e a violação. História de um jovem texano armado em playboy na urbana Nova Iorque e da sua amizade improvável com um ítalo americano aldrabão e sem-abrigo, "Midnight Cowboy" foi o espelho de uma era radical nos Estados Unidos da América, onde uma geração hippie lutava nas ruas contra padrões pré-definidos e moribundos de comportamento social. Construído em catarse, com recordações recalcadas a justificarem constantemente as acções e os medos de Joe Buck, a obra de culto de John Schlesinger ("Marathon Man") tende a banalizar-se com o seu envelhecimento - e respectiva evolução da sociedade -, mas será para sempre recordada como uma pedrada num charco pestilento, onde ser moralmente desigual era perigoso até no box-office. E quem não se lembra de cantarolar "Everybody's Talking"?
segunda-feira, maio 26, 2014
domingo, maio 25, 2014
Metal Gear Solid no cinema?
sábado, maio 24, 2014
sexta-feira, maio 23, 2014
quinta-feira, maio 22, 2014
West Side Story (1961)
Vencedor de dez estatuetas douradas da Academia norte-americana - entre as quais a de Melhor Filme e Melhor Realizador -, "West Side Story" é ainda hoje relembrado como um dos musicais de Hollywood de maior sucesso e impacto em todo o mundo. Com uma banda sonora inolvidável, diversos temas como "America", "Somewhere", "Maria", "The Jet Song", "I Feel Preety" e "Tonight" a conquistarem um selo de intemporalidade e coreografias tão arrebatadoras quanto ritmadas, "Amor Sem Fronteiras" transpôs de forma irrepreensível o hit teatral da Broadway para a grande tela. Ainda que, com um orçamento na altura escandaloso de seis milhões de dólares, convites recusados por estrelas como Elvis ou Hepburn para os papéis principais e ninguém do elenco original a dar um passito de dança na versão cinematográfica, não tenha faltado polémica suficiente para tornar a sua produção famosa e a sua estreia uma incógnita.
Versão adaptada da tragédia amorosa shakesperiana de Romeu e Julieta, com bandos rivais nova-iorquinos à mistura (os norte-americanos Jets e os porto-riquenhos Sharks), o filme co-realizado por Robert Wise e Jerome Robbins (este último, coreógrafo da peça teatral, foi despedido pelos produtores a meio das filmagens, devido à sua continua insatisfação com as cenas musicais e com as ideias de Wise, recebendo ainda assim o Óscar na altura devida) foi considerado o segundo melhor musical de sempre pela American Film Institute - apenas batido por "Singin' in the Rain" - e mantem-se hoje, nos seus dois actos, tão moderno e revigorante como no início da década de sessenta. Na altura, a sua mensagem contra a discriminação e contra a violência racial, dois anos antes do famoso "I Have a Dream" de Martin Luther King, foi passaporte assegurado para o sucesso na crítica. O público, esse, não resistiu aos encantos de Natalie Wood, Rita Moreno, Richard Beymer e George Chakiris.
Versão adaptada da tragédia amorosa shakesperiana de Romeu e Julieta, com bandos rivais nova-iorquinos à mistura (os norte-americanos Jets e os porto-riquenhos Sharks), o filme co-realizado por Robert Wise e Jerome Robbins (este último, coreógrafo da peça teatral, foi despedido pelos produtores a meio das filmagens, devido à sua continua insatisfação com as cenas musicais e com as ideias de Wise, recebendo ainda assim o Óscar na altura devida) foi considerado o segundo melhor musical de sempre pela American Film Institute - apenas batido por "Singin' in the Rain" - e mantem-se hoje, nos seus dois actos, tão moderno e revigorante como no início da década de sessenta. Na altura, a sua mensagem contra a discriminação e contra a violência racial, dois anos antes do famoso "I Have a Dream" de Martin Luther King, foi passaporte assegurado para o sucesso na crítica. O público, esse, não resistiu aos encantos de Natalie Wood, Rita Moreno, Richard Beymer e George Chakiris.
quarta-feira, maio 21, 2014
terça-feira, maio 20, 2014
Diogo Morgado vai ser jogador do Benfica
segunda-feira, maio 19, 2014
domingo, maio 18, 2014
sábado, maio 17, 2014
The Asphalt Jungle (1950)
sexta-feira, maio 16, 2014
quinta-feira, maio 15, 2014
quarta-feira, maio 14, 2014
CCOP - Top de Abril de 2014

1. O Acto de Matar, de Joshua Oppenheimer | 8,42
2. A Imagem Que Falta, de Rithy Panh | 8,33
3. Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson | 8,13
4. Prince Avalanche, de David Gordon Green | 7,70
5. Gloria, de Sebastián Lelio | 7,63
6. A Dois Passos do Estrelato, de Morgan Neville | 7,20
7. Jovem e Bela, de François Ozon | 7,09
8. O Que a Maisie Sabe, de Scott McGehee e David Siegel | 6,00
9. O Fantástico Homem-Aranha 2, de Marc Webb | 5,56
10. Divergente, de Neil Burger | 5,40
10. Noé, de Darren Aronofsky | 5,40
12. 3 Dias para Matar, de McG | 5,00
13. Pecado Fatal, de Luís Diogo | 4,60
terça-feira, maio 13, 2014
segunda-feira, maio 12, 2014
Point Blank (1967)
História de um assalto a três que acabou em traição por pura ganância financeira e da respectiva vingança do homem que foi deixado ferido para morrer em Alcatraz pela sua namorada e melhor amigo, "Point Blank" revolucionou o cinema norte-americano em 1967 e, hoje, quase cinquenta anos depois, continua a ser bastante radical a nível técnico e artístico. Primeiro filme americano do inglês John Boorman ("Deliverance" e "Excalibur"), "Point Blank" começa de forma completamente atabalhoada, com um jogo de flashbacks constantes entrelaçados com o presente a confundirem o espectador, mas desenvolve-se quase de maneira perfeita num thriller de acção tão linear e convencional quanto niilista e provocador a todas as noções estabelecidas do género e do típico herói de Hollywood. Boorman atravessa o oceano com os métodos de realizadores europeus como Godard ou Resnais e enfia-os neste seu pós-noir, onde o isolamento de um homem num universo imoral é filmado com cores fortes e cenários visualmente ricos e espaçosos. Embutido de uma ironia quase mórbida na face irrepreensível de Lee Marvin, o seu Walker é definido pela demanda e, quando esta acaba, também a sua personagem se esmorece na escuridão. A resposta revela-se insignificante quando é a pergunta em si que não faz qualquer sentido - Walker não saberia o que fazer com aqueles noventa e três mil dólares, agora que estava sozinho no mundo - e para a eternidade fica uma questão: terá sido tudo aquilo o sonho de um homem moribundo numa cela abandonada? Boorman sugere muito mas diz pouco; e é esse abrir a múltiplas interpretações que torna "Point Blank" ainda mais interessante.
domingo, maio 11, 2014
sábado, maio 10, 2014
Ainda está para aparecer...
sexta-feira, maio 09, 2014
Hotel Rwanda (2004)
Sociodrama cinematográfico de como Paul Rusesabagina, gerente de um hotel no Ruanda, salvou cerca de mil e duzentos cidadãos de etnia Tutsi de um dos maiores genocídios da História humana - cerca de um milhão de pessoas foram assassinadas -, o grande trunfo de "Hotel Rwanda" é conseguir focar as atenções nos actos de um homem corajoso e não na violência aterradora que serve de pano de fundo à obra nomeada para três Óscares. O choque do espectador constrói-se ao longo das aventuras e desventuras da personagem de Don Cheadle para apagar fogos em pleno inferno e não é conquistado através de imagens visualmente ofensivas. Esta compaixão pela humanidade permitiu ao filme chegar a uma audiência maior, mas não o tornou menos eficaz ou devastador; pelo contrário, a inacção e inércia do ocidente revelam-se as vilãs mais difíceis de suportar.
quinta-feira, maio 08, 2014
quarta-feira, maio 07, 2014
Contra factos...
terça-feira, maio 06, 2014
Fuc*ing Bruges
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